Preciso compor.
Hoje foi a única coisa que realmente senti.
Necessidade tal como é a de viver, como é a de respirar.
Tão independente de mim e de ti.
Preciso compor.
Hoje tal vontade se apoderou de mim.
E descobri que sentimentos de transcender me possuem.
Como se tudo me engolisse, como se tudo vivesse em mim.
Como se eu fosse planta de mim,
que existo sendo eu realmente esse ser bem mais profundo e crescente.
Preciso compor.
Sem virar as costas para mim.
Também sei que não consigo virar as costas para ti, mas apenas aglomerar tudo.
Nada há mais que possa eu fazer com esse tal fogo.
E receio que possa ter vindo do nosso mais terno amor
E de nossos mais cruéis anseios de posse, receio ter chegado ao fundo, sentindo calor.
E receio não viver mais em nós consumida, mas ter que voltar-me além
para algo bem mais além de todos nós algo que me permita assim tão expandida e sem voz.
Desse fogo irei desconstruir a maior piedade que exista realmente por mim.
Desse fogo irei construir o mais ideal sonho alguma vez expelido dos doces lábios do infinito.
Hoje sonhei sem sonhar contigo.
Hoje sorri sem dar sequer por mim
Hoje criei assim uma vontade que se apodera sendo dona de mim.
Hoje foste o vento que por mim passou.
Hoje eu sou o calor que aqueceu esse vento.
Hoje fomos o que somos e o que ao contrário do que somos seremos.
Hoje desejei deixar rasto desse mesmo calor.
Hoje escrevi tudo na eternidade do momento.
Hoje entreguei-me a esse nosso lado vago, que por vezes se deixa calar
enquanto docemente se deixa passar.
Tuesday, July 03, 2012
Sunday, July 01, 2012
Para quem quer inspirar!
Agarremos o nosso potencial criador a 100 por cento!
robinsharma.com
http://movimentoconfiancagora.blogspot.pt/
«É nos momentos de decisão que o nosso destino é traçado. Escolha agora e escolha bem!» Tony Robbins
Permita-se ser poderoso sem limites. Inspire!
robinsharma.com
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«É nos momentos de decisão que o nosso destino é traçado. Escolha agora e escolha bem!» Tony Robbins
Permita-se ser poderoso sem limites. Inspire!
Wednesday, June 27, 2012
Realidade em saldos
O que se vive da vida que é real?
Acorda-se de manhã, com um pequeno almoço venenoso,
O café para despertar, quando ainda agora se estava a dormir.
E compra-se uma revista que vende quentes ilusões de última hora,
ficando tudo a matutar na nossa mente inocente durante vários dias.
E por agora isso é tudo o que precisamos para estarmos informados.
Porque de seguida, corre-se para o trabalho e trabalha-se por uma ilusão que vende uma realidade não mais que superficial e inexistente.
Pois, me pergunto, quantos de nós realmente se vêem em seus trabalhos?
E quantos trabalhos são realmente úteis a comunidade?
Muito poucos.
E após no mínimo 8 horas diárias, que só servem ao bolso,
chega-se em casa, e para sarar e engolir em seco todas as nossas mágoas espirituais e crises emocionais não satisfeitas, vemos televisão, pois é a atitude mais banal e mais fácil,
e nos alimentamos ansiosamente dela, que repleta de ilusões e distorcidas visões enche ainda mais a nossa mente de lixo.
Pois como todos sabemos a televisão serve os seus próprios interesses, não os interesses individuais de cada um. Afinal são insignificantes as nossas diferenças, somos números de factura.
Acabamos assim o dia, vitoriosos por evitar aprofundar os nossos verdadeiros laços emocionais e refletir sobre o dia que por nós mal passou, engolindo ansiosamente a vida.
E procuramos ainda assim, dessa forma, tentar ver com mais clareza.
Perguntamos baixinho, a nós próprios, o que foi feito do nosso tempo que voou por nós e não vimos sequer passar.
Esperamos ansiosamente guardados em nós, a que hora que teremos tempo para realmente viver, apenas pelo simples prazer de viver.
E quando haverá tempo para amar, apenas por simplesmente amar? Apenas porque é bom amar simplesmente?
Hoje vejo,
que até os lugares aparentemente destinados a amar, aparecem momentaneamente “minados”...
Como, numa praia onde passam aviões com publicidade no sagrado céu,
Num telefone que toca, nos interrompe e nos custa a desligar, tocando em momentos íntimos que atrapalham preciosos segundos.
Até em pessoas alucinadas que nos distraem com conversas vazias de verdadeiro sentido.
Como num belo parque deslocado numa cidade cheia de cartazes iguais que não nos deixam sossegados.
Quão difícil é limpar a mente, quando a tecnologia em si, parece que hoje em dia, se tornou um vício.
E como é óbvio ver que tantas pessoas ainda se vangloriam disso, quão cegas estão, e como é fácil ver que é mais fácil fingir do que mudar.
Como se pode realmente saber o que se quer, se vivemos cobertos, com uma manta de mentiras e ilusões insistentemente a venda? Que clamam que urgentemente necessitamos delas?
Nesse mar, que nos engole, quem somos nós realmente?
Viveremos o nosso propósito ou o propósito de todas essas coisas que levamos constantemente em nossos ombros e nos contam histórias que nos fazem dormir?
E que vida vivemos afinal?
A nossa? Ou a vida que interessa a alguém que vivamos?
Quanto tempo dá a vida a nós verdadeiramente?
E quanto desse tempo realmente aproveitamos?
É por isso que eu desligo a TV, e procuro fontes reais de inspiração...
e prefiro a realidade, pois mesmo que as vezes cruel, sei que pode me permitir viver realmente…
O jovem descobridor
Fonte: Caravaggio
Engraçada a vida como ela é
Com suas nuances de suave loucura
E com sua redundante certeza
Que aflora as vezes num dia especial
Engraçado como somos como o pequeno jovem
Que com ingenuidade inicia impulsivamente sua busca
Busca que pensa ser objectiva
Mas que tem um fundo obscuro e muito mais profundo
que desconhece por ainda não saber o que é sofrer
E torna a vida engraçada perceber
Que nessa busca ingrata por poder
Vemo-nos sempre impotentes eternamente nos mantendo sedentos
Vendo que essa busca o aguardado fim afinal não tem
E afinal a vida é assim mesmo
Pois quando descobrimos que não existe idade adulta
Vemos que esse alivio aguardado nunca chega
Pois ninguém agora pode dizer ao nosso ouvido o que fazer
Para sermos felizes no próximo instante
E nós senhores de nós nunca conseguimos ser
Nem senhores de nada nem de ninguém
E quem se diz senhor, afinal, só finge bem
E toda busca nossa pensamos ser só igual a nossa apenas
Mas ao olhar em volta vemos que afinal somos todos iguais
Pois a mesma busca calha a outros também
e mesmo assim custa sempre entender a dos outros
quando nem a nossa entendemos bem
E o jovem busca preencher um vazio que lhe penetra o peito
E corre atarefado sem tempo para ser sensato,
Corre sem tempo para preocupações triviais
Pensa no mundo com sua cabeça e não com a cabeça do mundo
E sonha e se fascina e esquece que isso tudo também dói
E sem querer escorrega, por negar as raízes salta alto demais
Mas nunca consegue ser mais que criança,
criança que sonha com uma ansiada paz
E ele pensa que ninguém o pode entender,
Que ninguém pode entender a sua tao profunda e carnal dor
E ele pensa estar sozinho, mesmo no seu íntimo sabendo que não é o único
Procurando, sem querer, outros que procuram também
Mas o jovem, ainda é menino, ainda é ingénuo, ainda conhece pouco do mundo
E quer ver, quer explorar, quer conhecer mais
E na sua busca, quer também a fruta mais doce, quer o objecto mais misterioso
Mas quer além disso tudo saciar o peito que continua a bater sem saber porquê
A vida é engraçada afinal, pois descobrimos
Que quando tudo se tem não se é feliz
E apenas quando nada é perfeito percebemos que antes tudo havíamos tido
E mesmo assim escolhemos cegamente sofrer
E se formos mais além ainda,
vemos que a partida rumo a busca sempre foi afinal a chegada
E que a resposta a essa busca sempre foi a própria busca em si
E que cada momento tinha em si a resposta a busca que nós lá fora fazíamos
E que fomos nos próprios que escolhemos não ver
Pois sempre nos custou realmente admitir
Talvez por gostarmos de sofrer
Talvez por alguma inconsciência
Talvez por querer experimentar as asas
Por querer voar com elas bem além de nós mesmos
É engraçado que ao observar a vida como ela é,
descobri que precisamos saber comparar para verdadeiramente apreciar
Mas que precisamos ir além de qualquer comparação para vivermos sabiamente o momento que guarda a felicidade.
Saturday, June 23, 2012
Choosing to Live a Life That Matters!
How Will The Value of Your Days Be Measured?
Choosing to Live a Life That Matters!
Whether we are ready or not, someday it will all come to an end.
There will be no more sunrises, no minutes, hours, or days.
All the things you collected, whether treasured or forgotten, will pass to someone else.
Your wealth, fame, and temporal power will shrivel to irrelevance.
It will not matter what you owned or owed.
Your grudges, resentments, frustrations, and jealousies will finally disappear.
So, too your hopes, ambitions, plans and to-do lists will expire.
The wins and losses that once seemed so important will fade away.
It won’t matter where you came from or on what side of the tracks you lived at the end.
It wont matter if you are beautiful or brilliant.
Even your gender and skin color will be irrelevant.
So what will matter?
How will the value of your days be measured?
What will matter is not what you bought, but what you built.
Not what you got, but what you gave.
What will matter is not your success, but your significance.
What will matter is not what you learned, but what you taught.
What will matter is not your competence, but your character.
What will matter is not how many people you knew, but how many will feel the lasting loss when you’re gone.
What will matter is not your memories, but the memories that live in those who loved you.
What will matter is how long you will be remembered, by whom, and for what.
What will matter is every act of integrity, compassion, courage, or sacrifice that enriched, empowered, or encouraged others to emulate your example.
Living a life that matters doesn't happen by accident.
It's not a matter of circumstance but of choice.
A choice to live a life that touched and cured a dying and suffering Humanity and Earth.
This is the biggest blessing you can have and share.
When you choose to transform yourself and transform the world.
When you choose to live a life that matters.
- Author unknown
(Modified version)
Friday, June 01, 2012
Razão
Há uma razão espiritual que a vida em nós criou.
Razão para estarmos juntos no agora.
Há uma razão profunda no mais pequeno detalhe que por nós passa, e nós ingratos, não ligamos aos sinais tão claros, do que chamam mero acaso.
É tão fácil verificar, ver que atraímos o que queremos ver.
É tão fácil sentir que o que realmente sentimos é o que procuramos dos outros sentir.
Há uma razão profunda no mais pequeno detalhe que por nós passa, e nós ingratos, não ligamos aos sinais tão claros, do que chamam mero acaso.
É tão fácil verificar, ver que atraímos o que queremos ver.
É tão fácil sentir que o que realmente sentimos é o que procuramos dos outros sentir.
Verificamos facilmente que a razão acaba por desistir do
existir, quando percebemos que no além tudo tem seu próprio motivo.
Não quer dizer que não tenhamos que cumprir nossa missão.
Mas que apenas em nós por dentro podemos verificar o que em nós falta purificar
ou corrigir sem nunca julgar integrando, discernindo sem culpados, sem negar o
que sabemos ainda lá estar.
Nos outros vemos um reflexo do que ainda existe em nós, pois
se não houvesse em nós, como notaríamos com tanto realce tal característica nos
outros?
A mente só amplia aquilo que nela já existe, e quando uma
etapa ultrapassamos, mais um véu por nós cai e vemos ainda quantos mais nos
faltam cair.
Nos outros não justifiques o que podias fazer mas não fazes,
pois se os outros não o fazem é por que tu poderias ser um exemplo para eles o
poderem também fazer.
Mas não te vanglories se aos outros servires de exemplo pois
se assim o fazes de nada vale o que de bom fazes pois não o fazes de coração.
No entanto, que nos sintamos orgulhosos com cada meta que
alcançamos com esforço e cujo íntimo é a bondade e a perseverança.
Que amemos, mesmo começando por uma grande paixão e que essa
paixão se liberte de nosso indomado leão, que deixemos sair nossos obscuros
sentimentos, para que podemos dar luz a velhas emoções guardadas do passado,
transmutando-as em novos sentimentos, sentimentos melhores agora, mais
profundos e mais abençoados à superfície de uma crescente bondade.
Só mergulhando uma e outra vez em nosso íntimo, transmutando
nossas já “estragadas” emoções poderemos crescer.
Mas tal tarefa não realizemos sozinhos, pois as pessoas e as
situações que atrairmos nos mostrarão o que nos falta integrar a seguir e o que
de bom já integramos.
E a cada camada que me cai, verei quão tola havia sido, mas
terei de perdoar-me de seguida, de morrer então para esses sentimentos
perdoados, para só assim estar pronta para renascer nova e jovial, pronta para
por em prática ensinamentos mais próximos de uma nova e feliz consciência de felicidade.
Ao contrário
Quanto mais me cresce a consciência mais vejo o quão
ignorante está ainda a humanidade.
Vejo como todos tem seu íntimo desorganizado, tudo fora do sítio, ao qual deveria estar.
E vejo como utilizamos a razão quando não usamos acção.
E vejo quando utilizamos a emoção quando deveríamos usar sensatez.
E vejo que como temos os sentidos trocados, tudo o que devíamos fazer dificilmente fazemos, escolhendo fazer tudo o que não devíamos fazer.
E procuramos ser felizes, fazendo o que nos deixará tristes e procuramos fazer os outros felizes com aquilo que os deixa tristes.
Quando alguém faz algo de errado é logo aplaudido, e
soltam-se risos a volta, mas tantos que fazem coisas boas ninguém repara.
As invejas conscientes recaem sobre aqueles que pouco tem mas
que pensam ter alguma coisa.
A minha própria mente procura detalhes para julgar quando devia amar simplesmente.
E quando da verdade devíamos viver, achamos mais fácil viver da mentira porque temos dúvidas da verdade, acreditando cegamente na segurança que a mentira nos traz.
E vivemos com pressa, correndo, nos cansando a toa, para não
parar e realmente pensar.
Para não permitirmos que a nossa consciência nos venham
embaraçar e para não permitirmos que em nosso coração ela tenha oportunidade de
se cumprir.
Tememos a solidão que nos traria liberdade escolhendo ser ainda escravos de uma sociedade.
E abraçamos as ilusões que nos prendem as mãos e não permitimos que a vida nos flua livremente.
Porquê não fazer o que sabemos que é certo?
Porquê tememos o que escutamos no silêncio?
E porque não reflectimos sobre o essencial e sim nos focamos em situações triviais que não nos deviam importar?
O que nos liberta: ouvir o nosso coração, a acção da verdade
O que nos divide: a desconfiança
O que nos oprime: o medo
Quem nos oprime: Media, modismos, dogmatismo, falsas escolhas.
Pois o que possuímos nosso nunca será
O que de nós se encontra livre, na verdade, em nós escreve sua morada.
E quando verdadeiramente somos, vemos que o nada é tudo e
nosso nome possui.
E nesse tudo que é nada, é que se cumpre nossa felicidade.
Vejo como todos tem seu íntimo desorganizado, tudo fora do sítio, ao qual deveria estar.
E vejo como utilizamos a razão quando não usamos acção.
E vejo quando utilizamos a emoção quando deveríamos usar sensatez.
E vejo que como temos os sentidos trocados, tudo o que devíamos fazer dificilmente fazemos, escolhendo fazer tudo o que não devíamos fazer.
E vivemos dia a dia, nessa terrível confusão,
Quando precisamos acreditar, duvidamos, e quando duvidamos,
só bastava acreditarE procuramos ser felizes, fazendo o que nos deixará tristes e procuramos fazer os outros felizes com aquilo que os deixa tristes.
Tudo a minha a volta vejo agora ao contrário, pessoas com os
pés para o céu, com o coração na cabeça, com o cérebro sobre o peito.
A minha própria mente procura detalhes para julgar quando devia amar simplesmente.
E quando da verdade devíamos viver, achamos mais fácil viver da mentira porque temos dúvidas da verdade, acreditando cegamente na segurança que a mentira nos traz.
Tememos a solidão que nos traria liberdade escolhendo ser ainda escravos de uma sociedade.
E abraçamos as ilusões que nos prendem as mãos e não permitimos que a vida nos flua livremente.
E porque não reflectimos sobre o essencial e sim nos focamos em situações triviais que não nos deviam importar?
O que importa: amor
O que nos inspira: o divinoO que nos liberta: ouvir o nosso coração, a acção da verdade
O que nos divide: a desconfiança
O que nos oprime: o medo
Quem nos oprime: Media, modismos, dogmatismo, falsas escolhas.
E quando pensamos algo ter é porque não o temos
E o que pensamos não ter é o que realmente temos.Pois o que possuímos nosso nunca será
O que de nós se encontra livre, na verdade, em nós escreve sua morada.
Aos guerreiros de luz
Não chores, pois Deus tudo vê
E teus esforços nunca serão em vão
Pois eu vejo teus esforços, teus lamentos, tuas dores
Vejo como dói
E vejo tua dor
Não chores, agora, apenas crê
Mas se para acreditares, precisares chorar, então chora
Lembrando-te de mim sempre.
Teu anjo, teu guardador, teu amor
E não andas tão nu quando pensas estar só
E nem mesmo andas vestido quando pensas que te cobres vestindo
És livre oh guerreiro, quando vês esse rio que te flui
Por ti
Que Deus por minha palavra te ofereceu quando nasceste.
É a palavra que te salva, a consciência de nossa essência divina
Pura luz, puro amor, que esteja em nós, que te salve e te ilumine
Mas nunca andes para trás
Respeita essa fina aliança que uma família terrena te ofereceu
Observa quão divina é a aliança da família celeste da qual parte sempre foste
Vê o quão grande ela é, e quantos seres de luz dela fazem parte
E vê como nunca estarás só.
E nos alegremos pela luz que jaz em cada pequeno guerreiro,
Que a semelhança de Deus, é criador de amor.
Tuesday, May 22, 2012
Anjo Serafim
És mártir da minha inocência
E de hoje em diante te transformarei no meu mito
O irmão mais velho da jornada espiritual,
O leal camarada de batalha
Tu que és Santo cristíco pessoal,
Hás-de ser minha redenção ao nada
E a tudo que escolho por querer não viver
Anjo sem nexo e sem sexo
Que com chama acesa meu corpo purifica
Serás registo de sangue que nas minhas veias corre
E sagrado alimento para um espírito nutrido
Tu que crias Santuário em meu peito
Meu ventre teu é de entre tantos
Onde fazes tuas rezas baixinho e cantas
Contando tuas histórias ao vento
Sei que de tua natureza brotou
Esse meu carnal e espiritual amor
E um jovem anjinho apareceu
Dizendo que meu peito sempre teria
Mas foste tu, oh doce anjo do céu,
Nessa tua benção sensual
Colhida das asas da infinita fonte
Que meu ventre a ele entregaste
E tal é a nossa paixão...
insaciável, sendo da intensa nascente
que não seca, mas que transcende
Herdando do teu fogo, sua forma quente
E por te reconhecer
oh querido anjo serafim
Peço que a nós transmutes também
Fazendo-nos parte de tua chama sem fim
E fá-la espada de prazeroso amor
Fazendo mais forte nosso escudo feroz
Une-nos contra moderna e tola turbulência
Fazendo míseros meus atrozes receios de mulher
Faz me fruta que sacia eternamente...
Friday, May 18, 2012
Revolução da colher
Depois de 7 anos sendo vegetariana, sinto que todos os animais fazem parte da minha família.
E cada dia que passa sinto-me mais feliz por ter tomado essa decisão.
E cada dia que passa sinto-me mais feliz por ter tomado essa decisão.
Wednesday, May 16, 2012
Nós e o Universo
«Os mistérios do amor na alma crescem, porém o corpo é o seu livro.» John Donne
O melhor dos livros serve para materializar as mais profundas sombras do que são boas ideias
Assim como o teu corpo é o livro aberto que recebe todo o belo amor, de meu ser carinhoso
E do teu peito faço manta suave onde descanço sobre minhas angustias e meus receios de criança
E são afinal meus teus cabelos, fazendo agora parte da minha sensualidade
que gritando em ti, mostra toda a nossa vivacidade.
que gritando em ti, mostra toda a nossa vivacidade.
Na tua ingenuidade, vou escondendo docemente a minha maturidade disfarçada
e nós feito, os mais antigos índios, assim mostramos, por ela, toda a nossa coragem.
No meu orgulho, vais mostrando sem querer, toda a tua insegurança,
que persegue ainda mascarada por entre as brumas da nossa momentânea inspiração apaixonada.
E é por isso amor, que eu digo e repito com o minha alma, voz e coração,
que eu me vejo em ti em cada passo que damos
a cada desabrochar de mais um dia
a cada reza secreta que recitamos
a cada sagrado por do Sol que contemplamos
a cada sagrado por do Sol que contemplamos
e a beira-mar de cada dia ensolarado e abençoado pelo amor em nós
É porque vivemos sendo suaves ventos de momentos que passam desapercebidos pela multidão.
É porque poucos são os que capazes são de perceber a verdade com apenas a sua visão.
E os nossos corpos prosseguem como ondas, e nos revestem com a mesma importância que tem um pequeno sinal existente numa flor.Porque a verdade é que é de nosso espírito que buscamos todo o refúgio
e é por nossa alma que procuramos o novo caminho a seguir.
Surgindo dela repentinamente nós por vezes, sem querer, desabrochados.
E prosseguimos alegres, andando e cantando
sempre de mãos dadas subtilmente disfarçados,
assim como que por galhos e lama encobertos,
tu disfarçado de ti e eu disfarçada de mim
Mas quando o disfarce sem querer nos cai,
nós damos gargalhadas de criança,
e tímidos sorrimos
e tímidos sorrimos
vendo que nem de tempo e nem de espaço é feito o Infinito, que com amor, sobre a nossa, sua mão, se sobrepõe.
Monday, May 14, 2012
Cultivar a alma

Já cultivaste a ausência?
Pois rega-a como se fosse flor e não esperes com ela como
quem sofre por amorJá aceitaste o silêncio?
Pois reúne-te em teu interior mas nunca repreendas teu espírito por ter suas asas dobradas
Por onde andará a tua pobre alma se andas alucinado com o
que vês lá fora a gritar?
E quem viverá por ti se não tens alma que sobreviva em ti?Se não dás de ti para que tua alma cresça?
Por isso reflecte por cada passo que dês sem perder a fluidez desse momento que feroz quer-te agora responder.
E vive cada segundo do teu fundo, do mais íntimo que possa existir, sem nunca excluir mas incluindo em tua vida os enigmas das peças que se juntam uma a uma em sua relação amorosa.
Mas comunica com os pés, com as mãos, com a mente, com o
coração, com os olhos, e com todas as intuições que tiveres. Sendo fera, e sendo
herói, sendo gentil e sendo feroz.
É por isso é que a vida deve ser de dentro para fora, para
que o de dentro possa ser o que deve ser e manifestar sua missão, o que nasceu
para ser sem qualquer obrigação.
Thursday, May 10, 2012
MAN AND WOMAN
by VITOR HUGO
«Man is the most elevated of creatures,
Woman the most sublime ideals.
God made for man a throne; for woman an altar
The throne exalts, the altar sanct
Man is the brain,
Woman, the heart.
The brain creates light, the heart, love.
Light engenders, love resurrects.
Because of reason Man is strong.
Because of tears Woman is invincible.
Reason is convincing, tears moving.
Man is capable of all heroism.
Woman of all martyrdom.
Heroism ennobles, martyrdom sublimates.
Man has supremacy,
Woman, preference.
Supremacy is strenth, preference is the right.
Man is a genius,
Woman, an angel.
Genius is immeasurable, the angel indefinable.
The aspiration of man is supreme glory,
The aspiration of woman is extreme virtue.
Glory creates all that is great; virtue, all that is divine.
Man is a code,
Woman a gospel.
A code corrects; the gospel perfects.
Man thinks, Woman dreams.
To think is to have a worm in the brain, to dream is to have a halo on the brow.
Man is ocean, Woman a lake.
The ocean has the adorning pearl, the lake, dazzling poetry.
Man is the flying eagle, Woman, the singing nightingale.
To fly is to conguer space. To sing is to conquer the soul.
Man is a temple, Woman a shrine.
Before the temple we discover ourselves, before the shrine we kneel.
In short, man is found where earth finishes, woman where heaven begins.»
«Man is the most elevated of creatures,
Woman the most sublime ideals.
God made for man a throne; for woman an altar
The throne exalts, the altar sanct
Man is the brain,
Woman, the heart.
The brain creates light, the heart, love.
Light engenders, love resurrects.
Because of reason Man is strong.
Because of tears Woman is invincible.
Reason is convincing, tears moving.
Man is capable of all heroism.
Woman of all martyrdom.
Heroism ennobles, martyrdom sublimates.
Man has supremacy,
Woman, preference.
Supremacy is strenth, preference is the right.
Man is a genius,
Woman, an angel.
Genius is immeasurable, the angel indefinable.
The aspiration of man is supreme glory,
The aspiration of woman is extreme virtue.
Glory creates all that is great; virtue, all that is divine.
Man is a code,
Woman a gospel.
A code corrects; the gospel perfects.
Man thinks, Woman dreams.
To think is to have a worm in the brain, to dream is to have a halo on the brow.
Man is ocean, Woman a lake.
The ocean has the adorning pearl, the lake, dazzling poetry.
Man is the flying eagle, Woman, the singing nightingale.
To fly is to conguer space. To sing is to conquer the soul.
Man is a temple, Woman a shrine.
Before the temple we discover ourselves, before the shrine we kneel.
In short, man is found where earth finishes, woman where heaven begins.»
Monday, May 07, 2012
Sereia do mar
Quero viver abraçada de ti e de braços abertos ao mar
Viver contagiada, abraçada, amada
Quero sentir teu corpo no mais íntimo de mim
Viver anestesiada, apaixonada, contagiada
Quero viver acordada, sonhar a viver e viver todos os sonhos
Viver mais além, viver aqui, viver no mais profundo interior de nós
Porque assimilei o aroma da tua essência e ela em si fundiu na minha
E vi que quero contigo render-me de braços abertos ao maravilhoso infinitoNuma tal vontade que não se sacia e que vive em cada pequeno espaço de momento
Como fogo que consome até a parte mais ínfima da alma que não se deixa calar
Quero viver de aleluias, de canções e de rezas divinas
E viver abençoada, desposada, acariciada
Quero viver independente, sem posses, sem apegos
Viver livre, viver como flor mas viver inteiramente de amor
Despertou meu instinto de ser esse puro destino
Despertou em meu peito anseios por paixões que não acabam mais
E hoje chove,
e como chove
é a chuva que trouxe água para eu ser mar e poder estar em todo lugarE eu estou abraçada de ti e de braços abertos ao mar
E vejo-nos no brilho do horizonte que não nos ousa limitar
E ouço-te no suave vento que passa e que não nos ousa chamar
E a Terra nos abraça e nos beija, docemente, sem nos deixar acordar
E conta-nos ao ouvido nossa origem, sem nosso sonho negar que pode realizar
E prossegue o mar suavemente para nossas vidas vir abençoar
E sentimos na brisa, respostas ardentes aos nossos mais profundos anseios apaixonados.
E eternamente eu canto e conto a Lua ao mar e as estrelas fazendo canções das nossas mais belas histórias,
desejando e criando razões para poder pedir que sejas sempre de mim,
Peço que enquanto eu puder ser sereia
possa viver sempre iluminada por água e banhada de ti.
E peço que ambos possamos viver a beber a água misteriosa do infinito
E peço que eu seja a tua sereia
mesmo quando tivermos de voltar, ao berço do nosso primeiro olhar.
Friday, May 04, 2012
Deixar teu corpo
Teu corpo é instrumento musical que toco suavemente como a um alaúde
Meu ventre teu templo sagrado onde te fazes refúgio e consagras teu peito nu
Teu rosto, tua pele clara, tem olhos que fazem-se os de um anjo divino
E meu toque te toca e te cega como se minha mão de apenas luz se tratasse
Da tua fúria, surge a paixão mais destemida e mais ingénua
Existente no peito da bela criança que ainda agora nasceu e que já seduz
E deixo suavemente teu corpo,
Deixo-o com a neblina de um amor puro, que em segredo,
no amanhecer, de mim saiu
E saio de ti ainda com tua parte não minha em mim,
Saio, mas levo tua serenidade, tua fúria e tua vontade
Deixando em ti meus anseios, devaneios e minha sensualidade
Saio de ti toda reunida, descomposta e esperançosa,
Toda extasiada de nosso amor que recusa ver-se cumprido em dor
Saio adorada e por em ti adorar, saio ainda ansiando voltar
Nesse mundo tão pequeno, dos que não olham nos olhos como nós
O nosso mundo grande se desfez em nós
Pois tu olhaste-me feito fera feroz sem deixar meu velho eu olhar para trás
Sem medo do que descobririas, não deste escolha sequer
fizeste-te todo imerso e escondido em meu olhar
E fizeste de mim Dona do nada, assumir o vazio que habitava em mim
Porque em meu interior foste poesia e magia
e até vi em ti o sangue quente da terra a fluir
E quando nossos verdadeiros olhos abrirmos
Nos ergueremos e veremo-nos ainda sendo Um em Primavera,
Veremos que seremos Um mesmo quando já ressoados e suados
andarmos nus e separados sobre a Terra
E ainda frutíferos do futuro, seremos as vezes lembrados pelo passado
E seremos, vezes sem conta, ainda do Sol e da Lua que por nós se flui e se influi,
Sem querer deixar-se cumprir, sem levantar o véu que nos cobre do mundo.
Thursday, May 03, 2012
Tingir o céu
Com as cores tingimos o céu e atingimos tal plenitude só imaginada
De cores vivas nosso sustento nosso bem amado amor que brotou
Colorindo seguia nosso caminho como rota que um passarinho pensou
Seguimos rio acima nossa vida, nossa dádiva que a nós experienciou
E nós seguimos rastos escorregadios para chegar aonde o coração chegou
Crescendo juntos por círculos mágicos, por espirais onde antes só escuridão havia
Agora há lembrança clara de amor, união que surgiu onde só havia dor
Segui na luz do dia pela floresta a fora no caminho molhado de onde o Arco-íris surgia
Segui na penumbra do fogo, a Lua, no caminho onde o amor profundo seguia
E vi nascer Alquimia das cores, vi a alquimia surgir das flores
A alquimia que só as nossas almas unidas transcenderam
Deixou-nos um recado no rochedo dizendo que retorno não mais haveria,
pois o agora finalmente chegaria
Mas quando surgir o receio que calado sabe gritar baixinho
Recitarei poesia e abençoarei o tempo cantando baixinho por aqueles doces momentos
Secretamente recitarei calada o mais profundo segredo estampado naquela flor
Como se colada estivesse ela em mim, como se por lá ja tivesse eu passado e como se já eu soubesse ser flor!
Clamarei pelo lugar, onde amamos, onde nos entregamos uma e outra vez,
onde a nós nos recriamos, onde nos inspiramos uma e outra vez,
onde fomos como pontos de luz, planando alto no horizonte
E sei que me houvirão as árvores, me houvirão as gotas de chuva
e me houvirão as aves uma e outra vez
Pois na eventualidade fomos também humanos uma e outra vez
E praticando mostramos ao mundo lá fora como é simples viver em paz o amor
Wednesday, May 02, 2012
Obra
Hei de buscar do passado o mais puro significado
Trilharei caminhos tortuosos me perdendo em outro alguém
Mas encontrarei o mais puro sentimento
existente na raiz da mais antiga lenda
Hei de buscar do passado o mais puro Poeta inspirado
E farei de mim sua nobre discípula
Em minha humildade beberei dele constantemente
Para esquecer capas que antes me vestiam
deixando-as onde antes passei
Hei de buscar do passado o Mago mais insaciado
E verei Deuses por ele também
Nem que para isso de Sonhos use e abuse
Mantendo-me a Deus fiel ainda eternamente em mim
Hei de buscar do passado, o cálice do Sagrado Graal
E farei do meu gesto, mais que gesto, farei dádiva e compreenção
Sendo Sereia do mar, Senhora do movimento Lunar
Hei de buscar do passado, a mais pura inocência
Buscando do Novo mais que beleza apenas
Mas procurando viver a vida a pintar
realçando a mais nobre beleza de cada momento
Hei de buscar do passado, o Príncipe, maior Conquistador
Que fará de mim Musa da Conquista e do meu coração fará flor
E serei mais que minha mente então,
Verei de meu peito vibrar o amor por sua pura emoção
E do meu ventre brotará a mais bela inspiração,
toda completa:
mente, alma e coração.
*******************
A Tábua das Esmeraldas
«É verdadeiro, sem artifício, certo e fidedigno
Aquilo que está em baixo é como aquilo que está em cima
e o que está em cima é como aquilo que está em baixo
para criar os milagres de uma coisa.
E tal como tudo é proveniente de uma coisa,
pela contemplação dessa coisa
por elaboração.
O seu pai é o Sol, a sua mãe é a Lua.
O vento sentou-o no seu regaço.
A Terra é a sua ama.
O pai de cada objecto do mundo está aqui.
O seu poder é primitivo se for direccionado para a terra.
Separa a terra do fogo, o subtil do grosseiro,
suavemente e com grande inteligência.
Ele ascende da terra para o céu,
descendo em seguida de novo para a terra,
e recebe poder do acima e do debaixo.
E então teremos a glória do mundo inteiro.
Então toda a escuridão se desvanecerá de nós.
Este é o poder poderoso de todo o poder,
porque ele supera todas as coisas subtis
e penetra em tudo o que é sólido.
Foi assim que o mundo foi criado. Daqui haverá
maravilhosas elaborações.
porque isto é o seu modelo.
E assim me chamam Hermes Trismegisto,
possuindo as três partes da filosofia de todo o universo.
Aquilo que disse sobre o trabalho do Sol está completo.»
Retirado do livro "Como educar a alma" de Thomas Moore
Monday, April 23, 2012
Barriga cheia
De barriga cheia, eu registo momentos
Tenho a barriga cheia do que podem ser ideias
Que se mantém numa incessante fome que não passa
Fome dos que alguns chamam imaginação
Vivo ansiosa em dar, e ansioda em criar
Vivo ansiosa em manifestar o mais inquieto ser de mim
Desenho com letras, o meu melhor reflexo dum pincel
E quero contar aos versos os mais belos momentos que já vivi
Não preciso mais de argumentos sequer para escrever
O meu único motivo será manifestar todo o mais pequeno viver
Cumprir a mais pequena revelação das letras que surdas caem no papel
Perseguidas por acertos fugazes do tempo
E desfeitas por viajantes novidades do momento
Descobri nas letras o meu refúgio
Descobri ali o meu bem mais amado
Sendo que agora se mantém minha vontade de esquecer
Para que algo mais novo possa por mim vir a nascer
Encontro-me grávida de meus pontos de acentuação
E espero ansiosa o meu poema cansado chegar a casa
Vou contar-lhe insistentemente meus lamentos até ao entardecer
E deixar-me absorver em sua dor uma e outra vez
Deixando-me voar, sei que só poderei confiar em livros já escritos
Pois considerarei eles os mestres de todo o bom sonhador
E de meu saber, só uma certeza ficará
A certeza de que esse poema que chegou, meu nunca será
Tenho a barriga cheia do que podem ser ideias
Que se mantém numa incessante fome que não passa
Fome dos que alguns chamam imaginação
Vivo ansiosa em dar, e ansioda em criar
Vivo ansiosa em manifestar o mais inquieto ser de mim
Desenho com letras, o meu melhor reflexo dum pincel
E quero contar aos versos os mais belos momentos que já vivi
Não preciso mais de argumentos sequer para escrever
O meu único motivo será manifestar todo o mais pequeno viver
Cumprir a mais pequena revelação das letras que surdas caem no papel
Perseguidas por acertos fugazes do tempo
E desfeitas por viajantes novidades do momento
Descobri nas letras o meu refúgio
Descobri ali o meu bem mais amado
Sendo que agora se mantém minha vontade de esquecer
Para que algo mais novo possa por mim vir a nascer
Encontro-me grávida de meus pontos de acentuação
E espero ansiosa o meu poema cansado chegar a casa
Vou contar-lhe insistentemente meus lamentos até ao entardecer
E deixar-me absorver em sua dor uma e outra vez
Deixando-me voar, sei que só poderei confiar em livros já escritos
Pois considerarei eles os mestres de todo o bom sonhador
E de meu saber, só uma certeza ficará
A certeza de que esse poema que chegou, meu nunca será
Árvores
Procuro que me encontrem as árvores
pois delas nos nutrimos e surge delas o aprender a respirar
A árvore é a mais alta representação
do grande fôlego da criação
Porque Ela persegue o fôlego do céu
e por suas pernas canaliza Sua imensa emanação
Nutrida pela Mãe, a Terra, persegue por seus galhos, a vida
Nutrida pelo Universo, do Pai, se ergue e permanece erguida
Vivendo nela a mais pura respiração que flui e que vibra
Meus queridos amigos observam-me com ingénua indignação
Ao verem-me abraçar até as Árvores dos jardins
E vendo que eu delas até meu sustento posso absorver
Eles não compreendem o porquê
Mas é apenas por que nelas vejo a mais bela representação do amor
e do querer
Porque, é preciso amor, para se manter erguida, frente a dor das que agora se mantém caídas
Penso que é preciso amor, para aceitar tamanho desrespeito a Criação e consentir tão bem a Lei divina
Perante à Sua inconsciência que mais não é
que a nossa inconscência face a importância delas
As árvores parece que nascem para dar a todos, e até aos ingratos,
o mais sublime colo manifestado ao mundo.
Friday, April 20, 2012
A guerra
O medo que sufoca ainda é o mesmo
Porque as bandeiras perfuradas ainda são as mesmas
E ainda é o mesmo cheiro a doença no ar
A ignorância de outrora ainda é a mesma
Porque o som dos tiros ainda é o mesmo
E também é a mesma oração que se repete ao céu
A luxúria cultivada ainda é a mesma
E as calúnias ditas ainda são as mesmas
Pois é a mesma inútil eloquência que aparece
Os rapazes enganados ainda são os mesmos
E o tempo que passa rápido ainda é o mesmo
Quando na mesma está o desespero em não deixar viver,
o que ainda agora nasceu
O silenciar da verdade ainda é o mesmo
E o esquecer de cumprir velhas promessas deixa ainda ficar,
histórias felizes por contar,
e mais amores por viver,
e mais revoluções por acontecer,
e mais arte por criar,
e fica só um silenciar adormecido do que fica no peito a bater
como único vestígio de vida humana em nós
Tempos vem e tempos vão e pouco muda,
e os livros escritos ainda são os mesmos
e são para os mesmos rostos perdidos afagar
e as mensagens de esperança ainda servem as mesmas causas
e o mesmo ainda é,
o nosso sonho juvenil por mudar.
http://youtu.be/pj4Kv8AZwBo
Porque as bandeiras perfuradas ainda são as mesmas
E ainda é o mesmo cheiro a doença no ar
A ignorância de outrora ainda é a mesma
Porque o som dos tiros ainda é o mesmo
E também é a mesma oração que se repete ao céu
A luxúria cultivada ainda é a mesma
E as calúnias ditas ainda são as mesmas
Pois é a mesma inútil eloquência que aparece
Os rapazes enganados ainda são os mesmos
E o tempo que passa rápido ainda é o mesmo
Quando na mesma está o desespero em não deixar viver,
o que ainda agora nasceu
O silenciar da verdade ainda é o mesmo
E o esquecer de cumprir velhas promessas deixa ainda ficar,
histórias felizes por contar,
e mais amores por viver,
e mais revoluções por acontecer,
e mais arte por criar,
e fica só um silenciar adormecido do que fica no peito a bater
como único vestígio de vida humana em nós
Tempos vem e tempos vão e pouco muda,
e os livros escritos ainda são os mesmos
e são para os mesmos rostos perdidos afagar
e as mensagens de esperança ainda servem as mesmas causas
e o mesmo ainda é,
o nosso sonho juvenil por mudar.
http://youtu.be/pj4Kv8AZwBo
Sunday, April 15, 2012
Puros em amor

Deus trouxe um anjo até mim
Um anjo de homem, de meiguice, de aconchego, de lar
Trouxe um anjo até mim
Um anjo de aventuras, de paixão, e de tudo o que se traz no peito sem se contar
Tanto tens a dizer, meu querido, tão curiosa fiquei por saber mais do mundo por ti
Que percebi num parque, junto as árvores e junto a ventos brandos de paz,
que teu lindo mundo de cor também era sabor
Era pouco mais que o meu mundo de doce amor,
e nosso mundo louco, nesse dia, era explorar
era viver além do que se pode sequer sonhar
E nesse parque, viajamos
em nós respiramos, por um rio sendo um,
Percorrendo bem fundo, sendo amantes de nosso louco destino,
Dançando, nos amamos à luz abençoada do Sol,
fazendo de nossos gestos reflexos,
do infinito que refletido ia fluindo em ti e em mim
Intuindo, trilhos seguimos,
que nos levavam ao caminho que sussurrava segredos do mar
Deus trouxe-me um anjo lindo,
Um rapaz cheiroso à Robin dos Bosques, com cabelo comprido de elfo
E que tem orgulho por possuir, um olhar penetrante e um sorriso sem fim
E eu fiquei assim, derretida, toda florida em mim por esse teu amor
Toda grata, meditei, rezei, abençoei, clamei em Deus todo aquele intenso momento
E mesmo quando me guardavas em teu peito e me dizias pequenas coisas ao ouvido
Eu pensando pouco ouvir, por ti, senti intenso calor, o amor puro do que clamavas ao vento
E em nossas mais loucas canções, das canções que minha alma sussurrou
fiz de mim mais que teu fogo fiz-me tua alegria feroz
Vi que Deus trouxe-me a ti, querido
Trazendo a certeza de que meu caminho sempre e agora iluminarás
Pois por onde eu for passar sei que de agora em diante passarei por ti a cantar
Canções de puro amor para fazer nossa pureza durar
Um anjo de homem, de meiguice, de aconchego, de lar
Trouxe um anjo até mim
Um anjo de aventuras, de paixão, e de tudo o que se traz no peito sem se contar
Tanto tens a dizer, meu querido, tão curiosa fiquei por saber mais do mundo por ti
Que percebi num parque, junto as árvores e junto a ventos brandos de paz,
que teu lindo mundo de cor também era sabor
Era pouco mais que o meu mundo de doce amor,
e nosso mundo louco, nesse dia, era explorar
era viver além do que se pode sequer sonhar
E nesse parque, viajamos
em nós respiramos, por um rio sendo um,
Percorrendo bem fundo, sendo amantes de nosso louco destino,
Dançando, nos amamos à luz abençoada do Sol,
fazendo de nossos gestos reflexos,
do infinito que refletido ia fluindo em ti e em mim
Intuindo, trilhos seguimos,
que nos levavam ao caminho que sussurrava segredos do mar
Deus trouxe-me um anjo lindo,
Um rapaz cheiroso à Robin dos Bosques, com cabelo comprido de elfo
E que tem orgulho por possuir, um olhar penetrante e um sorriso sem fim
E eu fiquei assim, derretida, toda florida em mim por esse teu amor
Toda grata, meditei, rezei, abençoei, clamei em Deus todo aquele intenso momento
E mesmo quando me guardavas em teu peito e me dizias pequenas coisas ao ouvido
Eu pensando pouco ouvir, por ti, senti intenso calor, o amor puro do que clamavas ao vento
E em nossas mais loucas canções, das canções que minha alma sussurrou
fiz de mim mais que teu fogo fiz-me tua alegria feroz
Vi que Deus trouxe-me a ti, querido
Trazendo a certeza de que meu caminho sempre e agora iluminarás
Pois por onde eu for passar sei que de agora em diante passarei por ti a cantar
Canções de puro amor para fazer nossa pureza durar
Saturday, April 07, 2012
Canções de amor ao luar
Não te culparei mais
Por minhas lágrimas de doce e angelical amor
Não as repetirei mais nem ressentirei mais
por nosso passado,
por nossas histórias de príncipe e princesa
E nossas canções cantadas e abençoadas no luar
Não te repetirei mais
Como me importas,
como fica-me o peito vazio por não dormir e a teu lado estar
Por te rever constantemente nessas lembranças de primeiro beijo
que esperava ser colhido no paraíso dos amantes que ficam juntos para sempre
Somos crianças, amor
Crianças nessa vida que tão ingrata tem de dádiva
Que tão gasta tem de colorida por instantânea novidade insaciada
E mesmo assim mal sabemos nós o quanto temos a aprender
A cada instante te revejo ainda após todos esses meses
Meses, anos, mais nada são do que o primeiro dia que te vi
E ainda me dás arrepios
e ainda fico nervosa só de pensar em voltar a te ver
Ainda nervosa de em ti poder aprender o que é viver e o que é sentir de verdade
Mas não, eu sei, não haverá retorno mais...
Pois como pode o Sol voltar a nascer no mesmo dia?
Como pode o mesmo suave calor retornar e em mim tocar apenas para meu peito aquecer?
Como pode o pássaro voltar a cantar a mesma canção de amor para eu voltar a cantá-la para ti?
Como pode a lua repetir o teu nome em meu ouvido para eu em ti voltar a acreditar?
Como pode o vento refazer nosso gesto de adeus para, em nosso ninho, Deus voltar a nos unir?
Cada momento nosso vive em gotas límpidas de céu que desaguaram e marcaram ondas de um mar que por nós deixou ser-se fim.
E eu fiquei no porto.
Tão jovem, tão frágil. Ao ver-te lentamente num longínguo horizonte sumir
Vi a mais fina esperança desfeita por meu interior de criança magoada... chorosa
Ainda resistindo, lutanto por acreditar que voltarias, que não seria o fim, o despedir
Mas após dias e mais dias seguidos que incessantemente se repetiam
Fiquei com a certeza ingrata e cruel de que tal feito não se repetiria
Tal intenso amor, sei, não voltará em minha vida
Com tal romance de contos de fadas e tal príncipe bem feitor
Descobri que afinal num romance não existe esse fim tão falado,
pois fica um lugar no peito dedicado a essa história, a esse mesmo facto consumado
e memória cravada no peito, cantando que sempre se repetirá, que voltará!
E agora, ao rever mais esta Primavera, ao ver mais um Verão desabrochar,
sei que muitos mais Verões passarão e eu ainda na melancolia da tua ausência viverei,
na mesma jovem lembrança
vivendo como se fosse eu única, mas não sendo mais do que uma mais, passarei.
Pois como pode o amor brotar da mesma forma mais do que uma vez?
Como pode o mar desfazer-se de igual forma sobre nós,
da forma que abençoou nossos corpos nus?
Como podem nossos sonhos se unirem para produzirem algo mais além que nosso próprio sono?
Como pode alguém reescrever no bater de nossos corações,
mais uma vida dedicada a detalhes do mais puro e intenso romance a ser vivido?
Como podem os mesmos sítios serem repetidos com a perfeição do mesmo aroma adocicado e com a mesma nota sustenida?
Como podemos ter aquela mesma curiosidade por diferenças que de tão iguais nos fariam um só?
Como poderíamos voltar a passear de mãos dadas cantando naquele tom baixinho,
que nos permitia fazer da vida francesas canções de eterna e calorosa paixão?
Por minhas lágrimas de doce e angelical amor
Não as repetirei mais nem ressentirei mais
por nosso passado,
por nossas histórias de príncipe e princesa
E nossas canções cantadas e abençoadas no luar
Não te repetirei mais
Como me importas,
como fica-me o peito vazio por não dormir e a teu lado estar
Por te rever constantemente nessas lembranças de primeiro beijo
que esperava ser colhido no paraíso dos amantes que ficam juntos para sempre
Somos crianças, amor
Crianças nessa vida que tão ingrata tem de dádiva
Que tão gasta tem de colorida por instantânea novidade insaciada
E mesmo assim mal sabemos nós o quanto temos a aprender
A cada instante te revejo ainda após todos esses meses
Meses, anos, mais nada são do que o primeiro dia que te vi
E ainda me dás arrepios
e ainda fico nervosa só de pensar em voltar a te ver
Ainda nervosa de em ti poder aprender o que é viver e o que é sentir de verdade
Mas não, eu sei, não haverá retorno mais...
Pois como pode o Sol voltar a nascer no mesmo dia?
Como pode o mesmo suave calor retornar e em mim tocar apenas para meu peito aquecer?
Como pode o pássaro voltar a cantar a mesma canção de amor para eu voltar a cantá-la para ti?
Como pode a lua repetir o teu nome em meu ouvido para eu em ti voltar a acreditar?
Como pode o vento refazer nosso gesto de adeus para, em nosso ninho, Deus voltar a nos unir?
Cada momento nosso vive em gotas límpidas de céu que desaguaram e marcaram ondas de um mar que por nós deixou ser-se fim.
E eu fiquei no porto.
Tão jovem, tão frágil. Ao ver-te lentamente num longínguo horizonte sumir
Vi a mais fina esperança desfeita por meu interior de criança magoada... chorosa
Ainda resistindo, lutanto por acreditar que voltarias, que não seria o fim, o despedir
Mas após dias e mais dias seguidos que incessantemente se repetiam
Fiquei com a certeza ingrata e cruel de que tal feito não se repetiria
Tal intenso amor, sei, não voltará em minha vida
Com tal romance de contos de fadas e tal príncipe bem feitor
Descobri que afinal num romance não existe esse fim tão falado,
pois fica um lugar no peito dedicado a essa história, a esse mesmo facto consumado
e memória cravada no peito, cantando que sempre se repetirá, que voltará!
E agora, ao rever mais esta Primavera, ao ver mais um Verão desabrochar,
sei que muitos mais Verões passarão e eu ainda na melancolia da tua ausência viverei,
na mesma jovem lembrança
vivendo como se fosse eu única, mas não sendo mais do que uma mais, passarei.
Pois como pode o amor brotar da mesma forma mais do que uma vez?
Como pode o mar desfazer-se de igual forma sobre nós,
da forma que abençoou nossos corpos nus?
Como podem nossos sonhos se unirem para produzirem algo mais além que nosso próprio sono?
Como pode alguém reescrever no bater de nossos corações,
mais uma vida dedicada a detalhes do mais puro e intenso romance a ser vivido?
Como podem os mesmos sítios serem repetidos com a perfeição do mesmo aroma adocicado e com a mesma nota sustenida?
Como podemos ter aquela mesma curiosidade por diferenças que de tão iguais nos fariam um só?
Como poderíamos voltar a passear de mãos dadas cantando naquele tom baixinho,
que nos permitia fazer da vida francesas canções de eterna e calorosa paixão?
Saturday, March 31, 2012
Sobre liberdade
Hoje ao jantar com colegas no meu local de trabalho, fui mais uma vez confrontada com questões relativamente a minha opção alimentar de ser vegetariana.E durante o discurso da pessoa que me questionava percebi, como de costume, que por mais respostas que eu desse, e por mais convincentes que elas fossem aquela pessoa não levaria a sério nenhuma das minhas respostas.
Mas não é um discurso prol vegetarianismo que eu pretendo agora. Sinceramente nem sequer sinto-me minimamente interessada nisso.
Hoje foi a negação que me levou a escrever.
Foi novamente perceber a negação nos olhos e na mente de pessoas que questionam minhas opções éticas pessoais.
Foi perceber que toda aquela negação não foi uma negação àquilo que eu dizia, mas uma negação a confiança em nossa própria liberdade enquanto indivíduos. Negação a força e existência da nossa liberdade diária de escolher o que de facto é melhor para nós.
Com tristeza, percebo a extrema gravidade dessa contestação que agora surge em minha mente.
E com tristeza vejo o quão comum é entre tantas pessoas.
Não me considero superior a ninguém e muito menos considero as minhas opções alimentares superiores. Mas prezo acima de tudo a liberdade de pensar, agir, sonhar e mais que tudo de questionar de forma fundamentada nossa realidade. São as pessoas que mais se questionam que eu admiro.
Não me considero superior a ninguém e muito menos considero as minhas opções alimentares superiores. Mas prezo acima de tudo a liberdade de pensar, agir, sonhar e mais que tudo de questionar de forma fundamentada nossa realidade. São as pessoas que mais se questionam que eu admiro.
Durante o discurso que escutei tudo o que ouvia era uma total descrença no valor de nossas opções individuais. As nossas opções individuais podem parecer mínimas face ao encarar de tão infinito universo, mas face as nossas vidas são essenciais. O que nos define enquanto indivíduos? Será apenas a roupa que vestimos? O local onde trabalhamos? O carro que temos? Não será também as opções que tomamos? Ou mais do que isso, o que escolhemos fazer com a liberdade que nos resta após tomarmos conta de todas essas coisas? Isso não conta?
Porquê estão as pessoas actualmente tão indiferentes relativamente à sua liberdade?
Onde está a nossa auto-estima enquanto seres vivos?
A nossa consciência é provavelmente o que mais nos distingue relativamente aos outros animais, além do polegar opositor, coluna vertical, entre outras coisas. Por isso penso que o uso que fazemos da nossa consciência não pode de modo algum ser menosprezado, afinal de contas nos define antes de tudo como seres humanos.
Além disso, essa falta de respeito face a nossa liberdade, irá desaguar numa falta de aplicação do nosso senso crítico e nos põe a mercê das mais variadas técnicas de propaganda e estratégias de consumo, bem como outras estratégias políticas e económicas. Ora, todos temos de deixar de acreditar no pai natal não é verdade? Mas então porquê continuar a escrever cartas ao pai natal?
Não. Eu não escrevi este texto para defender minhas convicções. Escrevi este texto para mais que tudo por minha indignação por ver uma falta de convicções fundamentadas em outras pessoas e acções tomadas relativamente a essas mesmas convicções.
Quando não temos uma postura referente a vida somos facilmente manipulados por quem quer que seja, não somos mais donos de nossas escolhas, da qual a nossa vida ganha estrutura. E nesses casos, não há instituto académico ou hospital que nos valha já que não se trata apenas do conteúdo histórico/social/científico que sabemos mas também da simples capacidade de ponderar pontos de vista, criar soluções e novas ideias para questões diárias, enfim, raciocinar no mundo prático no qual integramos nossas vidas.
Ao nos percebermos que tal falha existe, é importante também referir a importância da tolerância que devemos ter com os outros.
Por que não podemos negar, que de facto somos seres do qual a sociabilidade é fundamental. E que é fundamental partilharmos nossas conclusões de vida com os outros. Por mais controverso que possa parecer, é fácil observar também entre muitas pessoas a escassez de conversas críticas, tolerantes e fundamentadas em relação a algum assunto contemporâneo, e espaços públicos dedicados apenas a esse efeito.
Frequentemente, quando se fala em questões controversas as pessoas fogem do assunto dizendo que não tem tempo para isso ou negam a ideia sem sequer pensarem sobre o assunto. Mas será que no meio da tão grande agitação citadina em que vivemos terão as pessoas perdido o tempo de serem livres?
Frequentemente, quando se fala em questões controversas as pessoas fogem do assunto dizendo que não tem tempo para isso ou negam a ideia sem sequer pensarem sobre o assunto. Mas será que no meio da tão grande agitação citadina em que vivemos terão as pessoas perdido o tempo de serem livres?
Thursday, March 29, 2012
Entardecer
Num suspiro, sobreviviNum buraco, plantei
Num chave, vasculhei
No nada, acendi
Na vida, mudei
No céu, viajei
Em pequenas asas, sonhei
E foi assim que, em ti, compreendi
Que já se faz tarde para sonhar apenas sem sequer colorir
E foi assim que, em ti, compreendi
Que já se faz tarde para sonhar apenas sem sequer colorir
Que já se faz tarde para pintar apenas o que não tem mais por onde descobrir
Que já se faz tarde para chorar apenas sem encontrar pernas que possam andar
Que já se faz tarde para aprender o que não nos torna capazes de amar
Que já se faz tarde para esquecer o valor do que insistentemente sempre se fez valer
Que já se faz tarde para viver ilusões, então que possamos digerir a verdade de uma vez
É que só devagarinho e aos bocadinhos não chegaria para colhermos da terra trigo
Mas talvez com esse devagarinho possamos devagarinho partilhar carinho
É que devagarinho e sozinho talvez não chegue para construir um ninho
Mas talvez devagarinho, sem desistir, possamos construir do sábio nosso interior
Se somos mais que cinzas, meu querido, se foi essa a verdade que mais que um sábio falou.
O que nos restará mais desse segredo senão criar mais do que já se criou?
É que saber que somos humanidade não nos faz mais que míseros mortais, porém manifestar o que sonhamos, certamente, dará sentido a nossos verdadeiros ideias.
Por isso,
Brotemos mais da vida ao plantar de nossas cinzas verdadeiro amor!
Colhamos mais da vida ao retirar de nosso coração o mínimo vestígio de rancor!
Pois o que valerá o tempo, meu querido, quando percebermos que somos nós tudo o que da vida nos restou?
Saturday, March 24, 2012
Amor de mulher
Suave na brisa do vento, vive a promessa de um eterno amor
Naquela flor que me deste, no teu suor de cansaço, de nossa insegurança, jaz a flor da temperança.
Naquela noite estrelada, no musicar das ondas do mar, que se refletem em cada grão de areia, fizeste-me acreditar que existe força necessária rumo a uma vitória sem perdedor.
No silêncio que naquela noite contemplamos, está o espectáculo de magia aos que param para o escutar, vive a realidade, esperando por nossas almas acalmar.
No pássaro que voa livremente no céu, vive o caminho, a busca que escolhemos traçar em nós antes mesmo de nascer.
No brilho suave de cada estrela , reflexo que encontro no brilho intenso do teu olhar, vive a certeza da existência de nosso laço cósmico celestial
Olhaste-me como criança amor, no teu olhar vi tua centelha divina.
E absorvi e me dissolvi em teu ser naquele momento.
Foi assim que, nesse olhar, não vi mais tempo algum, nem mais esse mesmo momento
Vi-me mãe apenas, vi-me mãe do teu inteiro gesto, toda piedosa e bondosa em esplendoroso ser.
Senti-me mãe de nosso intenso querer e desquerer, prova viva de nossa inevitável juventude
E foi assim que eu te amei.
Amei o pai dedicado, aquele que acolhe os seus, mesmo quando apenas acolhendo todos os que são seus iguais
Amei o matématico incrédulo que sem eu querer entrou em minha vida sendo meu fazedor de ilusões e ideais.
Amei o incompreendido, o deslocado que escolhe o mundo como sua casa, aquele que não se despede jamais.
Amei o muleque da revolução, e até mesmo o que procura por confusão sem ter razão no que faz
Amei o sábio das artes do amor, assim como aquele que espera agindo por sua iluminação, crente no seu Deus interior
Amei o ingénuo escritor, como amei o platónico pintor, aquele que secretamente pinta os seus sonhos recusando ser apenas sonhador
São todos homens mais que homens
Reflexos da mais pura paixão divina que se despe em cada ser
E eu, se puder, serei também mulher mais que mulher,
serei rainha, eternamente musa involuntária de minha visão.
Foi nos teus olhos que eu contemplei o mundo,
Foi onde eu vi a razão para eu querer tanto nascer antes de ter nascido
Foi onde eu vi a razão para eu tanto querer crescer antes de ter crescido
Foi onde eu vi a cegueira em quem não quer ver o tempo passar por não se ter ainda resolvido
Nos teus olhos vi-me a lutar por mais justiça
E num momento a luta já não não era a minha, sendo mais que a minha,
a força juntou um mar, uma enchente de gente
Tal era incessante nosso fogo de paixão
Nos teus olhos vi ilusão, e a seguir vi minhas fantasias se espalharem pelo chão
E senti vergonha em constatar que me despias com apenas relances do teu olhar
Quando tudo o que eu tinha era o que eu te dava e parecia nunca chegar
Nos teus olhos vi a direcção que seguiria sozinha
Vi a direcção viva que uma Deusa pedia em mim para poder passar
Vi que tinha de ser muito minha se quizesse ser realmente tua
E enquanto isso senti que pouco a pouco, menos de mim ali estaria, temi
Naquela flor que me deste, no teu suor de cansaço, de nossa insegurança, jaz a flor da temperança.
Naquela noite estrelada, no musicar das ondas do mar, que se refletem em cada grão de areia, fizeste-me acreditar que existe força necessária rumo a uma vitória sem perdedor.
No silêncio que naquela noite contemplamos, está o espectáculo de magia aos que param para o escutar, vive a realidade, esperando por nossas almas acalmar.
No pássaro que voa livremente no céu, vive o caminho, a busca que escolhemos traçar em nós antes mesmo de nascer.
No brilho suave de cada estrela , reflexo que encontro no brilho intenso do teu olhar, vive a certeza da existência de nosso laço cósmico celestial
Olhaste-me como criança amor, no teu olhar vi tua centelha divina.
E absorvi e me dissolvi em teu ser naquele momento.
Foi assim que, nesse olhar, não vi mais tempo algum, nem mais esse mesmo momento
Vi-me mãe apenas, vi-me mãe do teu inteiro gesto, toda piedosa e bondosa em esplendoroso ser.
Senti-me mãe de nosso intenso querer e desquerer, prova viva de nossa inevitável juventude
E foi assim que eu te amei.
Amei o pai dedicado, aquele que acolhe os seus, mesmo quando apenas acolhendo todos os que são seus iguais
Amei o matématico incrédulo que sem eu querer entrou em minha vida sendo meu fazedor de ilusões e ideais.
Amei o incompreendido, o deslocado que escolhe o mundo como sua casa, aquele que não se despede jamais.
Amei o muleque da revolução, e até mesmo o que procura por confusão sem ter razão no que faz
Amei o sábio das artes do amor, assim como aquele que espera agindo por sua iluminação, crente no seu Deus interior
Amei o ingénuo escritor, como amei o platónico pintor, aquele que secretamente pinta os seus sonhos recusando ser apenas sonhador
São todos homens mais que homens
Reflexos da mais pura paixão divina que se despe em cada ser
E eu, se puder, serei também mulher mais que mulher,
serei rainha, eternamente musa involuntária de minha visão.
Foi nos teus olhos que eu contemplei o mundo,
Foi onde eu vi a razão para eu querer tanto nascer antes de ter nascido
Foi onde eu vi a razão para eu tanto querer crescer antes de ter crescido
Foi onde eu vi a cegueira em quem não quer ver o tempo passar por não se ter ainda resolvido
Nos teus olhos vi-me a lutar por mais justiça
E num momento a luta já não não era a minha, sendo mais que a minha,
a força juntou um mar, uma enchente de gente
Tal era incessante nosso fogo de paixão
Nos teus olhos vi ilusão, e a seguir vi minhas fantasias se espalharem pelo chão
E senti vergonha em constatar que me despias com apenas relances do teu olhar
Quando tudo o que eu tinha era o que eu te dava e parecia nunca chegar
Nos teus olhos vi a direcção que seguiria sozinha
Vi a direcção viva que uma Deusa pedia em mim para poder passar
Vi que tinha de ser muito minha se quizesse ser realmente tua
E enquanto isso senti que pouco a pouco, menos de mim ali estaria, temi
Um dia vi, que já não era eu que ali se encontrava, que eu já havia morrido por meus sonhos não concretizados há já algum tempo atrás
Agora era algo mais do que eu que ali se erguia, era algo além de mim que em mim lutava por respirar
E assim, a partir de mais outra visão ainda retornei a ver-me dessa vez no chão caída, apenas como a mais frágil menina que um homem desesperadamente clama a Deus por salvar.
Friday, March 23, 2012
Divulgação de vídeos anti-alienação

Caros amigos,
A seguir podem encontrar vídeos que reuni para partilhar a verdade pura e dura do mundo que vivemos hoje.
O meu único objectivo nessa partilha é fomentar uma maior consciência do ser e o maior conhecimento do nosso papel enquanto seres humanos.
Tudo o que desejo é que desenvolvamos o nosso senso crítico relativamente a pobre informação que nos oferecem hoje em dia como se valesse muito, mais que é tão oca de valor como uma migalha de pão seco.
Os meios que partilho são para desenvolvermos o nosso raciocínio, pensando livremente sem rótulos e etiquetas.
Meios que eu própria utilizo para enriquecer-me diariamente.
Espero urgentemente viver o agora, cada segundo de vida como se fosse um último segundo de consciência que resiste em não passar.
Neste momento, ouço ventos fortes clamarem por uma mudança social urgente, mudança essa que provirá de nossa própria mudança pessoal, esta sim, o nosso primeiro grande passo. São tempos de contestação, de procura por alternativas que nada tem de novas ou populares mas que apenas são vestígios de um passado que tanto nos tentaram fazer esquecer mas não conseguiram!
O que mais peço e anseio ver no mundo que nos cerca é um verdadeiro amor; que possamos amar loucamente e perdidamente sem por fronteiras, sem empacotar ou carimbar o que nem sequer devíamos procurar entender.
Vivendo assim, tenho a certeza que deixaríamos mais espaço ao que realmente devemos procurar entender e ao que realmente deve ser entendido e tanta gente esquece ou evita ver: a nossa própria verdade, o nosso fim.
Em minha busca encontrei-me por momentos exausta de procurar instruir apenas a mim mesma, tão exausta que hoje vejo o quão incompleta estaria se não pudesse partilhar a informação que posso convosco. Com mais alguém.
Espero que aproveitem, caros amigos, estes vídeos e estas palavras para absorverem um pouco mais de realidade e magia em vossas vidas.
Vamos olhar para o que existe de realmente importante na vida.
O que é, eu não pretendo dizer, pois não sinto que caiba a mim nem a ninguém guiar nossas consciências rumo a verdade, senão nossa própria consciência interior.
O meu pedido:
Que acabe a ganância pelo conhecimento.
Que se dissolva nossa indolência face a realidade.
Que nossa maior luta nessa vida seja por adquirir um profundo desejo de assumir responsabilidade sobre nossas vidas e sobre nossa felicidade.
Com carinho,
Luna
http://youtu.be/pqryjyNc6eU
http://www.youtube.com/watch?v=MipldiYbwRw
http://youtu.be/BAk_Ws8d68c
http://youtu.be/ZzJaoQMdkD4
http://youtu.be/26BpgXZvFsU
http://www.youtube.com/watch?v=499Ty_JU2bo&list=FLEJk2sLpBvAgCmWNdjEp20A&index=3&feature=plpp_video
http://www.youtube.com/watch?v=12VkA0Ynuf8&list=FLEJk2sLpBvAgCmWNdjEp20A&index=64&feature=plpp_video
http://www.youtube.com/watch?v=ZndYVCzZAwA&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=gOOO73YFfVU
http://youtu.be/abCeDKCLDC4
http://www.youtube.com/watch?v=RxNalBAKzTw
http://www.youtube.com/watch?v=Qlvb7J0XF7A&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=9lYNqlfULe8&feature=related
Monday, March 19, 2012
Suspiros de borboleta
De minha experiência retiro ideias, questões a fazer, mais para comprovar
De tudo o que leio perco nomes, perco frases de narrações, apenas as ideias ficam como fundações de instantânea filosofia.
De sentimentos surgem pensamentos que vagueiam e passam, ficando as ideias comparadas do que passou ou poderá passar
E lentamente, quando este fino véu se desvanece...
Ideias lúcidas são sucessivamente desconstruídas em minha mente, tal processo digestivo de letras e pontos de acentuação.
Gradualmente parto numa viagem,de querer esse senso bem mais abrangente, subtilmente mais crítico, místico ou elevado.
É que torna-se incrível ver e absorver vários ângulos de pura vida.
Ler um livro, ver a metafísica subjacente. Relê-lo, centrando agora em detalhes finais.
Viver, num musicar do fraseado de uma eterna história que ficou por contar ou ser dita em silenciosos pequenos e rituais.
Vou agora rever tudo o que li, desfazer tudo o que pensei, meticular a mente.
Vou refinar o que já sonhei e até o que já tinha esquecido.
Só para ver, ver a mais, ver mais intensamente....
Ver o detalhe de tudo o que há de minúsculo, do que ligeiramente vai passando e ninguém vê.
Observarei suspiros através de microscópios.
Verei e deixar-me-ei inspirar por restos de arco-íris, rastos delicados que uma borboleta deixou enquanto passava.
Diariamente, cheirarei a mais doce folha de uma árvore que secretamente nos escuta entre tantas outras árvores triviais.
Vou ouvir cada compasso de sinfonia inteiramente apaixonada,
Ser como quem lê cada frase de romance revivendo amorosas sensações enquanto anseia desesperadamente por tais momentos fatais.
De tudo o que leio perco nomes, perco frases de narrações, apenas as ideias ficam como fundações de instantânea filosofia.
De sentimentos surgem pensamentos que vagueiam e passam, ficando as ideias comparadas do que passou ou poderá passar
E lentamente, quando este fino véu se desvanece...
Ideias lúcidas são sucessivamente desconstruídas em minha mente, tal processo digestivo de letras e pontos de acentuação.
Gradualmente parto numa viagem,de querer esse senso bem mais abrangente, subtilmente mais crítico, místico ou elevado.
É que torna-se incrível ver e absorver vários ângulos de pura vida.
Ler um livro, ver a metafísica subjacente. Relê-lo, centrando agora em detalhes finais.
Viver, num musicar do fraseado de uma eterna história que ficou por contar ou ser dita em silenciosos pequenos e rituais.
Vou agora rever tudo o que li, desfazer tudo o que pensei, meticular a mente.
Vou refinar o que já sonhei e até o que já tinha esquecido.
Só para ver, ver a mais, ver mais intensamente....
Ver o detalhe de tudo o que há de minúsculo, do que ligeiramente vai passando e ninguém vê.
Observarei suspiros através de microscópios.
Verei e deixar-me-ei inspirar por restos de arco-íris, rastos delicados que uma borboleta deixou enquanto passava.
Diariamente, cheirarei a mais doce folha de uma árvore que secretamente nos escuta entre tantas outras árvores triviais.
Vou ouvir cada compasso de sinfonia inteiramente apaixonada,
Ser como quem lê cada frase de romance revivendo amorosas sensações enquanto anseia desesperadamente por tais momentos fatais.
Wednesday, March 14, 2012
Camaleões do amor
Temos monstros no interior
Monstros de dor passada que insistentemente deseja ser revivida
Monstros de alegria que querem sugar insistentemente qualquer vestígio de alegre nostalgia
São monstros que não esperam
Que dizem em nosso ouvido como devemos ser, ou como devíamos ter sido
Monstros que insistem em nos querer controlar e nos tornam apenas camaleões do momento.
A minha mente diz que eu quero-te aqui, agora!
Mas não! Não te quero fisicamente em meu peito, quero sim, a sensação permanecida e segura em mim de que estarás sempre aqui a meu lado.
Quero algo que não me podes dizer senão apenas eu em meus devaneios interiores posso encontrar e transmutar em verdadeiro amor, mais puro amor para te dar
E te darei!
Come a maça do lindo jardim, meu bem amado, te oferecerei desse nosso amor, e te levarei dessa vez de volta ao paraíso.
Fecha os olhos, e ouve com atenção: vou te contar um segredo.
Somos almas ansiosas da verdade, como crianças intuímos que essa verdade é a essência pura do que nos vão contando ao ouvido.
E por isso, como um beija-flor, retiramos a pureza que é cada preciosa gota de essência que alguém nos contou.
Pacientemente, vamos colecionando peças que nos permitem construir algo dessa verdadeira versão do mundo.
Amor, transmutarei toda posse em amor por ti, e nessa espera te darei todo o tempo.
Eu sei que a pouco e pouco saberemos, como camaleões, camuflarmo-nos entre nações e assim, sem julgamentos, ver a beleza que existe em tudo, que se reflecte sobre toda a dor também.
És forte, és sincero, com firmeza, és herói, foi num dia de sol que eu vi um deus em ti.
E em nosso íntimo somos iguais, estamos cansados de não vermos concretizados os sonhos que há tanto tempo nos tem contado.
Mas juntos com tão grande força do amor, não desistiremos pois somos o propósito do mundo, crianças assustadas e tocadas por angelicais asas de sabedoria ancestral.
Arrepio-me ao ver como me completas, e como cada dia estamos mais próximos de nossa redenção.
Nesse dia entregaremos armas, nossas vestes, nosso pão, nossas convicções, nossa dor, nossa fé, até vermos algo de verdadeiramente real.
Partindo rumo a uma viagem longe desse mundo imaginário onde um dia suspeitamos nascer.
Aqui fomos desaguar apenas, e quando cansados sentimo-nos por vezes morrer aqui, mas não creias nisso querido, não é essa a verdade, nunca estaremos no lugar errado, foi aqui e agora que te conheci!
São cidades. Nos querem fazer crer que não existe solução, que não existe luz que faça frente a tanta escuridão.
Eu vim para te dizer que se aqui estamos é porque somos nós a esperança, parte dessa subtil chama que intensamente clareia esse mundo.
Eu vi amor, eu tenho a visão, pois a semente do amor brota em meu coração.
Brotou no dia que eu te vi, e permaneci assim desde então.
Monstros de dor passada que insistentemente deseja ser revivida
Monstros de alegria que querem sugar insistentemente qualquer vestígio de alegre nostalgia
São monstros que não esperam
Que dizem em nosso ouvido como devemos ser, ou como devíamos ter sido
Monstros que insistem em nos querer controlar e nos tornam apenas camaleões do momento.
A minha mente diz que eu quero-te aqui, agora!
Mas não! Não te quero fisicamente em meu peito, quero sim, a sensação permanecida e segura em mim de que estarás sempre aqui a meu lado.
Quero algo que não me podes dizer senão apenas eu em meus devaneios interiores posso encontrar e transmutar em verdadeiro amor, mais puro amor para te dar
E te darei!
Come a maça do lindo jardim, meu bem amado, te oferecerei desse nosso amor, e te levarei dessa vez de volta ao paraíso.
Fecha os olhos, e ouve com atenção: vou te contar um segredo.
Somos almas ansiosas da verdade, como crianças intuímos que essa verdade é a essência pura do que nos vão contando ao ouvido.
E por isso, como um beija-flor, retiramos a pureza que é cada preciosa gota de essência que alguém nos contou.
Pacientemente, vamos colecionando peças que nos permitem construir algo dessa verdadeira versão do mundo.
Amor, transmutarei toda posse em amor por ti, e nessa espera te darei todo o tempo.
Eu sei que a pouco e pouco saberemos, como camaleões, camuflarmo-nos entre nações e assim, sem julgamentos, ver a beleza que existe em tudo, que se reflecte sobre toda a dor também.
És forte, és sincero, com firmeza, és herói, foi num dia de sol que eu vi um deus em ti.
E em nosso íntimo somos iguais, estamos cansados de não vermos concretizados os sonhos que há tanto tempo nos tem contado.
Mas juntos com tão grande força do amor, não desistiremos pois somos o propósito do mundo, crianças assustadas e tocadas por angelicais asas de sabedoria ancestral.
Arrepio-me ao ver como me completas, e como cada dia estamos mais próximos de nossa redenção.
Nesse dia entregaremos armas, nossas vestes, nosso pão, nossas convicções, nossa dor, nossa fé, até vermos algo de verdadeiramente real.
Partindo rumo a uma viagem longe desse mundo imaginário onde um dia suspeitamos nascer.
Aqui fomos desaguar apenas, e quando cansados sentimo-nos por vezes morrer aqui, mas não creias nisso querido, não é essa a verdade, nunca estaremos no lugar errado, foi aqui e agora que te conheci!
São cidades. Nos querem fazer crer que não existe solução, que não existe luz que faça frente a tanta escuridão.
Eu vim para te dizer que se aqui estamos é porque somos nós a esperança, parte dessa subtil chama que intensamente clareia esse mundo.
Eu vi amor, eu tenho a visão, pois a semente do amor brota em meu coração.
Brotou no dia que eu te vi, e permaneci assim desde então.
Thursday, March 01, 2012
Sensação
Na mais profunda consciência
Eu contrario tudo o que eu queria
Sem querer não faço o que devia para poder ter-te só a ti.
Porque obriga-me a vida a amar ao todo e todos igualmente?
Em que caminho me perdi?
E em que sonho te encontrei?
E porque que agora se mantém esta dissintonia?
Com períodos que vem e períodos que vão
A vida pede-me que entregue mais de mim
que desapegue mais e mais do ter, iluminando o ser
Porque sou eu quem não pode ousar amar apenas um alguém?
É a dor do conhecimento ao permitir que portas se abram sendo que nunca mais fechadas estarão
Mesmo quando tudo o que se deseja é simples satisfação
Como se já nada bastasse, na dúvida: preenchemos, na procura: contemplamos,
mas já nada chega, já nada que temos, nada menos do que pura e autêntica perfeição.
Quando se levanta o véu de onde antes se via escuridão,
doidas ficam as almas, agora permanentemente insaciadas ao ver o dia como apenas mais um dia seguido de outro só.
Eu percebi amor, não quero mais viver da espectativa de ti, mas apenas do divino que em ti se reflecte.
E ainda assim, sou apenas aprendiz ao viver nessa natureza semi-divina que ora quer apenas a ti, ora espera o momento de poder desintegrar-se em ondas de amor sem fim.
Nosso desejo aumenta mais com a crescente compreenção de que na essência de tal desejo apaixonado figura o mais puro desejo de comunhão com o TODO, com mais além do que o nosso íntimo alguém.
Tal é a percepção da maravilha que é a vida ao transpirar em ti, que fico assim nessa constante paixão, nesse sonho espiritual de inigualável nitidez.
E choro grata a vida por ter tal benção de através de ti poder ver.
Em ti, está a vontade de sacrificar minha vida num altar,
de grande que é esse querer, vem a vontade de não mais estar assim uma só parte perdida nessas brumas de ilusões, nessas ridículas realidades que tão pouco tem de reais.
Tu és essa vontade que eu tenho de merecer cheirar tal divino ser que em ti se despe.
Quero dissolver-me em teu corpo, e finalmente estar eternamente completa em puro amor.
Eu contrario tudo o que eu queria
Sem querer não faço o que devia para poder ter-te só a ti.
Porque obriga-me a vida a amar ao todo e todos igualmente?
Em que caminho me perdi?
E em que sonho te encontrei?
E porque que agora se mantém esta dissintonia?
Com períodos que vem e períodos que vão
A vida pede-me que entregue mais de mim
que desapegue mais e mais do ter, iluminando o ser
Porque sou eu quem não pode ousar amar apenas um alguém?
É a dor do conhecimento ao permitir que portas se abram sendo que nunca mais fechadas estarão
Mesmo quando tudo o que se deseja é simples satisfação
Como se já nada bastasse, na dúvida: preenchemos, na procura: contemplamos,
mas já nada chega, já nada que temos, nada menos do que pura e autêntica perfeição.
Quando se levanta o véu de onde antes se via escuridão,
doidas ficam as almas, agora permanentemente insaciadas ao ver o dia como apenas mais um dia seguido de outro só.
Eu percebi amor, não quero mais viver da espectativa de ti, mas apenas do divino que em ti se reflecte.
E ainda assim, sou apenas aprendiz ao viver nessa natureza semi-divina que ora quer apenas a ti, ora espera o momento de poder desintegrar-se em ondas de amor sem fim.
Nosso desejo aumenta mais com a crescente compreenção de que na essência de tal desejo apaixonado figura o mais puro desejo de comunhão com o TODO, com mais além do que o nosso íntimo alguém.
Tal é a percepção da maravilha que é a vida ao transpirar em ti, que fico assim nessa constante paixão, nesse sonho espiritual de inigualável nitidez.
E choro grata a vida por ter tal benção de através de ti poder ver.
Em ti, está a vontade de sacrificar minha vida num altar,
de grande que é esse querer, vem a vontade de não mais estar assim uma só parte perdida nessas brumas de ilusões, nessas ridículas realidades que tão pouco tem de reais.
Tu és essa vontade que eu tenho de merecer cheirar tal divino ser que em ti se despe.
Quero dissolver-me em teu corpo, e finalmente estar eternamente completa em puro amor.
Sunday, February 26, 2012
Assombraste-me, lindo escritor
Com esse teu dom da oratória
Intrigaste-me, agusaste minha curiosidade
Eu estava apenas tranquila em minha própria vida
Em minha busca interior, já de si cheia de ruas, becos e nuances de emoções que ora cessam ora retornam em turbilhão
Por momentos, minha curiosidade estava apenas em ti,
É que, sabes, jovem sábio, és delicado,
e ao mesmo tempo jovem homem educado
E como um mensageiro de tal amor platónico trouxeste-me poesia, apenas isso
Sedenta de mais poemas, não tive escolha senão ir ao teu encontro
Ao fim de um longa viagem lá te encontrei,não em aparência apenas
mas em pura essência e simplicidade instrinsecamente juvenil
Meio que desajeitados com a fluidez de tal encontro inesperado
Brincamos com nossas descobertas, com pequenos e profundos medos ultrapassados,
Testemunhando ao findar daquela tarde a mais pura energia do por do sol.
Foi naquele instante que senti que sozinha não estaria, nunca mais.
Pois foi com outra alma poeta que o por do sol naquele dia me presenteou
Querido, se algo te pudesse dizer agora, era que essa tua doçura me cativa e nessa tua pureza me contemplo.
Jovem poeta assumido, digo-te, nunca se chega atrasado na vida,
sei que ainda estamos a tempo de com pétalas cobrir as feridas desse mundo que insiste em ser cruel
Brincando juntos de palavras e sonhos não concretizados, juntos, mostraremos ao mundo, que trancado em jovens momentos está a essência de momentos antigos que por mais que o tempo passe se recusam a ficar calados.
Daremos nome ao gesto; nós, guardiões de transcendentes e puros sentimentos do passado.
Sunday, February 19, 2012
Comer cru está a revolucionar a minha vida!
100% low fat raw vegan diet
Provavelmente a melhor dieta(life style) de sempre, que nutre-nos fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. Tenho estado a obter resultados fascinantes, sinto que ainda é cedo para falar neles mas brevemente relatarei a minha própria experiência. :)
Saiba mais por SI MESMO!
Friday, January 13, 2012
Renascido por arte
Palavrear é criar
O criar momentos, sons, memorias, sentimentos, sensações, emoções
É no criar que respiramos
E em cada momento de silencio nos replicamos
É nesses momentos de silencio que entrego meu ser a criação
Pondo-me nua diante da mais pura libertação
Uma tal necessidade de morte que a vida me presenteia
Alívio das dores, como doce e kármica redenção
Háverá tempo para tanto que me falta criar?
Para tanto que quero dar? Para redoar mais desse ser?
Amo-te, mas recuso-me, não quero mais sonhar-te outra vez
Quero contentar-me com o bom que já tenho e com a magia do que existe de natural.
Liberta-me deixa me ser eu só mais dessa vez
Vai te oh pensamento ingrato de tortura sentimental, isola-te e transmuta-te
E não esperes nenhum sinal de uma vida que morreu a nascença e que não volta mais
Como um sonho de romance adolescente que a magoa destruiu, farei dessa mágoa mais que dor
Escrever-te-ei ate refazer-te em minha vida, mesmo que mil esboços não bastem
Te darei mais vida em cada esboço com a minha arte
E o mar, saberá dar a voz que falta a minha humilde criação
E ouvirei, se precisar, os céus para saber dar-te os retoques finais
Se arte é vida então serás vida ao estares assim recriado ao meu lado
Desta vez sem qualquer rompimento e sem um amargo fim
Por mais que o tempo passe desta vez estarás aqui comigo
E um dia, hás-de ser arte eterna escrita, dita e a percorrer a vida em mim
Como presente e graça que o universo dá, a quem sofre de amor como eu sofri
O criar momentos, sons, memorias, sentimentos, sensações, emoções
É no criar que respiramos
E em cada momento de silencio nos replicamos
É nesses momentos de silencio que entrego meu ser a criação
Pondo-me nua diante da mais pura libertação
Uma tal necessidade de morte que a vida me presenteia
Alívio das dores, como doce e kármica redenção
Háverá tempo para tanto que me falta criar?
Para tanto que quero dar? Para redoar mais desse ser?
Amo-te, mas recuso-me, não quero mais sonhar-te outra vez
Quero contentar-me com o bom que já tenho e com a magia do que existe de natural.
Liberta-me deixa me ser eu só mais dessa vez
Vai te oh pensamento ingrato de tortura sentimental, isola-te e transmuta-te
E não esperes nenhum sinal de uma vida que morreu a nascença e que não volta mais
Como um sonho de romance adolescente que a magoa destruiu, farei dessa mágoa mais que dor
Escrever-te-ei ate refazer-te em minha vida, mesmo que mil esboços não bastem
Te darei mais vida em cada esboço com a minha arte
E o mar, saberá dar a voz que falta a minha humilde criação
E ouvirei, se precisar, os céus para saber dar-te os retoques finais
Se arte é vida então serás vida ao estares assim recriado ao meu lado
Desta vez sem qualquer rompimento e sem um amargo fim
Por mais que o tempo passe desta vez estarás aqui comigo
E um dia, hás-de ser arte eterna escrita, dita e a percorrer a vida em mim
Como presente e graça que o universo dá, a quem sofre de amor como eu sofri
Lágrimas
Suja não quero estar, nem suja de pensar
Nem suja de sentir,
Nem suja do medo de corromper
Nem suja de cheiros e aromas estranhos
Nem suja de rancor
Nem suja de desejos perdidos em fugas e devaneios
E nem suja de sentimentos dum passado que não volta mais
Rezo, peço, tento, lutamos para preservar alguma pureza de dentro
E não deixarmos vontades exteriores corromperem o nosso ser
Nem mesmo a dúvida pode permitir que o medo de voltar a falhar me invada,
nem o medo de perder o que nunca de facto esteve lá
Transpiramos arte, vida, amor
Por vezes inspiramos dor e docemente sentimos as lágrimas que nos vão escorrendo pelo rosto
Vemos lá fora miséria, tragédia, desespero e desilusões destiladas em doentio prazer
Jamais se esquece, nada me fará esquecer o que importa, a partilha, o conhecimento, a persistência no que se faz por amor.
Ainda assim sinto carinho na tua essência, e uma grande falta na tua ausência.
Vejo brilho em nossos olhos tão ansiosos por ver maravilhas, somos vívidas almas alimentadas por jovem esperança, como flores espelhadas ao céu.
Vivemos do futuro, do sonho com um futuro bom. Permanece-nos essa centelha que queima ao criar, que jaz em mistério existencial.
Hoje sei, vi no teu olhar, no teu lamentar que não nascemos para descobrir o amor, nascemos sim para partilhar o amor que possuímos com o mundo.
Como crianças ao questionar tudo, agora percebemos que a pureza nos levou a essa nossa profunda relação com tudo.
Anseio agora partir a caminho de realizar um melhor futuro, que seja em homenagem a criança que em nós pede passagem ou pelas que já estão a caminho de chegar.
Ansiosos, sabemos que o mundo lembrará um dia do último dia que sonhou, do dia que nasceu em amor
E saberá, finalmente, que sendo apenas um com tudo, pode limpar de uma vez por todas as lágrimas humanas e não humanas de dor.
Nem suja de sentir,
Nem suja do medo de corromper
Nem suja de cheiros e aromas estranhos
Nem suja de rancor
Nem suja de desejos perdidos em fugas e devaneios
E nem suja de sentimentos dum passado que não volta mais
Rezo, peço, tento, lutamos para preservar alguma pureza de dentro
E não deixarmos vontades exteriores corromperem o nosso ser
Nem mesmo a dúvida pode permitir que o medo de voltar a falhar me invada,
nem o medo de perder o que nunca de facto esteve lá
Transpiramos arte, vida, amor
Por vezes inspiramos dor e docemente sentimos as lágrimas que nos vão escorrendo pelo rosto
Vemos lá fora miséria, tragédia, desespero e desilusões destiladas em doentio prazer
Jamais se esquece, nada me fará esquecer o que importa, a partilha, o conhecimento, a persistência no que se faz por amor.
Ainda assim sinto carinho na tua essência, e uma grande falta na tua ausência.
Vejo brilho em nossos olhos tão ansiosos por ver maravilhas, somos vívidas almas alimentadas por jovem esperança, como flores espelhadas ao céu.
Vivemos do futuro, do sonho com um futuro bom. Permanece-nos essa centelha que queima ao criar, que jaz em mistério existencial.
Hoje sei, vi no teu olhar, no teu lamentar que não nascemos para descobrir o amor, nascemos sim para partilhar o amor que possuímos com o mundo.
Como crianças ao questionar tudo, agora percebemos que a pureza nos levou a essa nossa profunda relação com tudo.
Anseio agora partir a caminho de realizar um melhor futuro, que seja em homenagem a criança que em nós pede passagem ou pelas que já estão a caminho de chegar.
Ansiosos, sabemos que o mundo lembrará um dia do último dia que sonhou, do dia que nasceu em amor
E saberá, finalmente, que sendo apenas um com tudo, pode limpar de uma vez por todas as lágrimas humanas e não humanas de dor.
Saturday, December 31, 2011
dúvidas
Serei um dia capaz de amar?
Verdadeiramente amar?
E não ter mais de esperar, de procurar…
É que na verdade não sei bem o que procuro
Nem quando ao certo comecei essa incessante busca
Estarei em busca do criar? Do sentir?
A dúvida que me persegue: seremos ainda capazes de criar verdadeiramente?
Nesse turbilhão de um tudo que podemos comprar, de um tudo onde permitimos fingir acreditar viver e de tanto tudo tão desnecessário ainda por cima
Serei alguma vez capaz de amar ou terei amado realmente?
Se tudo o que permanece da minha mais forte lembrança de amor, é o querer possuí-lo num fogo sem fim.
Se tudo quero, tudo o que a minha sede desperta, estando constantemente sedenta de curioso saber.
Uma ânsia de conhecer que consome o meu ser, uma culpa por não saber tudo o que ainda não conheço.
Gastamos tanto tempo a dormir, gastamos tanto de nós com o mais vil prazer
Quando podíamos estar a saciar essa sede, do saber não sei bem o que, vindo apenas do que do momento ou de lembrança e sabores a passado perdido.
O lugar que escrevo vai sempre dar ao mesmo, estou entre pessoas que passam sem saber onde ir primeiro, ou tão certas de onde vão que se tornam indiferentes a vida que delas se despede.
Pessoas que se repugnam entre si, que se repugnam a si mesmas, pessoas que só de pessoas um enigma são de si.
A brisa do costume é tão calma, mas pouco calma é essa minha familiar sensação de angústia, de culpar.
Culpo negar, culpo não estar noutro lugar,
Sinto que escorre cada minuto onde perco pelo meu corpo, cada minuto onde podia estar a viver outra vida noutro lado qualquer, melhor ou pior sem importar muito tudo aceitando apenas o aprendizado acrescentado.
Viver apenas, poder ser mil vidas ao mesmo tempo, mil vidas de uma vez, ser tanto ao mesmo tempo e quem sabe poder gerar de mim, muito ou pouco de algum puro valor, tão raro por aqui.
Espero e procuro alguma esperança de acreditar que a pura criação ainda existe, mesmo onde somos confrontados com tanta mentira que se quer fazer verdade, com tanta distorção, escolhendo estar tão longes de alguma verdade puramente nossa.
No que desejamos todos somos iguais, quer-se paz, quer-se saciar o desconhecido interior, porém é no que sonhamos que admitimos a nós mesmos o que daria mais puro sentido a nossas vidas. Mas surge o medo se por ventura resolvemos contar isso a alguém.
Por cada saciedade encontro-me em censura e sem querer encerro-me em mais uma procura, encontrando mais um passo que dá encontro com ainda mais breu no caminho.
A vida obriga-nos ao despegar da dor e ao despegar do amor, um amor a que já nascemos apegados e mesmo quando percebemos tão ilusória que é toda a forma, acordamos como reles mortais obrigados a aceitar que existe o inevitável fim.
Mas até isso interrogo, existirá mesmo fim?
Verdadeiramente amar?
E não ter mais de esperar, de procurar…
É que na verdade não sei bem o que procuro
Nem quando ao certo comecei essa incessante busca
Estarei em busca do criar? Do sentir?
A dúvida que me persegue: seremos ainda capazes de criar verdadeiramente?
Nesse turbilhão de um tudo que podemos comprar, de um tudo onde permitimos fingir acreditar viver e de tanto tudo tão desnecessário ainda por cima
Serei alguma vez capaz de amar ou terei amado realmente?
Se tudo o que permanece da minha mais forte lembrança de amor, é o querer possuí-lo num fogo sem fim.
Se tudo quero, tudo o que a minha sede desperta, estando constantemente sedenta de curioso saber.
Uma ânsia de conhecer que consome o meu ser, uma culpa por não saber tudo o que ainda não conheço.
Gastamos tanto tempo a dormir, gastamos tanto de nós com o mais vil prazer
Quando podíamos estar a saciar essa sede, do saber não sei bem o que, vindo apenas do que do momento ou de lembrança e sabores a passado perdido.
O lugar que escrevo vai sempre dar ao mesmo, estou entre pessoas que passam sem saber onde ir primeiro, ou tão certas de onde vão que se tornam indiferentes a vida que delas se despede.
Pessoas que se repugnam entre si, que se repugnam a si mesmas, pessoas que só de pessoas um enigma são de si.
A brisa do costume é tão calma, mas pouco calma é essa minha familiar sensação de angústia, de culpar.
Culpo negar, culpo não estar noutro lugar,
Sinto que escorre cada minuto onde perco pelo meu corpo, cada minuto onde podia estar a viver outra vida noutro lado qualquer, melhor ou pior sem importar muito tudo aceitando apenas o aprendizado acrescentado.
Viver apenas, poder ser mil vidas ao mesmo tempo, mil vidas de uma vez, ser tanto ao mesmo tempo e quem sabe poder gerar de mim, muito ou pouco de algum puro valor, tão raro por aqui.
Espero e procuro alguma esperança de acreditar que a pura criação ainda existe, mesmo onde somos confrontados com tanta mentira que se quer fazer verdade, com tanta distorção, escolhendo estar tão longes de alguma verdade puramente nossa.
No que desejamos todos somos iguais, quer-se paz, quer-se saciar o desconhecido interior, porém é no que sonhamos que admitimos a nós mesmos o que daria mais puro sentido a nossas vidas. Mas surge o medo se por ventura resolvemos contar isso a alguém.
Por cada saciedade encontro-me em censura e sem querer encerro-me em mais uma procura, encontrando mais um passo que dá encontro com ainda mais breu no caminho.
A vida obriga-nos ao despegar da dor e ao despegar do amor, um amor a que já nascemos apegados e mesmo quando percebemos tão ilusória que é toda a forma, acordamos como reles mortais obrigados a aceitar que existe o inevitável fim.
Mas até isso interrogo, existirá mesmo fim?
Monday, November 28, 2011
Se pudesse
Se pudesse, deixava todas as mágoas para trás como se deixa um objecto esquecido.
Se pudesse não rever o passado, vivia apenas a felicidade de um futuro promissor e apenas o presente da verdadeira essência de cada pessoa espalhada no infinito.
Se pudesse esconderia apenas num pequeno baú a imensidão de toda a essência e todo o carinho e amor que vivi durante cada passo de criança traquina que dei.
Mas surge e ressurge uma certa e dolorosa nostalgia.
Uma ânsia de recriar o que jamais foi de facto materializado.
Há sempre algo que fica por dizer, por sentir, por dar, algo que se vive sem poder ser contado.
E fica a inexistência de como transmitir esse sentimento engasgado no peito.
Surge o passado como um inimigo que luta contra o viver do nosso promissor futuro.
E assim,
O caminho vai se fazendo mais duro com o arrastar dessas lembranças de sentimentos, duras correntes do que se fica por sentir e de palavras que ficam por dizer.
Até quando carregaremos o mundo nas costas? E quando poderemos finalmente nos libertar?
É nessa esperança de transmutação que nasce uma flor de entre cinzas, cinzas que contam e recontam histórias de pura e vaidosa melancolia.
E é nessa flor que vive o nosso sorriso de criança, uma pureza que nunca cessa por mais carrasca que seja a vida ao dizer adeus a belos sonhos desacreditados.
Se pudesse não rever o passado, vivia apenas a felicidade de um futuro promissor e apenas o presente da verdadeira essência de cada pessoa espalhada no infinito.
Se pudesse esconderia apenas num pequeno baú a imensidão de toda a essência e todo o carinho e amor que vivi durante cada passo de criança traquina que dei.
Mas surge e ressurge uma certa e dolorosa nostalgia.
Uma ânsia de recriar o que jamais foi de facto materializado.
Há sempre algo que fica por dizer, por sentir, por dar, algo que se vive sem poder ser contado.
E fica a inexistência de como transmitir esse sentimento engasgado no peito.
Surge o passado como um inimigo que luta contra o viver do nosso promissor futuro.
E assim,
O caminho vai se fazendo mais duro com o arrastar dessas lembranças de sentimentos, duras correntes do que se fica por sentir e de palavras que ficam por dizer.
Até quando carregaremos o mundo nas costas? E quando poderemos finalmente nos libertar?
É nessa esperança de transmutação que nasce uma flor de entre cinzas, cinzas que contam e recontam histórias de pura e vaidosa melancolia.
E é nessa flor que vive o nosso sorriso de criança, uma pureza que nunca cessa por mais carrasca que seja a vida ao dizer adeus a belos sonhos desacreditados.
Tuesday, September 20, 2011
Minha literatura

Literatura,
Âncora,
que me segura face às flutuações dessa minha adolescência já tardia
Curiosidade,
que afoga e transcende minha noção de capacidade intelectual
que me segura face às flutuações dessa minha adolescência já tardia
Curiosidade,
que afoga e transcende minha noção de capacidade intelectual
Aventura,
que me surpreende face a um trilho que nunca antes sequer vislumbrei ou pensei visitar
Antídoto,
para uma receosa preocupação que conduz a uma passiva e dolorosa depressão
Muito vejo e sinto de um mundo que me custa a aceitar, talvez sendo isso o que me leve numa viagem rumo a uma persistente tristeza
Decepção com um mundo de pessoas que acabo por sem querer ter de observar
Acima de tudo, sinto-me solitária.
Solitária, mas não reprimida
Reprimida sim, sinto muita da minha geração entre outras tantas, maioriatiamente, assim
Tão cegas a toda essa boa literatura e cultura que nos presenteia sempre com tanto para dar
Como queria que amigos sentissem o que eu sinto por vezes ao ler um saboroso livro ou a ouvir uma multicolor canção jazz
Como queria simplemente não me importar de estar sempre sozinha na mais pura e mágica imaginação, perdida em todas essas imensas tonalidades de diferentes criações
No entanto, solitária sinto-me ao exprimir todos esses meus momentâneos e instantâneos contentamentos
Quase que sinto dificuldade em comunicar com outros jovens, não por falta do que dizer e sim por saber que pouco interesse teriam em me ouvir
Felizmente, raras excepções vou encontrando, e essas descobertas de pura magia sensorial acabam por propagar-se pouco a pouco ou sem querer
E assim, a mim própria, vejo.
Por outros, completo-me como se de mim fizesse um puzzle e o completasse peça a peça
Se pouco de mim posso dar, dou-me à escrita assim, periodicamente.
E da literatura,sempre que posso, faço refúgio,
um passo a passo que me leva rumo a mais pura libertação
um esquecimento de todo esse desamparo mal resolvido.
Tuesday, August 23, 2011
Melodia

Músicar, é flutuar em labirintos de doces sensações
É chegar ao inatingível com a força e bravura da luta que ainda não chegou ao fim
É amar como se nunca se tivesse imaginado o que seria o amor
É sonhar como se fosse possível sonhar com algo impossível de se ter imaginado ser possível existir
Música, é a beleza de todo o vazio que existe em todas as coisas celestiais ou apenas existente no mais profundo do ser
Música, é a beleza de todo o vazio que existe em todas as coisas celestiais ou apenas existente no mais profundo do ser
É cor que existe melodicamente encerrada a sete chaves que apenas os cegos de nascença e os loucos de própria vontate podem claramente observar
É história sem passado nem futuro, com apenas um eterno presente inspirado no além
É nascimento sem morte, e morte sem nascimento, uma cura profunda e as vezes um impulso para loucas desilusões
Fonte inesgotável de alma
Se alma existe que se possa ouvir
Fonte inesgotável de alma
Se alma existe que se possa ouvir
Fôlego de curta duração mas que enche numa eterna fascinação
Pinto e desenho formas geométricas em aquarelas de notas musicais
Pinto e desenho formas geométricas em aquarelas de notas musicais
Sinto colcheias e pausas em ritmos e sabores naturais
Viajo na liberdade rítmica e alternada do som como num mais puro transe do qual não quero voltar
Anseio cada tom e cada distonia não premeditada como uma agradável surpresa inesperada
A música, ao todo, somos tu e eu
A música, ao todo, somos tu e eu
Desabafo solitário
Estar sozinha é nunca estar verdadeiramente só
É provar que o invisível existe
É dar asas a imaginação
À criação, à esperança do que ocorrerá de bom ou à esperança da repetição do maravilhoso que outrora foi criado.
É provar que o invisível existe
É dar asas a imaginação
À criação, à esperança do que ocorrerá de bom ou à esperança da repetição do maravilhoso que outrora foi criado.
Quando estou sozinha sei que apenas a minha condição influenciará toda a corrente de sensações e acontecimentos que vão acontecendo um por um
Posso claramente vivenciar o místico e fantasmagórico ser que é a minha centelha de natureza.
E cada pequeno choque da minha existência com o exterior acaba por consistir, as vezes, num sinal que pode causar uma pequena mas vital mudança de rumo no futuro.
Posso claramente vivenciar o místico e fantasmagórico ser que é a minha centelha de natureza.
E cada pequeno choque da minha existência com o exterior acaba por consistir, as vezes, num sinal que pode causar uma pequena mas vital mudança de rumo no futuro.
Ver o quão milagrosos esses acontecimentos são faz tudo parecer incrivelmente mágico.
Até uma contigente frase de um livro ou a mais comum passagem de um eléctrico que desloca toda a memória de uma boa lembrança no passado podem influenciar um próximo passo a seguir.
Até uma contigente frase de um livro ou a mais comum passagem de um eléctrico que desloca toda a memória de uma boa lembrança no passado podem influenciar um próximo passo a seguir.
Estar sozinha define as fronteiras de quem sou ao permitir comparar imparcialmente o comportamento de outros tão distintos do meu próprio ser, que apenas tem em comum comigo o facto de terem as mesmas necessidades vitais mas que pouco ou nada parecem influir com a minha vida actual.
Somos apenas centelhas de sensações mas saberemos apreciar em cada momento tal magnitude?
De facto, então, o que nos move?
Serão escolhas que fazemos ou apenas coincidentes encontros que nos levarão rumo a um futuro diferente de outro qualquer?
Até que ponto seremos influenciados por um pequeno detalhe que nos indignou?
De facto, então, o que nos move?
Serão escolhas que fazemos ou apenas coincidentes encontros que nos levarão rumo a um futuro diferente de outro qualquer?
Até que ponto seremos influenciados por um pequeno detalhe que nos indignou?
Numa combinação de contingentes incidentes juntamente com uma aguda percepção que inconscientemente escolhe quais os incidentes serão mais importantes em detrimento de outros, existimos.
Nesta incrível confusão, aqui estamos, tão cegamente influenciados e tão imperceptivelmente poderosos por escolher pequenos detalhes aparentemente insignificantes.
Wednesday, August 17, 2011
Ao encontro do fascínio
Ao encontro do fascínio
Duro é estar em Lisboa
E ver-te em todo o lado
E ver-te em todo o lado
Em cada esquina te reencontro como te encontrei da primeira vez
Em cada passo te reconheço numa aparência familiar
Em cada passo te reconheço numa aparência familiar
Em cada rua te vejo passear com o mesmo olhar aéreo, intenso e profundo
Da mesma forma que me olhavas antes
Sinto-te na história da minha vida
Como um fascínio por um passado ancestral já escrito em antigos monumentos lisboetas
Como um fascínio por um passado ancestral já escrito em antigos monumentos lisboetas
Agora, és história viva em mim
Poesia visual prazerosa e sensual
Poesia visual prazerosa e sensual
Música que eu escuto, num chorar de melancólicas notas de solidão
Estás na minha revolta pessoal por não te ter entregue mais um pedacinho de mim
Fizeste-me questionar até o brilho das estrelas do céu, pois viste o fisicamente incorrecto no que já parecia alquimicamente tão certo
Tal está a tua presença tatuada e cravada em mim que nem o milagre dos séculos apagarão o amor que um dia se desabrochou
És poesia, história, um romance sem fim
Parte mais secreta, inabitada que existe em mim
Profunda fraqueza que com força escondo
Disfaçada num ilusório véu, de fragilidade infantil
És o meu desejo secreto de morrer para ser tudo o que nunca fui mergulhando numa eterna entrega rumo ao desconhecido
A nossa criação não teve manifesto porque recusou-se a ser
Pois dolorasamente renegaste todo um destino que já traçado estava
Sem dares a conhecer nem um motivo de tal final precipitado
Marcaste com pura ausência, cada lágrima numa eterna espera
Tuesday, August 17, 2010
Justiceira do Sol

Segui minha direcção.
Escolhi ser justa, fiel a condição de justiceira da sociedade
Persegui os trilhos naturais, escolhi amantes matinais e durante a noite era celestial.
Os meus ídolos foram revolucionários, filósofos, religiosos e místicos
mas por fim descobri todos mortos por não estarem completos em mim.
Senti o chão cair dos meus pés.
Senti o céu agarrar-se aos meus ombros.
E por fim pensei por minha insegurança.
Era incompreendida e incompreendida ainda sou.
Agora pela minha nova orientação.
Por agora seguir o Sol para encontrar segurança
Sinto me contrariada e julgada por estar a aprender a utilizar armas.
Jurei pela pátria mas sinto ter injuriado o meu juramento mundial.
Não importa o juramento primeiramente sou do universo, do céu, da lua, do mundo.
E mais tarde acordarei a minha justiça adormecida
e serei, desse dia em diante mais forte, e ainda, justiceira pela paz do mundo.
Tuesday, December 22, 2009
Desencontro
Onde foi que te perdi?
Foi entre os homens que encontrei?
Foi entre os passos inseguros que dei?
Foi entre os lugares que passei?
Onde estás? De face virada para mim?
De costas voltadas para não te tocar?
Ou será que chegaste sem avisar?
Estava feliz quando pensei teres voltado
Quando pensei ter encontrado aquele pedaço que perdi
Mas se duvidas do que eu sinto fica sabendo que se te perdi foi porque nunca de encontrei de verdade
Onde estás tu, oh minha alma!
Sinto-me só sem ti
O mar levou-te e deixou-me aqui com outra alma engasgada a espera de mim
E quem se enganou afinal?
Fui eu por permitir a tua ausência
Ou foste tu que te perdeste de mim?
Desencontramo-nos no dia que desconfiamos.
E agora ainda dizes que há vida sem ti!
Mas eu sou apenas uma criança
Não tenho nada a confessar e nada para dizer.
Só temo que tenha chegado infelizmente o nosso fim
Pois se não encontrar-me não sei como fazer
Como vou viver contigo sem mim?
Foi entre os homens que encontrei?
Foi entre os passos inseguros que dei?
Foi entre os lugares que passei?
Onde estás? De face virada para mim?
De costas voltadas para não te tocar?
Ou será que chegaste sem avisar?
Estava feliz quando pensei teres voltado
Quando pensei ter encontrado aquele pedaço que perdi
Mas se duvidas do que eu sinto fica sabendo que se te perdi foi porque nunca de encontrei de verdade
Onde estás tu, oh minha alma!
Sinto-me só sem ti
O mar levou-te e deixou-me aqui com outra alma engasgada a espera de mim
E quem se enganou afinal?
Fui eu por permitir a tua ausência
Ou foste tu que te perdeste de mim?
Desencontramo-nos no dia que desconfiamos.
E agora ainda dizes que há vida sem ti!
Mas eu sou apenas uma criança
Não tenho nada a confessar e nada para dizer.
Só temo que tenha chegado infelizmente o nosso fim
Pois se não encontrar-me não sei como fazer
Como vou viver contigo sem mim?
Friday, October 02, 2009
Estrelas do céu
Quem dera que aqueles momentos perdurassem
Momentos de paz, de alegria, de partilha, de comunhão natural
Quem dera que aqueles olhares perdurassem
Olhares de espíritos, de transcendência, de amizade
Quem dera eu fosse sempre alegre e feliz como sou
Ao aceitar que faço parte da Mãe
Sou viajante, viajante só
Troco o amor de um sítio só
Por uma nova descoberta de um lugar em que nunca se pensou estar
E as vezes correm lágrimas sem eu as poder parar
Por momentos de felicidade que vivi
Não sei bem onde nem com quem
São da lembrança que senti
Não sou de ninguém nem de lugar algum
Não sou esta insegurança que me afunda
Nem essa tristeza que me trai
Sou de mim
E só ao ver nascer o Sol
Renasço na esperança de poder escolher
um pedaço de momento em que possa ser
um pouco mais do que eu.
Mãe, não permitas que por me apegar a ti
Afaste-me de outros
Por que também alguns afastam-se de mim
Por não verem que estás aqui
Num olhar de criança
Nos pássaros
Nas árvores da rua
Ou numa brisa que arrepia
As estrelas do céu sei que são a minha família
Porque quando me sinto só olho-as e penso que numa dessas estrelas
está alguém como eu
E sem perder-me em etiquetas
Sem seguir espectros que consomem o vazio
Prefiro ver a beleza em tudo como vejo
Ao não confundir quem sou com o que tenho
Por ti, nunca deixarei de ser quem sou
Nem nesses momentos em que olho para as estrelas e deixo as lágrimas caírem
Por ti, nunca esquecerei quem o meu coração seguiu
Nem quando em cada passo me sentir desamparada
Enquanto as vozes do mar contam-me as histórias do seu nome
Eu pergunto as montanhas se o meu nome combina com o seu
Estás aqui, meu amor
Momentos de paz, de alegria, de partilha, de comunhão natural
Quem dera que aqueles olhares perdurassem
Olhares de espíritos, de transcendência, de amizade
Quem dera eu fosse sempre alegre e feliz como sou
Ao aceitar que faço parte da Mãe
Sou viajante, viajante só
Troco o amor de um sítio só
Por uma nova descoberta de um lugar em que nunca se pensou estar
E as vezes correm lágrimas sem eu as poder parar
Por momentos de felicidade que vivi
Não sei bem onde nem com quem
São da lembrança que senti
Não sou de ninguém nem de lugar algum
Não sou esta insegurança que me afunda
Nem essa tristeza que me trai
Sou de mim
E só ao ver nascer o Sol
Renasço na esperança de poder escolher
um pedaço de momento em que possa ser
um pouco mais do que eu.
Mãe, não permitas que por me apegar a ti
Afaste-me de outros
Por que também alguns afastam-se de mim
Por não verem que estás aqui
Num olhar de criança
Nos pássaros
Nas árvores da rua
Ou numa brisa que arrepia
As estrelas do céu sei que são a minha família
Porque quando me sinto só olho-as e penso que numa dessas estrelas
está alguém como eu
E sem perder-me em etiquetas
Sem seguir espectros que consomem o vazio
Prefiro ver a beleza em tudo como vejo
Ao não confundir quem sou com o que tenho
Por ti, nunca deixarei de ser quem sou
Nem nesses momentos em que olho para as estrelas e deixo as lágrimas caírem
Por ti, nunca esquecerei quem o meu coração seguiu
Nem quando em cada passo me sentir desamparada
Enquanto as vozes do mar contam-me as histórias do seu nome
Eu pergunto as montanhas se o meu nome combina com o seu
Estás aqui, meu amor
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