Ganhei dislexia as letras,
para mim um Pedro as vezes é quase o mesmo que um João,
e um Pereira é quase o mesmo que um Teixeira,
se for o nome de alguem desconhecido de alma e só conhecido de cara
Tenho dislexia as letras,
para mim os D´s são as melhores letras para começarmos uma frase
e não gosto tanto dos X´s ou dos Z´s se não quiserem dizer
coisas misteriosas que lia nos contos de fadas
Dessa dislexia,
Certas palavras para mim são mais que palavras, são mundos que anseio descobrir
e por elas viajo num labirinto curioso, nas novas histórias que me são contadas ou quando essas histórias surgem pintadas num lugar especial dum livro.
Ganhei dislexia as letras,
e as vezes quando palavras surgem aos montes ou saem gritadas,
deixam de ter significado separadas,
significando para mim apenas um turbilhão de emoções disfaçadas em letras sem imaginação.
Sou agora, disléxica por opção,
e por opção certas letras são como minha religião,
a religião das letras que apresentam o poder de salvação
da alma que não se quer exilada, manter-se só e calada.
Monday, April 22, 2013
Cumplicidade
Desse coração cheio,
eu registo, depois da despedida final, tudo o que ficou de ti em mim
Desses sentimentos raros, retiro a importancia de quem és largada ser em mim
Porque só das pessoas que partem, o sentimento delas em nós se torna cumprido
Porque os que estão ainda perto, não nos permitem fazermos deles retrato,
por nos levarem já toda a nossa atenção, são só o momento da presença em si.
E agora quando ouço tuas musicas preferidas, elas escutam meus lamentos e procuram refúgio em mim.
Elas abrem-me portas a uma dimensão intemporal onde existíamos nós ainda pouco cumpridos.
Sou eterna na nossa partilha, de onde eras o único compreensivo de todos
Dos meus fantasmas, sonhos desfeitos e inacabados.
E nessa distância fatal, cumpriste tudo o que foi por nós dito.
Tudo o que nossa ansiosa liberdade junta trilhou para nós a seguir seguirmos.
Que a verdadeira cumplicidade ja guardou morada em nosso peito e dela levaremos agora nosso sustento.
Possa esse ser o alívio de nossos ansiosos tormentos,
e assim é o fim da nossa inquietude jovem, que anseia todos os momentos fugazes possíveis da vida,
que a tua passagem em minha vida ja permitiu que em algum sítio haja um envelhecer feliz.
eu registo, depois da despedida final, tudo o que ficou de ti em mim
Desses sentimentos raros, retiro a importancia de quem és largada ser em mim
Porque só das pessoas que partem, o sentimento delas em nós se torna cumprido
Porque os que estão ainda perto, não nos permitem fazermos deles retrato,
por nos levarem já toda a nossa atenção, são só o momento da presença em si.
E agora quando ouço tuas musicas preferidas, elas escutam meus lamentos e procuram refúgio em mim.
Elas abrem-me portas a uma dimensão intemporal onde existíamos nós ainda pouco cumpridos.
Sou eterna na nossa partilha, de onde eras o único compreensivo de todos
Dos meus fantasmas, sonhos desfeitos e inacabados.
E nessa distância fatal, cumpriste tudo o que foi por nós dito.
Tudo o que nossa ansiosa liberdade junta trilhou para nós a seguir seguirmos.
Que a verdadeira cumplicidade ja guardou morada em nosso peito e dela levaremos agora nosso sustento.
Possa esse ser o alívio de nossos ansiosos tormentos,
e assim é o fim da nossa inquietude jovem, que anseia todos os momentos fugazes possíveis da vida,
que a tua passagem em minha vida ja permitiu que em algum sítio haja um envelhecer feliz.
Thursday, April 18, 2013
Chá das letras
Como mãe, leio e releio tudo o que escrevi
Só para lembrar o que sinto de quem sou em meio a tantas reviravoltasAcaricio levemente essas lembranças de sentimentos, que ainda tanto trazem alegrias como trazem dor
Cada texto escrito foi escrito com a terna dor do nascimento
Cada texto foi registo de quem eu fui mas não me lembro Registo de quem eu não sabia que existia naquele dia em que escrevi
Toda a entrega real que faço tem uma dor envolvida que pode ser revivida
E revivo pelo prazer que tenho da dor em reconhecer quem sou
Sem precisar lembrar deixo o que lembro passar por mim
E deixo esse vulto externo contar sua história e sua razão mesmo que esteja já adormecida e deliciada em mimSem saber onde estou deixo-me possuir por velhos sentimentos tão distantes da vida que é viver.
Mas se a vida não são as histórias que se contam e recontam em nós mesmos
É bom que sobre muito tempo para receber esses velhos vultos de sentimentos É bom, quando sobra tempo para ouvir secretamente essas suas queixas mesmo quando calmamente sentada, ou bebendo um chá.
É bom, quando sobra tempo para deixar escorrerem-se suavemente pelos dedos,
E deixar escritas aparecerem sozinhas num qualquer papel, que já surge tingido.
Wednesday, April 17, 2013
Longe do céu
Enquanto andas perdido entre
espelhos
Ando eu as voltas num íntimo
mar de mimOs mesmos anos que em mim ficaram bem guardados pela tua ausência
Porque aquele dia em que nos
vimos foi o passado levantado de sua campa.
Foi algo de antes de nossa
vida que por nós se reviveuE tu negaste como alguém cobarde de reconhecer quem é onde não conhece
E eu afirmei como ingénua moça cuja força de sua própria voz desconhece
Mas se em meu peito ainda morar
restos de ingénua intuição
Juro que se quiseres te
levarei a esse passado quase apagado pelo tempoPois foi com teu olhar que dele me lembraste naquele simples dia
E foi do meu ventre que
naquele momento ele quis voltar a nascer
E fizeste-me com dor, mulher,
Fizeste-me lua quando
reconheci de onde vinha minha própria escuridão.
Coraste-me com meu próprio
amor que te dei,
Mostrando com lágrimas minhas
que nunca de mim própria poderias salvar
Neste amor de tantas vidas,
em cada lembrança do olhar teu, revisito todos os mares navegados do passado
Nesta nostálgica dor da ausência,
revisito em meu ser o que sou do que ficouPois ele só fica bem quando calado quiser cantar o seu pranto
Como as histórias de amor
antigo não cabem neste mundo de espelhos e
sonhos vividos quase sempre tão
longes do céu.
Saturday, April 06, 2013
Animal humano
«A sina humana que de tanto proveito nada sabe,
e de tanto saber nada vive.
Porque nada pode ser realmente compreendido,
nada pode ser realmente incorporado,
sem que isso se torne, para o ser humano que compreendeu,
uma prisão.
E por isso, é preferível não se ter a certeza de nada.
Nada pode ser prazeroso e dar suficiente satisfação,
porque nada é suficiente para saciar o querer.
... O ser humano não se pode agarrar a nada se realmente quizer
felicidade duradoura.
Então, subitamente a vida torna-se num esquecer profundo e
constante de si próprio, numa constante reencontro com a felicidade.
E servir-se a si mesmo passa a ser não alimentar por opção os seus desejos, porque ao alimentá-los se tornaria refem deles e assim toda a sua liberdade e felicidade acabavam.
E dou por mim a observar pessoas numa busca ignorante,
e dou por mim a observar-me numa procura infeliz,
como se o mundo girasse sempre a espera de premios inexistentes.
E afinal ser animal é ser assim,
ser animal é não conhecer-se a si mesmo,
é procurar a ilusão da felicidade exterior,
é não aceitar a satisfação de simplesmente existir,
e de cada vez que surgem infelizes disputas,
é sentir-se satisfeito por ver nessas disputas a sua miseravel manifestação.
O quão longe estamos de viver em alguma pura consciencia, o quão perto estamos do modo como vivem todos os outros animais.
O quão pequenos são os meus anseios mentais comparados com as fundas verdades universais.
O ser humano apenas ao se perder de seus desejos pode realmente se encontrar.» Luna
e de tanto saber nada vive.
Porque nada pode ser realmente compreendido,
nada pode ser realmente incorporado,
sem que isso se torne, para o ser humano que compreendeu,
uma prisão.
E por isso, é preferível não se ter a certeza de nada.
Nada pode ser prazeroso e dar suficiente satisfação,
porque nada é suficiente para saciar o querer.
... O ser humano não se pode agarrar a nada se realmente quizer
felicidade duradoura.
Então, subitamente a vida torna-se num esquecer profundo e
constante de si próprio, numa constante reencontro com a felicidade.
E servir-se a si mesmo passa a ser não alimentar por opção os seus desejos, porque ao alimentá-los se tornaria refem deles e assim toda a sua liberdade e felicidade acabavam.
E dou por mim a observar pessoas numa busca ignorante,
e dou por mim a observar-me numa procura infeliz,
como se o mundo girasse sempre a espera de premios inexistentes.
E afinal ser animal é ser assim,
ser animal é não conhecer-se a si mesmo,
é procurar a ilusão da felicidade exterior,
é não aceitar a satisfação de simplesmente existir,
e de cada vez que surgem infelizes disputas,
é sentir-se satisfeito por ver nessas disputas a sua miseravel manifestação.
O quão longe estamos de viver em alguma pura consciencia, o quão perto estamos do modo como vivem todos os outros animais.
O quão pequenos são os meus anseios mentais comparados com as fundas verdades universais.
O ser humano apenas ao se perder de seus desejos pode realmente se encontrar.» Luna
Sunday, March 31, 2013
Flores no caminho
Acho que quero demais
Procuro demais
E só peço a algo divino que me livre de tanto querer
Acho que minha mente está a tornar-me incapaz
Torna-me cega ao apreciar
Torna-me cega a alegria natural de viver
Pois vi que não somos feitos para querer
Como qualquer animal, só fomos feitos para ser
Quero livrar-me de todo o julgar
Procuro estar satisfeita ao estar disfeita de todos os credos da civilização
Sinto que somos mais reais ao vivermos vidas desiguais
Mesmo assim, é preciso saber escutar o bater do coração em tudo o que
a natureza dá.
É preciso parar de procurar, deixar-se levar, entregar,
saber não levar a sério, e simplesmente deixar-se em paz
Porque a mente não reconhece essa paz, e essa é a origem do meu dilema.
Minha mente aponta-me o caminho,
mas não deixa-me sentir o cheiro das flores que encontro ao caminhar.
E por minha própria experiência, vejo qual o dilema do ser humano,
que de tanto procurar nada encontra
e que de tanto apreciar nada sabe
Se a mente ao menos soubesse encontrar seu lugar!
Se a alma ao menos soubesse que tem espaço para deixar-se viver!
Como tudo podia ser diferente...
Bem haja a simplicidade de ser mar, ser estrelas e ser luar!
Só quero voltar a sentir casa pedra com todo o meu corpo, com toda a minha atenção,
Parar de procurar defeitos em tudo, ver os detalhes e deixar de querer ser esperta
Estar ligada ao ser ao mesmo tempo igual a tudo.
Porque a beleza da água a correr já encerra a verdade de tudo
Porque cada folha de árvore é igual a mim e foi de onde eu vim
Porque nunca haverá nada na Terra desconhecida as veias que me cobrem o corpo.
Procuro demais
E só peço a algo divino que me livre de tanto querer
Acho que minha mente está a tornar-me incapaz
Torna-me cega ao apreciar
Torna-me cega a alegria natural de viver
Pois vi que não somos feitos para querer
Como qualquer animal, só fomos feitos para ser
Quero livrar-me de todo o julgar
Procuro estar satisfeita ao estar disfeita de todos os credos da civilização
Sinto que somos mais reais ao vivermos vidas desiguais
Mesmo assim, é preciso saber escutar o bater do coração em tudo o que
a natureza dá.
É preciso parar de procurar, deixar-se levar, entregar,
saber não levar a sério, e simplesmente deixar-se em paz
Porque a mente não reconhece essa paz, e essa é a origem do meu dilema.
Minha mente aponta-me o caminho,
mas não deixa-me sentir o cheiro das flores que encontro ao caminhar.
E por minha própria experiência, vejo qual o dilema do ser humano,
que de tanto procurar nada encontra
e que de tanto apreciar nada sabe
Se a mente ao menos soubesse encontrar seu lugar!
Se a alma ao menos soubesse que tem espaço para deixar-se viver!
Como tudo podia ser diferente...
Bem haja a simplicidade de ser mar, ser estrelas e ser luar!
Só quero voltar a sentir casa pedra com todo o meu corpo, com toda a minha atenção,
Parar de procurar defeitos em tudo, ver os detalhes e deixar de querer ser esperta
Estar ligada ao ser ao mesmo tempo igual a tudo.
Porque a beleza da água a correr já encerra a verdade de tudo
Porque cada folha de árvore é igual a mim e foi de onde eu vim
Porque nunca haverá nada na Terra desconhecida as veias que me cobrem o corpo.
Monday, March 25, 2013
Existência de árvore
Ser como uma árvore na existência
que não voou não caiu,
e enquanto os sonhos puxam para cima
o esforço puxa para baixo
A árvore permanece erguida não por si
mas pela lei do amor que liga tudo
Sendo que o amor é a eterna interacção
Sendo que a existência é a directa atenção
E a árvore permanece erguida enquanto sonha
voar como um pássaro, mas quer fazer tudo,
ser veloz, estando segura de si, parada
E ela é sensível ao vento que passa
como é sensível aos anos que passam
e no fim permanece sensível às influências externas
Ela não seria árvore sem o meio que a circunda
No entanto, o seu meio não define totalmente o que ela realmente é
E essa árvore é como um jovem que é ansioso de viver,
que não resiste a sua própria natureza, que só segue as leis naturais
e não as suas.
Mas afinal, ser jovem é ter ilusões que nos fazem seguir rumo além do que
nós somos capazes.
Juventude é não saber até onde se pode ir, é deixar-se levar bem além do que
se poderia considerar seguro.
Pois o que há de realmente seguro em viver? Talvez o Sol que nasce?
Os pássaros que cantam?
O transbordar repentino de sentimentos que não resistem em passar?
Só penso em largar todo o orgulho ao mar,
não quero mais ser mais nem menos do que uma árvore qualquer
Porque quem pensa ser mais um dia se desilude e cai
E quem pensa ser menos, nunca ousará saber quem realmente é.
Friday, March 22, 2013
Largada
Hoje foi o dia de voar,
cortar as amarras e seguir rumo ao mar
Hoje foi o dia de soltar
Parar de lutar, seguir sem olhar para trás
Hoje foi dia de transformar,
De continuar o caminho escolhido e sem pensar, seguir
Hoje o Sol amanheceu com todos os doces tons de coragem
Hoje o Sol trouxe brisas cantoras de canções que abençoam a liberdade
E foi hoje que a minha vida voltou a ter notas musicais em cada respiração
E foi hoje que deixei num instante de escolher o cansaço e minha peregrinação
E com força puxei as velas e segui, rumo a um natural desconhecido,
numa viagem de volta recriação, seguindo um por do Sol, que foi por mim,
recolorido
Quero saltar num salto que me faça esquecer quem sou
Quero refazer tudo o que eu faço para voltar a sentir a alegria própria das coisas novas
Largar os velhos sonhos não concretizados, largar minhas velhas cinzas no mar
Peço ao mar que me permita desaguar cegamente nele,
Vou render-me ao infinito num som uníssono e profundo capaz de calar de vez
todas as velhas cinzas das inquietações.
**********
Oh vida sempre apareces louca,
pois quando dedico-te fora de mim não vales nada
E só dentro de mim te deixas crescer como flor cheirosa
Oh vida, viver é conhecer-se a si mesmo
Não só dos antigos como de mim mesma,
descobri essa verdade, pois ao caminhar
Caminho sempre sozinha e no fim
o mais dificil da vida é sempre lidar comigo mesma
e com minha própria voz.
Há alguma harmonia na vida que me faz ressoar,
e faço dessa descoberta a minha busca mais funda,
e do mundo lá fora escolho manter-me escondida
procurando caminhar, passar despercebida
e ainda assim, permitir o recriar da vida que por mim puder passar
Deixar meu caule absorver a magia que houver para absorver do ar
Deixar minhas folhas se abrirem no seu espanto de confronto a luz
permitir-me lentamente secar, deixar-me molhar quando tiver de ser
e abrigar-me lentamente durante o escurecer
No teu colo tudo faz sentido
e não há mais o que fazer apenas o que guardar
Só nos teus braços cristalizo o sentir-me abençoada
Enquanto num beijo cristalizo a gratidão por viver
E só na partilha existe o sentimento do que é existir
E do amor retira-se a razão que a vida tem
E ser amor e ser flor não permite que haja tempo para criticar
para por em causa um sonho que em si se concretizou
Vou escrever, escrever até cansar
Descrever o sentimento mais fundo que houver e souber cantar
por mim o seu pranto,
Fechar-me a este mundo inconstante de si, ver o que de dentro está ainda presente
e o que precisa sair do que cá dentro está a mais
E estou cansada de quem sabe de tudo e não sabe de si porque não sabe nada
E estou cansada e ver e esquecer o que faz sentido e que realmente é preciso
E estou cansada deestar cansada e gastar energia onde não precisava,
num lamento que não e viver
Sonho ser como flor, ser como mar, permanecer
no sonho humano de morrer para si mesmo
Não deixar o sonho matar-se a si mesmo por não saber
calar a sua boca.
Por não deixar o silencio da ausência penetrar nas células vivas
da esperança
E parecer louca faz-me sentir tão profundamente certa que não me interessa a razão.
cortar as amarras e seguir rumo ao mar
Hoje foi o dia de soltar
Parar de lutar, seguir sem olhar para trás
Hoje foi dia de transformar,
De continuar o caminho escolhido e sem pensar, seguir
Hoje o Sol amanheceu com todos os doces tons de coragem
Hoje o Sol trouxe brisas cantoras de canções que abençoam a liberdade
E foi hoje que a minha vida voltou a ter notas musicais em cada respiração
E foi hoje que deixei num instante de escolher o cansaço e minha peregrinação
E com força puxei as velas e segui, rumo a um natural desconhecido,
numa viagem de volta recriação, seguindo um por do Sol, que foi por mim,
recolorido
Quero saltar num salto que me faça esquecer quem sou
Quero refazer tudo o que eu faço para voltar a sentir a alegria própria das coisas novas
Largar os velhos sonhos não concretizados, largar minhas velhas cinzas no mar
Peço ao mar que me permita desaguar cegamente nele,
Vou render-me ao infinito num som uníssono e profundo capaz de calar de vez
todas as velhas cinzas das inquietações.
**********
Oh vida sempre apareces louca,
pois quando dedico-te fora de mim não vales nada
E só dentro de mim te deixas crescer como flor cheirosa
Oh vida, viver é conhecer-se a si mesmo
Não só dos antigos como de mim mesma,
descobri essa verdade, pois ao caminhar
Caminho sempre sozinha e no fim
o mais dificil da vida é sempre lidar comigo mesma
e com minha própria voz.
Há alguma harmonia na vida que me faz ressoar,
e faço dessa descoberta a minha busca mais funda,
e do mundo lá fora escolho manter-me escondida
procurando caminhar, passar despercebida
e ainda assim, permitir o recriar da vida que por mim puder passar
Deixar meu caule absorver a magia que houver para absorver do ar
Deixar minhas folhas se abrirem no seu espanto de confronto a luz
permitir-me lentamente secar, deixar-me molhar quando tiver de ser
e abrigar-me lentamente durante o escurecer
No teu colo tudo faz sentido
e não há mais o que fazer apenas o que guardar
Só nos teus braços cristalizo o sentir-me abençoada
Enquanto num beijo cristalizo a gratidão por viver
E só na partilha existe o sentimento do que é existir
E do amor retira-se a razão que a vida tem
E ser amor e ser flor não permite que haja tempo para criticar
para por em causa um sonho que em si se concretizou
Vou escrever, escrever até cansar
Descrever o sentimento mais fundo que houver e souber cantar
por mim o seu pranto,
Fechar-me a este mundo inconstante de si, ver o que de dentro está ainda presente
e o que precisa sair do que cá dentro está a mais
E estou cansada de quem sabe de tudo e não sabe de si porque não sabe nada
E estou cansada e ver e esquecer o que faz sentido e que realmente é preciso
E estou cansada deestar cansada e gastar energia onde não precisava,
num lamento que não e viver
Sonho ser como flor, ser como mar, permanecer
no sonho humano de morrer para si mesmo
Não deixar o sonho matar-se a si mesmo por não saber
calar a sua boca.
Por não deixar o silencio da ausência penetrar nas células vivas
da esperança
E parecer louca faz-me sentir tão profundamente certa que não me interessa a razão.
Saturday, January 26, 2013
Investigar a íntima razão
Fui investigadora de minha razão,
Porque em todo o lado procurei uma razão para estar viva e nenhuma razão, lá fora, encontrei.
E em todo o lado procurei,
Procurei nas ondas do mar que ecoam um som que toca na alma e retorna
Procurei nas montras intermitentes de lojas que piscam o seu reflexo sem parar
Procurei entre as pessoas mais perdidas de si que assumem-se desencontradas do mundo
Procurei entre pessoas conhecedoras de todas as morais do viver.
Até procurei ao longo de dias, em livros que se afirmavam e se desmentiam e que no fim contavam que não precisavam mais de sequer existir.
E no fim fiquei pior que no início…
Fiquei cansada, cheia, confusa, repleta de excedentes do que não era eu mas poderia ser
Repleta de coisas em minha cabeça, que eram apenas pontas soltas a espera de que eu as desmanchasse de uma vez.
Voltei a querer ser pequena, a sussurrar aos anjos e a pedi-los que pudesse ver novamente cores na vida para poder observar novamente de longe o céu, vendo a magia de não saber o que ele realmente é.
Voltei a querer diminuir e esquecer dos nomes que fazem multiplicar as dúvidas em minha cabeça ao torná-las maiores do que as estrelas que já existem, as mesmas estrelas que eu tanto queria poder alcançar.
Retornei a um pequeno abrigo, procurei apenas um simples aconchego,
procurei deixar as lágrimas simplesmente caírem e nunca mais olhar para trás.
Quis poder deixar a angústia de querer alguma coisa e desejar poder um dia novamente conformar-me em nada saber e nada ter com o que me preocupar, mas sem poder deixar o coração para traz, levei-o a mesma comigo.
Porque não existe moral mais funda que a própria vida, que é mais certa e incerta que qualquer lei que se possa criar… e só isso faz dela também, a mais importante.
E no fim descobri, que durante todo esse tempo que passei a procurar, podia simplesmente ter apreciado.
Que tudo o que passei, nunca fará de mim nem mais nem menos do que sempre houvera sido.
Foi assim, que consegui acordar e saber o que de mim estava até agora adormecido.
Porque em todo o lado procurei uma razão para estar viva e nenhuma razão, lá fora, encontrei.
E em todo o lado procurei,
Procurei nas ondas do mar que ecoam um som que toca na alma e retorna
Procurei nas montras intermitentes de lojas que piscam o seu reflexo sem parar
Procurei entre as pessoas mais perdidas de si que assumem-se desencontradas do mundo
Procurei entre pessoas conhecedoras de todas as morais do viver.
Até procurei ao longo de dias, em livros que se afirmavam e se desmentiam e que no fim contavam que não precisavam mais de sequer existir.
E no fim fiquei pior que no início…
Fiquei cansada, cheia, confusa, repleta de excedentes do que não era eu mas poderia ser
Repleta de coisas em minha cabeça, que eram apenas pontas soltas a espera de que eu as desmanchasse de uma vez.
Voltei a querer ser pequena, a sussurrar aos anjos e a pedi-los que pudesse ver novamente cores na vida para poder observar novamente de longe o céu, vendo a magia de não saber o que ele realmente é.
Voltei a querer diminuir e esquecer dos nomes que fazem multiplicar as dúvidas em minha cabeça ao torná-las maiores do que as estrelas que já existem, as mesmas estrelas que eu tanto queria poder alcançar.
Retornei a um pequeno abrigo, procurei apenas um simples aconchego,
procurei deixar as lágrimas simplesmente caírem e nunca mais olhar para trás.
Quis poder deixar a angústia de querer alguma coisa e desejar poder um dia novamente conformar-me em nada saber e nada ter com o que me preocupar, mas sem poder deixar o coração para traz, levei-o a mesma comigo.
Porque não existe moral mais funda que a própria vida, que é mais certa e incerta que qualquer lei que se possa criar… e só isso faz dela também, a mais importante.
E no fim descobri, que durante todo esse tempo que passei a procurar, podia simplesmente ter apreciado.
Que tudo o que passei, nunca fará de mim nem mais nem menos do que sempre houvera sido.
Foi assim, que consegui acordar e saber o que de mim estava até agora adormecido.
Dança da vida
De volta a escrita...
Vida, tu és uma dança,
És uma dança de vultos, dança de corpos
E como dançam os corpos a beleza e feiura do mundo!
Vida, és como uma sombra que passa, e pode reconhecer seu nome ou não
E as sombras quando pensam que se reconhecem é porque não sabem quem são
Pois só quando não sabem de si, podem saber que estão realmente a viver
E por isso, só sabem de si a dançar
E ainda assim,
As vezes, dá-se uma chance apenas ao que está a venda
Dá-se uma chance ao que há do passado de amargurado e que não se pode esquecer
Dá-se uma chance ao simples passar do tempo
Dá-se uma chance a tudo o que possa camuflar, e aprende-se a fingir que não existe nada que realmente possa alterar alguma coisa.
Porque tanto temos a proteger, porque o pouco que tínhamos foi vendido em saldos.
E no fim, muito pouco possuímos de nós.
Quando não se dá uma chance aos velhos sonhos de criança
Quando não se dá uma chance ao que trazemos de nós mesmos,
não se dá chance a quem errou em seguir o seu instinto e agora se sente incapaz
Não se dá chance a outros que tentam e embora o façam pareçam tão iguais aos demais.
Porque dar essa chance seria abdicar da certeza, dá fé em nunca haver nada de novo que possa alterar alguma coisa.
Seria abdicar da certeza de que somos diferentes dos outros, não erramos, porque se errarmos confirmamos que nada de nós temos sido.
E a conveniência da rotina, é tão fácil de seguir…
E a ilusão continua tão barata, tão fácil de se engolir
E como é fácil entrar nesse jogo, e só assim, passar despercebido
Porque aparentemente justificar minhas escolhas, seria estragar a minha maquilhagem de vítima.
Mas como dançam esses loucos das ruas
São desgraçados, tem roupas estranhas, será que não percebem isso?
Quando não se dá uma chance a ausência,
Quando não se dá uma chance ao ouvir do porque do coração bater
Não se pára, porque isso nos tornaria atrasados em relação as restantes pessoas que se comparavam a si mesmas.
Não se dá uma chance a mudança de cores do céu, e ainda assim os humores tentam estragar a grande imagem de mim que tento manter
Não se dá uma chance a um sonho porque não traria beneficio nenhum, e o caminho que sigo já está mais bem trilhado, permitindo manter os demónios em seus respectivos lugares marcados.
E não há mais tempo para danças!
Vida, tu és uma dança,
És uma dança de vultos, dança de corpos
E como dançam os corpos a beleza e feiura do mundo!
Vida, és como uma sombra que passa, e pode reconhecer seu nome ou não
E as sombras quando pensam que se reconhecem é porque não sabem quem são
Pois só quando não sabem de si, podem saber que estão realmente a viver
E por isso, só sabem de si a dançar
E ainda assim,
As vezes, dá-se uma chance apenas ao que está a venda
Dá-se uma chance ao que há do passado de amargurado e que não se pode esquecer
Dá-se uma chance ao simples passar do tempo
Dá-se uma chance a tudo o que possa camuflar, e aprende-se a fingir que não existe nada que realmente possa alterar alguma coisa.
Porque tanto temos a proteger, porque o pouco que tínhamos foi vendido em saldos.
E no fim, muito pouco possuímos de nós.
Quando não se dá uma chance aos velhos sonhos de criança
Quando não se dá uma chance ao que trazemos de nós mesmos,
não se dá chance a quem errou em seguir o seu instinto e agora se sente incapaz
Não se dá chance a outros que tentam e embora o façam pareçam tão iguais aos demais.
Porque dar essa chance seria abdicar da certeza, dá fé em nunca haver nada de novo que possa alterar alguma coisa.
Seria abdicar da certeza de que somos diferentes dos outros, não erramos, porque se errarmos confirmamos que nada de nós temos sido.
E a conveniência da rotina, é tão fácil de seguir…
E a ilusão continua tão barata, tão fácil de se engolir
E como é fácil entrar nesse jogo, e só assim, passar despercebido
Porque aparentemente justificar minhas escolhas, seria estragar a minha maquilhagem de vítima.
Mas como dançam esses loucos das ruas
São desgraçados, tem roupas estranhas, será que não percebem isso?
Quando não se dá uma chance a ausência,
Quando não se dá uma chance ao ouvir do porque do coração bater
Não se pára, porque isso nos tornaria atrasados em relação as restantes pessoas que se comparavam a si mesmas.
Não se dá uma chance a mudança de cores do céu, e ainda assim os humores tentam estragar a grande imagem de mim que tento manter
Não se dá uma chance a um sonho porque não traria beneficio nenhum, e o caminho que sigo já está mais bem trilhado, permitindo manter os demónios em seus respectivos lugares marcados.
E não há mais tempo para danças!
Saturday, December 15, 2012
Sentir em segredo
Navengando nos mares da ausência
Procuro um caminho obscuro
Algo escuro onde me possa abrigar
Onde isolada possa realmente escutar
Seguindo o ventre da origem
Busco um germe muito mais fundo
Algo onde possa estar feliz com meus medos
Onde isolada possa realmente olhar o céu
Navegando nessas profundezas
Sinto o conforto da escuridão
E quando a luz me atinge, fujo
Negando o conforto de fingir,
preferindo viver na solidão
Porque só em minhas profundezas,
Posso sem razão te encontrar
Posso sem ver realmente saber o que é sentir
E não tendo a quem, de ti, falar
Não tenho quem possa estragar o nosso segredo
Quando não se quer explicar
Tudo o que se faz é calar
Quando não se tem o que perder
Tudo o que se sente pode ser o bastante
E quando mais um amanhecer, aos gritos, me acordar
Não me assustará os olhares incompreendidos de quem não sabe sentir
E nunca, há de me assustar ver quem como eu precisou escolher a escuridão
.
Procuro um caminho obscuro
Algo escuro onde me possa abrigar
Onde isolada possa realmente escutar
Seguindo o ventre da origem
Busco um germe muito mais fundo
Algo onde possa estar feliz com meus medos
Onde isolada possa realmente olhar o céu
Navegando nessas profundezas
Sinto o conforto da escuridão
E quando a luz me atinge, fujo
Negando o conforto de fingir,
preferindo viver na solidão
Porque só em minhas profundezas,
Posso sem razão te encontrar
Posso sem ver realmente saber o que é sentir
E não tendo a quem, de ti, falar
Não tenho quem possa estragar o nosso segredo
Quando não se quer explicar
Tudo o que se faz é calar
Quando não se tem o que perder
Tudo o que se sente pode ser o bastante
E quando mais um amanhecer, aos gritos, me acordar
Não me assustará os olhares incompreendidos de quem não sabe sentir
E nunca, há de me assustar ver quem como eu precisou escolher a escuridão
.
Tuesday, December 11, 2012
Reflexões no submundo
Hoje estou no submundo,
visito o submundo da consciência com um fulgor de ingênua e infantil esperança
Meus olhos abrem por compaixão a esse mundo dentre tantos esquecido
Meus olhos feridos resistem à sua inquietação procurando por dentro respostas a tanto sofrimento
E ganho fé num novo mundo porque por conviver com tal submundo,
Tenho visão suficiente para contemplar o actual mundo
Com suas nuances de loucura, inquietação, preguiça
Por seus milagres de gratidão, amor, compaixão e fé
Mas neste momento, o meu coração chora,
Chora enquanto a consciência teima em ficar e meu caminho iluminar.
E vejo e me revejo na revolta do mundo e na vontade de o reformular deste o seu mais profundo anseio.
Vejo-me na vontade de reconstruir base nova que dê novos frutos sem essa amagura de viver para pagar a vida e morrer.
Vontade de clarear e tornar novos os velhos olhos desesperados e perdidos da virtude de simplesmente viver.
Vontade de semear, plantar e colher novos amanheceres de paz, sem permitir que essa profunda tristeza faça meu coração parar para sofrer na solidão.
O submundo não está pacato, está ardente na sua inquietação
Procura no calor de um segundo sugar mais algum motivo que haja para destruir a verdade da restante razão.
Procura com palavras ridículas sugar quem procura no amor seu caminho frutífero
Porque quer enganar, quer tirar a energia, fazer parecer que caminhar no caminho se faz impossível num mundo que seduz com destruição.
Mas essa impossibilidade só existe quando não existe paz.
E por isso, ele inquieta, aprisiona, torna a mente incapaz,
Sendo ineficaz com o tempo que destapa o seu infrutífero futuro.
É por isso que prefiro parecer ridícula, entre tantos, a abdicar de uma inocencia infantil, única que permite a abertura de um caminho conduzente a uma ansiada paz.
visito o submundo da consciência com um fulgor de ingênua e infantil esperança
Meus olhos abrem por compaixão a esse mundo dentre tantos esquecido
Meus olhos feridos resistem à sua inquietação procurando por dentro respostas a tanto sofrimento
E ganho fé num novo mundo porque por conviver com tal submundo,
Tenho visão suficiente para contemplar o actual mundo
Com suas nuances de loucura, inquietação, preguiça
Por seus milagres de gratidão, amor, compaixão e fé
Mas neste momento, o meu coração chora,
Chora enquanto a consciência teima em ficar e meu caminho iluminar.
E vejo e me revejo na revolta do mundo e na vontade de o reformular deste o seu mais profundo anseio.
Vejo-me na vontade de reconstruir base nova que dê novos frutos sem essa amagura de viver para pagar a vida e morrer.
Vontade de clarear e tornar novos os velhos olhos desesperados e perdidos da virtude de simplesmente viver.
Vontade de semear, plantar e colher novos amanheceres de paz, sem permitir que essa profunda tristeza faça meu coração parar para sofrer na solidão.
O submundo não está pacato, está ardente na sua inquietação
Procura no calor de um segundo sugar mais algum motivo que haja para destruir a verdade da restante razão.
Procura com palavras ridículas sugar quem procura no amor seu caminho frutífero
Porque quer enganar, quer tirar a energia, fazer parecer que caminhar no caminho se faz impossível num mundo que seduz com destruição.
Mas essa impossibilidade só existe quando não existe paz.
E por isso, ele inquieta, aprisiona, torna a mente incapaz,
Sendo ineficaz com o tempo que destapa o seu infrutífero futuro.
É por isso que prefiro parecer ridícula, entre tantos, a abdicar de uma inocencia infantil, única que permite a abertura de um caminho conduzente a uma ansiada paz.
Wednesday, December 05, 2012
Ser como árvore
Quando o mundo virar-se ao contrário
Vou estar firma e hirta como uma árvoreCom meus braços abertos ao amor
E com minhas pernas fixas a uma verdade superior
E em silencio dissiparei o que trago no peito
Retirando da ausência a mais profunda paz interior
Sendo que de fora meros ecos ficarão
De apenas pura e verdadeira emoção
De onde sempre brotou a verdade do mundo.
Voar sob horizontes além
Quero ler, ler, ler até cansar
Ser poesia, vento e mar
Quero ser todas as iniciações, ser os elementos do mundo
Quero ser todas as sensações e saborear os sabores de todos os segundos
E ser vida de borboleta ao tranformar-me e deixar-me voar
Vou preparar o próximo salto rumo ao horizonte
Vou preparar as velas para navegar no breu de tudo o que não sei
E de tudo o que sinto, navegarei no que já vi mas já não me lembro
Quero ler, ler tudo para depois poder cantar
E saber como dizer aos outros o que sinto
Navegando suavemente sob os sonhos do mundo
Voando sobre outros horizontes além,
Saboreando amor das palavras que da alma do mundo possam sair
E assim, continuarei, vivendo e dançando
no mais profundo de mim através do mais profundo de ti
Sempre almejando a próxima canção,
como quem almeja um próximo livro
Serei como o voo da ave,
estarei navegando num imenso oceano
sendo sempre fiel a projecção de um sonho profundo.
Ser poesia, vento e mar
Quero ser todas as iniciações, ser os elementos do mundo
Quero ser todas as sensações e saborear os sabores de todos os segundos
E ser vida de borboleta ao tranformar-me e deixar-me voar
Vou preparar o próximo salto rumo ao horizonte
Vou preparar as velas para navegar no breu de tudo o que não sei
E de tudo o que sinto, navegarei no que já vi mas já não me lembro
Quero ler, ler tudo para depois poder cantar
E saber como dizer aos outros o que sinto
Navegando suavemente sob os sonhos do mundo
Voando sobre outros horizontes além,
Saboreando amor das palavras que da alma do mundo possam sair
E assim, continuarei, vivendo e dançando
no mais profundo de mim através do mais profundo de ti
Sempre almejando a próxima canção,
como quem almeja um próximo livro
Serei como o voo da ave,
estarei navegando num imenso oceano
sendo sempre fiel a projecção de um sonho profundo.
Wednesday, November 28, 2012
Para trilhar esferas mais fundas
Experimenta perguntar a um raio de Sol o que ele sente!
Mas não acredites no que alguém te disse sem pensar!Pergunta as nuvens do céu o que elas hoje sentem
Mas nunca escutes cegamente os comentários que alguém te disse sem sentir
Amor, lembra que o meu coração continua a bater na tua ausência
Mas não acredites no que a minha boca te diz quando ele se encontra magoado
Procura que o silêncio seja a tua melhor companhia de hoje
Para que quando tenhas algo a dizer não te saia do receio que ele apareça e saia sim pelo resultado da sua presença.
Evita lugares e pessoas que não se conhecem e que por isso te confundem
Não por falta de amor por elas mas porque ao estares confuso não sabes ver quem realmente elas são.De receios que assumiram o lugar de todos os nossos verdadeiros anseios.
E o amor nos aparecerá sem necessidade de aprovação maior do que a aprovação que brota do nosso próprio coração.
O que os espíritos dizem
Estou cansada das pessoas
Não das pessoas como pessoas mas daquilo que as pessoas
pensam serEstou cansada das pessoas mas não daquilo que as pessoas sentem
Estou cansada daquilo que as pessoas pensam que não são
Cansada de todas essas limitações auto impostas
Farta dessas amarras que a nós nos colocamos sem razão de ser
Quero deixar esse medos infundados que nos prendem a falsa normalidade e responsabilidade de viver
Estou cansada de pagar com os meus sonhos o acto de respirar
Quero estar longe das máscaras que as pessoas usam para
afastar seus receios e ideias infantisProcuro um desformatar para deixar de ser apenas o resultado do ambiente sofrido, que coloniza uma alma comum de um lugar
E manter-me num rumo profundo que eu possa definir enquanto estou a rezar
Estou cansada do mundo, por amar o íntimo da essência do que ele realmente é
Cansada desta vida porque pergunto em cada segundo pela pergunta do mundo e a resposta está em tudo o que possa permanecer
Mas quando olho a volta tudo o que eu vejo são prisioneiros
de uma superfície que nem sequer é real.
E com isso já deixei de sofrer, porque a vida afinal sempre
foi bênção, sempre foi amor, mas o ser humano escolhe não ver para se adaptar
ao sofrimento de uma maioria que finge ser o que não é e por isso não vê.Até quando serei mero reflexo?
Até quando meu ser se aguentará em meu corpo assim?
Ser reflexo traz-me a melancolia de um passado entre vidas que não lembro mas sinto
E quando escrevo tudo se torna claro, como água translúcida.
Agora percebo que Avalon é o verdadeiro mundo
E que o mundo manifesto é que é ilusão.
Porque percebo os outros pelos sentimentos que sentem
E ss sentimentos são o caminho para os seus espíritos
Não as suas aparências…
Porque percebo o mundo pela sua beleza, pela arte, pela
música
Se me reger pelo que o mundo me diz me consumo pelo enganoPorque, na maior parte dos casos, as palavras não dizem o que os espíritos realmente querem dizer.
Sunday, November 18, 2012
Sensações
«Sinto os outros em mim
Em minhas fobias, medos, constatações,
sinto o que os torna receosos
...
Em minhas fobias, medos, constatações,
sinto o que os torna receosos
...
Os outros guardam o seu lugar em mim
E os seus postos, seus gestos, suas sensações
Sou de sua morada, guardando em mim todos os seus sentimentos
Sabendo de mim o que pouco sei,
Sabendo que sou apenas o registo de alguém
De mim mesma apenas fico aquém
Sendo eco personalizado do exterior
Lástima de um interior pouco compreendido
Sou mais de outros que de mim
Sou parte ínfima de algo muito complexo de ser entendido
Percorrendo em mim profundos paradoxos entre o que de mim se mexe e isso que não é de mim sendo mais de mim que o que eu pensava que seria.
Ao mesmo tempo existe uma ânsia que respira em meu peito
Algo que não se ve, vem por mim ser sentimentos e compreensões além
Eu compreendo o que está além e só nesse além sinto realmente quem sou
Pois de fora tudo é demasiado superficial
E de dentro tudo parece demasiado pouco importante para ter alguma importância
Pois não escrevo sobre ideais.
Existe algo além de mim que por mim se move
E reflexos do que isso seja percorrem agora meu ser enquanto escrevo
E assim enquanto peso… a consciência viaja
Tudo parece tão pouco importante
Que nem sei onde realmente deverei estar nisso tudo
Apenas os outros parecem realmente valer apena
Apenas as preocupações dos outros
Não o que repetem sem sentir
Escutar o bater de corações
Sentir a complexidade da vida
Só isso é realmente viver»
E os seus postos, seus gestos, suas sensações
Sou de sua morada, guardando em mim todos os seus sentimentos
Sabendo de mim o que pouco sei,
Sabendo que sou apenas o registo de alguém
De mim mesma apenas fico aquém
Sendo eco personalizado do exterior
Lástima de um interior pouco compreendido
Sou mais de outros que de mim
Sou parte ínfima de algo muito complexo de ser entendido
Percorrendo em mim profundos paradoxos entre o que de mim se mexe e isso que não é de mim sendo mais de mim que o que eu pensava que seria.
Ao mesmo tempo existe uma ânsia que respira em meu peito
Algo que não se ve, vem por mim ser sentimentos e compreensões além
Eu compreendo o que está além e só nesse além sinto realmente quem sou
Pois de fora tudo é demasiado superficial
E de dentro tudo parece demasiado pouco importante para ter alguma importância
Pois não escrevo sobre ideais.
Existe algo além de mim que por mim se move
E reflexos do que isso seja percorrem agora meu ser enquanto escrevo
E assim enquanto peso… a consciência viaja
Tudo parece tão pouco importante
Que nem sei onde realmente deverei estar nisso tudo
Apenas os outros parecem realmente valer apena
Apenas as preocupações dos outros
Não o que repetem sem sentir
Escutar o bater de corações
Sentir a complexidade da vida
Só isso é realmente viver»
Monday, October 22, 2012
Lágrimas de crocodilo
Quero escrever até cansar
Ser como atriz, sendo alegria e dor
E saber fazer magia com o passar do tempo
Escolhi ser poeta, ser criança
Para poder inventar uma dança que refaça o amanhecer
Para ver onde errei e poder rir com as quedas que dei
Ver o que fazer com todas essas palavras soltas
que nem a idade adulta pode aprender a segurar
E ver onde me deixo soltar
Vou ver até onde posso perseguir o teu olhar
E refazer-me numa história qualquer que hoje ousou me imaginar
E vou descrever estrelas com minhas lágrimas até serem lágrimas de crocodilo
Vou fazer do meu peito laboratório de sabores descritos
Sendo cada sabor mais do que imaginação, sendo parte de um espírito vivo.
E quando alguém me ousar desafiar para um duelo
Quando alguém puser em causa minha pequena condição
Terei suficiente alma para enfrentar todos os monstros que habitarem a mente e que tentarem fugir do coração.
E poderei ter orgulho em ser grão de areia
E saber me render até ter o coração na mão
Mas sendo sempre rainha e refém da minha momentânea imaginação.
Ser como atriz, sendo alegria e dor
E saber fazer magia com o passar do tempo
Escolhi ser poeta, ser criança
Para poder inventar uma dança que refaça o amanhecer
Para ver onde errei e poder rir com as quedas que dei
Ver o que fazer com todas essas palavras soltas
que nem a idade adulta pode aprender a segurar
E ver onde me deixo soltar
Vou ver até onde posso perseguir o teu olhar
E refazer-me numa história qualquer que hoje ousou me imaginar
E vou descrever estrelas com minhas lágrimas até serem lágrimas de crocodilo
Vou fazer do meu peito laboratório de sabores descritos
Sendo cada sabor mais do que imaginação, sendo parte de um espírito vivo.
E quando alguém me ousar desafiar para um duelo
Quando alguém puser em causa minha pequena condição
Terei suficiente alma para enfrentar todos os monstros que habitarem a mente e que tentarem fugir do coração.
E poderei ter orgulho em ser grão de areia
E saber me render até ter o coração na mão
Mas sendo sempre rainha e refém da minha momentânea imaginação.
O amor
Hoje no trabalho pediram-me para fazer uma composição sobre o amor... xD
***
Amor,
É saber perdoar quando se tem o peito a sangrar
É ver a simplicidade onde antes só confusão havia
É ser a singularidade e a magia
E jurar com o que não se sabe se se pode cumprir
Amar
É compreender na solidão
É sentir a essência e a beleza ao mesmo tempo
É esperar que passe a brisa e o trovão
É ser criança para sempre
E quando não há mais o que entregar
Entrega-se o peito porque o desejo é dar
E esquecendo de como se receber, o segredo é confiar
E ao mundo cruel lá fora, é ser-se indiferente
O amor,
Não é refúgio mas pode ser protecção
Não é apenas arte, é magia, é criação
Não é para se explicar,
é para aprender a ter-se prazer ao se ser vencido
E assim, poder render e entregar o mais puro do que se traz no peito.
***
Amor,
É saber perdoar quando se tem o peito a sangrar
É ver a simplicidade onde antes só confusão havia
É ser a singularidade e a magia
E jurar com o que não se sabe se se pode cumprir
Amar
É compreender na solidão
É sentir a essência e a beleza ao mesmo tempo
É esperar que passe a brisa e o trovão
É ser criança para sempre
E quando não há mais o que entregar
Entrega-se o peito porque o desejo é dar
E esquecendo de como se receber, o segredo é confiar
E ao mundo cruel lá fora, é ser-se indiferente
O amor,
Não é refúgio mas pode ser protecção
Não é apenas arte, é magia, é criação
Não é para se explicar,
é para aprender a ter-se prazer ao se ser vencido
E assim, poder render e entregar o mais puro do que se traz no peito.
Coisas mais que coisas
Há coisas, que nos tocam fundo
Que procuram refúgio em nós
Que vêem de outro mundo
Há coisas, que não se sabe bem de onde vêem
Se da imaginação, se da emoção
Ou se da alma comum que abriga tudo
Há coisas, que não consigo explicar
E quanto mais tento menos compreendo
Porque não explica o que tudo transcende
Há coisas, que dão esperança quando nada parece restar
Que mudam ou que ficam e perduram por mais que o tempo possa passar
E que só aparecem bem descritas em lado nenhum
Há coisas,
Que são tão minhas que acabam sendo de muitas outras pessoas
Que num momento nos escapam e que ao deixarem-se fugir
Nos tornam humanos ou qualquer coisas mais ou menos do que isso
Porque somos muito comuns ao sermos incomuns
E somos mais fortes quando nos deixamos ser fracos
Porque explicamos tudo melhor com gestos que não se permitem parar
Porque as vezes nos deixamos sonhar com o que está longe, esquecendo o que está perto
Porque muitas vezes esquecemos o essencial para nos segurarmos no que apenas sabia encobrir tudo
Porque ao estarmos errados parecemos sempre certos para o mundo.
Que procuram refúgio em nós
Que vêem de outro mundo
Há coisas, que não se sabe bem de onde vêem
Se da imaginação, se da emoção
Ou se da alma comum que abriga tudo
Há coisas, que não consigo explicar
E quanto mais tento menos compreendo
Porque não explica o que tudo transcende
Há coisas, que dão esperança quando nada parece restar
Que mudam ou que ficam e perduram por mais que o tempo possa passar
E que só aparecem bem descritas em lado nenhum
Há coisas,
Que são tão minhas que acabam sendo de muitas outras pessoas
Que num momento nos escapam e que ao deixarem-se fugir
Nos tornam humanos ou qualquer coisas mais ou menos do que isso
Porque somos muito comuns ao sermos incomuns
E somos mais fortes quando nos deixamos ser fracos
Porque explicamos tudo melhor com gestos que não se permitem parar
Porque as vezes nos deixamos sonhar com o que está longe, esquecendo o que está perto
Porque muitas vezes esquecemos o essencial para nos segurarmos no que apenas sabia encobrir tudo
Porque ao estarmos errados parecemos sempre certos para o mundo.
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