Palavras, acções, não são mais que senão actos.
Situações, pessoas, apenas verdades em suas manifestações.Lugares, papeis, pensamentos mais não são que meros padrões repetidos.
Vejo que somos um só nesse rio maior e as verdadeiras palavras do coração os lábios não as reconhecem.
Pois quando apenas as palavras vãs existem, só se despeja palavras sobre e cujo significado vívido se desconhece.
E são essas experiencias que nos levam a circunstâncias que lamentamos
termos escolhido, mas que na realidade foi um ser de nós mais complexo que o
nosso simples nós quem afinal as havia escolhido, sabiamente.
A realidade afinal, nunca esteve sob nossas rédeas.
E quem tem rédeas afinal perde-as sempre que percebe que as tem.
O que julgamos afinal era tudo o que de errado estava em nós, quando afinal vemos que tudo é o espírito que sustenta, vemos que quando nada que se pensava ter afinal se tem. E a única garantia na vida passa a ser, a garantia de que saber viver é confiar livremente, sacrificando o que se pensava já estar garantido.
E quanta força será necessária para fazer os outros
perceberem…
E é aí que eu vejo, que nada mais foi real em minha vida até
hoje nem eu, nem as situações, nem a minha vida, apenas tu, as sombras, as
almas que ao meu lado estavam e que por mim secretamente passavam.
Vejo apenas que o agora em si agrega tudo. Não vejo
distinção de sonho e realidade. Vejo que a realidade e o sonho são afinal a
mesma coisa, e acontecem no mesmo lugar. Vejo que não existe um pulsar linear,
existe apenas o estar, o ser, o amar.
Nem existe o que controlar, agora vejo que tudo o que
acontece é inevitável, apenas escolhemos o que mais nos custa a escolher, a
forma de ver o que mais nos vai acontecendo, a forma de reagirmos e apenas nisso
se faz o nosso viver.















