Quero escrever até cansar
Ser como atriz, sendo alegria e dor
E saber fazer magia com o passar do tempo
Escolhi ser poeta, ser criança
Para poder inventar uma dança que refaça o amanhecer
Para ver onde errei e poder rir com as quedas que dei
Ver o que fazer com todas essas palavras soltas
que nem a idade adulta pode aprender a segurar
E ver onde me deixo soltar
Vou ver até onde posso perseguir o teu olhar
E refazer-me numa história qualquer que hoje ousou me imaginar
E vou descrever estrelas com minhas lágrimas até serem lágrimas de crocodilo
Vou fazer do meu peito laboratório de sabores descritos
Sendo cada sabor mais do que imaginação, sendo parte de um espírito vivo.
E quando alguém me ousar desafiar para um duelo
Quando alguém puser em causa minha pequena condição
Terei suficiente alma para enfrentar todos os monstros que habitarem a mente e que tentarem fugir do coração.
E poderei ter orgulho em ser grão de areia
E saber me render até ter o coração na mão
Mas sendo sempre rainha e refém da minha momentânea imaginação.
Monday, October 22, 2012
O amor
Hoje no trabalho pediram-me para fazer uma composição sobre o amor... xD
***
Amor,
É saber perdoar quando se tem o peito a sangrar
É ver a simplicidade onde antes só confusão havia
É ser a singularidade e a magia
E jurar com o que não se sabe se se pode cumprir
Amar
É compreender na solidão
É sentir a essência e a beleza ao mesmo tempo
É esperar que passe a brisa e o trovão
É ser criança para sempre
E quando não há mais o que entregar
Entrega-se o peito porque o desejo é dar
E esquecendo de como se receber, o segredo é confiar
E ao mundo cruel lá fora, é ser-se indiferente
O amor,
Não é refúgio mas pode ser protecção
Não é apenas arte, é magia, é criação
Não é para se explicar,
é para aprender a ter-se prazer ao se ser vencido
E assim, poder render e entregar o mais puro do que se traz no peito.
***
Amor,
É saber perdoar quando se tem o peito a sangrar
É ver a simplicidade onde antes só confusão havia
É ser a singularidade e a magia
E jurar com o que não se sabe se se pode cumprir
Amar
É compreender na solidão
É sentir a essência e a beleza ao mesmo tempo
É esperar que passe a brisa e o trovão
É ser criança para sempre
E quando não há mais o que entregar
Entrega-se o peito porque o desejo é dar
E esquecendo de como se receber, o segredo é confiar
E ao mundo cruel lá fora, é ser-se indiferente
O amor,
Não é refúgio mas pode ser protecção
Não é apenas arte, é magia, é criação
Não é para se explicar,
é para aprender a ter-se prazer ao se ser vencido
E assim, poder render e entregar o mais puro do que se traz no peito.
Coisas mais que coisas
Há coisas, que nos tocam fundo
Que procuram refúgio em nós
Que vêem de outro mundo
Há coisas, que não se sabe bem de onde vêem
Se da imaginação, se da emoção
Ou se da alma comum que abriga tudo
Há coisas, que não consigo explicar
E quanto mais tento menos compreendo
Porque não explica o que tudo transcende
Há coisas, que dão esperança quando nada parece restar
Que mudam ou que ficam e perduram por mais que o tempo possa passar
E que só aparecem bem descritas em lado nenhum
Há coisas,
Que são tão minhas que acabam sendo de muitas outras pessoas
Que num momento nos escapam e que ao deixarem-se fugir
Nos tornam humanos ou qualquer coisas mais ou menos do que isso
Porque somos muito comuns ao sermos incomuns
E somos mais fortes quando nos deixamos ser fracos
Porque explicamos tudo melhor com gestos que não se permitem parar
Porque as vezes nos deixamos sonhar com o que está longe, esquecendo o que está perto
Porque muitas vezes esquecemos o essencial para nos segurarmos no que apenas sabia encobrir tudo
Porque ao estarmos errados parecemos sempre certos para o mundo.
Que procuram refúgio em nós
Que vêem de outro mundo
Há coisas, que não se sabe bem de onde vêem
Se da imaginação, se da emoção
Ou se da alma comum que abriga tudo
Há coisas, que não consigo explicar
E quanto mais tento menos compreendo
Porque não explica o que tudo transcende
Há coisas, que dão esperança quando nada parece restar
Que mudam ou que ficam e perduram por mais que o tempo possa passar
E que só aparecem bem descritas em lado nenhum
Há coisas,
Que são tão minhas que acabam sendo de muitas outras pessoas
Que num momento nos escapam e que ao deixarem-se fugir
Nos tornam humanos ou qualquer coisas mais ou menos do que isso
Porque somos muito comuns ao sermos incomuns
E somos mais fortes quando nos deixamos ser fracos
Porque explicamos tudo melhor com gestos que não se permitem parar
Porque as vezes nos deixamos sonhar com o que está longe, esquecendo o que está perto
Porque muitas vezes esquecemos o essencial para nos segurarmos no que apenas sabia encobrir tudo
Porque ao estarmos errados parecemos sempre certos para o mundo.
Saturday, October 06, 2012
A Natureza é que cura!
Vivemos numa sociedade movida ao lucro e que portanto, não procura principalmente a liberdade do indivíduo, nem procura melhorar a educação, nem melhorar a protecção das pessoas, animais e ambiente, procurando melhorar as relações entre estados e pessoas.
Vivemos numa sociedade que procura sim, fundamentalmente, um lucro desenfreado que alimente uma cultura e economias sem ética, que baseando-se em números infinitos representam recursos finitos.
Porque a prioridade é o dinheiro.
É por isso que, segundo a minha perspectiva, neste momento, temos principalmente 2 opções:
Podemos escolher viver iludidos com todas essas ofertas que nos são oferecidades pelos meios de (des)comunicação, tendo plena consciência de todas as coisas que possuímos e que não utilizamos, mas cegamente, seguindo o rebanho por ser mais fácil.
Cumprindo nosso trabalho seguro das 9h às 18h (quando o temos), podemos viver reclamando aos outros os nossos problemas pessoais procurando nunca assumir que podemos sempre seguir outro caminho por nossa própria iniciativa.
Ou, podemos procurar caminhos alternativos a esse consumismo desenfreado, a essa política de crescimento à base do decrescimento da consciência global, a esse desrespeito às escolhas mais acertadas em prol de uma mente colectiva doentia mas bem aceite por dar lucro.
O livre-arbítrio, esse pelo menos, ainda é nosso!
É por isso que o meu interesse por estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis começou cedo, e para comemorar que semana que vem começo um curso em Naturopatia, aqui reuno grandes artigos que demonstram claras evidências das vantagens de confiarmos na Natureza, e também, nos mostram como podemos assumir ter uma maior consciência face à nossa saúde e a saúde do planeta.
« Thomas Edison disse:
"Enquanto os cientistas não souberem fabricar uma plantinha viva, é melhor confiar na natureza do que na ciência".
a) Rumos complexos b) Rumos simples
O grande mestre da biologia molecular,
Erwin Chargaff, disse:
"Como limite moral da ciência exijo, como mínimo, que não
deturpe a natureza; que não torne o homem desumano.
Receio, porém, que da maneira que hoje é praticada,
a ciência esteja a ponto de obter justamente
esses dois resultados"
Aspartame, um veneno!
Diversas bebidas "light" são adoçadas com aspartame, que a partir de 33°C se torna metanol (álcool metílico), que é muito tóxico e se degrada em formaldeído (formol), que é mais tóxico ainda! No organismo humano, à temperatura de 37°C, o aspartame produz estragos graves, diabete e principalmente câncer do cérebro. Foi inventado pela Monsanto, no âmbito de pesquisas para a guerra química. Numerosos cientistas e médicos estão exigindo a sua interdição, mas esse neurotóxico ainda é amplamente consumido em mais de 90 países - principalmente pelos jovens que procuram emagrecer!
Quando vamos abolir a loucura das indústrias alimentícias, que não têm nenhum respeito à saúde dos povos?
(Santé Nouvelles, outubro 2004)
Alimentos industrializados causam deformidades ósseas
Em suas pesquisas entre os povos nativos, o famoso dentista Weston Price mostrou que os alimentos refinados modernos deformam o maxilar inferior e produzem deformidades no esqueleto inteiro. Ele notou que os ombros largos dos homens estavam se tornando mais estreitos e que a pelve da mulher - com o espaço necessário para carregar o bebê e dar à luz - também estava se estreitando. Além disso, apareciam deformidades nos pés quando os pais mudavam de sua alimentação tradicional para alimentos refinados / industrializados. Os bebês - nascidos quando os pais ainda se alimentavam com os alimentos naturais locais - estavam com saúde perfeita.
(What Doctors Don't Tell You, janeiro 2005)
Efeito do açúcar
Emanuel Cheraskin mostrou, em suas pesquisas, que a ingestão de apenas uma colher de chá de açúcar imediatamente reduz em 50% a destruição dos germes pelos glóbulos brancos. A sua capacidade normal de destruir os germes volta somente após cinco horas. Milhões de pessoas consomem, em média, duas ou três colheres de chá de acúcares de todos os tipos, a cada hora e cada dia - mantendo a sua defesa imunológica constantemente em baixa.
(Wright JV. Nutrition & Healing 2004, vol. 11, nº2, p 5)
Evitando aditivos
Os alimentos industrializados causam muitos problemas à saúde, principalmente devido aos aditivos (acidulantes, adoçantes, antioxidantes, antiumectantes, aromatizantes, conservantes, corantes, espessantes, estabilizantes) extremamente nocivos.
Para não prejudicar a nossa saúde, Robert Hatherill, o autor do famoso livro The Brain Gate, sugere a seguinte norma prática: "Leia o conteúdo na embalagem e, se um produto contiver mais do que cinco aditivos, não coma."
(Earth Save News, outono 2003, p 8).
Fraturas
Um estudo publicado no ano 2000 emArchives of Pediatrics & Adolescent Medicinemostrou que as adolescentes que praticam esportes sofriam três vezes mais fraturas quando bebiam muitos refrigerantes, do que as meninas da mesma idade, que bebiam principalmente água e leite.
"Sabores e cores artificiais são associados com problemas respiratórios alérgicos, urticária, lesões na língua e em mucosas (como na boca), problemas digestivos, dores de cabeça, bem como distúrbios comportamentais, incluindo a hiperatividade na infância". »
http://www.taps.org.br/alimentacao/breves-alim-ind
Permacultura
http://permaculturaportugal.ning.com/
Ecovilas
Medicina Ayurvedica
http://www.imt.pt
Medicina Tradicional Chinesa
http://www.ipnaturologia.com/
Terapias Não convencionais
Educação Waldorf
Yoga, Chi Kung...
Tantra
http://www.academiadeyoga.pt/
Protecção dos animais, vegetarianismo
http://beawarebechange.blogspot.pt/
Trocas
http://www.believeinportugal.info/
Campanha de protecção das sementes
http://www.seed-sovereignty.org/PT/
Arte
http://chilloutarthouse.blogspot.com/
Os maiores problemas não surgem das dificuldades que nos aparecem na vida, os maiores problemas surgem em não assumirmos que podemos fazer melhores opções, ultrapassar essas mesmas dificuldades, e assim, garantir um futuro melhor!
Vivemos numa sociedade que procura sim, fundamentalmente, um lucro desenfreado que alimente uma cultura e economias sem ética, que baseando-se em números infinitos representam recursos finitos.
Porque a prioridade é o dinheiro.
É por isso que, segundo a minha perspectiva, neste momento, temos principalmente 2 opções:
Podemos escolher viver iludidos com todas essas ofertas que nos são oferecidades pelos meios de (des)comunicação, tendo plena consciência de todas as coisas que possuímos e que não utilizamos, mas cegamente, seguindo o rebanho por ser mais fácil.
Cumprindo nosso trabalho seguro das 9h às 18h (quando o temos), podemos viver reclamando aos outros os nossos problemas pessoais procurando nunca assumir que podemos sempre seguir outro caminho por nossa própria iniciativa.
Ou, podemos procurar caminhos alternativos a esse consumismo desenfreado, a essa política de crescimento à base do decrescimento da consciência global, a esse desrespeito às escolhas mais acertadas em prol de uma mente colectiva doentia mas bem aceite por dar lucro.
O livre-arbítrio, esse pelo menos, ainda é nosso!
É por isso que o meu interesse por estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis começou cedo, e para comemorar que semana que vem começo um curso em Naturopatia, aqui reuno grandes artigos que demonstram claras evidências das vantagens de confiarmos na Natureza, e também, nos mostram como podemos assumir ter uma maior consciência face à nossa saúde e a saúde do planeta.
Saúde sim, mas com ética e amor!
Porque é a natureza que nos cura!
« Thomas Edison disse:
"Enquanto os cientistas não souberem fabricar uma plantinha viva, é melhor confiar na natureza do que na ciência".
a) Rumos complexos b) Rumos simples
a)Roupa especial para cirurgias complexas
b) Curada de leucemia pela planta pervinca rosea L.
Foto: Nina Barnett Foto: Frans Lanting
Foto: Nina Barnett Foto: Frans Lanting
O grande mestre da biologia molecular,
Erwin Chargaff, disse:
"Como limite moral da ciência exijo, como mínimo, que não
deturpe a natureza; que não torne o homem desumano.
Receio, porém, que da maneira que hoje é praticada,
a ciência esteja a ponto de obter justamente
esses dois resultados"
«Sobre os alimentos industrializados
Aspartame, um veneno!
Diversas bebidas "light" são adoçadas com aspartame, que a partir de 33°C se torna metanol (álcool metílico), que é muito tóxico e se degrada em formaldeído (formol), que é mais tóxico ainda! No organismo humano, à temperatura de 37°C, o aspartame produz estragos graves, diabete e principalmente câncer do cérebro. Foi inventado pela Monsanto, no âmbito de pesquisas para a guerra química. Numerosos cientistas e médicos estão exigindo a sua interdição, mas esse neurotóxico ainda é amplamente consumido em mais de 90 países - principalmente pelos jovens que procuram emagrecer!
Quando vamos abolir a loucura das indústrias alimentícias, que não têm nenhum respeito à saúde dos povos?
(Santé Nouvelles, outubro 2004)
Alimentos industrializados causam deformidades ósseas
Em suas pesquisas entre os povos nativos, o famoso dentista Weston Price mostrou que os alimentos refinados modernos deformam o maxilar inferior e produzem deformidades no esqueleto inteiro. Ele notou que os ombros largos dos homens estavam se tornando mais estreitos e que a pelve da mulher - com o espaço necessário para carregar o bebê e dar à luz - também estava se estreitando. Além disso, apareciam deformidades nos pés quando os pais mudavam de sua alimentação tradicional para alimentos refinados / industrializados. Os bebês - nascidos quando os pais ainda se alimentavam com os alimentos naturais locais - estavam com saúde perfeita.
(What Doctors Don't Tell You, janeiro 2005)
Efeito do açúcar
Emanuel Cheraskin mostrou, em suas pesquisas, que a ingestão de apenas uma colher de chá de açúcar imediatamente reduz em 50% a destruição dos germes pelos glóbulos brancos. A sua capacidade normal de destruir os germes volta somente após cinco horas. Milhões de pessoas consomem, em média, duas ou três colheres de chá de acúcares de todos os tipos, a cada hora e cada dia - mantendo a sua defesa imunológica constantemente em baixa.
(Wright JV. Nutrition & Healing 2004, vol. 11, nº2, p 5)
Evitando aditivos
Os alimentos industrializados causam muitos problemas à saúde, principalmente devido aos aditivos (acidulantes, adoçantes, antioxidantes, antiumectantes, aromatizantes, conservantes, corantes, espessantes, estabilizantes) extremamente nocivos.
Para não prejudicar a nossa saúde, Robert Hatherill, o autor do famoso livro The Brain Gate, sugere a seguinte norma prática: "Leia o conteúdo na embalagem e, se um produto contiver mais do que cinco aditivos, não coma."
(Earth Save News, outono 2003, p 8).
Fraturas
Um estudo publicado no ano 2000 emArchives of Pediatrics & Adolescent Medicinemostrou que as adolescentes que praticam esportes sofriam três vezes mais fraturas quando bebiam muitos refrigerantes, do que as meninas da mesma idade, que bebiam principalmente água e leite.
"Sabores e cores artificiais são associados com problemas respiratórios alérgicos, urticária, lesões na língua e em mucosas (como na boca), problemas digestivos, dores de cabeça, bem como distúrbios comportamentais, incluindo a hiperatividade na infância". »
http://www.taps.org.br/alimentacao/breves-alim-ind
Temas interessantes para um conscientizar social:
Permaculturahttp://permaculturaportugal.ning.com/
Ecovilas
Medicina Ayurvedica
http://www.imt.pt
Medicina Tradicional Chinesa
http://www.ipnaturologia.com/
Terapias Não convencionais
Educação Waldorf
Yoga, Chi Kung...
Tantra
http://www.academiadeyoga.pt/
Protecção dos animais, vegetarianismo
http://beawarebechange.blogspot.pt/
Trocas
http://www.believeinportugal.info/
Campanha de protecção das sementes
http://www.seed-sovereignty.org/PT/
Arte
http://chilloutarthouse.blogspot.com/
Os maiores problemas não surgem das dificuldades que nos aparecem na vida, os maiores problemas surgem em não assumirmos que podemos fazer melhores opções, ultrapassar essas mesmas dificuldades, e assim, garantir um futuro melhor!
Wednesday, September 26, 2012
Colorir as flores
Hoje vou escrever uma canção para por toda a gente a sonhar com amor
Vou escrever sobre cada uma das estrelas que vejo
E pelos amores que soltei, acabarei como estrela no fim
Hoje vou lembrar à vida que ainda existe razão para viver
Vou fazer acontecer os sonhos que propus a mim mesma nunca esquecer
E pintar meus receios às cores, para colorirem as flores
Hoje vou encerrar um capítulo para começar um novo
Escreverei um título bem bonito para deixar surgir um sorriso de criança
Reentregando-me as emoções novas que me procurarem
Hoje procurarei e verei onde anda a minha consciência
Para criar novas sementes de esperança
Ajudando no que se refaz de novo porque não pode ser deixado para amanhã
Hoje vou pintar o mundo a aquarela
Irei musicar as estrelas revisitando o amor de um aconchego
Tudo para conhecer uma felicidade interior que sabe estar tão presente numa canção
Hoje vou fazer-me borboleta e deixar-me livre experienciar
Vou fingir saber viver sabendo que nunca houve o que perder
E buscar razões para me entregar sem poder olhar para trás
Vou viver o futuro com olhar de criança
Olhar o passado com o desapego de flor
Viver no presente como quem nada tem a perder
Vou soltar tudo sendo mar
E sem saber quando regressar, vou voar
Hoje vou viver cantando, sonhar escrevendo, fazer para criar
E enquanto mergulho num interior de tudo, vou revisitando o estampado que colore o mundo.
************
Vou escrever sobre cada uma das estrelas que vejo
E pelos amores que soltei, acabarei como estrela no fim
Hoje vou lembrar à vida que ainda existe razão para viver
Vou fazer acontecer os sonhos que propus a mim mesma nunca esquecer
E pintar meus receios às cores, para colorirem as flores
Hoje vou encerrar um capítulo para começar um novo
Escreverei um título bem bonito para deixar surgir um sorriso de criança
Reentregando-me as emoções novas que me procurarem
Hoje procurarei e verei onde anda a minha consciência
Para criar novas sementes de esperança
Ajudando no que se refaz de novo porque não pode ser deixado para amanhã
Hoje vou pintar o mundo a aquarela
Irei musicar as estrelas revisitando o amor de um aconchego
Tudo para conhecer uma felicidade interior que sabe estar tão presente numa canção
Hoje vou fazer-me borboleta e deixar-me livre experienciar
Vou fingir saber viver sabendo que nunca houve o que perder
E buscar razões para me entregar sem poder olhar para trás
Vou viver o futuro com olhar de criança
Olhar o passado com o desapego de flor
Viver no presente como quem nada tem a perder
Vou soltar tudo sendo mar
E sem saber quando regressar, vou voar
Hoje vou viver cantando, sonhar escrevendo, fazer para criar
E enquanto mergulho num interior de tudo, vou revisitando o estampado que colore o mundo.
************
«Vou buscar inspiração as estrelas
Buscar aconchego em minha eterna gratidão
Vou beber sabedoria nas asas que me levarão ao infinito
E iniciarei com ternura a minha peregrinação
Ei de reconhecer do passado a força que criarei em meu coração
Vendo no presente toda a oportunidade para um futuro brillhante
Vou cavar fundo em meu interior fazendo revelar novos mundos que lá fora farão meu ser explora...
Buscar aconchego em minha eterna gratidão
Vou beber sabedoria nas asas que me levarão ao infinito
E iniciarei com ternura a minha peregrinação
Ei de reconhecer do passado a força que criarei em meu coração
Vendo no presente toda a oportunidade para um futuro brillhante
Vou cavar fundo em meu interior fazendo revelar novos mundos que lá fora farão meu ser explora...
r
Vou usar minhas asas para voar rumo ao imensurável do mundo
indo mais além em tudo
Juro por amar reconhecer o divino que há na luz imensurável que cobre o mundo
Reconhecendo nisso tudo quando é preciso ponderar
Pois é preciso saber continuar no caminho rumo ao centro de tudo sempre reconhecendo a beleza em toda a quietude do interior.
Ei de continuar a caminhar rumo a toda completa beleza,
sempre partilhando com outros a melhor pureza
sempre ciente de ser protegida pelo amor,
e das asas do divino
serei saciada pela arte de viver no verdadeiro ser.»
Vou usar minhas asas para voar rumo ao imensurável do mundo
indo mais além em tudo
Juro por amar reconhecer o divino que há na luz imensurável que cobre o mundo
Reconhecendo nisso tudo quando é preciso ponderar
Pois é preciso saber continuar no caminho rumo ao centro de tudo sempre reconhecendo a beleza em toda a quietude do interior.
Ei de continuar a caminhar rumo a toda completa beleza,
sempre partilhando com outros a melhor pureza
sempre ciente de ser protegida pelo amor,
e das asas do divino
serei saciada pela arte de viver no verdadeiro ser.»
Friday, September 21, 2012
Namorar as letras
Namorar as letras
Secar-me em folhas de papel
Recitar sentimentos
Curar-me internamente de um mal entendido escrito
Ler melhor o que está escrito do que foi dito
Deixar registo escrito do que já nos mora dentro
Ser como as personagens que brilham em contos e romances
Habitar num momento numerado numa página de livro
Relembrar a história que alguem deixou escrita num registo
Desapegar-me à força de momentos, que mesmo referentes a séculos atrás,
fizeram intensamente parte de mim horas à fio.
Sacudir o pó aos sentimentos relidos e descobrir que não estavam ainda totalmente esquecidos.
Isto pela saudade que sinto de ter tempo para ler um livro
Isto pelos momentos de prazer que possuo ao escrever doces fragmentos de alguns anseios profundos.
Quero conseguir escrever a cor do teu cabelo
Desfazer-me em letras de algum bem querer
Quero deixar-me escorrer em grandes letras com o teu nome
E contar-te em versos os nossos segredos mais íntimos
Vou colocar pontos finais em todas as nossas discussões
E pôr pelo menos 3 pontos em todos os nossos momentos de paixão
E finalmente...
terei de desenhar para nós asas, para fugirmos enquanto voamos em nossa imaginação.
Isto pela presença das letras incluindo uma total ausência tua.
Secar-me em folhas de papel
Recitar sentimentos
Curar-me internamente de um mal entendido escrito
Ler melhor o que está escrito do que foi dito
Deixar registo escrito do que já nos mora dentro
Ser como as personagens que brilham em contos e romances
Habitar num momento numerado numa página de livro
Relembrar a história que alguem deixou escrita num registo
Desapegar-me à força de momentos, que mesmo referentes a séculos atrás,
fizeram intensamente parte de mim horas à fio.
Sacudir o pó aos sentimentos relidos e descobrir que não estavam ainda totalmente esquecidos.
Isto pela saudade que sinto de ter tempo para ler um livro
Isto pelos momentos de prazer que possuo ao escrever doces fragmentos de alguns anseios profundos.
Quero conseguir escrever a cor do teu cabelo
Desfazer-me em letras de algum bem querer
Quero deixar-me escorrer em grandes letras com o teu nome
E contar-te em versos os nossos segredos mais íntimos
Vou colocar pontos finais em todas as nossas discussões
E pôr pelo menos 3 pontos em todos os nossos momentos de paixão
E finalmente...
terei de desenhar para nós asas, para fugirmos enquanto voamos em nossa imaginação.
Isto pela presença das letras incluindo uma total ausência tua.
2 Mundos
Vivo habitada em 2 mundos
e 2 mundos habitam em mim
Encontro-me de mim desabitada
E por sonhar, acabo desalmada no fim
Tenho morada feita em 2 sítios
E 2 sítios opostos moram agora em mim
Mas, na verdade, eu sou de sítio nenhum
Pois não há sítio suficientemente adequado para mim
Cumpro regras num sítio para depois as desfazer noutro
Cumpro rezas num sítio para noutro sítio as poder cumprir
E como uma atriz uso o meu corpo, cumprindo papéis do que poderia ser eu mas não sou
Vivendo a vida de quem não é, vivo a vida sem saber bem o que ao certo é viver
Sigo assim, cansada de julgar como as coisas deveriam ser
Fazendo sempre algo de novo, dando cada vez mais importância ao fazer
Realço desses sítios tão distintos, a loucura, o que há de comum no ser humano
Vendo de perto tantos certos e errados do que é inexistente,
Ouço também os podres contados sobre quem quando eu estive, não está
E é engraçada assim a vida de quem não toma partidos
Ver que tanto há para discutir em tudo o que não tem significado nenhum
Ver que tão pouco se diz do que realmente era preciso
Ver que tão pouco no mundo realmente faz sentido
Mas enquanto eu não souber bem fazer-me folha branca de papel
Para guardar meus sonhos, tentarei com meu silêncio, pelo menos,
parecer que partilho algo de comum
Viverei conformada com minha sina de viver assim mascarada
Pois poderei viver compreendendo melhor da própria vida
evitando ter de andar perdida tentando explicar à vida quem sou.
e 2 mundos habitam em mim
Encontro-me de mim desabitada
E por sonhar, acabo desalmada no fim
Tenho morada feita em 2 sítios
E 2 sítios opostos moram agora em mim
Mas, na verdade, eu sou de sítio nenhum
Pois não há sítio suficientemente adequado para mim
Cumpro regras num sítio para depois as desfazer noutro
Cumpro rezas num sítio para noutro sítio as poder cumprir
E como uma atriz uso o meu corpo, cumprindo papéis do que poderia ser eu mas não sou
Vivendo a vida de quem não é, vivo a vida sem saber bem o que ao certo é viver
Sigo assim, cansada de julgar como as coisas deveriam ser
Fazendo sempre algo de novo, dando cada vez mais importância ao fazer
Realço desses sítios tão distintos, a loucura, o que há de comum no ser humano
Vendo de perto tantos certos e errados do que é inexistente,
Ouço também os podres contados sobre quem quando eu estive, não está
E é engraçada assim a vida de quem não toma partidos
Ver que tanto há para discutir em tudo o que não tem significado nenhum
Ver que tão pouco se diz do que realmente era preciso
Ver que tão pouco no mundo realmente faz sentido
Mas enquanto eu não souber bem fazer-me folha branca de papel
Para guardar meus sonhos, tentarei com meu silêncio, pelo menos,
parecer que partilho algo de comum
Viverei conformada com minha sina de viver assim mascarada
Pois poderei viver compreendendo melhor da própria vida
evitando ter de andar perdida tentando explicar à vida quem sou.
Wednesday, September 12, 2012
Registo de um suspiro
Sou eterna estudante de situações, de desejos, de padrões
E trabalho...
No meu trabalho, há um muro que nos separa
um muro de hierarquias, um muro de tempos sem momentos
Um muro que se deve manter para bem do desalmado trabalho que
a vida nos traz
Demasiado frontal, objectivo sem o seu coração, ausente
E como o meu, quantos mais trabalhos haverão
Trabalhos que com sobrecapas se pode proibir o mínimo olhar para dentro
E algumas maneiras haverão de fingir-se calar o que remexe por dentro
E não se fala na importância de se cultivar a individualidade
Esse assunto é tabu
A individualidade independente de empregos, de estudos, de amigos, de qualquer coisa exterior.
A individualidade que se tem a amar, do que se sente, do que se traz no peito, de se refletir e de saber pensar.
Hoje vim defender o registar de impressões emotivas, o registar de percepções sensitivas
e por isso escrevo.
Defendo qualquer gesto integral para quem quer saber como ser.
Quando tudo o mais empurra-nos para um especializar, um especificar
Eu quero uma escola que ensine sabedoria de se ser global em vida.
Pois tudo parece já estar registado, catalogado, nomeado, hierarquizado
Vim chamar pelo que se distingue disso tudo
Estou cansada de conhecimento parcial, cansada de visão com banda estreita
Procuro a ligação de tudo, mesmo o que une e o que não separa.
Procuro uma visão mais clara.
Pois a vida hoje pede muito mais do que reconhecimento exterior
E pede mais do que as ofertas que nos são oferecidas, pede entrega
A vida pede que retornemos inteiros
Não nos pede que sejamos apenas uma parte de nós ou um reflexo de um projecto.
Quero inteiramente soltar a vida que me passa no peito
Deixando surgir o desejo ardente de ver o quem eu possa ser
tão independente de falsa e moral compreenção.
E trabalho...
No meu trabalho, há um muro que nos separa
um muro de hierarquias, um muro de tempos sem momentos
Um muro que se deve manter para bem do desalmado trabalho que
a vida nos traz
Demasiado frontal, objectivo sem o seu coração, ausente
E como o meu, quantos mais trabalhos haverão
Trabalhos que com sobrecapas se pode proibir o mínimo olhar para dentro
E algumas maneiras haverão de fingir-se calar o que remexe por dentro
E não se fala na importância de se cultivar a individualidade
Esse assunto é tabu
A individualidade independente de empregos, de estudos, de amigos, de qualquer coisa exterior.
A individualidade que se tem a amar, do que se sente, do que se traz no peito, de se refletir e de saber pensar.
Hoje vim defender o registar de impressões emotivas, o registar de percepções sensitivas
e por isso escrevo.
Defendo qualquer gesto integral para quem quer saber como ser.
Quando tudo o mais empurra-nos para um especializar, um especificar
Eu quero uma escola que ensine sabedoria de se ser global em vida.
Pois tudo parece já estar registado, catalogado, nomeado, hierarquizado
Vim chamar pelo que se distingue disso tudo
Estou cansada de conhecimento parcial, cansada de visão com banda estreita
Procuro a ligação de tudo, mesmo o que une e o que não separa.
Procuro uma visão mais clara.
Pois a vida hoje pede muito mais do que reconhecimento exterior
E pede mais do que as ofertas que nos são oferecidas, pede entrega
A vida pede que retornemos inteiros
Não nos pede que sejamos apenas uma parte de nós ou um reflexo de um projecto.
Quero inteiramente soltar a vida que me passa no peito
Deixando surgir o desejo ardente de ver o quem eu possa ser
tão independente de falsa e moral compreenção.
Sunday, September 09, 2012
A vida em sonho
Esta noite eu tive um sonho contigo,
Tu estás com teu olhar vago tão preso ao interior
Teus longos cabelos permanecem sobre os ombros soltos por natural descontração
Louco, procuras a magia no que existe de fascinante, no que teimosamente, minha mente diz ser apenas imaginação.
E eu reconheço-me assim em ti,
num tempo que por mim já passou,
num tempo que prossegue seu percurso passando agora por ti.
E vejo que o tempo nunca passa afinal, muda apenas a sua morada
Juntos ou distantes somos ressoados por sensações do que já existe, nada de nosso existindo afinal
Tenho a vista para o tempo que guarda agora seu abrigo em ti.
E enquanto vivo contigo, sou como aquela que veio julgar-te pelo teu dever, que veio exigir-te que vivas, fingindo não compreender a tua situação.
Custando-me assumir a verdade do que vejo,
Vejo que permaneces parado com teu olhar enfeitiçado
Procurando o deslumbre de ver a magia que há no infinito de tudo
Enquanto eu prossigo agindo mesmo quando sei que nada mais há a fazer.
Pois
Sei da tua falta de viver, sei dos teus receios, sei das tuas falhas, sei da tua inocência
Mas ainda assim, parece-me cedo demais para morrer e tarde demais para repensar o mundo.
E o nosso infinito é partilhado
E eu sinto a tua luta interior enquanto tu presentes minha luta exterior.
E dentro procuras o que eu encontro cá fora e eu cá fora procuro o que encontras dentro.
Porque procuras encontrar dentro de ti a magia que eu já sinto e que vejo cá fora na vida.
E eu procuro fora um caminho em que possa estar concentrada com a mesma fidelidade que mantens a tua essência cristalina.
E tu estás sentado com teus olhos desesperançados enquanto eu mantenho-me numa procura vigilante. Enquanto tu estas satisfeito por seres dono de nada, eu quero ser dona de tudo.
E ao estarmos juntos tu deixas-me guerrear comigo mesma enquanto permaneces tentando encontrar um acordo contigo.
E é por isso que tu pedes-me para contar-te dos sonhos vívidos que tenho tido enquanto eu espero um dia ter a paciência que tens de deixares-te viver a simplesmente sonhar.
Tu estás com teu olhar vago tão preso ao interior
Teus longos cabelos permanecem sobre os ombros soltos por natural descontração
Louco, procuras a magia no que existe de fascinante, no que teimosamente, minha mente diz ser apenas imaginação.
E eu reconheço-me assim em ti,
num tempo que por mim já passou,
num tempo que prossegue seu percurso passando agora por ti.
E vejo que o tempo nunca passa afinal, muda apenas a sua morada
Juntos ou distantes somos ressoados por sensações do que já existe, nada de nosso existindo afinal
Tenho a vista para o tempo que guarda agora seu abrigo em ti.
E enquanto vivo contigo, sou como aquela que veio julgar-te pelo teu dever, que veio exigir-te que vivas, fingindo não compreender a tua situação.
Custando-me assumir a verdade do que vejo,
Vejo que permaneces parado com teu olhar enfeitiçado
Procurando o deslumbre de ver a magia que há no infinito de tudo
Enquanto eu prossigo agindo mesmo quando sei que nada mais há a fazer.
Pois
Sei da tua falta de viver, sei dos teus receios, sei das tuas falhas, sei da tua inocência
Mas ainda assim, parece-me cedo demais para morrer e tarde demais para repensar o mundo.
E o nosso infinito é partilhado
E eu sinto a tua luta interior enquanto tu presentes minha luta exterior.
E dentro procuras o que eu encontro cá fora e eu cá fora procuro o que encontras dentro.
Porque procuras encontrar dentro de ti a magia que eu já sinto e que vejo cá fora na vida.
E eu procuro fora um caminho em que possa estar concentrada com a mesma fidelidade que mantens a tua essência cristalina.
E tu estás sentado com teus olhos desesperançados enquanto eu mantenho-me numa procura vigilante. Enquanto tu estas satisfeito por seres dono de nada, eu quero ser dona de tudo.
E ao estarmos juntos tu deixas-me guerrear comigo mesma enquanto permaneces tentando encontrar um acordo contigo.
E é por isso que tu pedes-me para contar-te dos sonhos vívidos que tenho tido enquanto eu espero um dia ter a paciência que tens de deixares-te viver a simplesmente sonhar.
Friday, August 31, 2012
Sunday, August 12, 2012
Nostalgia interior
Sinto-me arrebatada para o passado
Sinto uma fúria extremamente difícil de transcenderSinto um desalento do que me faz sustento
Sinto um desapego por aquilo que facilmente me quer prender
Sei agora de livros do passado que toda a história foi afinal mal contada
E tolo é quem pensa saber ver a realidade apenas no mundo contemporâneo
Sem rever no passado a verdade que era dita através de frases de arte tão objectivas quanto fatais
Sinto-me enganada por tamanha contemporaneidade superficial
Sei de mim agora não mais perdida em instituições e
logotipos mentaisSinto que passei anos desmembrada em termos intelectuais
E sei como essa parte afecta todas as outras,
Pois dou-me conta do pouco que se pode ver, quando pouco se sente e poucas reflexões do passado se contemplou.
Nem é de apenas crítica a quem já sabe tudo e quer impor o que leu
Mas apenas um apelo a que se soltem as amarras que nos prendem a visão,
essas amarras que limitam tão fatalmente a natureza mágica do passado do mundo
Um apelo para que se perceba a perspectiva de um quadro e não se veja apenas o que restou do retracto.
Um apelo para que se leia o rótulo e não se compre apenas a imagem do produto.
Um apelo para que se viva a vida e não se passe apenas cego para cada detalhe de um segundo.
Um apelo para que se vivam aventuras em vez de apenas reler e comentar as aventuras dos outros.
Um apelo para que além de lermos historinhas oficiais possam as pessoas viver as histórias do passado, através das pessoas do passado nos originais livros de literatura.
A vida é apenas original quando se pondera sobre o passado o momento presente sem considerar que o que vem do passado é inferior.
E quem comtempla a arte do passado sabe que muito menos superficiais eram os tempos anteriores.
E quem ama viver no agora sabe que pode escolher viver com uma perspectiva cada vez maior o futuro, através de sentimentos que com personalidades do passado ousa fazer uma partilha.
Sunday, July 29, 2012
Krishnamurti On Observing Ourselves
The Perfect Plan
By Chuck Danes
Do you sometimes feel that life's unfair, that future hope is bleak?
Do your day to day experiences leave your spirit feeling weak?
Do you ever think the joys in life are reserved for just a few?
That your hopes and dreams you'll never reach no matter what you do.
Perhaps you've thought how hard it is to get ahead these days?
That strain and strife are just part of life and nothing you do pays.
If you do, take heart my friend, so many think this way.
But there is hope a brighter path that you can take today.
It will require a shift in thought, it may challenge your beliefs
But it will guide you to a life of joy, content, relief.
So listen closely and absorb this perfect plan I share
Implement these steps you'll learn and soon you'll be aware
Of a life that's filled with joy beyond your wildest dreams
Regardless what "appears" to be no matter how life seems.
Focus your attention on what you soon will learn
The wisdom in it, if acted on will provide those things you yearn
The answers are available just seek and you will find
That all which you've experienced is a product of your mind
These troubles you encounter now that you feel get in your way
Are due to thoughts, emotions felt that you had yesterday.
For long ago the plan was made which allowed you to be free
From all these limitations that you now perceive to be
You have been given power which you're not yet aware
It's through misuse of this precious gift that's created your despair
For in the plan there came a clause that remains within it still
That each and every soul on earth be entitled to free will
You chose to limit your results by absorbing false belief
The plan designed to bring you joy through your own choice brought you grief
For every thought, emotion felt consists of energy
And those that you allow to grow is what life comes to be
The life that you are living now is due to seeds you've sown
The thoughts, beliefs, emotions felt is precisely what has grown
You must undo the damage done and shatter old beliefs
And do away with those that harm instead of bring relief
You must rethink the choices made that brought you where you are
Rewrite the script of your own life which allows you to go far
There is a law that draws to you those things you'd like to see
Just use your free will consciously and soon you will be free
To experience life's beauty and all it can provide
Just follow closely what is shared and use it as your guide
First you must become aware of all you think and say
Discover and become aware of the powerful role they play
In attracting the experiences you come to see in life
Are they in harmony with joy, or lack and pain and strife?
For it is these that stir within emotions that you feel
Projected out attracting more that you perceive as real
The energy they emanate attracts more of the same
Be conscious of the signal sent and what it is you claim
Now ponder on your core beliefs, what you believe is true
Are those beliefs in harmony with what you want to do?
Examine closely one by one and discern if they are truth
Or were they handed down to you and given you in youth?
Are they based on ease, love, joy and possibility
Or struggle, strain, fear and strife, examine them and see
Determine which will serve you and which you need to shun
Analyze them carefully, each and every one.
Eckhart Tolle TV- As reflexões de um mestre
Parte da Entrevista de Eckart Tolle a Neale Donald Walsch (escritor de «Conversas com Deus») sobre consciência
- Sobre o que devemos comer
- Como dissolver o sofrimento
Thursday, July 26, 2012
A nudez que não se vê
Na iminência de não querer ser louca, tudo o que eu quero é fazer-me
louca
E andar nua para o mundo, andar só porque quero estar
deitadaTudo o que eu quero é revelar e exprimir um interior que se faz despedido do mundo
Quero ignorar a tudo e todos e simplesmente fazer ver finalmente a integridade do todo
Pois sinto-me exausta de tanto calar, e cheia te tanto em
mim a bulir
Sou chaleira com água a ferver, turbilhão de sentimentos
numa panela de pressão que não deixa nada sair.Agarro uma folha, aperto-a sinto suas entranhas a fluírem por mim e tudo o que eu quero é possuir para deixar-me embutir
Não me vejo separada, vejo-me vigiada e despida por cada olhar que sobre mim recai ao sair de mãos abertas para a rua.
Não me vejo cópia rara do exterior, vejo-me partir da origem, vejo-me tinta de terra em tela que se quer toda auto colorir.
E agarro um momento de silêncio em que peço ao vento que
conte suas histórias para mim. Arranjo coragem, peço que me conte tudo, para
que me fale ao ouvido do espírito e para que eu possa esperar o resultado que
recairá sobre o meu corpo enquanto eu estiver ainda a dormir.
Jogos de espelhos
Palavras, acções, não são mais que senão actos.
Situações, pessoas, apenas verdades em suas manifestações.Lugares, papeis, pensamentos mais não são que meros padrões repetidos.
Vejo que somos um só nesse rio maior e as verdadeiras palavras do coração os lábios não as reconhecem.
Pois quando apenas as palavras vãs existem, só se despeja palavras sobre e cujo significado vívido se desconhece.
E são essas experiencias que nos levam a circunstâncias que lamentamos
termos escolhido, mas que na realidade foi um ser de nós mais complexo que o
nosso simples nós quem afinal as havia escolhido, sabiamente.
A realidade afinal, nunca esteve sob nossas rédeas.
E quem tem rédeas afinal perde-as sempre que percebe que as tem.
O que julgamos afinal era tudo o que de errado estava em nós, quando afinal vemos que tudo é o espírito que sustenta, vemos que quando nada que se pensava ter afinal se tem. E a única garantia na vida passa a ser, a garantia de que saber viver é confiar livremente, sacrificando o que se pensava já estar garantido.
E quanta força será necessária para fazer os outros
perceberem…
E é aí que eu vejo, que nada mais foi real em minha vida até
hoje nem eu, nem as situações, nem a minha vida, apenas tu, as sombras, as
almas que ao meu lado estavam e que por mim secretamente passavam.
Vejo apenas que o agora em si agrega tudo. Não vejo
distinção de sonho e realidade. Vejo que a realidade e o sonho são afinal a
mesma coisa, e acontecem no mesmo lugar. Vejo que não existe um pulsar linear,
existe apenas o estar, o ser, o amar.
Nem existe o que controlar, agora vejo que tudo o que
acontece é inevitável, apenas escolhemos o que mais nos custa a escolher, a
forma de ver o que mais nos vai acontecendo, a forma de reagirmos e apenas nisso
se faz o nosso viver.
Wednesday, July 18, 2012
Luz
Cada um deve dar o seu melhor naquilo que o torna único.
Os critérios são critérios mais profundos e mais abrangentes quando deixam de ser necessários.
Os valores são maiores valores quando não precisam mais sequer ser lembrados.
Cada um naquilo que o torna único torna-se de si próprio o ser mais necessário.
Cada um naquilo que o faz distinto torna-se distinto sendo melhor ser daquilo que veio a Terra para ser.
E dos juízos de valor ficam apenas restos escassos da ignorância que em nós sobra, e nos impede de ver a real beleza de cada ser.
E eu me assumo, nessa postura, errante por ainda sem querer julgar perdendo o momento que me faria amar aquele instante em que me perdi julgando.
Mas é dos nossos erros que fica o espaço para sermos humildes perante a nossa alma que brota errante num espírito forte.
Das nossas mágoas fica espaço para memórias daquilo que se foi, daquilo que se aprende e daquilo que se constrói de melhor em nós.
E cada mágoa que sinto, antes de culpar, analiso e vejo que é apenas um reflexo de mim, daquilo que em mim certo ainda não está e que ainda me magoa e que ainda cumpre a sua função de tornar o meu ser mais forte.
E olho para ti e a luz daquilo que em ti se faz distinto de mim vejo o quanto tu és forte. Admiro-te de seguida e admiro em mim ser capaz de ver tal luz que flameja de ti.
Pois sendo que somos representantes de um prisma de infinitas cores cada um pode, se quiser, desabrochar em si a sua única semente de amor e cor.
Os critérios são critérios mais profundos e mais abrangentes quando deixam de ser necessários.
Os valores são maiores valores quando não precisam mais sequer ser lembrados.
Cada um naquilo que o torna único torna-se de si próprio o ser mais necessário.
Cada um naquilo que o faz distinto torna-se distinto sendo melhor ser daquilo que veio a Terra para ser.
E dos juízos de valor ficam apenas restos escassos da ignorância que em nós sobra, e nos impede de ver a real beleza de cada ser.
E eu me assumo, nessa postura, errante por ainda sem querer julgar perdendo o momento que me faria amar aquele instante em que me perdi julgando.
Mas é dos nossos erros que fica o espaço para sermos humildes perante a nossa alma que brota errante num espírito forte.
Das nossas mágoas fica espaço para memórias daquilo que se foi, daquilo que se aprende e daquilo que se constrói de melhor em nós.
E cada mágoa que sinto, antes de culpar, analiso e vejo que é apenas um reflexo de mim, daquilo que em mim certo ainda não está e que ainda me magoa e que ainda cumpre a sua função de tornar o meu ser mais forte.
E olho para ti e a luz daquilo que em ti se faz distinto de mim vejo o quanto tu és forte. Admiro-te de seguida e admiro em mim ser capaz de ver tal luz que flameja de ti.
Pois sendo que somos representantes de um prisma de infinitas cores cada um pode, se quiser, desabrochar em si a sua única semente de amor e cor.
Friday, July 13, 2012
Máscara
Eu sou a máscara
Tenho escárnio
Tenho fascínio
Tenho íntimo
E não tenho domínio
Mas tenho uma máscara
Cobre me os devaneios profundos que assombram o ser
Protege-me contra os prováveis infortúnios que se revelariam a luz da verdade do meu íntimo viver
Sou máscara pura mácula, sou escudo escuro no meio da escuridão
Eu sou a protecção contra a incompreenção
Vivo no mais banal viver
E cubro qualquer ser vivente que se aproxime de mim
Eu sou o ascendente
Não tenho fé
Não tenho compaixão
Não tenho liberdade
Sou como a ideia de posse,
sou a ínfima sorte
Assombra-me por vezes a vulnerabilidade de mulher
Necessito expressar coisas que vejo com os milhões de olhos do interior
E sem ter a quem recorrer, quem o possa compreender, recorro a ti
máscara sem dor, máscara sem rancor
Sendo apenas mulher banal, sensivel, que vislumbra o real, que sente
A máscara é o olhar para o incompreensivo que pensa que me pode compreender
E não me vá eu perder no caminho
Deixar eu de saber quem sou,
deixo a máscara cair sobre meu rosto repleto de lágrimas e de amor
E caiu sem querer na desgraça de amar de mais até quem nunca sequer amou
Mas a vida quer-se amor afinal,
só se quer a máscara para impedir mergulhar na profunda dor de um ser desamado.
Só se quer a máscara para fingir ser feliz num final que não está acabado.
Por dentro sou a Alice de uma extensa fantasia
Sou criança com ideias fixas de uma eterna adolescencia tardia
Sou pico de uma montanha permanentemente a beira de um queda ao infinito
Sou reflexo vivo de um ser vivo que se preenche de além no paraíso
Por dentro,
só tenho a dizer que não há mascara que sobreviva, ao íntimo calor da verdade
Nem há chama externa que penetre na casa de espíritos viva do meu interior
Por dentro,
não há voz que ponha em causa ou cale o fruto da realidade que aos antigos,
e aos apaixonados, o conto mágico revelou
Tenho escárnio
Tenho fascínio
Tenho íntimo
E não tenho domínio
Mas tenho uma máscara
Cobre me os devaneios profundos que assombram o ser
Protege-me contra os prováveis infortúnios que se revelariam a luz da verdade do meu íntimo viver
Sou máscara pura mácula, sou escudo escuro no meio da escuridão
Eu sou a protecção contra a incompreenção
Vivo no mais banal viver
E cubro qualquer ser vivente que se aproxime de mim
Eu sou o ascendente
Não tenho fé
Não tenho compaixão
Não tenho liberdade
Sou como a ideia de posse,
sou a ínfima sorte
Assombra-me por vezes a vulnerabilidade de mulher
Necessito expressar coisas que vejo com os milhões de olhos do interior
E sem ter a quem recorrer, quem o possa compreender, recorro a ti
máscara sem dor, máscara sem rancor
Sendo apenas mulher banal, sensivel, que vislumbra o real, que sente
A máscara é o olhar para o incompreensivo que pensa que me pode compreender
E não me vá eu perder no caminho
Deixar eu de saber quem sou,
deixo a máscara cair sobre meu rosto repleto de lágrimas e de amor
E caiu sem querer na desgraça de amar de mais até quem nunca sequer amou
Mas a vida quer-se amor afinal,
só se quer a máscara para impedir mergulhar na profunda dor de um ser desamado.
Só se quer a máscara para fingir ser feliz num final que não está acabado.
Por dentro sou a Alice de uma extensa fantasia
Sou criança com ideias fixas de uma eterna adolescencia tardia
Sou pico de uma montanha permanentemente a beira de um queda ao infinito
Sou reflexo vivo de um ser vivo que se preenche de além no paraíso
Por dentro,
só tenho a dizer que não há mascara que sobreviva, ao íntimo calor da verdade
Nem há chama externa que penetre na casa de espíritos viva do meu interior
Por dentro,
não há voz que ponha em causa ou cale o fruto da realidade que aos antigos,
e aos apaixonados, o conto mágico revelou
Sunday, July 08, 2012
A Ideia e o Amor
Num bosque vivia uma menina donzela, uma menina chamada Ideia.
Vivia num sítio encantado, uma terra de onde brotavam maravilhas, maravilhas de poetas, de arquitectos, de magos, de duendes, de feitiços e de todas as imaginações que pudessem fluir.
Essa menina vivia vestida com um vestido colorido, por todas as paisagens do mundo.
Pintado por todas as cores do mundo, nem era de algodão, nem era de cetim, mas de um tecido tão brilhante que não havia outro igual no mundo.
A menina sonhava constantemente, no entanto, vivia estando adormecida de si mesma e acordava apenas quando saía pelo bosque mágico cantando.
Ela sonhava acordada e de cada vez que pensava em seu príncipe.
E o príncipe dela chamava-se Amor. E ela enquanto sonhava, cantava em vão, chamando por ele. Fantasiava, pensava, tentando criar em sua mente uma imagem que seria igualzinha a ele.
Num bosque vivia uma menina, que um dia realmente seu príncipe Amor encontrou, e ao juntarem-se ele passou a chamar-se Sonho e ela passou a chamar-se Cor.
E viviam juntos constantemente, ela deixava-se sempre estar colorida por ele, o Sonho, sendo sempre fiel ao seu íntimo coração.
Um dia de suas saias surgiram seus filhos concretizados, que fecundados pelo Amor, foram as obras da mais pura de suas criações.
Num dia enquanto caminhavam juntos, o Sol, finalmente seus olhos abriu.
Acordaram e perceberam juntos que não tinham sentido, perderam toda a paixão e pureza da magia que inicialmente os haviam encantado e unido.
Mesmo assim, cristalizaram suas lágrimas e decepcionados se abraçaram, sob o luz ensolarada do Sol.
Pois, quando perceberam que mesmo assim se amavam, descobriram também que era mais que razão e imaginação o que na verdade os tinha unido. Viram-se tão frágeis e humanos, que descobriram que o verdadeiro amor vai bem além do que a mais pura e bela fantasia.
Vivia num sítio encantado, uma terra de onde brotavam maravilhas, maravilhas de poetas, de arquitectos, de magos, de duendes, de feitiços e de todas as imaginações que pudessem fluir.
Essa menina vivia vestida com um vestido colorido, por todas as paisagens do mundo.
Pintado por todas as cores do mundo, nem era de algodão, nem era de cetim, mas de um tecido tão brilhante que não havia outro igual no mundo.
A menina sonhava constantemente, no entanto, vivia estando adormecida de si mesma e acordava apenas quando saía pelo bosque mágico cantando.
Ela sonhava acordada e de cada vez que pensava em seu príncipe.
E o príncipe dela chamava-se Amor. E ela enquanto sonhava, cantava em vão, chamando por ele. Fantasiava, pensava, tentando criar em sua mente uma imagem que seria igualzinha a ele.
Num bosque vivia uma menina, que um dia realmente seu príncipe Amor encontrou, e ao juntarem-se ele passou a chamar-se Sonho e ela passou a chamar-se Cor.
E viviam juntos constantemente, ela deixava-se sempre estar colorida por ele, o Sonho, sendo sempre fiel ao seu íntimo coração.
Um dia de suas saias surgiram seus filhos concretizados, que fecundados pelo Amor, foram as obras da mais pura de suas criações.
Num dia enquanto caminhavam juntos, o Sol, finalmente seus olhos abriu.
Acordaram e perceberam juntos que não tinham sentido, perderam toda a paixão e pureza da magia que inicialmente os haviam encantado e unido.
Mesmo assim, cristalizaram suas lágrimas e decepcionados se abraçaram, sob o luz ensolarada do Sol.
Pois, quando perceberam que mesmo assim se amavam, descobriram também que era mais que razão e imaginação o que na verdade os tinha unido. Viram-se tão frágeis e humanos, que descobriram que o verdadeiro amor vai bem além do que a mais pura e bela fantasia.
Thursday, July 05, 2012
Tuesday, July 03, 2012
Lamento
Lamento,
o meu espírito é cortante,
a natureza da minha alma é febril,
minhas emoções são profundas, ferem e vão ao âmago.
Lamento,
não vou mais fingir ser viril e eloquente,
sou imperfeita, sou imprevisível e não sou diferente,
e entro em choque com os meus próprios mentais paradoxos,
o que normalmente se torna doentil,
Só tenho a dizer, que lamento,
se ainda continuo a ir tão fundo contigo,
a te humilhar, sem dó nem piedade,
sem leveza e ainda com ar de desafio,
lamento ser rebelde e tanto contrariar
e ainda me consumir em nosso vazio.
Lamento, insistir viver em todos os tempos,
e estar ansiosa em todo o lugar, lamento se te quiz possuir
sem ver, cega, que te deixavas fugir,
lamento, juro, só por tentar.
Lamento também esse texto de lamento,
lamento cada segundo que pensei a mais em ti,
lamento, simplesmente, sentir-me assim.
Lamento fixar, em todas as alturas que podia facilmente saltar,
Lamento, as vezes não me ter segurado para não caíres comigo,
lamento por vezes ser pouco gentil contigo.
Lamento.
Já nem sei se te amo depois de todos esses lamentos.
A não ser que talvez apenas se trate de amor humano.
Com poucos talentos de onde brotam pouca virtuosidade.
Lamento, enfim, oh meu ser!
Pois no fim sei que sempre estiveste ali,
a espera que finalmente eu pusesse meus olhos em ti.
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