Sunday, July 29, 2012

Krishnamurti On Observing Ourselves


The Perfect Plan

By Chuck Danes

Do you sometimes feel that life's unfair, that future hope is bleak?
Do your day to day experiences leave your spirit feeling weak?
Do you ever think the joys in life are reserved for just a few?
That your hopes and dreams you'll never reach no matter what you do.
Perhaps you've thought how hard it is to get ahead these days?
That strain and strife are just part of life and nothing you do pays.
If you do, take heart my friend, so many think this way.
But there is hope a brighter path that you can take today.

It will require a shift in thought, it may challenge your beliefs
But it will guide you to a life of joy, content, relief.
So listen closely and absorb this perfect plan I share
Implement these steps you'll learn and soon you'll be aware

Of a life that's filled with joy beyond your wildest dreams
Regardless what "appears" to be no matter how life seems.
Focus your attention on what you soon will learn
The wisdom in it, if acted on will provide those things you yearn

The answers are available just seek and you will find
That all which you've experienced is a product of your mind
These troubles you encounter now that you feel get in your way
Are due to thoughts, emotions felt that you had yesterday.

For long ago the plan was made which allowed you to be free
From all these limitations that you now perceive to be
You have been given power which you're not yet aware
It's through misuse of this precious gift that's created your despair

For in the plan there came a clause that remains within it still
That each and every soul on earth be entitled to free will
You chose to limit your results by absorbing false belief
The plan designed to bring you joy through your own choice brought you grief

For every thought, emotion felt consists of energy
And those that you allow to grow is what life comes to be
The life that you are living now is due to seeds you've sown
The thoughts, beliefs, emotions felt is precisely what has grown

You must undo the damage done and shatter old beliefs
And do away with those that harm instead of bring relief
You must rethink the choices made that brought you where you are
Rewrite the script of your own life which allows you to go far
There is a law that draws to you those things you'd like to see

Just use your free will consciously and soon you will be free
To experience life's beauty and all it can provide
Just follow closely what is shared and use it as your guide
First you must become aware of all you think and say
Discover and become aware of the powerful role they play
In attracting the experiences you come to see in life
Are they in harmony with joy, or lack and pain and strife?

For it is these that stir within emotions that you feel
Projected out attracting more that you perceive as real
The energy they emanate attracts more of the same
Be conscious of the signal sent and what it is you claim

Now ponder on your core beliefs, what you believe is true
Are those beliefs in harmony with what you want to do?
Examine closely one by one and discern if they are truth
Or were they handed down to you and given you in youth?

Are they based on ease, love, joy and possibility
Or struggle, strain, fear and strife, examine them and see
Determine which will serve you and which you need to shun
Analyze them carefully, each and every one.



Eckhart Tolle TV- As reflexões de um mestre

Parte da Entrevista de Eckart Tolle a Neale Donald Walsch (escritor de «Conversas com Deus») sobre consciência - Sobre o que devemos comer - Como dissolver o sofrimento

Thursday, July 26, 2012

A nudez que não se vê


Na iminência de não querer ser louca, tudo o que eu quero é fazer-me louca
E andar nua para o mundo, andar só porque quero estar deitada
Tudo o que eu quero é revelar e exprimir um interior que se faz despedido do mundo
Quero ignorar a tudo e todos e simplesmente fazer ver finalmente a integridade do todo
 
Pois sinto-me exausta de tanto calar, e cheia te tanto em mim a bulir
Sou chaleira com água a ferver, turbilhão de sentimentos numa panela de pressão que não deixa nada sair.
Agarro uma folha, aperto-a sinto suas entranhas a fluírem por mim e tudo o que eu quero é possuir para deixar-me embutir

 Tenho entranhas das que se fazem as ramificações das árvores e a das teias de aranha
Tenho rasto das que se fazem sangue escorrido e linfa seca sobre a flor desmaiada e desmanchada num chão desinfectado.
Não me vejo separada, vejo-me vigiada e despida por cada olhar que sobre mim recai ao sair de mãos abertas para a rua.
Não me vejo cópia rara do exterior, vejo-me partir da origem, vejo-me tinta de terra em tela que se quer toda auto colorir.

E agarro um momento de silêncio em que peço ao vento que conte suas histórias para mim. Arranjo coragem, peço que me conte tudo, para que me fale ao ouvido do espírito e para que eu possa esperar o resultado que recairá sobre o meu corpo enquanto eu estiver ainda a dormir.

 E não há mais razões para mim, ou raciocínios comuns que valham a pena, apenas um desprogramar ou qualquer desfazer que houver para ser feito, qualquer coisa que me faça ou desfaça em folha branca, em bolha de espuma, qualquer coisa em mim que se faça microscópio para ver o que não se mostra e não se quer revelar em simples fotografia.

 Pois por pensar que estamos vestidos para esconder nossa fragilidade e fatalidade, tenho vontade de estar nua e mostrar que frágeis e nus, mesmo vestidos e camuflados, sempre estaremos. Seremos sempre seres no limiar dessa tão translúcida loucura.


Jogos de espelhos


Palavras, acções, não são mais que senão actos.
Situações, pessoas, apenas verdades em suas manifestações.
Lugares, papeis, pensamentos mais não são que meros padrões repetidos.

 Sinto agora a vida no seu âmago e como árvore, faço parte da sua estrutura.
Sou reflexo de algo mais complexo e minha natureza nem sequer se sente.
Vejo que somos um só nesse rio maior e as verdadeiras palavras do coração os lábios não as reconhecem.
Pois quando apenas as palavras vãs existem, só se despeja palavras sobre e cujo significado vívido se desconhece.

 De experiências podemos retirar o sumo da vida, vendo-nos nela como meros expectadores, quando e apenas se quisermos.

E são essas experiencias que nos levam a circunstâncias que lamentamos termos escolhido, mas que na realidade foi um ser de nós mais complexo que o nosso simples nós quem afinal as havia escolhido, sabiamente.

 Quando o véu da realidade através de nós, cai, vemos que afinal o sonho nocturno era mais do que a própria realidade que se nos depara, pois o sonho é uma previsão, que acontece primeiro, enquanto a realidade resulta de uma visão deformada da mente que por nós nossa vida constrói de conclusões falsas e incompletas.

 Acontecimentos afinal, não são por acaso.
Sentimentos, afinal, não são tão triviais assim.
A realidade afinal, nunca esteve sob nossas rédeas.
 E quem tem rédeas afinal perde-as sempre que percebe que as tem.
O que julgamos afinal era tudo o que de errado estava em nós, quando afinal vemos que tudo é o espírito que sustenta, vemos que quando nada que se pensava ter afinal se tem. E a única garantia na vida passa a ser, a garantia de que saber viver é confiar livremente, sacrificando o que se pensava já estar garantido.

 E então… Quem seremos afinal nessa confusão que em nossas entranhas se move?
Seremos dúvidas? Seremos os aplausos? Nos aplausos da nossa vida afinal quem nos aplaudiu? Quem por nós em nossa vida sentiu? Que verdades a nós realmente nos foram ditas? E quanto tempo da realidade afinal vivemos? E até quando seremos meros reflexos da vida que por nós se extrai de nós? Pois afinal quem estava ao nosso lado quando nos vemos num mundo quase totalmente de si mesmo adormecido?

 Eu tenho andado as voltas nessa vida de reviravoltas, sendo mero pião nessa vida que minha alma por mim escolhe, não sou dona de nada, de situação nenhuma, e a situação me escolhe.
Se há algo de real na vida, são as almas que como meras sombras se movem, sombras de almas que não vem a luz, por serem meros reflexos do que na verdade são.

 E na verdade a vida é assim uma espécie de jogo de espelhos, uma espécie de festa de máscaras, e parece um jogo de sorte, uma espera pela sorte perfeita da sombra que te sairá a seguir. E parece tudo tão vão, tudo tão fora do real. Parece tudo tão igual, tudo tão usual. E eu pergunto a Deus, de que vale viver quando se vem ao mundo para viver na sombra do que na verdade é.

E quanta força será necessária para fazer os outros perceberem…
E é aí que eu vejo, que nada mais foi real em minha vida até hoje nem eu, nem as situações, nem a minha vida, apenas tu, as sombras, as almas que ao meu lado estavam e que por mim secretamente passavam.

 Aperto a mão ao meu namorado, neste momento, não por medo que ele parta mas pela certeza que ele deveria estar e sempre esteve aqui.
Relembro das vezes em que a apertava e ele ao meu lado estava, sem eu sentir que ele de facto ao meu lado estava. Relembro das vezes que ele me amava, sem eu sequer sentir o amor que ele emanava para mim. Agora vejo que a realidade é bem mais do que o mais óbvio que aparece.

 Pois agora vejo que tudo na vida acontece em simultâneo. Não existe uma sequência, afinal. Nem mesmo um amanha e nem um ontem.

Vejo apenas que o agora em si agrega tudo. Não vejo distinção de sonho e realidade. Vejo que a realidade e o sonho são afinal a mesma coisa, e acontecem no mesmo lugar. Vejo que não existe um pulsar linear, existe apenas o estar, o ser, o amar.

Nem existe o que controlar, agora vejo que tudo o que acontece é inevitável, apenas escolhemos o que mais nos custa a escolher, a forma de ver o que mais nos vai acontecendo, a forma de reagirmos e apenas nisso se faz o nosso viver.


Wednesday, July 18, 2012

Luz

Cada um deve dar o seu melhor naquilo que o torna único.
Os critérios são critérios mais profundos e mais abrangentes quando deixam de ser necessários.
Os valores são maiores valores quando não precisam mais sequer ser lembrados.
Cada um naquilo que o torna único torna-se de si próprio o ser mais necessário.
Cada um naquilo que o faz distinto torna-se distinto sendo melhor ser daquilo que veio a Terra para ser.

E dos juízos de valor ficam apenas restos escassos da ignorância que em nós sobra, e nos impede de ver a real beleza de cada ser.
E eu me assumo, nessa postura, errante por ainda sem querer julgar perdendo o momento que me faria amar aquele instante em que me perdi julgando.
Mas é dos nossos erros que fica o espaço para sermos humildes perante a nossa alma que brota errante num espírito forte.

Das nossas mágoas fica espaço para memórias daquilo que se foi, daquilo que se aprende e daquilo que se constrói de melhor em nós.
E cada mágoa que sinto, antes de culpar, analiso e vejo que é apenas um reflexo de mim, daquilo que em mim certo ainda não está e que ainda me magoa e que ainda cumpre a sua função de tornar o meu ser mais forte.

E olho para ti e a luz daquilo que em ti se faz distinto de mim vejo o quanto tu és forte. Admiro-te de seguida e admiro em mim ser capaz de ver tal luz que flameja de ti.
Pois sendo que somos representantes de um prisma de infinitas cores cada um pode, se quiser, desabrochar em si a sua única semente de amor e cor.

Friday, July 13, 2012

Máscara

Eu sou a máscara

Tenho escárnio
Tenho fascínio
Tenho íntimo
E não tenho domínio
Mas tenho uma máscara

Cobre me os devaneios profundos que assombram o ser
Protege-me contra os prováveis infortúnios que se revelariam a luz da verdade do meu íntimo viver
Sou máscara pura mácula, sou escudo escuro no meio da escuridão
Eu sou a protecção contra a incompreenção

Vivo no mais banal viver
E cubro qualquer ser vivente que se aproxime de mim
Eu sou o ascendente

Não tenho fé
Não tenho compaixão
Não tenho liberdade
Sou como a ideia de posse,
sou a ínfima sorte

Assombra-me por vezes a vulnerabilidade de mulher
Necessito expressar coisas que vejo com os milhões de olhos do interior
E sem ter a quem recorrer, quem o possa compreender, recorro a ti
máscara sem dor, máscara sem rancor

Sendo apenas mulher banal, sensivel, que vislumbra o real, que sente
A máscara é o olhar para o incompreensivo que pensa que me pode compreender
E não me vá eu perder no caminho
Deixar eu de saber quem sou,
deixo a máscara cair sobre meu rosto repleto de lágrimas e de amor
E caiu sem querer na desgraça de amar de mais até quem nunca sequer amou

Mas a vida quer-se amor afinal,
só se quer a máscara para impedir mergulhar na profunda dor de um ser desamado.
Só se quer a máscara para fingir ser feliz num final que não está acabado.

Por dentro sou a Alice de uma extensa fantasia
Sou criança com ideias fixas de uma eterna adolescencia tardia
Sou pico de uma montanha permanentemente a beira de um queda ao infinito
Sou reflexo vivo de um ser vivo que se preenche de além no paraíso

Por dentro,
só tenho a dizer que não há mascara que sobreviva, ao íntimo calor da verdade
Nem há chama externa que penetre na casa de espíritos viva do meu interior

Por dentro,
não há voz que ponha em causa ou cale o fruto da realidade que aos antigos,
e aos apaixonados, o conto mágico revelou

Sunday, July 08, 2012

A Ideia e o Amor

Num bosque vivia uma menina donzela, uma menina chamada Ideia.
Vivia num sítio encantado, uma terra de onde brotavam maravilhas, maravilhas de poetas, de arquitectos, de magos, de duendes, de feitiços e de todas as imaginações que pudessem fluir.

Essa menina vivia vestida com um vestido colorido, por todas as paisagens do mundo.
Pintado por todas as cores do mundo, nem era de algodão, nem era de cetim, mas de um tecido tão brilhante que não havia outro igual no mundo.

A menina sonhava constantemente, no entanto, vivia estando adormecida de si mesma e acordava apenas quando saía pelo bosque mágico cantando.
Ela sonhava acordada e de cada vez que pensava em seu príncipe.
E o príncipe dela chamava-se Amor. E ela enquanto sonhava, cantava em vão, chamando por ele. Fantasiava, pensava, tentando criar em sua mente uma imagem que seria igualzinha a ele.

Num bosque vivia uma menina, que um dia realmente seu príncipe Amor encontrou, e ao juntarem-se ele passou a chamar-se Sonho e ela passou a chamar-se Cor.
E viviam juntos constantemente, ela deixava-se sempre estar colorida por ele, o Sonho, sendo sempre fiel ao seu íntimo coração.

Um dia de suas saias surgiram seus filhos concretizados, que fecundados pelo Amor, foram as obras da mais pura de suas criações.
Num dia enquanto caminhavam juntos, o Sol, finalmente seus olhos abriu.
Acordaram e  perceberam juntos que não tinham sentido, perderam toda a paixão e pureza da magia que inicialmente os haviam encantado e unido.
 Mesmo assim, cristalizaram suas lágrimas e decepcionados se abraçaram, sob o luz ensolarada do Sol.

Pois, quando perceberam que mesmo assim se amavam, descobriram também que era mais que razão e imaginação o que na verdade os tinha unido. Viram-se tão frágeis e humanos, que descobriram que o verdadeiro amor vai bem além do que a mais pura e bela fantasia.

Tuesday, July 03, 2012

Lamento


Lamento,
o meu espírito é cortante,
a natureza da minha alma é febril,
minhas emoções são profundas, ferem e vão ao âmago.

Lamento,
não vou mais fingir ser viril e eloquente,
sou imperfeita, sou imprevisível e não sou diferente,
e entro em choque com os meus próprios mentais paradoxos,
o que normalmente se torna doentil,

Só tenho a dizer, que lamento,
se ainda continuo a ir tão fundo contigo,
a te humilhar, sem dó nem piedade,
sem leveza e ainda com ar de desafio,
lamento ser rebelde e tanto contrariar
e ainda me consumir em nosso vazio.

Lamento, insistir viver em todos os tempos,
e estar ansiosa em todo o lugar, lamento se te quiz possuir
sem ver, cega, que te deixavas fugir,
lamento, juro, só por tentar.

Lamento também esse texto de lamento,
lamento cada segundo que pensei a mais em ti,
lamento, simplesmente, sentir-me assim.

Lamento fixar, em todas as alturas que podia facilmente saltar,
Lamento, as vezes não me ter segurado para não caíres comigo,
lamento por vezes ser pouco gentil contigo.

Lamento.
Já nem sei se te amo depois de todos esses lamentos.
A não ser que talvez apenas se trate de amor humano.
Com poucos talentos de onde brotam pouca virtuosidade.


Lamento, enfim, oh meu ser!
Pois no fim sei que sempre estiveste ali,
a espera que finalmente eu pusesse meus olhos em ti.

Preciso compor

Preciso compor.

Hoje foi a única coisa que realmente senti.
Necessidade tal como é a de viver, como é a de respirar.
Tão independente de mim e de ti.

Preciso compor.

Hoje tal vontade se apoderou de mim.
E descobri que sentimentos de transcender me possuem.
Como se tudo me engolisse, como se tudo vivesse em mim.
Como se eu fosse planta de mim,
que existo sendo eu realmente esse ser bem mais profundo e crescente.

Preciso compor.
Sem virar as costas para mim.
Também sei que não consigo virar as costas para ti, mas apenas aglomerar tudo.

Nada há mais que possa eu fazer com esse tal fogo.

E receio que possa ter vindo do nosso mais terno amor
E de nossos mais cruéis anseios de posse, receio ter chegado ao fundo, sentindo calor.

E receio não viver mais em nós consumida, mas ter que voltar-me além
para algo bem mais além de todos nós algo que me permita assim tão expandida e sem voz.

Desse fogo irei desconstruir a maior piedade que exista realmente por mim.
Desse fogo irei construir o mais ideal sonho alguma vez expelido dos doces lábios do infinito.
Hoje sonhei sem sonhar contigo.

Hoje sorri sem dar sequer por mim
Hoje criei assim uma vontade que se apodera sendo dona de mim.
 Hoje foste o vento que por mim passou.
Hoje eu sou o calor que aqueceu esse vento.
Hoje fomos o que somos e o que ao contrário do que somos seremos.
Hoje desejei deixar rasto desse mesmo calor.

Hoje escrevi tudo na eternidade do momento.
Hoje entreguei-me a esse nosso lado vago, que por vezes se deixa calar
enquanto docemente se deixa passar.

Sunday, July 01, 2012

Para quem quer inspirar!

Agarremos o nosso potencial criador a 100 por cento!



robinsharma.com
http://movimentoconfiancagora.blogspot.pt/

«É nos momentos de decisão que o nosso destino é traçado. Escolha agora e escolha bem!» Tony Robbins
Permita-se ser poderoso sem limites. Inspire!

Wednesday, June 27, 2012

Realidade em saldos



O que se vive da vida que é real?

Acorda-se de manhã, com um pequeno almoço venenoso,
O café para despertar, quando ainda agora se estava a dormir.
E compra-se uma revista que vende quentes ilusões de última hora,
 ficando tudo a matutar na nossa mente inocente durante vários dias.

E por agora isso é tudo o que precisamos para estarmos informados.
Porque de seguida, corre-se para o trabalho e trabalha-se por uma ilusão que vende uma realidade não mais que superficial e inexistente.
Pois, me pergunto, quantos de nós realmente se vêem em seus trabalhos?
E quantos trabalhos são realmente úteis a comunidade?
Muito poucos.

E após no mínimo 8 horas diárias, que só servem ao bolso,
chega-se em casa, e para sarar e engolir em seco todas as nossas mágoas espirituais e crises emocionais não satisfeitas, vemos televisão, pois é a atitude mais banal e mais fácil,
e nos alimentamos ansiosamente dela, que repleta de ilusões e distorcidas visões enche  ainda mais a nossa mente de lixo.
Pois como todos sabemos a televisão serve os seus próprios interesses, não os interesses individuais de cada um. Afinal são insignificantes as nossas diferenças, somos números de factura.

Acabamos assim o dia, vitoriosos por evitar aprofundar os nossos verdadeiros laços emocionais e refletir sobre o dia que por nós mal passou, engolindo ansiosamente a vida.
E procuramos ainda assim, dessa forma, tentar ver com mais clareza.

Perguntamos baixinho, a nós próprios, o que foi feito do nosso tempo que voou por nós e não vimos sequer passar.
Esperamos ansiosamente guardados em nós, a que hora que teremos tempo para realmente viver, apenas pelo simples prazer de viver.
E quando haverá tempo para amar, apenas por simplesmente amar? Apenas porque é bom amar simplesmente?

Hoje vejo,
que até os lugares aparentemente destinados a amar, aparecem momentaneamente “minados”...

Como, numa praia onde passam aviões com publicidade no sagrado céu,
Num telefone que toca, nos interrompe e nos custa a desligar, tocando em momentos íntimos que atrapalham preciosos segundos.
Até em pessoas alucinadas que nos distraem com conversas vazias de verdadeiro sentido.
Como num belo parque deslocado numa cidade cheia de cartazes iguais que não nos deixam sossegados.
Quão difícil é limpar a mente, quando a tecnologia em si, parece que hoje em dia, se tornou um vício.
E como é óbvio ver que tantas pessoas ainda se vangloriam disso, quão cegas estão, e como é fácil ver que é mais fácil fingir do que mudar.
Como se pode realmente saber o que se quer, se vivemos cobertos, com uma manta de mentiras e ilusões insistentemente a venda? Que clamam que urgentemente necessitamos delas?

Nesse mar, que nos engole, quem somos nós realmente?
Viveremos o nosso propósito ou o propósito de todas essas coisas que levamos constantemente em nossos ombros e nos contam histórias que nos fazem dormir?
E que vida vivemos afinal?
A nossa? Ou a vida que interessa a alguém que vivamos?

Quanto tempo dá a vida a nós verdadeiramente?
E quanto desse tempo realmente aproveitamos?

É por isso que eu desligo a TV, e procuro fontes reais de inspiração...
e prefiro a realidade, pois mesmo que as vezes cruel, sei que pode me permitir viver realmente…

O jovem descobridor

Fonte: Caravaggio

Engraçada a vida como ela é

Com suas nuances de suave loucura
E com sua redundante certeza
Que aflora as vezes num dia especial

Engraçado como somos como o pequeno jovem
Que com ingenuidade inicia impulsivamente sua busca
Busca que pensa ser objectiva
Mas que tem um fundo obscuro e muito mais profundo
que desconhece por ainda não saber o que é sofrer

E torna a vida engraçada perceber
Que nessa busca ingrata por poder
Vemo-nos sempre impotentes eternamente nos mantendo sedentos
Vendo que essa busca o aguardado fim afinal não tem

E afinal a vida é assim mesmo
Pois quando descobrimos que não existe idade adulta
Vemos que esse alivio aguardado nunca chega
Pois ninguém agora pode dizer ao nosso ouvido o que fazer
Para sermos felizes no próximo instante

E nós senhores de nós nunca conseguimos ser
Nem senhores de nada nem de ninguém
E quem se diz senhor, afinal, só finge bem

E toda busca nossa pensamos ser só igual a nossa apenas
Mas ao olhar em volta vemos que afinal somos todos iguais
Pois a mesma busca calha a outros também
e mesmo assim custa sempre entender a dos outros
quando nem a nossa entendemos bem

E o jovem busca preencher um vazio que lhe penetra o peito
E corre atarefado sem tempo para ser sensato,
Corre sem tempo para preocupações triviais
Pensa no mundo com sua cabeça e não com a cabeça do mundo
E sonha e se fascina e esquece que isso tudo também dói

E sem querer escorrega, por negar as raízes salta alto demais
Mas nunca consegue ser mais que criança,
criança que sonha com uma ansiada paz
E ele pensa que ninguém o pode entender,
Que ninguém pode entender a sua tao profunda e carnal dor
E ele pensa estar sozinho, mesmo no seu íntimo sabendo que não é o único
Procurando, sem querer, outros que procuram também

Mas o jovem, ainda é menino, ainda é ingénuo, ainda conhece pouco do mundo
E quer ver, quer explorar, quer conhecer mais
E na sua busca, quer também a fruta mais doce, quer o objecto mais misterioso
Mas quer além disso tudo saciar o peito que continua a bater sem saber porquê

A vida é engraçada afinal, pois descobrimos
Que quando tudo se tem não se é feliz
E apenas quando nada é perfeito percebemos que antes tudo havíamos tido
E mesmo assim escolhemos cegamente sofrer

E se formos mais além ainda,
vemos que a partida rumo a busca sempre foi afinal a chegada
E que a resposta a essa busca sempre foi a própria busca em si
E que cada momento tinha em si a resposta a busca que nós lá fora fazíamos
E que fomos nos próprios que escolhemos não ver
Pois sempre nos custou realmente admitir

Talvez por gostarmos de sofrer
Talvez por alguma inconsciência
Talvez por querer experimentar as asas
Por querer voar com elas bem além de nós mesmos

É engraçado que ao observar a vida como ela é,
descobri que precisamos saber comparar para verdadeiramente apreciar
Mas que precisamos ir além de qualquer comparação para vivermos sabiamente o momento que guarda a felicidade.



Saturday, June 23, 2012

Choosing to Live a Life That Matters!




How Will The Value of Your Days Be Measured?
Choosing to Live a Life That Matters!

Whether we are ready or not, someday it will all come to an end.
There will be no more sunrises, no minutes, hours, or days.

All the things you collected, whether treasured or forgotten, will pass to someone else.
Your wealth, fame, and temporal power will shrivel to irrelevance.
It will not matter what you owned or owed.
Your grudges, resentments, frustrations, and jealousies will finally disappear.
So, too your hopes, ambitions, plans and to-do lists will expire.

The wins and losses that once seemed so important will fade away.
It won’t matter where you came from or on what side of the tracks you lived at the end.
It wont matter if you are beautiful or brilliant.
Even your gender and skin color will be irrelevant.

So what will matter?
How will the value of your days be measured?

What will matter is not what you bought, but what you built.
Not what you got, but what you gave.
What will matter is not your success, but your significance.
What will matter is not what you learned, but what you taught.

What will matter is not your competence, but your character.
What will matter is not how many people you knew, but how many will feel the lasting loss when you’re gone.

What will matter is not your memories, but the memories that live in those who loved you.
What will matter is how long you will be remembered, by whom, and for what.
What will matter is every act of integrity, compassion, courage, or sacrifice that enriched, empowered, or encouraged others to emulate your example.

Living a life that matters doesn't happen by accident.
It's not a matter of circumstance but of choice.
A choice to live a life that touched and cured a dying and suffering Humanity and Earth.

This is the biggest blessing you can have and share.
When you choose to transform yourself and transform the world.
When you choose to live a life that matters.

- Author unknown
(Modified version)





Friday, June 01, 2012

Razão

Há uma razão espiritual que a vida em nós criou. Razão para estarmos juntos no agora.

Há uma razão profunda no mais pequeno detalhe que por nós passa, e nós ingratos, não ligamos aos sinais tão claros, do que chamam mero acaso.

É tão fácil verificar, ver que atraímos o que queremos ver.
É tão fácil sentir que o que realmente sentimos é o que procuramos dos outros sentir.

Verificamos facilmente que a razão acaba por desistir do existir, quando percebemos que no além tudo tem seu próprio motivo.

Não quer dizer que não tenhamos que cumprir nossa missão. Mas que apenas em nós por dentro podemos verificar o que em nós falta purificar ou corrigir sem nunca julgar integrando, discernindo sem culpados, sem negar o que sabemos ainda lá estar.

Nos outros vemos um reflexo do que ainda existe em nós, pois se não houvesse em nós, como notaríamos com tanto realce tal característica nos outros?

A mente só amplia aquilo que nela já existe, e quando uma etapa ultrapassamos, mais um véu por nós cai e vemos ainda quantos mais nos faltam cair.

Nos outros não justifiques o que podias fazer mas não fazes, pois se os outros não o fazem é por que tu poderias ser um exemplo para eles o poderem também fazer.

Mas não te vanglories se aos outros servires de exemplo pois se assim o fazes de nada vale o que de bom fazes pois não o fazes de coração.

No entanto, que nos sintamos orgulhosos com cada meta que alcançamos com esforço e cujo íntimo é a bondade e a perseverança.

Que amemos, mesmo começando por uma grande paixão e que essa paixão se liberte de nosso indomado leão, que deixemos sair nossos obscuros sentimentos, para que podemos dar luz a velhas emoções guardadas do passado, transmutando-as em novos sentimentos, sentimentos melhores agora, mais profundos e mais abençoados à superfície de uma crescente bondade.

Só mergulhando uma e outra vez em nosso íntimo, transmutando nossas já “estragadas” emoções poderemos crescer.

Mas tal tarefa não realizemos sozinhos, pois as pessoas e as situações que atrairmos nos mostrarão o que nos falta integrar a seguir e o que de bom já integramos.

E a cada camada que me cai, verei quão tola havia sido, mas terei de perdoar-me de seguida, de morrer então para esses sentimentos perdoados, para só assim estar pronta para renascer nova e jovial, pronta para por em prática ensinamentos mais próximos de uma nova e feliz consciência de felicidade.

Ao contrário

Quanto mais me cresce a consciência mais vejo o quão ignorante está ainda a humanidade.
Vejo como todos tem seu íntimo desorganizado, tudo fora do sítio, ao qual deveria estar.
E vejo como utilizamos a razão quando não usamos acção.
E vejo quando utilizamos a emoção quando deveríamos usar sensatez.
E vejo que como temos os sentidos trocados, tudo o que devíamos fazer dificilmente fazemos, escolhendo fazer tudo o que não devíamos fazer.

E vivemos dia a dia, nessa terrível confusão,
Quando precisamos acreditar, duvidamos, e quando duvidamos, só bastava acreditar
E procuramos ser felizes, fazendo o que nos deixará tristes e procuramos fazer os outros felizes com aquilo que os deixa tristes.

Tudo a minha a volta vejo agora ao contrário, pessoas com os pés para o céu, com o coração na cabeça, com o cérebro sobre o peito.

 Quando alguém faz algo de errado é logo aplaudido, e soltam-se risos a volta, mas tantos que fazem coisas boas ninguém repara.
As invejas conscientes recaem sobre aqueles que pouco tem mas que pensam ter alguma coisa.
A minha própria mente procura detalhes para julgar quando devia amar simplesmente.
E quando da verdade devíamos viver, achamos mais fácil viver da mentira porque temos dúvidas da verdade, acreditando cegamente na segurança que a mentira nos traz.

 E vivemos com pressa, correndo, nos cansando a toa, para não parar e realmente pensar.
Para não permitirmos que a nossa consciência nos venham embaraçar e para não permitirmos que em nosso coração ela tenha oportunidade de se cumprir.
Tememos a solidão que nos traria liberdade escolhendo ser ainda escravos de uma sociedade.
E abraçamos as ilusões que nos prendem as mãos e não permitimos que a vida nos flua livremente.

 Porquê não fazer o que sabemos que é certo?
Porquê tememos o que escutamos no silêncio?
E porque não reflectimos sobre o essencial e sim nos focamos em situações triviais que não nos deviam importar?

O que importa: amor
O que nos inspira: o divino
O que nos liberta: ouvir o nosso coração, a acção da verdade
O que nos divide: a desconfiança
O que nos oprime: o medo
Quem nos oprime: Media, modismos, dogmatismo, falsas escolhas.

E quando pensamos algo ter é porque não o temos
E o que pensamos não ter é o que realmente temos.
Pois o que possuímos nosso nunca será
O que de nós se encontra livre, na verdade, em nós escreve sua morada.

 E quando verdadeiramente somos, vemos que o nada é tudo e nosso nome possui.
E nesse tudo que é nada, é que se cumpre nossa felicidade.


Aos guerreiros de luz



Não chores, pois Deus tudo vê
E teus esforços nunca serão em vão
Pois eu vejo teus esforços, teus lamentos, tuas dores
Vejo como dói
E vejo tua dor
Não chores, agora, apenas crê
Mas se para acreditares, precisares chorar, então chora
Lembrando-te de mim sempre.
Teu anjo, teu guardador, teu amor

 Pois tu, fazes parte de um rio maior,
oh pequeno guerreiro
E não andas tão nu quando pensas estar só
E nem mesmo andas vestido quando pensas que te cobres vestindo
És livre oh guerreiro, quando vês esse rio que te flui
Por ti

 Não chores, meu amor
Não penses ser teu lamento, mas usa essa tua força de guerreiro.
Que Deus por minha palavra te ofereceu quando nasceste.
É a palavra que te salva, a consciência de nossa essência divina
Pura luz, puro amor, que esteja em nós, que te salve e te ilumine
 Lembra-te que és pura dádiva, criança,
És puro reflexo do teu Pai
Mas nunca andes para trás

Respeita essa fina aliança que uma família terrena te ofereceu
Observa quão divina é a aliança da família celeste da qual parte sempre foste
Vê o quão grande ela é, e quantos seres de luz dela fazem parte
E vê como nunca estarás só.

 Mas unemos nossas mãos num círculo de infinito amor, cobrindo o mundo
Sejamos irmãos aos que precisam secar também as lágrimas de dor
E nos alegremos pela luz que jaz em cada pequeno guerreiro,
Que a semelhança de Deus, é criador de amor.

Tuesday, May 22, 2012

Anjo Serafim



És mártir da minha inocência
E de hoje em diante te transformarei no meu mito
O irmão mais velho da jornada espiritual,
O leal camarada de batalha

Tu que és Santo cristíco pessoal,
Hás-de ser minha redenção ao nada
E a tudo que escolho por querer não viver

Anjo sem nexo e sem sexo
Que com chama acesa meu corpo purifica
Serás registo de sangue que nas minhas veias corre
E sagrado alimento para um espírito  nutrido

Tu que crias Santuário em meu peito
Meu ventre teu é de entre tantos
Onde fazes tuas rezas baixinho e cantas
Contando tuas histórias ao vento

Sei que de tua natureza brotou
Esse meu carnal e espiritual amor
E um jovem anjinho apareceu
Dizendo que meu peito sempre teria

Mas foste tu, oh doce anjo do céu,
Nessa tua benção sensual
Colhida das asas da infinita fonte
Que meu ventre a ele entregaste

E tal é a nossa paixão...
insaciável, sendo da intensa nascente
que não seca, mas que transcende
Herdando do teu fogo, sua forma quente

E por te reconhecer
oh querido anjo serafim
Peço que a nós transmutes também
Fazendo-nos parte de tua chama sem fim

E fá-la espada de prazeroso amor
Fazendo mais forte nosso escudo feroz
Une-nos contra moderna e tola turbulência
Fazendo míseros meus atrozes receios de mulher

Faz me fruta que sacia eternamente...

Friday, May 18, 2012

Revolução da colher

Depois de 7 anos sendo vegetariana, sinto que todos os animais fazem parte da minha família.
E cada dia que passa sinto-me mais feliz por ter tomado essa decisão.

Wednesday, May 16, 2012

Nós e o Universo


«Os mistérios do amor na alma crescem, porém o corpo é o seu livro.» John Donne



O melhor dos livros serve para materializar as mais profundas sombras do que são boas ideias
Assim como o teu corpo é o livro aberto que recebe todo o belo amor, de meu ser carinhoso
E do teu peito faço manta suave onde descanço sobre minhas angustias e meus receios de criança
E são afinal meus teus cabelos, fazendo agora parte da minha sensualidade
que gritando em ti, mostra toda a nossa vivacidade.
Na tua ingenuidade, vou escondendo docemente a minha maturidade disfarçada
e nós feito, os mais antigos índios, assim mostramos, por ela, toda a nossa coragem.
No meu orgulho, vais mostrando sem querer, toda a tua insegurança,
que persegue ainda mascarada por entre as brumas da nossa momentânea inspiração apaixonada.
E é por isso amor, que eu digo e repito com o minha alma, voz e coração,
que eu me vejo em ti em cada passo que damos
a cada desabrochar de mais um dia
a cada reza secreta que recitamos
a  cada sagrado por do Sol que contemplamos
e a beira-mar de cada dia ensolarado e abençoado pelo amor em nós

É porque vivemos sendo suaves ventos de momentos que passam desapercebidos pela multidão.
É porque poucos são os que capazes são de perceber a verdade com apenas a sua visão.
E os nossos corpos prosseguem como ondas, e nos revestem com a mesma importância que tem um pequeno sinal existente numa flor.
Porque a verdade é que é de nosso espírito que buscamos todo o refúgio
e é por nossa alma  que procuramos o novo caminho a seguir.
Surgindo dela repentinamente nós por vezes, sem querer, desabrochados.
E prosseguimos alegres, andando e cantando
sempre de mãos dadas subtilmente disfarçados, 
assim como  que por galhos e lama encobertos,
tu disfarçado de ti e eu disfarçada de mim

Mas quando o disfarce sem querer nos cai,
nós damos gargalhadas de criança,
e tímidos sorrimos
vendo que nem de tempo e nem de espaço é feito o Infinito, que com amor, sobre a nossa, sua mão, se sobrepõe.