Wednesday, October 23, 2013
insaciar
Não sei se gosto de ti..
mas gosto do gosto do teu tipo. da tua imagem..
do teu jeito descrito
Não sei se te conheço a alma..
não sei sei te entendo ou se é a mim que vejo..
mas observo e é o teu tipo que gosto.
É do teu gosto que gosto é do teu sabor..
é da tua visão do mundo.
Uns vêem o mundo azul.
Outros vêem o mundo roxo.
Outros alternam como eu indecisos de suas adequadas capas..
mas tu.. gosto da tua sina que é só tua e de poucos mais..
do teu verde natural em tudo integral..
tão transparente de seres fraco por fora e branco por dentro, autêntico
e se eu te visse?
que desilusão, melhor seria se nunca te visse.
E se eu visse quem tu realmente és?
E se eu te visse e descobrisse que tu és tão colorido quanto eu?
E se eu visse que tu até és quase desumano ou até humano demais?
Acho melhor que não te veja
Melhor não ver como és na totalidade
Para manter essa pureza de sonhar sem ter saciedade e poder manter-me na beleza da espera
Porque se analiso, se vou ao âmago.. na verdade é o âmago de tudo que amo..
e não há realmente um objecto a amar.. só existe o desespero
o desespero insaciado de amar tudo
mas gosto do gosto do teu tipo. da tua imagem..
do teu jeito descrito
Não sei se te conheço a alma..
não sei sei te entendo ou se é a mim que vejo..
mas observo e é o teu tipo que gosto.
É do teu gosto que gosto é do teu sabor..
é da tua visão do mundo.
Uns vêem o mundo azul.
Outros vêem o mundo roxo.
Outros alternam como eu indecisos de suas adequadas capas..
mas tu.. gosto da tua sina que é só tua e de poucos mais..
do teu verde natural em tudo integral..
tão transparente de seres fraco por fora e branco por dentro, autêntico
e se eu te visse?
que desilusão, melhor seria se nunca te visse.
E se eu visse quem tu realmente és?
E se eu te visse e descobrisse que tu és tão colorido quanto eu?
E se eu visse que tu até és quase desumano ou até humano demais?
Acho melhor que não te veja
Melhor não ver como és na totalidade
Para manter essa pureza de sonhar sem ter saciedade e poder manter-me na beleza da espera
Porque se analiso, se vou ao âmago.. na verdade é o âmago de tudo que amo..
e não há realmente um objecto a amar.. só existe o desespero
o desespero insaciado de amar tudo
Thursday, October 17, 2013
homem com medo
oh homem tu tens medo de mim
por que me faço forte sem ser
por que eu me faço fraca quando tenho força
porque eu me desfaço quando me podia fazer
porque eu descalço-me quando tu calças um belo sapato
porque eu solto-me quando tu segurarias
porque eu durmo profundamente no que te faz sonhar
porque eu esqueço daquilo que me poderias contar
porque eu faço segredo daquilo que dirias a qualquer um
porque eu digo a qualquer um aquilo que tu farias segredo
porque o meu corpo aquece quando o teu consegue estar frio
porque tu gostas de por coisas a funcionar e eu agarro nisso e simplesmente misturo tudo
porque o meu peito é doce e o teu é amargo para ninguém o poder tocar
porque eu danço em segredo o que tu em segredo procuras desvendar
porque eu escrevo em papel o que tu nem ousas imaginar
porque eu sonho em deixar quem sou e tu sonhas em seres tu em tudo
porque eu vivo para deixar de viver e tu vives para pensares que vives
porque nós somos diferentes para nunca sermos iguais
porque nos desencontramos para podermos sonhar ainda mais
porque tu tens medo de mim e eu que nunca vi razões para isso...
por que me faço forte sem ser
por que eu me faço fraca quando tenho força
porque eu me desfaço quando me podia fazer
porque eu descalço-me quando tu calças um belo sapato
porque eu solto-me quando tu segurarias
porque eu durmo profundamente no que te faz sonhar
porque eu esqueço daquilo que me poderias contar
porque eu faço segredo daquilo que dirias a qualquer um
porque eu digo a qualquer um aquilo que tu farias segredo
porque o meu corpo aquece quando o teu consegue estar frio
porque tu gostas de por coisas a funcionar e eu agarro nisso e simplesmente misturo tudo
porque o meu peito é doce e o teu é amargo para ninguém o poder tocar
porque eu danço em segredo o que tu em segredo procuras desvendar
porque eu escrevo em papel o que tu nem ousas imaginar
porque eu sonho em deixar quem sou e tu sonhas em seres tu em tudo
porque eu vivo para deixar de viver e tu vives para pensares que vives
porque nós somos diferentes para nunca sermos iguais
porque nos desencontramos para podermos sonhar ainda mais
porque tu tens medo de mim e eu que nunca vi razões para isso...
amanhecer
Amanheceu e eu corro,
ingulo o grito, fujo a luz na correria
o grito escorre-me nas entranhas e eu seco o sentimento do outro que observo
porque é dia
E o dia prossegue, e eu guardada, mantida, preservo
como planta ingénua, aos olhos outros tão sacrificada
em silêncio mentido desminto calada
Se quero é a busca do ser íntimo preservado,
se algo é escapado de mim sem querer..
é só por breves momentos,
que foram dos doirados raios de sol quentes do entardecer
banhados em azul e roxo e não de mim
Sou a noite, é da noite que eu sou
das verdades esquecidas, sou do ser despido,
sou desse ser desengolido, sou do mistério
sou do velho desclassificado, da alma velha vidente, do sofrido
e porque a noite revela as pessoas, as noites revelam quem sou
daquela violeta esquecida, daquela menina caída no chão
da desilusão da vida que tão diluída se passa dum jardim florido
para uma incompreensivel multidão,
multidão dos passeios sociais inconscientes
Refaço-me nesse ser fluido, procurando respirar, o ar...
faço refluxo do que vi para ver
só no entardecer eu vejo o que a água diz
E eu me entregaria, me renderia de bom grado a essa noite tão chegada
só para esquecer que quase me cegava há instantes atrás
se houvessem braços a um homem bom,
se houvessem folhas numa árvore despida
se houvessem lágrimas num qualquer mar que fosse suficiente
se a vida que a ainda me restasse fosse essa
e se eu finalmente a visse
já ficaria feliz de ser eterna em sentimento
se houvesse esse gosto de terra,
que eu pudesse comer
se houvesse no que eu me apaixonar
eu engoliria o chão
engoliria o chão e floria não só em roxo,
mas em todas as cores possíveis para sonhar
lavando-me em aguas de não precisar pensar
.
ingulo o grito, fujo a luz na correria
o grito escorre-me nas entranhas e eu seco o sentimento do outro que observo
porque é dia
E o dia prossegue, e eu guardada, mantida, preservo
como planta ingénua, aos olhos outros tão sacrificada
em silêncio mentido desminto calada
Se quero é a busca do ser íntimo preservado,
se algo é escapado de mim sem querer..
é só por breves momentos,
que foram dos doirados raios de sol quentes do entardecer
banhados em azul e roxo e não de mim
Sou a noite, é da noite que eu sou
das verdades esquecidas, sou do ser despido,
sou desse ser desengolido, sou do mistério
sou do velho desclassificado, da alma velha vidente, do sofrido
e porque a noite revela as pessoas, as noites revelam quem sou
daquela violeta esquecida, daquela menina caída no chão
da desilusão da vida que tão diluída se passa dum jardim florido
para uma incompreensivel multidão,
multidão dos passeios sociais inconscientes
Refaço-me nesse ser fluido, procurando respirar, o ar...
faço refluxo do que vi para ver
só no entardecer eu vejo o que a água diz
E eu me entregaria, me renderia de bom grado a essa noite tão chegada
só para esquecer que quase me cegava há instantes atrás
se houvessem braços a um homem bom,
se houvessem folhas numa árvore despida
se houvessem lágrimas num qualquer mar que fosse suficiente
se a vida que a ainda me restasse fosse essa
e se eu finalmente a visse
já ficaria feliz de ser eterna em sentimento
se houvesse esse gosto de terra,
que eu pudesse comer
se houvesse no que eu me apaixonar
eu engoliria o chão
engoliria o chão e floria não só em roxo,
mas em todas as cores possíveis para sonhar
lavando-me em aguas de não precisar pensar
.
Monday, October 14, 2013
respiração
Olho a volta e o
respirar custa…
Tenho em mim essa
vontade de fugir, de correr nao sei bem para onde
E corro e esqueço
o caminho, num silencio profundo, esquecendo de mim
E mesmo assim,
persiste em horas vagas, essa vontade de ficar, de olhar a volta, de respirar
as entranhas de cada um, em sangue sendo tudo
Tenho a vontade
de entender…
Há aquela vontade
de criar, de reinventar o momento, de reconhecer o futuro
Sob uma nova luz,
de sonhar
E permanece no
peito, a triste flor, aquela tristeza pelo que se deixou, pelo desamor, pelo
desapontamento,
Há uma reprovação
própria com cheiro a arrependimento
E a vida é para
mim assim em turbilhão, tão sentida de se querer sentir
Tão pouca de se
querer sempre mais, dela querer-se tanta em tantos sítios ser mais
Ah… e mesmo assim,
não sei como, tenho tempo de ter a eterna ânsia do outro.
Vontade do que se
não conhece ainda… vontade do que se quer por estar coberto
Vontade de querer
o que não se viu.. nem se ouviu falar..
Ah como eu quero
a vida depois da morte..
A vida depois da
minha morte em ti..
E é por isso que dou
por mim que até me esqueço de viver
De apreciar as
pessoas. as pessoas que tanto aprecio ver..
As vezes nem as
comunico finjo que nem as vejo.. só para apaixonar-me mais por elas
Apaixono-me até nos
sonhos..mas elas nem querem saber o que penso..
Eu por outro lado
deixo de pensar por elas e ao mesmo tempo..
Nelas vejo quem
eu própria sou e não sou.
E o que o agir
faz na vida afinal?
Se se faz tão
pouco se pensa..se o pensar pode matar a própria vida que age..
Melhor seria
desapegar-me de tudo.. sendo um super ser introspecto em tudo.. ser mero
reflexo eu me entenderia a mim mesma assim..
Não ter vida,
sendo a vida, vivendo só esse apreciar.. matando a própria alma.. fazendo-a
calar em dor
Ou viver e
esquecer tanto pensamento.. tanto papaguear interno papagueando o que a boca
diz para disfarçar a dor do interior esquecido…
Ninguém me disse
que viver seria isso, oh corda bamba da ilusão, viver mais parece um
ilusionismo entre deixar ir e ao mesmo tempo querer.
Saturday, October 05, 2013
Saturday, September 28, 2013
Thursday, September 26, 2013
doce
Mais um dia em que o trabalho estrupou-me a alma
e vi todo o doce que eu tinha, a jorrar
Mais um dia em que minha alma atirou-me contra o céu violentamente
Condenando-me ao pranto que houvesse para toda a terra molhar
Mais um dia que é dia de respirar sendo vento
dia de divagar na solidão
dia de cavar no fundo do poço até ao fim do mundo
até de lá se extrair o nada
Neste dia que é dia de lágrimas
secas, caladas, coladas a cara
Dia dos bonecos de sorriso trivial
Sufoca-se um pensamento que diz
«Tudo o que eu quero é poder mostrar-me feia,
em dor, em angústia, só na verdade do que agora sou»
Lástima, queixume, nada disso vale a pena
Só o destruir dessa superfície,
o destruir de toda a aparência de tudo o que possa aparecer
Enterrar tudo para fugir a toda a confusão da luz do dia
Estive todo o dia a espera da noite
e quando a noite chegou,
eu esperei até que de mim me perdesse completamente
arranquei-me do peito, esfolei-me lentamente
e retirei-me de mim, cavei-me toda em dor,
para da esperança poder retirar novamente quem sou
e vi todo o doce que eu tinha, a jorrar
Mais um dia em que minha alma atirou-me contra o céu violentamente
Condenando-me ao pranto que houvesse para toda a terra molhar
Mais um dia que é dia de respirar sendo vento
dia de divagar na solidão
dia de cavar no fundo do poço até ao fim do mundo
até de lá se extrair o nada
Neste dia que é dia de lágrimas
secas, caladas, coladas a cara
Dia dos bonecos de sorriso trivial
Sufoca-se um pensamento que diz
«Tudo o que eu quero é poder mostrar-me feia,
em dor, em angústia, só na verdade do que agora sou»
Lástima, queixume, nada disso vale a pena
Só o destruir dessa superfície,
o destruir de toda a aparência de tudo o que possa aparecer
Enterrar tudo para fugir a toda a confusão da luz do dia
Estive todo o dia a espera da noite
e quando a noite chegou,
eu esperei até que de mim me perdesse completamente
arranquei-me do peito, esfolei-me lentamente
e retirei-me de mim, cavei-me toda em dor,
para da esperança poder retirar novamente quem sou
Acorda-me
Acorda homem cheiroso,
Vira-te de vez para mim, não estejas de costas
Não estejas próximo assim
tão perto na distância de um sonho meu
Mexe-te, apronta-te, que pronta estou eu
Aqui, vestida de flor,
Com violetas em cabelos
Já te vi,
e vejo-te na minha estante de livros
No cheiro do mar, no cheiro do azul do sonho
Apressa-te, homem das esquinas, dos cafés,
dos bosques, homem pouco concretizado
homem humano, desengonçado
Que fora a tua amiga errante, verás que ninguém mais te espera
Eu, que nem a mim me reconheço, que de mim mesma ando escondida
Que de mim me desanimo, só na tua presença lembro quem sou
E quando a mim te virares nessa visão do sofrimento é lá que estou
Homem, lembra que tu sou eu, mas eu não sou tu,
eu sou do mundo, eu pari o mundo e por isso
todo o mundo adormece em mim
tu és o único que ainda não nasceu de mim,
o único homem que me mantém nutrida, não estás
homem dos meus sonhos ociosos
acorda-me do meu próprio sonho de mim
acorda-me desse sonho que é a vida
tão pouco sentida,
acorda-me
que quero é ser só dessa tua sensação
Que ser para mim é só isso
Vira-te de vez para mim, não estejas de costas
Não estejas próximo assim
tão perto na distância de um sonho meu
Mexe-te, apronta-te, que pronta estou eu
Aqui, vestida de flor,
Com violetas em cabelos
Já te vi,
e vejo-te na minha estante de livros
No cheiro do mar, no cheiro do azul do sonho
Apressa-te, homem das esquinas, dos cafés,
dos bosques, homem pouco concretizado
homem humano, desengonçado
Que fora a tua amiga errante, verás que ninguém mais te espera
Eu, que nem a mim me reconheço, que de mim mesma ando escondida
Que de mim me desanimo, só na tua presença lembro quem sou
E quando a mim te virares nessa visão do sofrimento é lá que estou
Homem, lembra que tu sou eu, mas eu não sou tu,
eu sou do mundo, eu pari o mundo e por isso
todo o mundo adormece em mim
tu és o único que ainda não nasceu de mim,
o único homem que me mantém nutrida, não estás
homem dos meus sonhos ociosos
acorda-me do meu próprio sonho de mim
acorda-me desse sonho que é a vida
tão pouco sentida,
acorda-me
que quero é ser só dessa tua sensação
Que ser para mim é só isso
Friday, September 13, 2013
Autorizado
Pode dizer tolices para sobrepor-se socialmente
Não pode ser excêntrico
Autorizado a não ser inteligente
Apenas autorizado a falar nonsense
Não autorizado a estar só e sim parado
Autorizado a esbanjar, socialmente
Autorizado ao vestir bem, socialmente
Ao trabalhar, é-se autorizado a gastar
Autorizado a não pensar
Autorizado a conviver socialmente assuntos socialmente aceites
Estudante, autorizado a repetir e decorar
Autorizado a esquecer depois
Não é autorizado a pensar sozinho
Autorizado a comer mal
Autorizado a ter muitos gastos financeiros e dormir pouco
Autorizado a vestir-se conforme quer, enquanto pode
Agora não, agora sim, agora sim, agora não, agora posso, agora não posso,
agora faço, agora desfaço, agora faz sentido, agora não faz sentido, não pensar,gastar, não gastar, pensar, comprar, esquecer, viver,
Fazer parecer que a vida esqueceu o que era viver
o imaginário de todos roubado na rua
os sonhos a sonharem com a vida enquando pagam só o acto de sonhar
o que há em saldos escancarado para quem quizer visualmente consumir
é uma puta de rua um sonho de cada um sem valor
escancarar a pureza para parecer lixo
escancarar a sujeira para nas compras confundir-se com ouro
Eu lembro que quando viver era esquecer, deixava-se tudo por
natureza
corpo nu
e chão
Não sei de onde lembro isso,
devo ter algum sonho ainda bem guardado...
mas não mo roubem por favor,
eu sei que ele não foi autorizado...
Não pode ser excêntrico
Autorizado a não ser inteligente
Apenas autorizado a falar nonsense
Não autorizado a estar só e sim parado
Autorizado a esbanjar, socialmente
Autorizado ao vestir bem, socialmente
Ao trabalhar, é-se autorizado a gastar
Autorizado a não pensar
Autorizado a conviver socialmente assuntos socialmente aceites
Estudante, autorizado a repetir e decorar
Autorizado a esquecer depois
Não é autorizado a pensar sozinho
Autorizado a comer mal
Autorizado a ter muitos gastos financeiros e dormir pouco
Autorizado a vestir-se conforme quer, enquanto pode
Agora não, agora sim, agora sim, agora não, agora posso, agora não posso,
agora faço, agora desfaço, agora faz sentido, agora não faz sentido, não pensar,gastar, não gastar, pensar, comprar, esquecer, viver,
Fazer parecer que a vida esqueceu o que era viver
o imaginário de todos roubado na rua
os sonhos a sonharem com a vida enquando pagam só o acto de sonhar
o que há em saldos escancarado para quem quizer visualmente consumir
é uma puta de rua um sonho de cada um sem valor
escancarar a pureza para parecer lixo
escancarar a sujeira para nas compras confundir-se com ouro
Eu lembro que quando viver era esquecer, deixava-se tudo por
natureza
corpo nu
e chão
Não sei de onde lembro isso,
devo ter algum sonho ainda bem guardado...
mas não mo roubem por favor,
eu sei que ele não foi autorizado...
Thursday, September 12, 2013
fotografia
Hoje tirei fotografias para quando eu for velhinha,
para quando eu for velhinha eu lembrar quem eu era.
Não mostram maquilhagem, nem roupa, nem sapatos, só eu
São para mostrar expressões, alma, sonhos, paixões e dor
Que a imagem tenha a gentileza de mostrar
Ser vulnerável por ser humana, não é vergonha nenhuma
Mostrarei a mim mesma que sempre fui humana quando for velhinha
E lembrarei que nunca soube viver, só para manter algum mistério na vida
E que nem sempre fui feliz...
Por isso, gosto desta foto simples assim, para a pessoa que sempre espero ser
Sou aquela a quem foi dada a chave do céu, e no mundo a chave perdeu
Se me despeço do mundo, é porque de mim o mundo se despedia enquanto eu nascia
Quando me fiz nascida, toda auto-construída de bocados que se recriaram em mim
E assim, foi todo o mundo que pari.
Agora, nem interessa mais quem teria sido, se tivesse vindo de mim.
Porque agora esta que sou, qualquer um pode ser
Daí jaz minha certeza na vida,
Minha filosofia não foi vivida,
dela só saberei antes de morrer,
terá sido na minha própria vida que ela se definia
Até lá, a vida que faça o favor de se reconhecer em mim
e eu que faça o favor de me oferecer a ela
como todo o bom sonhador, que me disfaça onde quer que for
Porque o sentido é não ter sentido nenhum
E todo o sentido é só uma limitação.
Ouço agora a música que amo,
mil vezes se tiver que ser,
como naquele filme que vi, a personagem fazia
Talvez assim, a música decida inscrever-se em mim
E eu possa virar de vez poesia,
a poesia de uma antiga lágrima esquecida.
para quando eu for velhinha eu lembrar quem eu era.
Não mostram maquilhagem, nem roupa, nem sapatos, só eu
São para mostrar expressões, alma, sonhos, paixões e dor
Que a imagem tenha a gentileza de mostrar
Ser vulnerável por ser humana, não é vergonha nenhuma
Mostrarei a mim mesma que sempre fui humana quando for velhinha
E lembrarei que nunca soube viver, só para manter algum mistério na vida
E que nem sempre fui feliz...
Por isso, gosto desta foto simples assim, para a pessoa que sempre espero ser
Sou aquela a quem foi dada a chave do céu, e no mundo a chave perdeu
Se me despeço do mundo, é porque de mim o mundo se despedia enquanto eu nascia
Quando me fiz nascida, toda auto-construída de bocados que se recriaram em mim
E assim, foi todo o mundo que pari.
Agora, nem interessa mais quem teria sido, se tivesse vindo de mim.
Porque agora esta que sou, qualquer um pode ser
Daí jaz minha certeza na vida,
Minha filosofia não foi vivida,
dela só saberei antes de morrer,
terá sido na minha própria vida que ela se definia
Até lá, a vida que faça o favor de se reconhecer em mim
e eu que faça o favor de me oferecer a ela
como todo o bom sonhador, que me disfaça onde quer que for
Porque o sentido é não ter sentido nenhum
E todo o sentido é só uma limitação.
Ouço agora a música que amo,
mil vezes se tiver que ser,
como naquele filme que vi, a personagem fazia
Talvez assim, a música decida inscrever-se em mim
E eu possa virar de vez poesia,
a poesia de uma antiga lágrima esquecida.
Sunday, September 08, 2013
Será que ainda é possível viver?
Porquê haveria eu de trocar a vida real por algo imaginado em filmes tão longes da realidade?
Por algo imaginado em telenovelas que retratam vidas tão distantes economicamente da minha?
Porque não me dou eu ao luxo de concretizar minhas próprias fantasias?
Realizá-las em vez de ficar sonhando num filme sem contexto real?
É socialmente aceite viver assim, fingindo que vivo, assistindo ao que a minha própria vida poderia ser num ecrã... a questão é que não quero.
Podia estar a lutar mais por uns tostões, como tantos que conheço, matar-me a trabalhar por um sonho de liberdade no fim do consumo. A questão é que não quero.
Podia estar a matar-me a trabalhar, por um futuro próximo sem fazer nada, só consumindo.
A questão é que queria ser a questão da minha própria vida, e viver uma vida real.
Não ser a questão apenas de uma empresa qualquer, de um banco, ser um numero numa multinacional, em troca de uma coberta de cetim.
É socialmente aceite ser assim,
eu não me sinto socialmente aceite as vezes, as vezes se eu disser o que penso vão dizer que sou metida a intelectual, vão até mesmo desconfiar de mim no trabalho.
Ou se eu disser que eu quero trabalhar no futuro, vão dizer que eu sou estúpida e não tenho ambição.
Mas eu tenho ambição, tenho ambição de toque, de sensibilidade, de amor, de amizade, de loucuras e aventuras. E se eu quiser vive-las ao invés de apenas assisti-las?
Será que vou ficar sem reforma quando for velhinha?
Quero a vida, por isso escrevo, por isso faço segredo de quem sou, esperando que alguém especial possa descobrir.
Por isso gosto das coisas secretas e não das coisas caras vendidas como luxo, que parecem ser feitas por criancinhas a chorar.
Até quando sentirei que não compreenderiam se eu explicasse?
Vejo outros que trabalham para ficar ricos, gostava de dizer que não vão enriquecer a trabalhar mas não tenho coragem. Seria cortar a imagem dos seus sonhos.
Os que são ricos, são os que trabalham menos, a custa dos que pagam os sonhos com o seu suor.
Por isso, prefiro o toque simples, o deleite aos ouvidos de quem preparado estiver para ouvir, sem fugir dessa realidade triste, saboreando a vida que eu própria tiver.
Será que ainda me será possível viver?
Será que sairei da lei?
Quantos milhões custará o meu silêncio?
https://myspace.com/marianademoraes/music/songs
Por algo imaginado em telenovelas que retratam vidas tão distantes economicamente da minha?
Porque não me dou eu ao luxo de concretizar minhas próprias fantasias?
Realizá-las em vez de ficar sonhando num filme sem contexto real?
É socialmente aceite viver assim, fingindo que vivo, assistindo ao que a minha própria vida poderia ser num ecrã... a questão é que não quero.
Podia estar a lutar mais por uns tostões, como tantos que conheço, matar-me a trabalhar por um sonho de liberdade no fim do consumo. A questão é que não quero.
Podia estar a matar-me a trabalhar, por um futuro próximo sem fazer nada, só consumindo.
A questão é que queria ser a questão da minha própria vida, e viver uma vida real.
Não ser a questão apenas de uma empresa qualquer, de um banco, ser um numero numa multinacional, em troca de uma coberta de cetim.
É socialmente aceite ser assim,
eu não me sinto socialmente aceite as vezes, as vezes se eu disser o que penso vão dizer que sou metida a intelectual, vão até mesmo desconfiar de mim no trabalho.
Ou se eu disser que eu quero trabalhar no futuro, vão dizer que eu sou estúpida e não tenho ambição.
Mas eu tenho ambição, tenho ambição de toque, de sensibilidade, de amor, de amizade, de loucuras e aventuras. E se eu quiser vive-las ao invés de apenas assisti-las?
Será que vou ficar sem reforma quando for velhinha?
Quero a vida, por isso escrevo, por isso faço segredo de quem sou, esperando que alguém especial possa descobrir.
Por isso gosto das coisas secretas e não das coisas caras vendidas como luxo, que parecem ser feitas por criancinhas a chorar.
Até quando sentirei que não compreenderiam se eu explicasse?
Vejo outros que trabalham para ficar ricos, gostava de dizer que não vão enriquecer a trabalhar mas não tenho coragem. Seria cortar a imagem dos seus sonhos.
Os que são ricos, são os que trabalham menos, a custa dos que pagam os sonhos com o seu suor.
Por isso, prefiro o toque simples, o deleite aos ouvidos de quem preparado estiver para ouvir, sem fugir dessa realidade triste, saboreando a vida que eu própria tiver.
Será que ainda me será possível viver?
Será que sairei da lei?
Quantos milhões custará o meu silêncio?
https://myspace.com/marianademoraes/music/songs
Masculino Feminino - Jean-Luc Godard (legendado em português)
«Se você matar 1 homem é um assassino, se matar 1 milhão é um conquistador, se matar todos é deus.»
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