Se pudesse, deixava todas as mágoas para trás como se deixa um objecto esquecido.
Se pudesse não rever o passado, vivia apenas a felicidade de um futuro promissor e apenas o presente da verdadeira essência de cada pessoa espalhada no infinito.
Se pudesse esconderia apenas num pequeno baú a imensidão de toda a essência e todo o carinho e amor que vivi durante cada passo de criança traquina que dei.
Mas surge e ressurge uma certa e dolorosa nostalgia.
Uma ânsia de recriar o que jamais foi de facto materializado.
Há sempre algo que fica por dizer, por sentir, por dar, algo que se vive sem poder ser contado.
E fica a inexistência de como transmitir esse sentimento engasgado no peito.
Surge o passado como um inimigo que luta contra o viver do nosso promissor futuro.
E assim,
O caminho vai se fazendo mais duro com o arrastar dessas lembranças de sentimentos, duras correntes do que se fica por sentir e de palavras que ficam por dizer.
Até quando carregaremos o mundo nas costas? E quando poderemos finalmente nos libertar?
É nessa esperança de transmutação que nasce uma flor de entre cinzas, cinzas que contam e recontam histórias de pura e vaidosa melancolia.
E é nessa flor que vive o nosso sorriso de criança, uma pureza que nunca cessa por mais carrasca que seja a vida ao dizer adeus a belos sonhos desacreditados.
Monday, November 28, 2011
Tuesday, September 20, 2011
Minha literatura

Literatura,
Âncora,
que me segura face às flutuações dessa minha adolescência já tardia
Curiosidade,
que afoga e transcende minha noção de capacidade intelectual
que me segura face às flutuações dessa minha adolescência já tardia
Curiosidade,
que afoga e transcende minha noção de capacidade intelectual
Aventura,
que me surpreende face a um trilho que nunca antes sequer vislumbrei ou pensei visitar
Antídoto,
para uma receosa preocupação que conduz a uma passiva e dolorosa depressão
Muito vejo e sinto de um mundo que me custa a aceitar, talvez sendo isso o que me leve numa viagem rumo a uma persistente tristeza
Decepção com um mundo de pessoas que acabo por sem querer ter de observar
Acima de tudo, sinto-me solitária.
Solitária, mas não reprimida
Reprimida sim, sinto muita da minha geração entre outras tantas, maioriatiamente, assim
Tão cegas a toda essa boa literatura e cultura que nos presenteia sempre com tanto para dar
Como queria que amigos sentissem o que eu sinto por vezes ao ler um saboroso livro ou a ouvir uma multicolor canção jazz
Como queria simplemente não me importar de estar sempre sozinha na mais pura e mágica imaginação, perdida em todas essas imensas tonalidades de diferentes criações
No entanto, solitária sinto-me ao exprimir todos esses meus momentâneos e instantâneos contentamentos
Quase que sinto dificuldade em comunicar com outros jovens, não por falta do que dizer e sim por saber que pouco interesse teriam em me ouvir
Felizmente, raras excepções vou encontrando, e essas descobertas de pura magia sensorial acabam por propagar-se pouco a pouco ou sem querer
E assim, a mim própria, vejo.
Por outros, completo-me como se de mim fizesse um puzzle e o completasse peça a peça
Se pouco de mim posso dar, dou-me à escrita assim, periodicamente.
E da literatura,sempre que posso, faço refúgio,
um passo a passo que me leva rumo a mais pura libertação
um esquecimento de todo esse desamparo mal resolvido.
Tuesday, August 23, 2011
Melodia

Músicar, é flutuar em labirintos de doces sensações
É chegar ao inatingível com a força e bravura da luta que ainda não chegou ao fim
É amar como se nunca se tivesse imaginado o que seria o amor
É sonhar como se fosse possível sonhar com algo impossível de se ter imaginado ser possível existir
Música, é a beleza de todo o vazio que existe em todas as coisas celestiais ou apenas existente no mais profundo do ser
Música, é a beleza de todo o vazio que existe em todas as coisas celestiais ou apenas existente no mais profundo do ser
É cor que existe melodicamente encerrada a sete chaves que apenas os cegos de nascença e os loucos de própria vontate podem claramente observar
É história sem passado nem futuro, com apenas um eterno presente inspirado no além
É nascimento sem morte, e morte sem nascimento, uma cura profunda e as vezes um impulso para loucas desilusões
Fonte inesgotável de alma
Se alma existe que se possa ouvir
Fonte inesgotável de alma
Se alma existe que se possa ouvir
Fôlego de curta duração mas que enche numa eterna fascinação
Pinto e desenho formas geométricas em aquarelas de notas musicais
Pinto e desenho formas geométricas em aquarelas de notas musicais
Sinto colcheias e pausas em ritmos e sabores naturais
Viajo na liberdade rítmica e alternada do som como num mais puro transe do qual não quero voltar
Anseio cada tom e cada distonia não premeditada como uma agradável surpresa inesperada
A música, ao todo, somos tu e eu
A música, ao todo, somos tu e eu
Desabafo solitário
Estar sozinha é nunca estar verdadeiramente só
É provar que o invisível existe
É dar asas a imaginação
À criação, à esperança do que ocorrerá de bom ou à esperança da repetição do maravilhoso que outrora foi criado.
É provar que o invisível existe
É dar asas a imaginação
À criação, à esperança do que ocorrerá de bom ou à esperança da repetição do maravilhoso que outrora foi criado.
Quando estou sozinha sei que apenas a minha condição influenciará toda a corrente de sensações e acontecimentos que vão acontecendo um por um
Posso claramente vivenciar o místico e fantasmagórico ser que é a minha centelha de natureza.
E cada pequeno choque da minha existência com o exterior acaba por consistir, as vezes, num sinal que pode causar uma pequena mas vital mudança de rumo no futuro.
Posso claramente vivenciar o místico e fantasmagórico ser que é a minha centelha de natureza.
E cada pequeno choque da minha existência com o exterior acaba por consistir, as vezes, num sinal que pode causar uma pequena mas vital mudança de rumo no futuro.
Ver o quão milagrosos esses acontecimentos são faz tudo parecer incrivelmente mágico.
Até uma contigente frase de um livro ou a mais comum passagem de um eléctrico que desloca toda a memória de uma boa lembrança no passado podem influenciar um próximo passo a seguir.
Até uma contigente frase de um livro ou a mais comum passagem de um eléctrico que desloca toda a memória de uma boa lembrança no passado podem influenciar um próximo passo a seguir.
Estar sozinha define as fronteiras de quem sou ao permitir comparar imparcialmente o comportamento de outros tão distintos do meu próprio ser, que apenas tem em comum comigo o facto de terem as mesmas necessidades vitais mas que pouco ou nada parecem influir com a minha vida actual.
Somos apenas centelhas de sensações mas saberemos apreciar em cada momento tal magnitude?
De facto, então, o que nos move?
Serão escolhas que fazemos ou apenas coincidentes encontros que nos levarão rumo a um futuro diferente de outro qualquer?
Até que ponto seremos influenciados por um pequeno detalhe que nos indignou?
De facto, então, o que nos move?
Serão escolhas que fazemos ou apenas coincidentes encontros que nos levarão rumo a um futuro diferente de outro qualquer?
Até que ponto seremos influenciados por um pequeno detalhe que nos indignou?
Numa combinação de contingentes incidentes juntamente com uma aguda percepção que inconscientemente escolhe quais os incidentes serão mais importantes em detrimento de outros, existimos.
Nesta incrível confusão, aqui estamos, tão cegamente influenciados e tão imperceptivelmente poderosos por escolher pequenos detalhes aparentemente insignificantes.
Wednesday, August 17, 2011
Ao encontro do fascínio
Ao encontro do fascínio
Duro é estar em Lisboa
E ver-te em todo o lado
E ver-te em todo o lado
Em cada esquina te reencontro como te encontrei da primeira vez
Em cada passo te reconheço numa aparência familiar
Em cada passo te reconheço numa aparência familiar
Em cada rua te vejo passear com o mesmo olhar aéreo, intenso e profundo
Da mesma forma que me olhavas antes
Sinto-te na história da minha vida
Como um fascínio por um passado ancestral já escrito em antigos monumentos lisboetas
Como um fascínio por um passado ancestral já escrito em antigos monumentos lisboetas
Agora, és história viva em mim
Poesia visual prazerosa e sensual
Poesia visual prazerosa e sensual
Música que eu escuto, num chorar de melancólicas notas de solidão
Estás na minha revolta pessoal por não te ter entregue mais um pedacinho de mim
Fizeste-me questionar até o brilho das estrelas do céu, pois viste o fisicamente incorrecto no que já parecia alquimicamente tão certo
Tal está a tua presença tatuada e cravada em mim que nem o milagre dos séculos apagarão o amor que um dia se desabrochou
És poesia, história, um romance sem fim
Parte mais secreta, inabitada que existe em mim
Profunda fraqueza que com força escondo
Disfaçada num ilusório véu, de fragilidade infantil
És o meu desejo secreto de morrer para ser tudo o que nunca fui mergulhando numa eterna entrega rumo ao desconhecido
A nossa criação não teve manifesto porque recusou-se a ser
Pois dolorasamente renegaste todo um destino que já traçado estava
Sem dares a conhecer nem um motivo de tal final precipitado
Marcaste com pura ausência, cada lágrima numa eterna espera
Tuesday, August 17, 2010
Justiceira do Sol

Segui minha direcção.
Escolhi ser justa, fiel a condição de justiceira da sociedade
Persegui os trilhos naturais, escolhi amantes matinais e durante a noite era celestial.
Os meus ídolos foram revolucionários, filósofos, religiosos e místicos
mas por fim descobri todos mortos por não estarem completos em mim.
Senti o chão cair dos meus pés.
Senti o céu agarrar-se aos meus ombros.
E por fim pensei por minha insegurança.
Era incompreendida e incompreendida ainda sou.
Agora pela minha nova orientação.
Por agora seguir o Sol para encontrar segurança
Sinto me contrariada e julgada por estar a aprender a utilizar armas.
Jurei pela pátria mas sinto ter injuriado o meu juramento mundial.
Não importa o juramento primeiramente sou do universo, do céu, da lua, do mundo.
E mais tarde acordarei a minha justiça adormecida
e serei, desse dia em diante mais forte, e ainda, justiceira pela paz do mundo.
Tuesday, December 22, 2009
Desencontro
Onde foi que te perdi?
Foi entre os homens que encontrei?
Foi entre os passos inseguros que dei?
Foi entre os lugares que passei?
Onde estás? De face virada para mim?
De costas voltadas para não te tocar?
Ou será que chegaste sem avisar?
Estava feliz quando pensei teres voltado
Quando pensei ter encontrado aquele pedaço que perdi
Mas se duvidas do que eu sinto fica sabendo que se te perdi foi porque nunca de encontrei de verdade
Onde estás tu, oh minha alma!
Sinto-me só sem ti
O mar levou-te e deixou-me aqui com outra alma engasgada a espera de mim
E quem se enganou afinal?
Fui eu por permitir a tua ausência
Ou foste tu que te perdeste de mim?
Desencontramo-nos no dia que desconfiamos.
E agora ainda dizes que há vida sem ti!
Mas eu sou apenas uma criança
Não tenho nada a confessar e nada para dizer.
Só temo que tenha chegado infelizmente o nosso fim
Pois se não encontrar-me não sei como fazer
Como vou viver contigo sem mim?
Foi entre os homens que encontrei?
Foi entre os passos inseguros que dei?
Foi entre os lugares que passei?
Onde estás? De face virada para mim?
De costas voltadas para não te tocar?
Ou será que chegaste sem avisar?
Estava feliz quando pensei teres voltado
Quando pensei ter encontrado aquele pedaço que perdi
Mas se duvidas do que eu sinto fica sabendo que se te perdi foi porque nunca de encontrei de verdade
Onde estás tu, oh minha alma!
Sinto-me só sem ti
O mar levou-te e deixou-me aqui com outra alma engasgada a espera de mim
E quem se enganou afinal?
Fui eu por permitir a tua ausência
Ou foste tu que te perdeste de mim?
Desencontramo-nos no dia que desconfiamos.
E agora ainda dizes que há vida sem ti!
Mas eu sou apenas uma criança
Não tenho nada a confessar e nada para dizer.
Só temo que tenha chegado infelizmente o nosso fim
Pois se não encontrar-me não sei como fazer
Como vou viver contigo sem mim?
Friday, October 02, 2009
Estrelas do céu
Quem dera que aqueles momentos perdurassem
Momentos de paz, de alegria, de partilha, de comunhão natural
Quem dera que aqueles olhares perdurassem
Olhares de espíritos, de transcendência, de amizade
Quem dera eu fosse sempre alegre e feliz como sou
Ao aceitar que faço parte da Mãe
Sou viajante, viajante só
Troco o amor de um sítio só
Por uma nova descoberta de um lugar em que nunca se pensou estar
E as vezes correm lágrimas sem eu as poder parar
Por momentos de felicidade que vivi
Não sei bem onde nem com quem
São da lembrança que senti
Não sou de ninguém nem de lugar algum
Não sou esta insegurança que me afunda
Nem essa tristeza que me trai
Sou de mim
E só ao ver nascer o Sol
Renasço na esperança de poder escolher
um pedaço de momento em que possa ser
um pouco mais do que eu.
Mãe, não permitas que por me apegar a ti
Afaste-me de outros
Por que também alguns afastam-se de mim
Por não verem que estás aqui
Num olhar de criança
Nos pássaros
Nas árvores da rua
Ou numa brisa que arrepia
As estrelas do céu sei que são a minha família
Porque quando me sinto só olho-as e penso que numa dessas estrelas
está alguém como eu
E sem perder-me em etiquetas
Sem seguir espectros que consomem o vazio
Prefiro ver a beleza em tudo como vejo
Ao não confundir quem sou com o que tenho
Por ti, nunca deixarei de ser quem sou
Nem nesses momentos em que olho para as estrelas e deixo as lágrimas caírem
Por ti, nunca esquecerei quem o meu coração seguiu
Nem quando em cada passo me sentir desamparada
Enquanto as vozes do mar contam-me as histórias do seu nome
Eu pergunto as montanhas se o meu nome combina com o seu
Estás aqui, meu amor
Momentos de paz, de alegria, de partilha, de comunhão natural
Quem dera que aqueles olhares perdurassem
Olhares de espíritos, de transcendência, de amizade
Quem dera eu fosse sempre alegre e feliz como sou
Ao aceitar que faço parte da Mãe
Sou viajante, viajante só
Troco o amor de um sítio só
Por uma nova descoberta de um lugar em que nunca se pensou estar
E as vezes correm lágrimas sem eu as poder parar
Por momentos de felicidade que vivi
Não sei bem onde nem com quem
São da lembrança que senti
Não sou de ninguém nem de lugar algum
Não sou esta insegurança que me afunda
Nem essa tristeza que me trai
Sou de mim
E só ao ver nascer o Sol
Renasço na esperança de poder escolher
um pedaço de momento em que possa ser
um pouco mais do que eu.
Mãe, não permitas que por me apegar a ti
Afaste-me de outros
Por que também alguns afastam-se de mim
Por não verem que estás aqui
Num olhar de criança
Nos pássaros
Nas árvores da rua
Ou numa brisa que arrepia
As estrelas do céu sei que são a minha família
Porque quando me sinto só olho-as e penso que numa dessas estrelas
está alguém como eu
E sem perder-me em etiquetas
Sem seguir espectros que consomem o vazio
Prefiro ver a beleza em tudo como vejo
Ao não confundir quem sou com o que tenho
Por ti, nunca deixarei de ser quem sou
Nem nesses momentos em que olho para as estrelas e deixo as lágrimas caírem
Por ti, nunca esquecerei quem o meu coração seguiu
Nem quando em cada passo me sentir desamparada
Enquanto as vozes do mar contam-me as histórias do seu nome
Eu pergunto as montanhas se o meu nome combina com o seu
Estás aqui, meu amor
Monday, September 14, 2009
Todos mais uma
Thursday, September 10, 2009
Um dia
Um dia pensei em... comprar
Um dia pensei em... ter
Um dia pensei em... sobreviver
Um dia pensei em... crescer
E foi então que... adormeci
Isso é tudo muito chato!
Decidi que
Vou criar
Vou sonhar
Vou fazer
Vou SER
E o resto logo se vê!
Um dia pensei em... ter
Um dia pensei em... sobreviver
Um dia pensei em... crescer
E foi então que... adormeci
Isso é tudo muito chato!
Decidi que
Vou criar
Vou sonhar
Vou fazer
Vou SER
E o resto logo se vê!
Tuesday, September 08, 2009
Ecologia Humanista

Por Janos Biro
http://antizero.rg3.net/
Um dia os criminosos se reuniram numa conferência global e colocaram o seguinte em pauta: Estamos destruindo nosso mundo. A preocupação principal era que os criminosos estavam agindo de forma muito bruta, muito violenta, muito predatória. Sua fonte de renda estava simplesmente sendo destruída, literalmente entrando em extinção. Algo certamente precisava ser feito, urgentemente, ou então os criminosos não teriam mais a quem roubar, matar, estuprar, chantagear, extorquir e explorar de uma forma ou de outra. Isto quer dizer que não poderiam mais manter seu estilo de vida.
Então vieram com esta óptima idéia: “Vamos preservar! Não matemos alguém que não precisa ser morto, assim, por pura maldade. Não tiremos absolutamente tudo que a pessoa tem. Sejamos racionais e eficientes, poupemos nossos recursos”. Chamaram essa idéia de crime sustentável, por todo o mundo se falava em “assalto consciente”, por exemplo. Analistas chegaram à conclusão que se roubassem não mais do que uma pequena percentagem de alguém, essa pessoa poderia se recuperar mais rápido, e então ser assaltada mais vezes ao ano. Este tipo de discussão animou os criminosos mais intelectuais, que se empolgaram e escreveram muitos artigos sobre as excitantes novas perspectivas, novos paradigmas e novos rumos para o crime. Diziam coisas como: “Um crime mais humano é possível” e “Devemos ter respeito pelo que exploramos”.
Esta parábola, que pode parecer exagerada, é apenas uma amostra do erro que estamos cometendo em relação à ecologia. Enquanto animais morrem no zoológico de Goiânia, continuamos gastando milhões com os animais do zoológico de Brasília. Parece que suas exibições já se tornaram espetáculo. Há tanta mentira na política brasileira quanto no ambientalismo que promove o “desenvolvimento sustentável”, com um agravante: em questão de política, pelo menos temos a intuição de que há uma rede intricada de falsidades. Quanto ao ambientalismo, parece que ainda não percebemos quão enormemente ilusória é a história que estão nos contando.
As pessoas comuns tendem a achar que existe uma “crise de consciência”atingindo os “poluidores e destruidores do mundo”, e que agora, realmente, percebemos o mal que estamos fazendo e estamos nos encaminhando para uma mudança de modo de vida, que irá nos ajudar a deixar um mundo melhor para as gerações futuras.
O primeiro erro é achar que há alguma coisa de novo nessa preocupação. A idéia de que a preocupação ecológica é recente parece ter a intenção de encobrir o facto e a memória de que as medidas do passado, que visavam restabelecer o “equilíbrio entre o homem e a natureza”, falharam miseravelmente, e que estamos repetindo os mesmos erros há séculos. Não é preciso ser um especialista para ver que a longa história da relação entre o homem civilizado e a natureza está cheia de fracassos colossais em termos de alcançar uma “convivência harmoniosa”. Já na antiguidade havia pensadores preocupados com o desmatamento e com as barragens. Nada disto é novo, e é patente que as coisas pioraram, apesar de toda a preocupação. Tendemos a achar que somos mais “conscientes” hoje porque temos mais acesso à informação.
Nós hoje culpamos o petróleo e falamos de aquecimento global, mas houve um momento no passado em que o petróleo era a promessa de energia mais limpa e eficaz. O petróleo já foi o que hoje é o biodiesel: uma alternativa ecológica, só não tinha esse nome. A falha obviamente está em achar que basta que consigamos fontes de energia alternativa para mover nossa tecnologia actual. Dizer que vamos conseguir mover nossos carros sem poluir seria como, há 200 anos, dizer que conseguiríamos mover nossas carroças sem cavalos. Sim, é verdade, e daí? A ingenuidade está em ignorar que se nós continuarmos com a mesma mentalidade que substituiu as carroças por carros, então iremos inventar algo muito pior que os carros. É claro que, este julgamento valorativo será impossível até que o problema seja “irreversível”. Até quando vamos seguir este “padrão”? Quantos efeitos retroactivos nós poderemos acumular num mesmo sistema?
O segundo erro é localizar os “culpados” erroneamente. O ambientalismo actualmente está focado no consumo. Mas ele não critica a relação entre produção e consumo na modernidade, ele não tem legitimidade para criticar isso. O ambientalismo tenta falar de “responsabilidade dos indivíduos” porque é exactamente este o discurso que a sociedade do consumo quer ouvir. Como bons modernos, qualquer coisa que não esteja centralizada no indivíduo não nos parece muito agradável. Eles dizem que o foco é o ser humano, mas querem dizer que o foco são os consumidores.
Tentamos fazer uma ponte entre o ambiental, o social e o político. Isso avança muito lentamente, mas a questão não é simplesmente acelerar o processo, é compreender que simplesmente intercomunicar essas “áreas de actuação humana” pode nem sequer se aproximar de algo significativo. O problema pode estar em algo mais básico do que aquilo que apenas permeia estas áreas. Pode estar na nossa visão de mundo, nos pressupostos de nossa cultura. Pode estar além do alcance de qualquer questão “transdisciplinar”.
Tem havido algum debate sobre o fim do ambientalismo, e sobre a mudança dos “verdes” para os “azuis”. Segundo o propositor do movimento azul, Adam Werbach, nós devemos deixar de ser ambientalistas para nos tornarmos “progressistas”. Ele poderia ter sido mais directo, poderia ter dito logo “humanistas”. Sim, para a sociedade do consumo, a derrocada do ambientalismo parece ter se dado porque ela não foi humanista o suficiente. Adam diz que “O verde coloca o planeta no centro do diálogo. O azul coloca as pessoas no centro”.
A questão agora é como a preservação do meio pode ser boa para a economia, pois não há diálogo em outros termos. Agora há um nome oficial para a estratégia de “focar acções individuais” como se isto fosse realmente ecológico, é Projecto Pessoal de Sustentabilidade(PPS). Uma pequena amostra do grau de loucura a que chegamos. Com o ambientalismo se afastando velozmente da crítica à civilização, ficamos cada vez mais sozinhos.
Link para uma notícia sobre o movimento azul:
http://www.pagina22.com.br/index.cfm?fuseaction=artigoEnsaio&id=408
http://antizero.rg3.net/
Um dia os criminosos se reuniram numa conferência global e colocaram o seguinte em pauta: Estamos destruindo nosso mundo. A preocupação principal era que os criminosos estavam agindo de forma muito bruta, muito violenta, muito predatória. Sua fonte de renda estava simplesmente sendo destruída, literalmente entrando em extinção. Algo certamente precisava ser feito, urgentemente, ou então os criminosos não teriam mais a quem roubar, matar, estuprar, chantagear, extorquir e explorar de uma forma ou de outra. Isto quer dizer que não poderiam mais manter seu estilo de vida.
Então vieram com esta óptima idéia: “Vamos preservar! Não matemos alguém que não precisa ser morto, assim, por pura maldade. Não tiremos absolutamente tudo que a pessoa tem. Sejamos racionais e eficientes, poupemos nossos recursos”. Chamaram essa idéia de crime sustentável, por todo o mundo se falava em “assalto consciente”, por exemplo. Analistas chegaram à conclusão que se roubassem não mais do que uma pequena percentagem de alguém, essa pessoa poderia se recuperar mais rápido, e então ser assaltada mais vezes ao ano. Este tipo de discussão animou os criminosos mais intelectuais, que se empolgaram e escreveram muitos artigos sobre as excitantes novas perspectivas, novos paradigmas e novos rumos para o crime. Diziam coisas como: “Um crime mais humano é possível” e “Devemos ter respeito pelo que exploramos”.
Esta parábola, que pode parecer exagerada, é apenas uma amostra do erro que estamos cometendo em relação à ecologia. Enquanto animais morrem no zoológico de Goiânia, continuamos gastando milhões com os animais do zoológico de Brasília. Parece que suas exibições já se tornaram espetáculo. Há tanta mentira na política brasileira quanto no ambientalismo que promove o “desenvolvimento sustentável”, com um agravante: em questão de política, pelo menos temos a intuição de que há uma rede intricada de falsidades. Quanto ao ambientalismo, parece que ainda não percebemos quão enormemente ilusória é a história que estão nos contando.
As pessoas comuns tendem a achar que existe uma “crise de consciência”atingindo os “poluidores e destruidores do mundo”, e que agora, realmente, percebemos o mal que estamos fazendo e estamos nos encaminhando para uma mudança de modo de vida, que irá nos ajudar a deixar um mundo melhor para as gerações futuras.
O primeiro erro é achar que há alguma coisa de novo nessa preocupação. A idéia de que a preocupação ecológica é recente parece ter a intenção de encobrir o facto e a memória de que as medidas do passado, que visavam restabelecer o “equilíbrio entre o homem e a natureza”, falharam miseravelmente, e que estamos repetindo os mesmos erros há séculos. Não é preciso ser um especialista para ver que a longa história da relação entre o homem civilizado e a natureza está cheia de fracassos colossais em termos de alcançar uma “convivência harmoniosa”. Já na antiguidade havia pensadores preocupados com o desmatamento e com as barragens. Nada disto é novo, e é patente que as coisas pioraram, apesar de toda a preocupação. Tendemos a achar que somos mais “conscientes” hoje porque temos mais acesso à informação.
Nós hoje culpamos o petróleo e falamos de aquecimento global, mas houve um momento no passado em que o petróleo era a promessa de energia mais limpa e eficaz. O petróleo já foi o que hoje é o biodiesel: uma alternativa ecológica, só não tinha esse nome. A falha obviamente está em achar que basta que consigamos fontes de energia alternativa para mover nossa tecnologia actual. Dizer que vamos conseguir mover nossos carros sem poluir seria como, há 200 anos, dizer que conseguiríamos mover nossas carroças sem cavalos. Sim, é verdade, e daí? A ingenuidade está em ignorar que se nós continuarmos com a mesma mentalidade que substituiu as carroças por carros, então iremos inventar algo muito pior que os carros. É claro que, este julgamento valorativo será impossível até que o problema seja “irreversível”. Até quando vamos seguir este “padrão”? Quantos efeitos retroactivos nós poderemos acumular num mesmo sistema?
O segundo erro é localizar os “culpados” erroneamente. O ambientalismo actualmente está focado no consumo. Mas ele não critica a relação entre produção e consumo na modernidade, ele não tem legitimidade para criticar isso. O ambientalismo tenta falar de “responsabilidade dos indivíduos” porque é exactamente este o discurso que a sociedade do consumo quer ouvir. Como bons modernos, qualquer coisa que não esteja centralizada no indivíduo não nos parece muito agradável. Eles dizem que o foco é o ser humano, mas querem dizer que o foco são os consumidores.
Tentamos fazer uma ponte entre o ambiental, o social e o político. Isso avança muito lentamente, mas a questão não é simplesmente acelerar o processo, é compreender que simplesmente intercomunicar essas “áreas de actuação humana” pode nem sequer se aproximar de algo significativo. O problema pode estar em algo mais básico do que aquilo que apenas permeia estas áreas. Pode estar na nossa visão de mundo, nos pressupostos de nossa cultura. Pode estar além do alcance de qualquer questão “transdisciplinar”.
Tem havido algum debate sobre o fim do ambientalismo, e sobre a mudança dos “verdes” para os “azuis”. Segundo o propositor do movimento azul, Adam Werbach, nós devemos deixar de ser ambientalistas para nos tornarmos “progressistas”. Ele poderia ter sido mais directo, poderia ter dito logo “humanistas”. Sim, para a sociedade do consumo, a derrocada do ambientalismo parece ter se dado porque ela não foi humanista o suficiente. Adam diz que “O verde coloca o planeta no centro do diálogo. O azul coloca as pessoas no centro”.
A questão agora é como a preservação do meio pode ser boa para a economia, pois não há diálogo em outros termos. Agora há um nome oficial para a estratégia de “focar acções individuais” como se isto fosse realmente ecológico, é Projecto Pessoal de Sustentabilidade(PPS). Uma pequena amostra do grau de loucura a que chegamos. Com o ambientalismo se afastando velozmente da crítica à civilização, ficamos cada vez mais sozinhos.
Link para uma notícia sobre o movimento azul:
http://www.pagina22.com.br/index.cfm?fuseaction=artigoEnsaio&id=408
Saturday, September 05, 2009
Carta

Musicando as estrelas
Como quem utiliza pautas
Como quem utiliza pautas
Eu vejo esferas no céu
E eu, pensando em ti,
Começo a acreditar em contos de fadas
E sinto-me fada da tua esperança
Sinto-me fada da tua persistência em vencer
Amor, a nossa distância transmutar-se-á em magia
Amor, a nossa distância transmutar-se-á em magia
No dia em que os meus olhos reconhecerem os teus outra vez
Na sintonia com tudo
Perco a direcção de uma vida só
Porque a ligação que existe em nós
Faz-me ver que não somos os únicos
As asas da imaginação mergulham-me num turbilhão de emoções
que nada pode reprimir
Amor, a tua ausência me constrói e desconstrói ao saber
que mesmo assim sou parte de ti
Sinto-me razão de um sonho não concretizado
Emoção de uma lágrima escondida
Asas de um voo sem fim
em direcção a um fim que não se quer atingir
Hoje, chorei ao dar-me conta que
o mundo pára perante um sorriso de criança
Hoje, chorei ao dar-me conta que
sinto-me frágil por estar longe de ti
Vivendo na simplicidade juvenil
Vejo a crueldade do mundo que nos rodeia
E descubro que mais porquês ficarão por responder
Mas como só o amor responde tudo
Ignorante da sociedade
Preservo alguma identidade
Ignorante do espaço
Sinto a minha liberdade
Faço-me ignorante do tempo
E sinto-te aqui bem perto
Em lembranças intemporais de amor
Tão lindo, doce, natural, selvagem
Amor, quando voltares
Espero que seja ainda bem cedo
Porque o nosso amor é luz
Luz que guia de noite e de dia
Atracção que une por meio de dádivas na eternidade
Amo-te Â*****
És o meu anjo de luz
Thursday, September 03, 2009
Amor
Rui:Por amor
Dou-me todo
Sofro,
Choro
Peço Perdão,
Perdoo,
E esqueço todo o mal.
(Em resposta ao Rui...)
Eu:
Amar é dar vida na vida que dá e ser vida sem tirar mas na troca de sonhar e transmutar a realidade em sonho.
Amar é deixar crescer a harmonia que se faz da partilha do ser que não perdeu em ceder.
Amar é acreditar que sonho é realidade e que o tempo pode parar ou passar despercebido.
Amar é realizar a vida como um Deus que realizou a criação porque precisou imaginar que a beleza exitia.
**********
Se és chama acende-te
Se és luz ilumina-te
Se és vida dá-te
Se és querer faz acontecer
Se és viver faz nascer
Se és amigo cria laços
Se és poeta emociona-te
Se és pintor colore-te
Se és amor partilha-te
Se és tu faz-te único
Sente a unidade que jaz na relação entre tudo
Respira a beleza que jaz escondida entre um nevoeiro de multidão
Deixa-te crescer e renascer entre toda essa fumaça que tenta poluir toda fonte de paz
Wednesday, September 02, 2009
Tuesday, August 04, 2009
Oceano

Como quem escuta as vozes do mar
Como quem sente os seus tons profundos
Como quem observa as estrelas do céu
Como quem descobre a melodia numa concha
Chamaste-me, ó mar,
e eu escutei a tua voz
O meu sorriso infantil
Escondia o meu medo febril
Mas enfrentei-te ó mar
Como enfrento a minha pequena vida
Ouviste-me, ó mar,
Será que puseste-me no lugar certo?
Sentiste-me, ó mar,
Será que percebeste o meu desasossego?
Dá-me a tua melodia, ó mar,
Ensina-me os teus tons enquanto os espalhas pelo mundo
Segura-me forte, ó mar,
Segura-me a mão e não me deixes cair
Falaste-me e mostraste-me como é fácil perder a direcção
Mas perdoa-me se eu esquecer a nossa visão
Sou tua, toda tua
A ti entreguei o coração
Que ele seja eterno
Caminhando nas tuas ondas
Que seja vida,
Renascendo na eterna vida de uma bela canção
Saturday, May 30, 2009
Haja- Cultura de paz

A noção de Cultura da Paz, provavelmente, tem sido formulada de modo mais compreensível a partir da Resolução da Assembléia Geral da ONU 53/243 de setembro de 1999, que teve o título: Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz.
O ano de 2000 foi proclamado o Ano Internacional da Cultura da Paz, pela Secretaria Geral das Nações Unidas, com o objetivo de celebrar e encorajar a Cultura da Paz.
A expressão ganhou impacto a partir disso, mas a essência da idéia é bem mais antiga. Ativistas pela paz trabalham por um mundo melhor desde os tempos mais remotos.
A expressão ganhou impacto a partir disso, mas a essência da idéia é bem mais antiga. Ativistas pela paz trabalham por um mundo melhor desde os tempos mais remotos.
De acordo com a ONU, a organização mais universal e mais representativa de todo o mundo,
Cultura da Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados:
- No respeito à vida, no fim da violência e na promoção e prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação;
- No pleno respeito aos princípios de soberania, integridade territorial e independência política dos Estados e de não ingerência nos assuntos que são, essencialmente, de jurisdição interna dos Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional;
- No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais;
- No compromisso com a solução pacífica dos conflitos;
- Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio-ambiente para as gerações presente e futuras;
- No respeito e promoção do direito ao desenvolvimento;
- No respeito e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de mulheres e homens;
- No respeito e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão, opinião e informação;
- Na adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações.
- No pleno respeito aos princípios de soberania, integridade territorial e independência política dos Estados e de não ingerência nos assuntos que são, essencialmente, de jurisdição interna dos Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional;
- No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais;
- No compromisso com a solução pacífica dos conflitos;
- Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio-ambiente para as gerações presente e futuras;
- No respeito e promoção do direito ao desenvolvimento;
- No respeito e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de mulheres e homens;
- No respeito e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão, opinião e informação;
- Na adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações.
Diversas pessoas e instituições em todo o mundo aderiram à declaração da ONU sobre Cultura da Paz e se empenham na concretização de seus ideais.
O conceito de paz também vem mudando no decorrer das últimas décadas, partindo da definição tradicional da paz como ausência de guerra e chegando a uma visão holística que integra a busca da paz interior com a busca da paz entre os homens e com a natureza.
De acordo com a Carta da Terra (2002), “a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte”.
Assim, adotando um conceito holístico, podemos dizer que a construção da paz abrange três eixos: paz interior (capacidade de cuidar bem de si mesmo), paz social (capacidade de cuidar bem dos outros) e paz ambiental (capacidade de cuidar bem do ambiente em que se vive).
Há tempos, vivemos em meio a uma cultura da violência e muitos não se apercebem disso. A violência é tratada na sociedade como entretenimento e espetáculo. As crianças crescem assistindo a desenhos animados onde a violência é o foco. A venda de material violento (filmes, videogames, armas de brinquedo) é sempre bem-sucedida. O noticiário vende a violência como espetáculo. A história que estudamos na escola é baseada nos heróis de guerra e não nos heróis da paz. A paz, dessa forma, é o lado oculto da história. Os heróis fictícios que as crianças e jovens aprendem a admirar combatem a violência com a violência. As canções infantis mais populares possuem letras terroristas. Nas artes, em geral, predominam formas e conteúdos violentos. O esporte, via de regra, é utilizado como veículo para degladiação. Fazemos guerras de competição desde as brincadeiras da infância, onde participantes vão sendo eliminados até que haja vencedores e vencidos. No campo religioso, muitos pregam o amor, mas poucos o praticam, utilizando suas idéias religiosas para ferir, condenar e promover guerras “santas”.
Há tempos, vivemos em meio a uma cultura da violência e muitos não se apercebem disso. A violência é tratada na sociedade como entretenimento e espetáculo. As crianças crescem assistindo a desenhos animados onde a violência é o foco. A venda de material violento (filmes, videogames, armas de brinquedo) é sempre bem-sucedida. O noticiário vende a violência como espetáculo. A história que estudamos na escola é baseada nos heróis de guerra e não nos heróis da paz. A paz, dessa forma, é o lado oculto da história. Os heróis fictícios que as crianças e jovens aprendem a admirar combatem a violência com a violência. As canções infantis mais populares possuem letras terroristas. Nas artes, em geral, predominam formas e conteúdos violentos. O esporte, via de regra, é utilizado como veículo para degladiação. Fazemos guerras de competição desde as brincadeiras da infância, onde participantes vão sendo eliminados até que haja vencedores e vencidos. No campo religioso, muitos pregam o amor, mas poucos o praticam, utilizando suas idéias religiosas para ferir, condenar e promover guerras “santas”.
Todos nós nascemos com potencial de amor e agressividade, sendo necessário expandir o primeiro e canalizar o segundo para fins construtivos. E todos nós, religiosos, ateus, cientistas, artistas, professores, garis, comerciantes, empresários, crianças, jovens e adultos, seja qual for o ambiente e as circunstâncias em que estejamos situados, deveríamos trabalhar pela construção dessa Cultura da Paz. Não simplesmente em razão de crenças, filosofias e ideais, pois trata-se de algo que vai além da mera crença particular. Trata-se de uma questão de necessidade (individual, social e ambiental) que deve ultrapassar o campo do partidarismo filosófico, político ou religioso.
Trabalhar pela construção de uma Cultura da Paz, entretanto, não se trata de negar a violência. Ela está aí! É uma das facetas da realidade e está presente sob um infinidade de formas: física, psicológica, social, econômica, ambiental, institucional, legal, explícita, travestida, religiosa, artística, esportiva, comissiva, omissiva etc. Entretanto, sedimentar a crença de que o mundo está irremediavelmente violento e que para ele não existe solução é fechar os olhos, tapar os ouvidos e cruzar os braços para o esforço cotidiano de milhões de pessoas que estão trabalhando pela construção da paz e por um mundo melhor. Não devemos olhar a paz como um ideal inatingível, mas como uma realidade.
O nosso grande desafio é encontrar meios de globalizar o amor, o perdão e a tolerância com a mesma eficiência dedicada à globalização da violência.
Precisamos, independentemente de nossas profissões ou crenças, atuar como ativistas sociais, ambientalistas e construtores da paz. E, certamente, conseguiremos transformar este planeta num mundo melhor.
Precisamos, independentemente de nossas profissões ou crenças, atuar como ativistas sociais, ambientalistas e construtores da paz. E, certamente, conseguiremos transformar este planeta num mundo melhor.
Clésio Tapety
Saturday, May 23, 2009
Sino

Noite escura
Vento forte
Escorre o cansaço
Treme o medo
Escorrega o pé(tictictictictictac)
Cai o corpo
Mata a dor
Fere a culpa
tictictictic tac
tictictictic tac
tictictictic tac
Chora a chuva
Canta a alma
Brinca a mente
Cansa a gente
E toca o sino(tictictictictictac)
E arrepia(tictictictictictac)
tictictictictic tac
tictictictictic tac
tictictictictic tac
Perde o tempo
Gasta a energia
Dói a cabeça
Desgasta a fome(tictictictictictac)
E fala a hora...
E faz acontecer...
************************
Dizem que o meu olhar é triste
Dizem que sou inteligente
Não me importando com tudo isso
Digo que não me sinto triste
e muito menos inteligente
Só vejo coisas pouco como são
E sinto coisas como pouco se vê
Troco o amor que me resta
E chego ao mais profundo ser
Que me toca por dentro
Vivo o tempo do não tempo
Ouço o balançar dos sinos
Como quem ouve um trilimtimtim
de cada vez, pela primeira vez que ouviu
Quando chove sinto toques, sinto calafrios
E chateio-me por ver nas cores, cores que nelas não têem
Mas cada dia é um dia
Nunca igual ao que passou
Cada dia é um reflexo
da minha alma que se me descolou
Tudo em mim se mexe
E mexo eu com tudo também
Escondendo minha sincera timidez
Numa profunda e ágil estupidez
O medo, faz de mim amiga
A coragem, faz de mim rebelde
E não me perco por entre brumas de folhas de árvores caídas
Encontrando-me no desencontro de encontrar
Amo o desapego da ilusão de amar
Resta-me duvidar e resta-me brincar
Pois, que amor haverá?
E por onde irá passar?
Saturday, May 16, 2009
Ritmo --- Virtualidade

Viva a terra
Viva a terra, pelas coisas vivas que tem
Viva a terra, pelo prazer que as coisas dão
Viva a terra, pelo prazer de viver a revivê-la
Viva a terra, pela energia que manifesta
Viva a terra, simplesmente por ser
Simples assim
Viva o mar
Por ondular, e tocar onde não se toca
Viva o mar
Por viver constantemente sem parar
Viva o mar
Simples assim, por seguir em frente
Viva o mar
Viva tudo o que sente
Viva o céu, por existir apenas
Viva as cores do céu, por serem tantas que não se sabe distinguir
Viva o céu
Viva as estrelas que nos iluminam e nos guiam
Viva o céu, o nosso olhar para o futuro
E viva tudo
Por viver tudo o que é
Viva o todo, que nada é, mas que transpira
Viva a vida que é vida assim, bem ritmada
E viva o ritmo que ritmo dá vida a nossa vida.
*****
Nunca vi muita utilidade na tecnologia…
Mas por alguma razão ela existe. Por que será?
Já reflecti sobre esse assunto algumas vezes.
A lei do 0101010100000111
O sistema binário através do qual é baseado a tecnologia parece-me um bocado absurdo.
Um sistema binário é um sistema incompleto, uma linguagem, não uma realidade. Apenas como outra língua qualquer, nada mais do que isso. Embora muito boa gente o assuma como realidade de forma inconsciente.
Mas e se a tecnologia se baseasse no 010?
Um bocado como uma molécula de água (H2O), seria totalmente diferente. Então a linguagem tecnológica passaria a uma realidade virtual. Talvez já exista… não sei.
Ou talvez tudo o que existe se baseie nisso, mas talvez isso também seria simplificar demais as coisas.
Imaginando,
No caso do sistema 010
O zero é um número completo
O 1 um número simples
O 1 ficaria no meio e o 0 seria repelido, se imaginarmos esse sistema muitas vezes formaria uma cadeia quase como milhões de átomos que definem a matéria.
Os 1 ficariam agarrados aos 0 que são completos e os 0 iriam querer se afastar dos 1 por já serem completos.
No caso do sistema 01 que vemos,
O 0111100001100 forma uma espécie de parede imaginada, nunca chega a formar mais do que isso.
Uma conversa estranha.
Mas de facto, o metal tem inúmeros efeitos estranhíssimos.
Entre os quais, a sua extrema leveza sutil.
Por qualquer motivo o som das gotas de chuva no metal produz um som sinistro. Que me chama atenção para o meu lado mais celestial.
Engraçado visto que o metal de facto tem pouca densidade.
Talvez no fundo a tecnologia nos ajude a nos elevarmos de alguma forma.
Em quantidades razoáveis claro.
Acho que uma pequena dose de tecnologia, de vez em quando, não faz mal a ninguém… J
Viva o número 3.
Mas por alguma razão ela existe. Por que será?
Já reflecti sobre esse assunto algumas vezes.
A lei do 0101010100000111
O sistema binário através do qual é baseado a tecnologia parece-me um bocado absurdo.
Um sistema binário é um sistema incompleto, uma linguagem, não uma realidade. Apenas como outra língua qualquer, nada mais do que isso. Embora muito boa gente o assuma como realidade de forma inconsciente.
Mas e se a tecnologia se baseasse no 010?
Um bocado como uma molécula de água (H2O), seria totalmente diferente. Então a linguagem tecnológica passaria a uma realidade virtual. Talvez já exista… não sei.
Ou talvez tudo o que existe se baseie nisso, mas talvez isso também seria simplificar demais as coisas.
Imaginando,
No caso do sistema 010
O zero é um número completo
O 1 um número simples
O 1 ficaria no meio e o 0 seria repelido, se imaginarmos esse sistema muitas vezes formaria uma cadeia quase como milhões de átomos que definem a matéria.
Os 1 ficariam agarrados aos 0 que são completos e os 0 iriam querer se afastar dos 1 por já serem completos.
No caso do sistema 01 que vemos,
O 0111100001100 forma uma espécie de parede imaginada, nunca chega a formar mais do que isso.
Uma conversa estranha.
Mas de facto, o metal tem inúmeros efeitos estranhíssimos.
Entre os quais, a sua extrema leveza sutil.
Por qualquer motivo o som das gotas de chuva no metal produz um som sinistro. Que me chama atenção para o meu lado mais celestial.
Engraçado visto que o metal de facto tem pouca densidade.
Talvez no fundo a tecnologia nos ajude a nos elevarmos de alguma forma.
Em quantidades razoáveis claro.
Acho que uma pequena dose de tecnologia, de vez em quando, não faz mal a ninguém… J
Viva o número 3.
,
Monday, May 11, 2009
Astrologia e Chuva

Ontem, no Jardim da Vársea
Um dia fascinante por todas as manifestações da natureza
A chuva,
O vento,
O Sol,
A Lua cheia por entre as neblinas de fumaça
O magnetismo do Metal tocado pelas gotas de chuva
O sacrifício de amor
Os sons da água
**********************************
Como é bom aprender:
Com a vontade de um Carneiro
Com a sensibilidade de um Touro
E com a comunicação de um Gémeos
Com a ternura de um Caranguejo
Com a segurança de um Leão
E com a beleza de um Virgem
Com o equilíbrio de um Balança
Com a intensidade de um Escorpião
E com a alegria de um Sagitário
Com a responsabilidade de um Capricórnio
Com a espontaneadade de um Aquário
E com a profundidade de um Peixes
Como é bom aprender
E senti-lo, sentir tudo de todas as formas
Reaprender e recriar
Refazer o que se desfez
Como correr atrás de folhas em branco
Como escrever um história
Como construir personagens
Como ser e não ser
Por detrás dos meus restos de alma
O que restará?
Thursday, May 07, 2009
Transgénicos- Moda ou farsa?

Este foi o texto de opinião relativo aos transgénicos que entreguei hoje ao meu professor de biologia.
:)
Tudo de bom!!!!!!!!!!!!!!
Bom dia
Transgénicos
Moda ou farsa?
Os alimentos transgénicos são alimentos alterados geneticamente de forma a favorecer a sua produção.
Genes de dois organimos ou mais diferentes é misturado. Como por exemplo, o gene de uma espiga de milho e de uma bactéria.
Existem diversas opiniões relativamente a este assunto. Muito se tem discutido, embora na minha opinião este assunto tenha sido mais encoberto do que livremente abordado.
Não acredito que não hajam provas contra os transgénicos e a favor dos consumidores.
Acredito sim que essas mesmas provas não sejam economicamente viáveis de serem divulgadas.
Mas não me refiro a nenhuma conspiração nem nada do género. Apenas não vejo a necessidade dos transgénicos.
Podem falar-me em fome mundial, em alteração da camada de ozono, ou do que quer que seja, para mim nada justifica a utilização de transgénicos.
Assim como nada justificava a introdução de químicos utilizados nas armas da segunda guerra mundial na alimentação das pessoas.
A Monsanto renasceu com os transgénicos. Quanto a pobreza não sei.
Só sei que enquanto as pessoas esperarem que alguem faça algo por elas em vez de fazerem algo por si próprias nada se alterará.
O poder está na mão dos Europeus porque eles tem o poder de comprar o que lhes faz bem.
O poder está na mão das pessoas dos países mais pobres porque eles tem o poder de preservar a sua cultura.
O poder está nas mãos dos norte americanos porque eles tem o poder de dar o exemplo, vejam os estados unidos hoje e respondam: é este o caminho que a europa deve seguir?
Ninguém deve ser excluído.
Em vez de esperarem que as pessoas dos países pobres seguissem a cultura “made in usa” que não serve nem para eles, deviam valorizar a cultura da região para que assim as pessoas se alimentassem com a sua própria terra e do seu próprio trabalho!
O problema não está na falta de comida.
Mas no sistema inviável que a economia se tornou.
Todos temos um papel relativamente aos transgénicos e a muitos outros assuntos.
Não só o vizinho do lado.
Luna Hora
12º A
nº17
Os alimentos transgénicos são alimentos alterados geneticamente de forma a favorecer a sua produção.
Genes de dois organimos ou mais diferentes é misturado. Como por exemplo, o gene de uma espiga de milho e de uma bactéria.
Existem diversas opiniões relativamente a este assunto. Muito se tem discutido, embora na minha opinião este assunto tenha sido mais encoberto do que livremente abordado.
Não acredito que não hajam provas contra os transgénicos e a favor dos consumidores.
Acredito sim que essas mesmas provas não sejam economicamente viáveis de serem divulgadas.
Mas não me refiro a nenhuma conspiração nem nada do género. Apenas não vejo a necessidade dos transgénicos.
Podem falar-me em fome mundial, em alteração da camada de ozono, ou do que quer que seja, para mim nada justifica a utilização de transgénicos.
Assim como nada justificava a introdução de químicos utilizados nas armas da segunda guerra mundial na alimentação das pessoas.
A Monsanto renasceu com os transgénicos. Quanto a pobreza não sei.
Só sei que enquanto as pessoas esperarem que alguem faça algo por elas em vez de fazerem algo por si próprias nada se alterará.
O poder está na mão dos Europeus porque eles tem o poder de comprar o que lhes faz bem.
O poder está na mão das pessoas dos países mais pobres porque eles tem o poder de preservar a sua cultura.
O poder está nas mãos dos norte americanos porque eles tem o poder de dar o exemplo, vejam os estados unidos hoje e respondam: é este o caminho que a europa deve seguir?
Ninguém deve ser excluído.
Em vez de esperarem que as pessoas dos países pobres seguissem a cultura “made in usa” que não serve nem para eles, deviam valorizar a cultura da região para que assim as pessoas se alimentassem com a sua própria terra e do seu próprio trabalho!
O problema não está na falta de comida.
Mas no sistema inviável que a economia se tornou.
Todos temos um papel relativamente aos transgénicos e a muitos outros assuntos.
Não só o vizinho do lado.
Luna Hora
12º A
nº17
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