Não há poeta que se exprima como esta mágoa que me existe no peito
Nem há filósofo que se faça de minha mente a querer esquecer
Porque estou presa, presa em minha própria gaiola que criei
Por minha espera de ti.
Porque não há nada que me liberte do ideal,
Do ideal humano de criar um ideal de beleza
Nem da tolice de pensar que alguém tem que ser como a imaginamos.
Foi numa tarde fatal que tua forma colori numa página da minha vida.
Foi quando nos entreolhamos por motivos misteriosos mas nem por isso iguais.
E agora, não há razão fatal o suficiente para fazer meu peito deixar-se calar
Mesmo sabendo que na verdade quem tu és nada tem haver
com tudo o que sonhei de ti ao longo de anos.
Agora, faz mais sentido toda a poesia imaginada,
faz mais sentido todo o canto melancólico com palavras tristemente proferidas.
Porque tu só fazes sentido no meu profundo ideal de ser docemente imaginado!
E tudo o que farei, será pela imagem romanesca que criei de ti,
Oh doce ser inexistente.
E tu mostras-me e voltas-me a mostrar,
que a imagem que pintei em meu corpo tua nunca e jamais existiu
E eu volto, e volto a acreditar. Como tola.
Como tola mulher que sou e que não quer ver
Sendo tão mulher e tão cheia de peito a doer por dor.
Tuesday, July 16, 2013
Sunday, July 07, 2013
Música antiga
Musica antiga, contigo mergulhei nos mares do passado,
só tu com tua bruma trazes essa capacidade de revelar um mundo mais interessante porque não tem tempo
e um mundo mais livre porque não tem espaço e se deixa perder a minha volta.
E ao ouvir aquela suave musica orquestral revelaste em mim o que do passado vive e respira
e a parte de mim que existe e vive nos velhos sonhos de infancia por acabar.
Como minha substancia, és o que de mim é realmente real, fora de toda essa vida que se auto construiu,
sem deixar que eu sequer me apercebesse quem era em meio a tanta confusão.
Porque tu és como um total desconstrução que concebe unicamente essencia original.
E contigo tenho todos os sonhos, todas as imagens coloridas que o som pode conceber
Em minha mente apresentam-se como fadas que surgem para recolorirem o meu mundo.
Tornas tudo possível, trazes minha esperança perdida,
lembras-me brincadeiras de crianças quase esquecidas quando bebo desses doces nectares de notas largadas ao vento.
E tudo passa a ser normal para mim, fazes mais facil aturar toda e qualquer brusca emoção.
Fazes revelar todo e qualquer parte dum íntimo escondido em desencorporado turbilhão.
E a ti entrego assim minha vida, passando a ter leveza de quem entrega um fardo pesado e
e passando a ter a esperança de quem se rende cegamente a uma paixão.
só tu com tua bruma trazes essa capacidade de revelar um mundo mais interessante porque não tem tempo
e um mundo mais livre porque não tem espaço e se deixa perder a minha volta.
E ao ouvir aquela suave musica orquestral revelaste em mim o que do passado vive e respira
e a parte de mim que existe e vive nos velhos sonhos de infancia por acabar.
Como minha substancia, és o que de mim é realmente real, fora de toda essa vida que se auto construiu,
sem deixar que eu sequer me apercebesse quem era em meio a tanta confusão.
Porque tu és como um total desconstrução que concebe unicamente essencia original.
E contigo tenho todos os sonhos, todas as imagens coloridas que o som pode conceber
Em minha mente apresentam-se como fadas que surgem para recolorirem o meu mundo.
Tornas tudo possível, trazes minha esperança perdida,
lembras-me brincadeiras de crianças quase esquecidas quando bebo desses doces nectares de notas largadas ao vento.
E tudo passa a ser normal para mim, fazes mais facil aturar toda e qualquer brusca emoção.
Fazes revelar todo e qualquer parte dum íntimo escondido em desencorporado turbilhão.
E a ti entrego assim minha vida, passando a ter leveza de quem entrega um fardo pesado e
e passando a ter a esperança de quem se rende cegamente a uma paixão.
Sunday, June 30, 2013
Espera
Só na ausência és realmente meu
Tua desilusão em mim é o que me torna
real e nessa realidade tu estás.Numa vida até ao milímetro calculada,
só o meu sofrer por tua distância faz-me saber alguma verdade.
Porque minha mente é desumana e cruel, todo o seu toque é fatal.
Sempre tediosa quando está satisfeita,
e nervosa quando insatisfeita está.
Por isso mesmo, felicidade deve ser uma transversalidade que nunca é transversal.
Está entre aquilo que não é na ilusão de que o é,
como estar acordado num vazio cheio de nada.
Só vou sentir-me satisfeita ao encontrar-me toda desfeita numa cama de íntimos eus.
Não encontro descanso para a vida nem a dormir e nem acordada, apenas numa chávena de café ao ser apreciada, quando sabe deixar sua amargura no fim.
Este é o retrato onde quero mostrar-me porque é o retrato mais real que faço de mim.
A insatisfação sempre é uma cura para a loucura do hedonismo.
E a satisfação sempre é uma cura para loucura de querer esquecer de uma vez por todas de mim.
lado nenhum
Só sei escrever de sentimentos, não
sei escrever sobre coisas.
Porque não tenho ainda a substancia
que as coisas tem.Sou só vapor de ideias, rasto sem direcção
Faço coisas ao mesmo tempo assim como tudo em mim funciona em turbilhão.
Só sei escrever palavras soltas, porque só sei viver sendo solta
Não sei ser feliz no amor, quando estou bem, descolo-me
Quando não estou com ninguém leio o romance nos outros.
Porque tudo em mim é liberdade e prisão, tudo em mim é inconstância.
E se algum dia chegar o momento de eu
concretizar quem sou
que a inconstancia não me traia, que a
ansiedade não me faça fugir daliQue o desquerer não me faça perder a esperança, que a decepção não me possa impedir
que finalmente possa ser mais que fumo de
lareira, ser mais que tinta de papel
finalmente possao parar só para olhar
algum sitio
e sentir que finalmente posso deixar fazer-me parte de algum lugar que não seja lado nenhum.
Tuesday, May 14, 2013
O lugar do perdedor
Só no além que tudo habita o real a ti se mostra
No agora do inocente que se entrega por sua pressa
O indefeso escolhe ignorante da sua culpa, escapar
Só hoje sonhei de meu baú interno buscar antigos fantoches
para de mim rir em algazarra, por minha prospera fronte
Quando vi que tu, só teus beijos, são vagalumes nesse íntimo breu
Só porque conseguiste com teu amor fazer renascer o meu
Mesmo assim as mascaras continuam translúcidas e ainda vivem
em risos sarcasticos de outros, em aplausos dados em horas erradas
E tu chegas com tuas mãos infantis rendidas
e salvas com teu sorriso por momentos meu ser
a todas essas traças da conspiração.
Porque no além do real tudo é possível aprisionar
até alma, até desejo, até corpo e todo o querer de se envaidecer
Porque no sonho colorido que desvanece com o toque do vento
sempre podem surgir desde tempos remotos
banhos acesos nos mares quentes do amor
Quando o que era pecado, torna-se a tão procurada salvação
O pecador torna-se santo
E o santo, de mártir passa a insano ditador
Porque de actor todos temos um pouco
É melhor a humildade de preservar a autenticidade
do que ser devorado por feras que incorporam mascaras de absolutas certezas.
O melhor é tapar a boca e os ouvidos a tudo o que não faça o coração bater de amor
O melhor é se deixar render sabendo ocupar com dignidade o lugar do perdedor
Porque é melhor perder por amor do que ganhar perdendo a alma.
No agora do inocente que se entrega por sua pressa
O indefeso escolhe ignorante da sua culpa, escapar
Só hoje sonhei de meu baú interno buscar antigos fantoches
para de mim rir em algazarra, por minha prospera fronte
Quando vi que tu, só teus beijos, são vagalumes nesse íntimo breu
Só porque conseguiste com teu amor fazer renascer o meu
Mesmo assim as mascaras continuam translúcidas e ainda vivem
em risos sarcasticos de outros, em aplausos dados em horas erradas
E tu chegas com tuas mãos infantis rendidas
e salvas com teu sorriso por momentos meu ser
a todas essas traças da conspiração.
Porque no além do real tudo é possível aprisionar
até alma, até desejo, até corpo e todo o querer de se envaidecer
Porque no sonho colorido que desvanece com o toque do vento
sempre podem surgir desde tempos remotos
banhos acesos nos mares quentes do amor
Quando o que era pecado, torna-se a tão procurada salvação
O pecador torna-se santo
E o santo, de mártir passa a insano ditador
Porque de actor todos temos um pouco
É melhor a humildade de preservar a autenticidade
do que ser devorado por feras que incorporam mascaras de absolutas certezas.
O melhor é tapar a boca e os ouvidos a tudo o que não faça o coração bater de amor
O melhor é se deixar render sabendo ocupar com dignidade o lugar do perdedor
Porque é melhor perder por amor do que ganhar perdendo a alma.
O ser criador
Precisei ir trabalhar para perceber,
a vida vã do trabalhador comparada com a vida completa do artista
que nada tem.
Dele, não esperam nada, só a natureza espera em segredo que dele prospere
como flor a verdade do que habita de natural em nós.
Que esse tempo que passou não tenha matado esse ser natural que comigo nasceu.
O ser criador.
E assim como o dinheiro alimenta a desconfiança,
a arte alimenta a liberdade por ser dela nu amante.
Como um pássaro é arte que voa livre no céu,
não há animal que não se exalte perante a visão da vivarte que voa.
Tudo em mim, tudo em todos os lugares,
quer regressar a esse intimo uterino
que tudo tinha porque nada sabia e porque nada tinha feito
senão ser quem é para tudo conseguir.
a vida vã do trabalhador comparada com a vida completa do artista
que nada tem.
Dele, não esperam nada, só a natureza espera em segredo que dele prospere
como flor a verdade do que habita de natural em nós.
Que esse tempo que passou não tenha matado esse ser natural que comigo nasceu.
O ser criador.
E assim como o dinheiro alimenta a desconfiança,
a arte alimenta a liberdade por ser dela nu amante.
Como um pássaro é arte que voa livre no céu,
não há animal que não se exalte perante a visão da vivarte que voa.
Tudo em mim, tudo em todos os lugares,
quer regressar a esse intimo uterino
que tudo tinha porque nada sabia e porque nada tinha feito
senão ser quem é para tudo conseguir.
Esbanjar da vida
Existe um mal e existe um bem que em mim tocam
O mal chama-se consumo,
O bem chama-se criatividade
São nomes dados ao bem e ao mal esbanjados ao vivos de hoje
Aparencias diversas cujas motivações são uma só,
o resultado um só, e um só tempo que mostra o que irá surgir daquilo
que se escolheu cultivar
Do consumismo o medo do que se pode perder,
Do criativo a liberdade que só provem daquele que sua alma ressuscitou
o antigo saber construir.
Existe um mal e existe um bem em mim
E o mal facilmente continua a repetir-se habituado,
e o bem continua em sua caminhada esperançoso,
que eu possa esquecer o medo, abrir asas e voar.
Pois existem donos do nada que carregam fantasmas em meu nome,
e existem notas musicais que carregam minha alma em seus ventres...
caminhando livres ao ar.
Talvez exista um mal e um bem em todos nós,
E do mal existe o medo de cair, que nos esconde da verdade do ser que é livre.
Do bem, existe a consciencia que sempre sabe o que está errado,
é essa força de vida subentendida em toda a forma de arte,
vida que com batimentos de coração acelerado, vive calada no mais profundo ser de nós.
É por isso que vida é aquela que é vivida de forma escancarada e que sinceramente se entrega ao mundo.
O mal chama-se consumo,
O bem chama-se criatividade
São nomes dados ao bem e ao mal esbanjados ao vivos de hoje
Aparencias diversas cujas motivações são uma só,
o resultado um só, e um só tempo que mostra o que irá surgir daquilo
que se escolheu cultivar
Do consumismo o medo do que se pode perder,
Do criativo a liberdade que só provem daquele que sua alma ressuscitou
o antigo saber construir.
Existe um mal e existe um bem em mim
E o mal facilmente continua a repetir-se habituado,
e o bem continua em sua caminhada esperançoso,
que eu possa esquecer o medo, abrir asas e voar.
Pois existem donos do nada que carregam fantasmas em meu nome,
e existem notas musicais que carregam minha alma em seus ventres...
caminhando livres ao ar.
Talvez exista um mal e um bem em todos nós,
E do mal existe o medo de cair, que nos esconde da verdade do ser que é livre.
Do bem, existe a consciencia que sempre sabe o que está errado,
é essa força de vida subentendida em toda a forma de arte,
vida que com batimentos de coração acelerado, vive calada no mais profundo ser de nós.
É por isso que vida é aquela que é vivida de forma escancarada e que sinceramente se entrega ao mundo.
Águas fundas
Existe um conflito em mim
Um conflito entre um interior vulcanico que com efervecencia ainda procura brilhantes
E um exterior desertico, entupido de pseudoautoridades, que se rendem a pressoes
Existem conflitos em mim que mais parecem possessões
Do que sou eu mas não sou, do que eu poderia ser se me encontrasse
Do que poderiam querer que eu fosse, do que querem que eu seja agora
mas não sou...
E é por isso que eu vivo as vezes numa lastimosa duvida entre ser naturalmente deslocada
Ou recolocar-me para estar em paz com o mundo declarando guerra a esse meu ser
que se quer controverso e lunático
E como meu ser não se deixa a si próprio ver-se
Assim as pessoas a mim são apenas meras ilusões, fantasmas que de mim fazem juízos
tão distantes do que sou como as estrelas do céu são de quem as observou
Como um remante num rio que flutua sobre águas fundas,
assim vou levando a vida porque tem de ser levada a remos, com esforço
E assim levo uma vida de boas paisagens mas de esforços para continuar a conseguir ver
Porque a vida pede cada vez mais adaptação, pede luta diária por sobrevivencia quando tudo o que eu queria era manter-me num sono bom.
E quando o arco-íris de relance aparece, esqueço as horas e lembro,
que tudo o que era preciso para ser feliz era apreciar,
E aprecio apenas em poucos momentos, numa mente que não para
porque insiste que quer andar de frente para trás
A vida em mim quer constantemente trocar roupas pensando que assim pode melhor de si conhecer
Em auto-testes desafia-se até sangrar,
numa necessidade de cavar sempre mais fundo e mais a escuridão do que seria realmente necessário.
E cá de fora, ninguém entende, poucas almas humanas poderão reconhecer,
essa vontade de renascer, esse desejo de se deixar morrer por apenas querer viver.
Um conflito entre um interior vulcanico que com efervecencia ainda procura brilhantes
E um exterior desertico, entupido de pseudoautoridades, que se rendem a pressoes
Existem conflitos em mim que mais parecem possessões
Do que sou eu mas não sou, do que eu poderia ser se me encontrasse
Do que poderiam querer que eu fosse, do que querem que eu seja agora
mas não sou...
E é por isso que eu vivo as vezes numa lastimosa duvida entre ser naturalmente deslocada
Ou recolocar-me para estar em paz com o mundo declarando guerra a esse meu ser
que se quer controverso e lunático
E como meu ser não se deixa a si próprio ver-se
Assim as pessoas a mim são apenas meras ilusões, fantasmas que de mim fazem juízos
tão distantes do que sou como as estrelas do céu são de quem as observou
Como um remante num rio que flutua sobre águas fundas,
assim vou levando a vida porque tem de ser levada a remos, com esforço
E assim levo uma vida de boas paisagens mas de esforços para continuar a conseguir ver
Porque a vida pede cada vez mais adaptação, pede luta diária por sobrevivencia quando tudo o que eu queria era manter-me num sono bom.
E quando o arco-íris de relance aparece, esqueço as horas e lembro,
que tudo o que era preciso para ser feliz era apreciar,
E aprecio apenas em poucos momentos, numa mente que não para
porque insiste que quer andar de frente para trás
A vida em mim quer constantemente trocar roupas pensando que assim pode melhor de si conhecer
Em auto-testes desafia-se até sangrar,
numa necessidade de cavar sempre mais fundo e mais a escuridão do que seria realmente necessário.
E cá de fora, ninguém entende, poucas almas humanas poderão reconhecer,
essa vontade de renascer, esse desejo de se deixar morrer por apenas querer viver.
Monday, April 22, 2013
Dislexia textual
Ganhei dislexia as letras,
para mim um Pedro as vezes é quase o mesmo que um João,
e um Pereira é quase o mesmo que um Teixeira,
se for o nome de alguem desconhecido de alma e só conhecido de cara
Tenho dislexia as letras,
para mim os D´s são as melhores letras para começarmos uma frase
e não gosto tanto dos X´s ou dos Z´s se não quiserem dizer
coisas misteriosas que lia nos contos de fadas
Dessa dislexia,
Certas palavras para mim são mais que palavras, são mundos que anseio descobrir
e por elas viajo num labirinto curioso, nas novas histórias que me são contadas ou quando essas histórias surgem pintadas num lugar especial dum livro.
Ganhei dislexia as letras,
e as vezes quando palavras surgem aos montes ou saem gritadas,
deixam de ter significado separadas,
significando para mim apenas um turbilhão de emoções disfaçadas em letras sem imaginação.
Sou agora, disléxica por opção,
e por opção certas letras são como minha religião,
a religião das letras que apresentam o poder de salvação
da alma que não se quer exilada, manter-se só e calada.
para mim um Pedro as vezes é quase o mesmo que um João,
e um Pereira é quase o mesmo que um Teixeira,
se for o nome de alguem desconhecido de alma e só conhecido de cara
Tenho dislexia as letras,
para mim os D´s são as melhores letras para começarmos uma frase
e não gosto tanto dos X´s ou dos Z´s se não quiserem dizer
coisas misteriosas que lia nos contos de fadas
Dessa dislexia,
Certas palavras para mim são mais que palavras, são mundos que anseio descobrir
e por elas viajo num labirinto curioso, nas novas histórias que me são contadas ou quando essas histórias surgem pintadas num lugar especial dum livro.
Ganhei dislexia as letras,
e as vezes quando palavras surgem aos montes ou saem gritadas,
deixam de ter significado separadas,
significando para mim apenas um turbilhão de emoções disfaçadas em letras sem imaginação.
Sou agora, disléxica por opção,
e por opção certas letras são como minha religião,
a religião das letras que apresentam o poder de salvação
da alma que não se quer exilada, manter-se só e calada.
Cumplicidade
Desse coração cheio,
eu registo, depois da despedida final, tudo o que ficou de ti em mim
Desses sentimentos raros, retiro a importancia de quem és largada ser em mim
Porque só das pessoas que partem, o sentimento delas em nós se torna cumprido
Porque os que estão ainda perto, não nos permitem fazermos deles retrato,
por nos levarem já toda a nossa atenção, são só o momento da presença em si.
E agora quando ouço tuas musicas preferidas, elas escutam meus lamentos e procuram refúgio em mim.
Elas abrem-me portas a uma dimensão intemporal onde existíamos nós ainda pouco cumpridos.
Sou eterna na nossa partilha, de onde eras o único compreensivo de todos
Dos meus fantasmas, sonhos desfeitos e inacabados.
E nessa distância fatal, cumpriste tudo o que foi por nós dito.
Tudo o que nossa ansiosa liberdade junta trilhou para nós a seguir seguirmos.
Que a verdadeira cumplicidade ja guardou morada em nosso peito e dela levaremos agora nosso sustento.
Possa esse ser o alívio de nossos ansiosos tormentos,
e assim é o fim da nossa inquietude jovem, que anseia todos os momentos fugazes possíveis da vida,
que a tua passagem em minha vida ja permitiu que em algum sítio haja um envelhecer feliz.
eu registo, depois da despedida final, tudo o que ficou de ti em mim
Desses sentimentos raros, retiro a importancia de quem és largada ser em mim
Porque só das pessoas que partem, o sentimento delas em nós se torna cumprido
Porque os que estão ainda perto, não nos permitem fazermos deles retrato,
por nos levarem já toda a nossa atenção, são só o momento da presença em si.
E agora quando ouço tuas musicas preferidas, elas escutam meus lamentos e procuram refúgio em mim.
Elas abrem-me portas a uma dimensão intemporal onde existíamos nós ainda pouco cumpridos.
Sou eterna na nossa partilha, de onde eras o único compreensivo de todos
Dos meus fantasmas, sonhos desfeitos e inacabados.
E nessa distância fatal, cumpriste tudo o que foi por nós dito.
Tudo o que nossa ansiosa liberdade junta trilhou para nós a seguir seguirmos.
Que a verdadeira cumplicidade ja guardou morada em nosso peito e dela levaremos agora nosso sustento.
Possa esse ser o alívio de nossos ansiosos tormentos,
e assim é o fim da nossa inquietude jovem, que anseia todos os momentos fugazes possíveis da vida,
que a tua passagem em minha vida ja permitiu que em algum sítio haja um envelhecer feliz.
Thursday, April 18, 2013
Chá das letras
Como mãe, leio e releio tudo o que escrevi
Só para lembrar o que sinto de quem sou em meio a tantas reviravoltasAcaricio levemente essas lembranças de sentimentos, que ainda tanto trazem alegrias como trazem dor
Cada texto escrito foi escrito com a terna dor do nascimento
Cada texto foi registo de quem eu fui mas não me lembro Registo de quem eu não sabia que existia naquele dia em que escrevi
Toda a entrega real que faço tem uma dor envolvida que pode ser revivida
E revivo pelo prazer que tenho da dor em reconhecer quem sou
Sem precisar lembrar deixo o que lembro passar por mim
E deixo esse vulto externo contar sua história e sua razão mesmo que esteja já adormecida e deliciada em mimSem saber onde estou deixo-me possuir por velhos sentimentos tão distantes da vida que é viver.
Mas se a vida não são as histórias que se contam e recontam em nós mesmos
É bom que sobre muito tempo para receber esses velhos vultos de sentimentos É bom, quando sobra tempo para ouvir secretamente essas suas queixas mesmo quando calmamente sentada, ou bebendo um chá.
É bom, quando sobra tempo para deixar escorrerem-se suavemente pelos dedos,
E deixar escritas aparecerem sozinhas num qualquer papel, que já surge tingido.
Wednesday, April 17, 2013
Longe do céu
Enquanto andas perdido entre
espelhos
Ando eu as voltas num íntimo
mar de mimOs mesmos anos que em mim ficaram bem guardados pela tua ausência
Porque aquele dia em que nos
vimos foi o passado levantado de sua campa.
Foi algo de antes de nossa
vida que por nós se reviveuE tu negaste como alguém cobarde de reconhecer quem é onde não conhece
E eu afirmei como ingénua moça cuja força de sua própria voz desconhece
Mas se em meu peito ainda morar
restos de ingénua intuição
Juro que se quiseres te
levarei a esse passado quase apagado pelo tempoPois foi com teu olhar que dele me lembraste naquele simples dia
E foi do meu ventre que
naquele momento ele quis voltar a nascer
E fizeste-me com dor, mulher,
Fizeste-me lua quando
reconheci de onde vinha minha própria escuridão.
Coraste-me com meu próprio
amor que te dei,
Mostrando com lágrimas minhas
que nunca de mim própria poderias salvar
Neste amor de tantas vidas,
em cada lembrança do olhar teu, revisito todos os mares navegados do passado
Nesta nostálgica dor da ausência,
revisito em meu ser o que sou do que ficouPois ele só fica bem quando calado quiser cantar o seu pranto
Como as histórias de amor
antigo não cabem neste mundo de espelhos e
sonhos vividos quase sempre tão
longes do céu.
Saturday, April 06, 2013
Animal humano
«A sina humana que de tanto proveito nada sabe,
e de tanto saber nada vive.
Porque nada pode ser realmente compreendido,
nada pode ser realmente incorporado,
sem que isso se torne, para o ser humano que compreendeu,
uma prisão.
E por isso, é preferível não se ter a certeza de nada.
Nada pode ser prazeroso e dar suficiente satisfação,
porque nada é suficiente para saciar o querer.
... O ser humano não se pode agarrar a nada se realmente quizer
felicidade duradoura.
Então, subitamente a vida torna-se num esquecer profundo e
constante de si próprio, numa constante reencontro com a felicidade.
E servir-se a si mesmo passa a ser não alimentar por opção os seus desejos, porque ao alimentá-los se tornaria refem deles e assim toda a sua liberdade e felicidade acabavam.
E dou por mim a observar pessoas numa busca ignorante,
e dou por mim a observar-me numa procura infeliz,
como se o mundo girasse sempre a espera de premios inexistentes.
E afinal ser animal é ser assim,
ser animal é não conhecer-se a si mesmo,
é procurar a ilusão da felicidade exterior,
é não aceitar a satisfação de simplesmente existir,
e de cada vez que surgem infelizes disputas,
é sentir-se satisfeito por ver nessas disputas a sua miseravel manifestação.
O quão longe estamos de viver em alguma pura consciencia, o quão perto estamos do modo como vivem todos os outros animais.
O quão pequenos são os meus anseios mentais comparados com as fundas verdades universais.
O ser humano apenas ao se perder de seus desejos pode realmente se encontrar.» Luna
e de tanto saber nada vive.
Porque nada pode ser realmente compreendido,
nada pode ser realmente incorporado,
sem que isso se torne, para o ser humano que compreendeu,
uma prisão.
E por isso, é preferível não se ter a certeza de nada.
Nada pode ser prazeroso e dar suficiente satisfação,
porque nada é suficiente para saciar o querer.
... O ser humano não se pode agarrar a nada se realmente quizer
felicidade duradoura.
Então, subitamente a vida torna-se num esquecer profundo e
constante de si próprio, numa constante reencontro com a felicidade.
E servir-se a si mesmo passa a ser não alimentar por opção os seus desejos, porque ao alimentá-los se tornaria refem deles e assim toda a sua liberdade e felicidade acabavam.
E dou por mim a observar pessoas numa busca ignorante,
e dou por mim a observar-me numa procura infeliz,
como se o mundo girasse sempre a espera de premios inexistentes.
E afinal ser animal é ser assim,
ser animal é não conhecer-se a si mesmo,
é procurar a ilusão da felicidade exterior,
é não aceitar a satisfação de simplesmente existir,
e de cada vez que surgem infelizes disputas,
é sentir-se satisfeito por ver nessas disputas a sua miseravel manifestação.
O quão longe estamos de viver em alguma pura consciencia, o quão perto estamos do modo como vivem todos os outros animais.
O quão pequenos são os meus anseios mentais comparados com as fundas verdades universais.
O ser humano apenas ao se perder de seus desejos pode realmente se encontrar.» Luna
Sunday, March 31, 2013
Flores no caminho
Acho que quero demais
Procuro demais
E só peço a algo divino que me livre de tanto querer
Acho que minha mente está a tornar-me incapaz
Torna-me cega ao apreciar
Torna-me cega a alegria natural de viver
Pois vi que não somos feitos para querer
Como qualquer animal, só fomos feitos para ser
Quero livrar-me de todo o julgar
Procuro estar satisfeita ao estar disfeita de todos os credos da civilização
Sinto que somos mais reais ao vivermos vidas desiguais
Mesmo assim, é preciso saber escutar o bater do coração em tudo o que
a natureza dá.
É preciso parar de procurar, deixar-se levar, entregar,
saber não levar a sério, e simplesmente deixar-se em paz
Porque a mente não reconhece essa paz, e essa é a origem do meu dilema.
Minha mente aponta-me o caminho,
mas não deixa-me sentir o cheiro das flores que encontro ao caminhar.
E por minha própria experiência, vejo qual o dilema do ser humano,
que de tanto procurar nada encontra
e que de tanto apreciar nada sabe
Se a mente ao menos soubesse encontrar seu lugar!
Se a alma ao menos soubesse que tem espaço para deixar-se viver!
Como tudo podia ser diferente...
Bem haja a simplicidade de ser mar, ser estrelas e ser luar!
Só quero voltar a sentir casa pedra com todo o meu corpo, com toda a minha atenção,
Parar de procurar defeitos em tudo, ver os detalhes e deixar de querer ser esperta
Estar ligada ao ser ao mesmo tempo igual a tudo.
Porque a beleza da água a correr já encerra a verdade de tudo
Porque cada folha de árvore é igual a mim e foi de onde eu vim
Porque nunca haverá nada na Terra desconhecida as veias que me cobrem o corpo.
Procuro demais
E só peço a algo divino que me livre de tanto querer
Acho que minha mente está a tornar-me incapaz
Torna-me cega ao apreciar
Torna-me cega a alegria natural de viver
Pois vi que não somos feitos para querer
Como qualquer animal, só fomos feitos para ser
Quero livrar-me de todo o julgar
Procuro estar satisfeita ao estar disfeita de todos os credos da civilização
Sinto que somos mais reais ao vivermos vidas desiguais
Mesmo assim, é preciso saber escutar o bater do coração em tudo o que
a natureza dá.
É preciso parar de procurar, deixar-se levar, entregar,
saber não levar a sério, e simplesmente deixar-se em paz
Porque a mente não reconhece essa paz, e essa é a origem do meu dilema.
Minha mente aponta-me o caminho,
mas não deixa-me sentir o cheiro das flores que encontro ao caminhar.
E por minha própria experiência, vejo qual o dilema do ser humano,
que de tanto procurar nada encontra
e que de tanto apreciar nada sabe
Se a mente ao menos soubesse encontrar seu lugar!
Se a alma ao menos soubesse que tem espaço para deixar-se viver!
Como tudo podia ser diferente...
Bem haja a simplicidade de ser mar, ser estrelas e ser luar!
Só quero voltar a sentir casa pedra com todo o meu corpo, com toda a minha atenção,
Parar de procurar defeitos em tudo, ver os detalhes e deixar de querer ser esperta
Estar ligada ao ser ao mesmo tempo igual a tudo.
Porque a beleza da água a correr já encerra a verdade de tudo
Porque cada folha de árvore é igual a mim e foi de onde eu vim
Porque nunca haverá nada na Terra desconhecida as veias que me cobrem o corpo.
Monday, March 25, 2013
Existência de árvore
Ser como uma árvore na existência
que não voou não caiu,
e enquanto os sonhos puxam para cima
o esforço puxa para baixo
A árvore permanece erguida não por si
mas pela lei do amor que liga tudo
Sendo que o amor é a eterna interacção
Sendo que a existência é a directa atenção
E a árvore permanece erguida enquanto sonha
voar como um pássaro, mas quer fazer tudo,
ser veloz, estando segura de si, parada
E ela é sensível ao vento que passa
como é sensível aos anos que passam
e no fim permanece sensível às influências externas
Ela não seria árvore sem o meio que a circunda
No entanto, o seu meio não define totalmente o que ela realmente é
E essa árvore é como um jovem que é ansioso de viver,
que não resiste a sua própria natureza, que só segue as leis naturais
e não as suas.
Mas afinal, ser jovem é ter ilusões que nos fazem seguir rumo além do que
nós somos capazes.
Juventude é não saber até onde se pode ir, é deixar-se levar bem além do que
se poderia considerar seguro.
Pois o que há de realmente seguro em viver? Talvez o Sol que nasce?
Os pássaros que cantam?
O transbordar repentino de sentimentos que não resistem em passar?
Só penso em largar todo o orgulho ao mar,
não quero mais ser mais nem menos do que uma árvore qualquer
Porque quem pensa ser mais um dia se desilude e cai
E quem pensa ser menos, nunca ousará saber quem realmente é.
Friday, March 22, 2013
Largada
Hoje foi o dia de voar,
cortar as amarras e seguir rumo ao mar
Hoje foi o dia de soltar
Parar de lutar, seguir sem olhar para trás
Hoje foi dia de transformar,
De continuar o caminho escolhido e sem pensar, seguir
Hoje o Sol amanheceu com todos os doces tons de coragem
Hoje o Sol trouxe brisas cantoras de canções que abençoam a liberdade
E foi hoje que a minha vida voltou a ter notas musicais em cada respiração
E foi hoje que deixei num instante de escolher o cansaço e minha peregrinação
E com força puxei as velas e segui, rumo a um natural desconhecido,
numa viagem de volta recriação, seguindo um por do Sol, que foi por mim,
recolorido
Quero saltar num salto que me faça esquecer quem sou
Quero refazer tudo o que eu faço para voltar a sentir a alegria própria das coisas novas
Largar os velhos sonhos não concretizados, largar minhas velhas cinzas no mar
Peço ao mar que me permita desaguar cegamente nele,
Vou render-me ao infinito num som uníssono e profundo capaz de calar de vez
todas as velhas cinzas das inquietações.
**********
Oh vida sempre apareces louca,
pois quando dedico-te fora de mim não vales nada
E só dentro de mim te deixas crescer como flor cheirosa
Oh vida, viver é conhecer-se a si mesmo
Não só dos antigos como de mim mesma,
descobri essa verdade, pois ao caminhar
Caminho sempre sozinha e no fim
o mais dificil da vida é sempre lidar comigo mesma
e com minha própria voz.
Há alguma harmonia na vida que me faz ressoar,
e faço dessa descoberta a minha busca mais funda,
e do mundo lá fora escolho manter-me escondida
procurando caminhar, passar despercebida
e ainda assim, permitir o recriar da vida que por mim puder passar
Deixar meu caule absorver a magia que houver para absorver do ar
Deixar minhas folhas se abrirem no seu espanto de confronto a luz
permitir-me lentamente secar, deixar-me molhar quando tiver de ser
e abrigar-me lentamente durante o escurecer
No teu colo tudo faz sentido
e não há mais o que fazer apenas o que guardar
Só nos teus braços cristalizo o sentir-me abençoada
Enquanto num beijo cristalizo a gratidão por viver
E só na partilha existe o sentimento do que é existir
E do amor retira-se a razão que a vida tem
E ser amor e ser flor não permite que haja tempo para criticar
para por em causa um sonho que em si se concretizou
Vou escrever, escrever até cansar
Descrever o sentimento mais fundo que houver e souber cantar
por mim o seu pranto,
Fechar-me a este mundo inconstante de si, ver o que de dentro está ainda presente
e o que precisa sair do que cá dentro está a mais
E estou cansada de quem sabe de tudo e não sabe de si porque não sabe nada
E estou cansada e ver e esquecer o que faz sentido e que realmente é preciso
E estou cansada deestar cansada e gastar energia onde não precisava,
num lamento que não e viver
Sonho ser como flor, ser como mar, permanecer
no sonho humano de morrer para si mesmo
Não deixar o sonho matar-se a si mesmo por não saber
calar a sua boca.
Por não deixar o silencio da ausência penetrar nas células vivas
da esperança
E parecer louca faz-me sentir tão profundamente certa que não me interessa a razão.
cortar as amarras e seguir rumo ao mar
Hoje foi o dia de soltar
Parar de lutar, seguir sem olhar para trás
Hoje foi dia de transformar,
De continuar o caminho escolhido e sem pensar, seguir
Hoje o Sol amanheceu com todos os doces tons de coragem
Hoje o Sol trouxe brisas cantoras de canções que abençoam a liberdade
E foi hoje que a minha vida voltou a ter notas musicais em cada respiração
E foi hoje que deixei num instante de escolher o cansaço e minha peregrinação
E com força puxei as velas e segui, rumo a um natural desconhecido,
numa viagem de volta recriação, seguindo um por do Sol, que foi por mim,
recolorido
Quero saltar num salto que me faça esquecer quem sou
Quero refazer tudo o que eu faço para voltar a sentir a alegria própria das coisas novas
Largar os velhos sonhos não concretizados, largar minhas velhas cinzas no mar
Peço ao mar que me permita desaguar cegamente nele,
Vou render-me ao infinito num som uníssono e profundo capaz de calar de vez
todas as velhas cinzas das inquietações.
**********
Oh vida sempre apareces louca,
pois quando dedico-te fora de mim não vales nada
E só dentro de mim te deixas crescer como flor cheirosa
Oh vida, viver é conhecer-se a si mesmo
Não só dos antigos como de mim mesma,
descobri essa verdade, pois ao caminhar
Caminho sempre sozinha e no fim
o mais dificil da vida é sempre lidar comigo mesma
e com minha própria voz.
Há alguma harmonia na vida que me faz ressoar,
e faço dessa descoberta a minha busca mais funda,
e do mundo lá fora escolho manter-me escondida
procurando caminhar, passar despercebida
e ainda assim, permitir o recriar da vida que por mim puder passar
Deixar meu caule absorver a magia que houver para absorver do ar
Deixar minhas folhas se abrirem no seu espanto de confronto a luz
permitir-me lentamente secar, deixar-me molhar quando tiver de ser
e abrigar-me lentamente durante o escurecer
No teu colo tudo faz sentido
e não há mais o que fazer apenas o que guardar
Só nos teus braços cristalizo o sentir-me abençoada
Enquanto num beijo cristalizo a gratidão por viver
E só na partilha existe o sentimento do que é existir
E do amor retira-se a razão que a vida tem
E ser amor e ser flor não permite que haja tempo para criticar
para por em causa um sonho que em si se concretizou
Vou escrever, escrever até cansar
Descrever o sentimento mais fundo que houver e souber cantar
por mim o seu pranto,
Fechar-me a este mundo inconstante de si, ver o que de dentro está ainda presente
e o que precisa sair do que cá dentro está a mais
E estou cansada de quem sabe de tudo e não sabe de si porque não sabe nada
E estou cansada e ver e esquecer o que faz sentido e que realmente é preciso
E estou cansada deestar cansada e gastar energia onde não precisava,
num lamento que não e viver
Sonho ser como flor, ser como mar, permanecer
no sonho humano de morrer para si mesmo
Não deixar o sonho matar-se a si mesmo por não saber
calar a sua boca.
Por não deixar o silencio da ausência penetrar nas células vivas
da esperança
E parecer louca faz-me sentir tão profundamente certa que não me interessa a razão.
Saturday, January 26, 2013
Investigar a íntima razão
Fui investigadora de minha razão,
Porque em todo o lado procurei uma razão para estar viva e nenhuma razão, lá fora, encontrei.
E em todo o lado procurei,
Procurei nas ondas do mar que ecoam um som que toca na alma e retorna
Procurei nas montras intermitentes de lojas que piscam o seu reflexo sem parar
Procurei entre as pessoas mais perdidas de si que assumem-se desencontradas do mundo
Procurei entre pessoas conhecedoras de todas as morais do viver.
Até procurei ao longo de dias, em livros que se afirmavam e se desmentiam e que no fim contavam que não precisavam mais de sequer existir.
E no fim fiquei pior que no início…
Fiquei cansada, cheia, confusa, repleta de excedentes do que não era eu mas poderia ser
Repleta de coisas em minha cabeça, que eram apenas pontas soltas a espera de que eu as desmanchasse de uma vez.
Voltei a querer ser pequena, a sussurrar aos anjos e a pedi-los que pudesse ver novamente cores na vida para poder observar novamente de longe o céu, vendo a magia de não saber o que ele realmente é.
Voltei a querer diminuir e esquecer dos nomes que fazem multiplicar as dúvidas em minha cabeça ao torná-las maiores do que as estrelas que já existem, as mesmas estrelas que eu tanto queria poder alcançar.
Retornei a um pequeno abrigo, procurei apenas um simples aconchego,
procurei deixar as lágrimas simplesmente caírem e nunca mais olhar para trás.
Quis poder deixar a angústia de querer alguma coisa e desejar poder um dia novamente conformar-me em nada saber e nada ter com o que me preocupar, mas sem poder deixar o coração para traz, levei-o a mesma comigo.
Porque não existe moral mais funda que a própria vida, que é mais certa e incerta que qualquer lei que se possa criar… e só isso faz dela também, a mais importante.
E no fim descobri, que durante todo esse tempo que passei a procurar, podia simplesmente ter apreciado.
Que tudo o que passei, nunca fará de mim nem mais nem menos do que sempre houvera sido.
Foi assim, que consegui acordar e saber o que de mim estava até agora adormecido.
Porque em todo o lado procurei uma razão para estar viva e nenhuma razão, lá fora, encontrei.
E em todo o lado procurei,
Procurei nas ondas do mar que ecoam um som que toca na alma e retorna
Procurei nas montras intermitentes de lojas que piscam o seu reflexo sem parar
Procurei entre as pessoas mais perdidas de si que assumem-se desencontradas do mundo
Procurei entre pessoas conhecedoras de todas as morais do viver.
Até procurei ao longo de dias, em livros que se afirmavam e se desmentiam e que no fim contavam que não precisavam mais de sequer existir.
E no fim fiquei pior que no início…
Fiquei cansada, cheia, confusa, repleta de excedentes do que não era eu mas poderia ser
Repleta de coisas em minha cabeça, que eram apenas pontas soltas a espera de que eu as desmanchasse de uma vez.
Voltei a querer ser pequena, a sussurrar aos anjos e a pedi-los que pudesse ver novamente cores na vida para poder observar novamente de longe o céu, vendo a magia de não saber o que ele realmente é.
Voltei a querer diminuir e esquecer dos nomes que fazem multiplicar as dúvidas em minha cabeça ao torná-las maiores do que as estrelas que já existem, as mesmas estrelas que eu tanto queria poder alcançar.
Retornei a um pequeno abrigo, procurei apenas um simples aconchego,
procurei deixar as lágrimas simplesmente caírem e nunca mais olhar para trás.
Quis poder deixar a angústia de querer alguma coisa e desejar poder um dia novamente conformar-me em nada saber e nada ter com o que me preocupar, mas sem poder deixar o coração para traz, levei-o a mesma comigo.
Porque não existe moral mais funda que a própria vida, que é mais certa e incerta que qualquer lei que se possa criar… e só isso faz dela também, a mais importante.
E no fim descobri, que durante todo esse tempo que passei a procurar, podia simplesmente ter apreciado.
Que tudo o que passei, nunca fará de mim nem mais nem menos do que sempre houvera sido.
Foi assim, que consegui acordar e saber o que de mim estava até agora adormecido.
Dança da vida
De volta a escrita...
Vida, tu és uma dança,
És uma dança de vultos, dança de corpos
E como dançam os corpos a beleza e feiura do mundo!
Vida, és como uma sombra que passa, e pode reconhecer seu nome ou não
E as sombras quando pensam que se reconhecem é porque não sabem quem são
Pois só quando não sabem de si, podem saber que estão realmente a viver
E por isso, só sabem de si a dançar
E ainda assim,
As vezes, dá-se uma chance apenas ao que está a venda
Dá-se uma chance ao que há do passado de amargurado e que não se pode esquecer
Dá-se uma chance ao simples passar do tempo
Dá-se uma chance a tudo o que possa camuflar, e aprende-se a fingir que não existe nada que realmente possa alterar alguma coisa.
Porque tanto temos a proteger, porque o pouco que tínhamos foi vendido em saldos.
E no fim, muito pouco possuímos de nós.
Quando não se dá uma chance aos velhos sonhos de criança
Quando não se dá uma chance ao que trazemos de nós mesmos,
não se dá chance a quem errou em seguir o seu instinto e agora se sente incapaz
Não se dá chance a outros que tentam e embora o façam pareçam tão iguais aos demais.
Porque dar essa chance seria abdicar da certeza, dá fé em nunca haver nada de novo que possa alterar alguma coisa.
Seria abdicar da certeza de que somos diferentes dos outros, não erramos, porque se errarmos confirmamos que nada de nós temos sido.
E a conveniência da rotina, é tão fácil de seguir…
E a ilusão continua tão barata, tão fácil de se engolir
E como é fácil entrar nesse jogo, e só assim, passar despercebido
Porque aparentemente justificar minhas escolhas, seria estragar a minha maquilhagem de vítima.
Mas como dançam esses loucos das ruas
São desgraçados, tem roupas estranhas, será que não percebem isso?
Quando não se dá uma chance a ausência,
Quando não se dá uma chance ao ouvir do porque do coração bater
Não se pára, porque isso nos tornaria atrasados em relação as restantes pessoas que se comparavam a si mesmas.
Não se dá uma chance a mudança de cores do céu, e ainda assim os humores tentam estragar a grande imagem de mim que tento manter
Não se dá uma chance a um sonho porque não traria beneficio nenhum, e o caminho que sigo já está mais bem trilhado, permitindo manter os demónios em seus respectivos lugares marcados.
E não há mais tempo para danças!
Vida, tu és uma dança,
És uma dança de vultos, dança de corpos
E como dançam os corpos a beleza e feiura do mundo!
Vida, és como uma sombra que passa, e pode reconhecer seu nome ou não
E as sombras quando pensam que se reconhecem é porque não sabem quem são
Pois só quando não sabem de si, podem saber que estão realmente a viver
E por isso, só sabem de si a dançar
E ainda assim,
As vezes, dá-se uma chance apenas ao que está a venda
Dá-se uma chance ao que há do passado de amargurado e que não se pode esquecer
Dá-se uma chance ao simples passar do tempo
Dá-se uma chance a tudo o que possa camuflar, e aprende-se a fingir que não existe nada que realmente possa alterar alguma coisa.
Porque tanto temos a proteger, porque o pouco que tínhamos foi vendido em saldos.
E no fim, muito pouco possuímos de nós.
Quando não se dá uma chance aos velhos sonhos de criança
Quando não se dá uma chance ao que trazemos de nós mesmos,
não se dá chance a quem errou em seguir o seu instinto e agora se sente incapaz
Não se dá chance a outros que tentam e embora o façam pareçam tão iguais aos demais.
Porque dar essa chance seria abdicar da certeza, dá fé em nunca haver nada de novo que possa alterar alguma coisa.
Seria abdicar da certeza de que somos diferentes dos outros, não erramos, porque se errarmos confirmamos que nada de nós temos sido.
E a conveniência da rotina, é tão fácil de seguir…
E a ilusão continua tão barata, tão fácil de se engolir
E como é fácil entrar nesse jogo, e só assim, passar despercebido
Porque aparentemente justificar minhas escolhas, seria estragar a minha maquilhagem de vítima.
Mas como dançam esses loucos das ruas
São desgraçados, tem roupas estranhas, será que não percebem isso?
Quando não se dá uma chance a ausência,
Quando não se dá uma chance ao ouvir do porque do coração bater
Não se pára, porque isso nos tornaria atrasados em relação as restantes pessoas que se comparavam a si mesmas.
Não se dá uma chance a mudança de cores do céu, e ainda assim os humores tentam estragar a grande imagem de mim que tento manter
Não se dá uma chance a um sonho porque não traria beneficio nenhum, e o caminho que sigo já está mais bem trilhado, permitindo manter os demónios em seus respectivos lugares marcados.
E não há mais tempo para danças!
Saturday, December 15, 2012
Sentir em segredo
Navengando nos mares da ausência
Procuro um caminho obscuro
Algo escuro onde me possa abrigar
Onde isolada possa realmente escutar
Seguindo o ventre da origem
Busco um germe muito mais fundo
Algo onde possa estar feliz com meus medos
Onde isolada possa realmente olhar o céu
Navegando nessas profundezas
Sinto o conforto da escuridão
E quando a luz me atinge, fujo
Negando o conforto de fingir,
preferindo viver na solidão
Porque só em minhas profundezas,
Posso sem razão te encontrar
Posso sem ver realmente saber o que é sentir
E não tendo a quem, de ti, falar
Não tenho quem possa estragar o nosso segredo
Quando não se quer explicar
Tudo o que se faz é calar
Quando não se tem o que perder
Tudo o que se sente pode ser o bastante
E quando mais um amanhecer, aos gritos, me acordar
Não me assustará os olhares incompreendidos de quem não sabe sentir
E nunca, há de me assustar ver quem como eu precisou escolher a escuridão
.
Procuro um caminho obscuro
Algo escuro onde me possa abrigar
Onde isolada possa realmente escutar
Seguindo o ventre da origem
Busco um germe muito mais fundo
Algo onde possa estar feliz com meus medos
Onde isolada possa realmente olhar o céu
Navegando nessas profundezas
Sinto o conforto da escuridão
E quando a luz me atinge, fujo
Negando o conforto de fingir,
preferindo viver na solidão
Porque só em minhas profundezas,
Posso sem razão te encontrar
Posso sem ver realmente saber o que é sentir
E não tendo a quem, de ti, falar
Não tenho quem possa estragar o nosso segredo
Quando não se quer explicar
Tudo o que se faz é calar
Quando não se tem o que perder
Tudo o que se sente pode ser o bastante
E quando mais um amanhecer, aos gritos, me acordar
Não me assustará os olhares incompreendidos de quem não sabe sentir
E nunca, há de me assustar ver quem como eu precisou escolher a escuridão
.
Tuesday, December 11, 2012
Reflexões no submundo
Hoje estou no submundo,
visito o submundo da consciência com um fulgor de ingênua e infantil esperança
Meus olhos abrem por compaixão a esse mundo dentre tantos esquecido
Meus olhos feridos resistem à sua inquietação procurando por dentro respostas a tanto sofrimento
E ganho fé num novo mundo porque por conviver com tal submundo,
Tenho visão suficiente para contemplar o actual mundo
Com suas nuances de loucura, inquietação, preguiça
Por seus milagres de gratidão, amor, compaixão e fé
Mas neste momento, o meu coração chora,
Chora enquanto a consciência teima em ficar e meu caminho iluminar.
E vejo e me revejo na revolta do mundo e na vontade de o reformular deste o seu mais profundo anseio.
Vejo-me na vontade de reconstruir base nova que dê novos frutos sem essa amagura de viver para pagar a vida e morrer.
Vontade de clarear e tornar novos os velhos olhos desesperados e perdidos da virtude de simplesmente viver.
Vontade de semear, plantar e colher novos amanheceres de paz, sem permitir que essa profunda tristeza faça meu coração parar para sofrer na solidão.
O submundo não está pacato, está ardente na sua inquietação
Procura no calor de um segundo sugar mais algum motivo que haja para destruir a verdade da restante razão.
Procura com palavras ridículas sugar quem procura no amor seu caminho frutífero
Porque quer enganar, quer tirar a energia, fazer parecer que caminhar no caminho se faz impossível num mundo que seduz com destruição.
Mas essa impossibilidade só existe quando não existe paz.
E por isso, ele inquieta, aprisiona, torna a mente incapaz,
Sendo ineficaz com o tempo que destapa o seu infrutífero futuro.
É por isso que prefiro parecer ridícula, entre tantos, a abdicar de uma inocencia infantil, única que permite a abertura de um caminho conduzente a uma ansiada paz.
visito o submundo da consciência com um fulgor de ingênua e infantil esperança
Meus olhos abrem por compaixão a esse mundo dentre tantos esquecido
Meus olhos feridos resistem à sua inquietação procurando por dentro respostas a tanto sofrimento
E ganho fé num novo mundo porque por conviver com tal submundo,
Tenho visão suficiente para contemplar o actual mundo
Com suas nuances de loucura, inquietação, preguiça
Por seus milagres de gratidão, amor, compaixão e fé
Mas neste momento, o meu coração chora,
Chora enquanto a consciência teima em ficar e meu caminho iluminar.
E vejo e me revejo na revolta do mundo e na vontade de o reformular deste o seu mais profundo anseio.
Vejo-me na vontade de reconstruir base nova que dê novos frutos sem essa amagura de viver para pagar a vida e morrer.
Vontade de clarear e tornar novos os velhos olhos desesperados e perdidos da virtude de simplesmente viver.
Vontade de semear, plantar e colher novos amanheceres de paz, sem permitir que essa profunda tristeza faça meu coração parar para sofrer na solidão.
O submundo não está pacato, está ardente na sua inquietação
Procura no calor de um segundo sugar mais algum motivo que haja para destruir a verdade da restante razão.
Procura com palavras ridículas sugar quem procura no amor seu caminho frutífero
Porque quer enganar, quer tirar a energia, fazer parecer que caminhar no caminho se faz impossível num mundo que seduz com destruição.
Mas essa impossibilidade só existe quando não existe paz.
E por isso, ele inquieta, aprisiona, torna a mente incapaz,
Sendo ineficaz com o tempo que destapa o seu infrutífero futuro.
É por isso que prefiro parecer ridícula, entre tantos, a abdicar de uma inocencia infantil, única que permite a abertura de um caminho conduzente a uma ansiada paz.
Wednesday, December 05, 2012
Ser como árvore
Quando o mundo virar-se ao contrário
Vou estar firma e hirta como uma árvoreCom meus braços abertos ao amor
E com minhas pernas fixas a uma verdade superior
E em silencio dissiparei o que trago no peito
Retirando da ausência a mais profunda paz interior
Sendo que de fora meros ecos ficarão
De apenas pura e verdadeira emoção
De onde sempre brotou a verdade do mundo.
Voar sob horizontes além
Quero ler, ler, ler até cansar
Ser poesia, vento e mar
Quero ser todas as iniciações, ser os elementos do mundo
Quero ser todas as sensações e saborear os sabores de todos os segundos
E ser vida de borboleta ao tranformar-me e deixar-me voar
Vou preparar o próximo salto rumo ao horizonte
Vou preparar as velas para navegar no breu de tudo o que não sei
E de tudo o que sinto, navegarei no que já vi mas já não me lembro
Quero ler, ler tudo para depois poder cantar
E saber como dizer aos outros o que sinto
Navegando suavemente sob os sonhos do mundo
Voando sobre outros horizontes além,
Saboreando amor das palavras que da alma do mundo possam sair
E assim, continuarei, vivendo e dançando
no mais profundo de mim através do mais profundo de ti
Sempre almejando a próxima canção,
como quem almeja um próximo livro
Serei como o voo da ave,
estarei navegando num imenso oceano
sendo sempre fiel a projecção de um sonho profundo.
Ser poesia, vento e mar
Quero ser todas as iniciações, ser os elementos do mundo
Quero ser todas as sensações e saborear os sabores de todos os segundos
E ser vida de borboleta ao tranformar-me e deixar-me voar
Vou preparar o próximo salto rumo ao horizonte
Vou preparar as velas para navegar no breu de tudo o que não sei
E de tudo o que sinto, navegarei no que já vi mas já não me lembro
Quero ler, ler tudo para depois poder cantar
E saber como dizer aos outros o que sinto
Navegando suavemente sob os sonhos do mundo
Voando sobre outros horizontes além,
Saboreando amor das palavras que da alma do mundo possam sair
E assim, continuarei, vivendo e dançando
no mais profundo de mim através do mais profundo de ti
Sempre almejando a próxima canção,
como quem almeja um próximo livro
Serei como o voo da ave,
estarei navegando num imenso oceano
sendo sempre fiel a projecção de um sonho profundo.
Wednesday, November 28, 2012
Para trilhar esferas mais fundas
Experimenta perguntar a um raio de Sol o que ele sente!
Mas não acredites no que alguém te disse sem pensar!Pergunta as nuvens do céu o que elas hoje sentem
Mas nunca escutes cegamente os comentários que alguém te disse sem sentir
Amor, lembra que o meu coração continua a bater na tua ausência
Mas não acredites no que a minha boca te diz quando ele se encontra magoado
Procura que o silêncio seja a tua melhor companhia de hoje
Para que quando tenhas algo a dizer não te saia do receio que ele apareça e saia sim pelo resultado da sua presença.
Evita lugares e pessoas que não se conhecem e que por isso te confundem
Não por falta de amor por elas mas porque ao estares confuso não sabes ver quem realmente elas são.De receios que assumiram o lugar de todos os nossos verdadeiros anseios.
E o amor nos aparecerá sem necessidade de aprovação maior do que a aprovação que brota do nosso próprio coração.
O que os espíritos dizem
Estou cansada das pessoas
Não das pessoas como pessoas mas daquilo que as pessoas
pensam serEstou cansada das pessoas mas não daquilo que as pessoas sentem
Estou cansada daquilo que as pessoas pensam que não são
Cansada de todas essas limitações auto impostas
Farta dessas amarras que a nós nos colocamos sem razão de ser
Quero deixar esse medos infundados que nos prendem a falsa normalidade e responsabilidade de viver
Estou cansada de pagar com os meus sonhos o acto de respirar
Quero estar longe das máscaras que as pessoas usam para
afastar seus receios e ideias infantisProcuro um desformatar para deixar de ser apenas o resultado do ambiente sofrido, que coloniza uma alma comum de um lugar
E manter-me num rumo profundo que eu possa definir enquanto estou a rezar
Estou cansada do mundo, por amar o íntimo da essência do que ele realmente é
Cansada desta vida porque pergunto em cada segundo pela pergunta do mundo e a resposta está em tudo o que possa permanecer
Mas quando olho a volta tudo o que eu vejo são prisioneiros
de uma superfície que nem sequer é real.
E com isso já deixei de sofrer, porque a vida afinal sempre
foi bênção, sempre foi amor, mas o ser humano escolhe não ver para se adaptar
ao sofrimento de uma maioria que finge ser o que não é e por isso não vê.Até quando serei mero reflexo?
Até quando meu ser se aguentará em meu corpo assim?
Ser reflexo traz-me a melancolia de um passado entre vidas que não lembro mas sinto
E quando escrevo tudo se torna claro, como água translúcida.
Agora percebo que Avalon é o verdadeiro mundo
E que o mundo manifesto é que é ilusão.
Porque percebo os outros pelos sentimentos que sentem
E ss sentimentos são o caminho para os seus espíritos
Não as suas aparências…
Porque percebo o mundo pela sua beleza, pela arte, pela
música
Se me reger pelo que o mundo me diz me consumo pelo enganoPorque, na maior parte dos casos, as palavras não dizem o que os espíritos realmente querem dizer.
Sunday, November 18, 2012
Sensações
«Sinto os outros em mim
Em minhas fobias, medos, constatações,
sinto o que os torna receosos
...
Em minhas fobias, medos, constatações,
sinto o que os torna receosos
...
Os outros guardam o seu lugar em mim
E os seus postos, seus gestos, suas sensações
Sou de sua morada, guardando em mim todos os seus sentimentos
Sabendo de mim o que pouco sei,
Sabendo que sou apenas o registo de alguém
De mim mesma apenas fico aquém
Sendo eco personalizado do exterior
Lástima de um interior pouco compreendido
Sou mais de outros que de mim
Sou parte ínfima de algo muito complexo de ser entendido
Percorrendo em mim profundos paradoxos entre o que de mim se mexe e isso que não é de mim sendo mais de mim que o que eu pensava que seria.
Ao mesmo tempo existe uma ânsia que respira em meu peito
Algo que não se ve, vem por mim ser sentimentos e compreensões além
Eu compreendo o que está além e só nesse além sinto realmente quem sou
Pois de fora tudo é demasiado superficial
E de dentro tudo parece demasiado pouco importante para ter alguma importância
Pois não escrevo sobre ideais.
Existe algo além de mim que por mim se move
E reflexos do que isso seja percorrem agora meu ser enquanto escrevo
E assim enquanto peso… a consciência viaja
Tudo parece tão pouco importante
Que nem sei onde realmente deverei estar nisso tudo
Apenas os outros parecem realmente valer apena
Apenas as preocupações dos outros
Não o que repetem sem sentir
Escutar o bater de corações
Sentir a complexidade da vida
Só isso é realmente viver»
E os seus postos, seus gestos, suas sensações
Sou de sua morada, guardando em mim todos os seus sentimentos
Sabendo de mim o que pouco sei,
Sabendo que sou apenas o registo de alguém
De mim mesma apenas fico aquém
Sendo eco personalizado do exterior
Lástima de um interior pouco compreendido
Sou mais de outros que de mim
Sou parte ínfima de algo muito complexo de ser entendido
Percorrendo em mim profundos paradoxos entre o que de mim se mexe e isso que não é de mim sendo mais de mim que o que eu pensava que seria.
Ao mesmo tempo existe uma ânsia que respira em meu peito
Algo que não se ve, vem por mim ser sentimentos e compreensões além
Eu compreendo o que está além e só nesse além sinto realmente quem sou
Pois de fora tudo é demasiado superficial
E de dentro tudo parece demasiado pouco importante para ter alguma importância
Pois não escrevo sobre ideais.
Existe algo além de mim que por mim se move
E reflexos do que isso seja percorrem agora meu ser enquanto escrevo
E assim enquanto peso… a consciência viaja
Tudo parece tão pouco importante
Que nem sei onde realmente deverei estar nisso tudo
Apenas os outros parecem realmente valer apena
Apenas as preocupações dos outros
Não o que repetem sem sentir
Escutar o bater de corações
Sentir a complexidade da vida
Só isso é realmente viver»
Monday, October 22, 2012
Lágrimas de crocodilo
Quero escrever até cansar
Ser como atriz, sendo alegria e dor
E saber fazer magia com o passar do tempo
Escolhi ser poeta, ser criança
Para poder inventar uma dança que refaça o amanhecer
Para ver onde errei e poder rir com as quedas que dei
Ver o que fazer com todas essas palavras soltas
que nem a idade adulta pode aprender a segurar
E ver onde me deixo soltar
Vou ver até onde posso perseguir o teu olhar
E refazer-me numa história qualquer que hoje ousou me imaginar
E vou descrever estrelas com minhas lágrimas até serem lágrimas de crocodilo
Vou fazer do meu peito laboratório de sabores descritos
Sendo cada sabor mais do que imaginação, sendo parte de um espírito vivo.
E quando alguém me ousar desafiar para um duelo
Quando alguém puser em causa minha pequena condição
Terei suficiente alma para enfrentar todos os monstros que habitarem a mente e que tentarem fugir do coração.
E poderei ter orgulho em ser grão de areia
E saber me render até ter o coração na mão
Mas sendo sempre rainha e refém da minha momentânea imaginação.
Ser como atriz, sendo alegria e dor
E saber fazer magia com o passar do tempo
Escolhi ser poeta, ser criança
Para poder inventar uma dança que refaça o amanhecer
Para ver onde errei e poder rir com as quedas que dei
Ver o que fazer com todas essas palavras soltas
que nem a idade adulta pode aprender a segurar
E ver onde me deixo soltar
Vou ver até onde posso perseguir o teu olhar
E refazer-me numa história qualquer que hoje ousou me imaginar
E vou descrever estrelas com minhas lágrimas até serem lágrimas de crocodilo
Vou fazer do meu peito laboratório de sabores descritos
Sendo cada sabor mais do que imaginação, sendo parte de um espírito vivo.
E quando alguém me ousar desafiar para um duelo
Quando alguém puser em causa minha pequena condição
Terei suficiente alma para enfrentar todos os monstros que habitarem a mente e que tentarem fugir do coração.
E poderei ter orgulho em ser grão de areia
E saber me render até ter o coração na mão
Mas sendo sempre rainha e refém da minha momentânea imaginação.
O amor
Hoje no trabalho pediram-me para fazer uma composição sobre o amor... xD
***
Amor,
É saber perdoar quando se tem o peito a sangrar
É ver a simplicidade onde antes só confusão havia
É ser a singularidade e a magia
E jurar com o que não se sabe se se pode cumprir
Amar
É compreender na solidão
É sentir a essência e a beleza ao mesmo tempo
É esperar que passe a brisa e o trovão
É ser criança para sempre
E quando não há mais o que entregar
Entrega-se o peito porque o desejo é dar
E esquecendo de como se receber, o segredo é confiar
E ao mundo cruel lá fora, é ser-se indiferente
O amor,
Não é refúgio mas pode ser protecção
Não é apenas arte, é magia, é criação
Não é para se explicar,
é para aprender a ter-se prazer ao se ser vencido
E assim, poder render e entregar o mais puro do que se traz no peito.
***
Amor,
É saber perdoar quando se tem o peito a sangrar
É ver a simplicidade onde antes só confusão havia
É ser a singularidade e a magia
E jurar com o que não se sabe se se pode cumprir
Amar
É compreender na solidão
É sentir a essência e a beleza ao mesmo tempo
É esperar que passe a brisa e o trovão
É ser criança para sempre
E quando não há mais o que entregar
Entrega-se o peito porque o desejo é dar
E esquecendo de como se receber, o segredo é confiar
E ao mundo cruel lá fora, é ser-se indiferente
O amor,
Não é refúgio mas pode ser protecção
Não é apenas arte, é magia, é criação
Não é para se explicar,
é para aprender a ter-se prazer ao se ser vencido
E assim, poder render e entregar o mais puro do que se traz no peito.
Coisas mais que coisas
Há coisas, que nos tocam fundo
Que procuram refúgio em nós
Que vêem de outro mundo
Há coisas, que não se sabe bem de onde vêem
Se da imaginação, se da emoção
Ou se da alma comum que abriga tudo
Há coisas, que não consigo explicar
E quanto mais tento menos compreendo
Porque não explica o que tudo transcende
Há coisas, que dão esperança quando nada parece restar
Que mudam ou que ficam e perduram por mais que o tempo possa passar
E que só aparecem bem descritas em lado nenhum
Há coisas,
Que são tão minhas que acabam sendo de muitas outras pessoas
Que num momento nos escapam e que ao deixarem-se fugir
Nos tornam humanos ou qualquer coisas mais ou menos do que isso
Porque somos muito comuns ao sermos incomuns
E somos mais fortes quando nos deixamos ser fracos
Porque explicamos tudo melhor com gestos que não se permitem parar
Porque as vezes nos deixamos sonhar com o que está longe, esquecendo o que está perto
Porque muitas vezes esquecemos o essencial para nos segurarmos no que apenas sabia encobrir tudo
Porque ao estarmos errados parecemos sempre certos para o mundo.
Que procuram refúgio em nós
Que vêem de outro mundo
Há coisas, que não se sabe bem de onde vêem
Se da imaginação, se da emoção
Ou se da alma comum que abriga tudo
Há coisas, que não consigo explicar
E quanto mais tento menos compreendo
Porque não explica o que tudo transcende
Há coisas, que dão esperança quando nada parece restar
Que mudam ou que ficam e perduram por mais que o tempo possa passar
E que só aparecem bem descritas em lado nenhum
Há coisas,
Que são tão minhas que acabam sendo de muitas outras pessoas
Que num momento nos escapam e que ao deixarem-se fugir
Nos tornam humanos ou qualquer coisas mais ou menos do que isso
Porque somos muito comuns ao sermos incomuns
E somos mais fortes quando nos deixamos ser fracos
Porque explicamos tudo melhor com gestos que não se permitem parar
Porque as vezes nos deixamos sonhar com o que está longe, esquecendo o que está perto
Porque muitas vezes esquecemos o essencial para nos segurarmos no que apenas sabia encobrir tudo
Porque ao estarmos errados parecemos sempre certos para o mundo.
Saturday, October 06, 2012
A Natureza é que cura!
Vivemos numa sociedade movida ao lucro e que portanto, não procura principalmente a liberdade do indivíduo, nem procura melhorar a educação, nem melhorar a protecção das pessoas, animais e ambiente, procurando melhorar as relações entre estados e pessoas.
Vivemos numa sociedade que procura sim, fundamentalmente, um lucro desenfreado que alimente uma cultura e economias sem ética, que baseando-se em números infinitos representam recursos finitos.
Porque a prioridade é o dinheiro.
É por isso que, segundo a minha perspectiva, neste momento, temos principalmente 2 opções:
Podemos escolher viver iludidos com todas essas ofertas que nos são oferecidades pelos meios de (des)comunicação, tendo plena consciência de todas as coisas que possuímos e que não utilizamos, mas cegamente, seguindo o rebanho por ser mais fácil.
Cumprindo nosso trabalho seguro das 9h às 18h (quando o temos), podemos viver reclamando aos outros os nossos problemas pessoais procurando nunca assumir que podemos sempre seguir outro caminho por nossa própria iniciativa.
Ou, podemos procurar caminhos alternativos a esse consumismo desenfreado, a essa política de crescimento à base do decrescimento da consciência global, a esse desrespeito às escolhas mais acertadas em prol de uma mente colectiva doentia mas bem aceite por dar lucro.
O livre-arbítrio, esse pelo menos, ainda é nosso!
É por isso que o meu interesse por estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis começou cedo, e para comemorar que semana que vem começo um curso em Naturopatia, aqui reuno grandes artigos que demonstram claras evidências das vantagens de confiarmos na Natureza, e também, nos mostram como podemos assumir ter uma maior consciência face à nossa saúde e a saúde do planeta.
« Thomas Edison disse:
"Enquanto os cientistas não souberem fabricar uma plantinha viva, é melhor confiar na natureza do que na ciência".
a) Rumos complexos b) Rumos simples
O grande mestre da biologia molecular,
Erwin Chargaff, disse:
"Como limite moral da ciência exijo, como mínimo, que não
deturpe a natureza; que não torne o homem desumano.
Receio, porém, que da maneira que hoje é praticada,
a ciência esteja a ponto de obter justamente
esses dois resultados"
Aspartame, um veneno!
Diversas bebidas "light" são adoçadas com aspartame, que a partir de 33°C se torna metanol (álcool metílico), que é muito tóxico e se degrada em formaldeído (formol), que é mais tóxico ainda! No organismo humano, à temperatura de 37°C, o aspartame produz estragos graves, diabete e principalmente câncer do cérebro. Foi inventado pela Monsanto, no âmbito de pesquisas para a guerra química. Numerosos cientistas e médicos estão exigindo a sua interdição, mas esse neurotóxico ainda é amplamente consumido em mais de 90 países - principalmente pelos jovens que procuram emagrecer!
Quando vamos abolir a loucura das indústrias alimentícias, que não têm nenhum respeito à saúde dos povos?
(Santé Nouvelles, outubro 2004)
Alimentos industrializados causam deformidades ósseas
Em suas pesquisas entre os povos nativos, o famoso dentista Weston Price mostrou que os alimentos refinados modernos deformam o maxilar inferior e produzem deformidades no esqueleto inteiro. Ele notou que os ombros largos dos homens estavam se tornando mais estreitos e que a pelve da mulher - com o espaço necessário para carregar o bebê e dar à luz - também estava se estreitando. Além disso, apareciam deformidades nos pés quando os pais mudavam de sua alimentação tradicional para alimentos refinados / industrializados. Os bebês - nascidos quando os pais ainda se alimentavam com os alimentos naturais locais - estavam com saúde perfeita.
(What Doctors Don't Tell You, janeiro 2005)
Efeito do açúcar
Emanuel Cheraskin mostrou, em suas pesquisas, que a ingestão de apenas uma colher de chá de açúcar imediatamente reduz em 50% a destruição dos germes pelos glóbulos brancos. A sua capacidade normal de destruir os germes volta somente após cinco horas. Milhões de pessoas consomem, em média, duas ou três colheres de chá de acúcares de todos os tipos, a cada hora e cada dia - mantendo a sua defesa imunológica constantemente em baixa.
(Wright JV. Nutrition & Healing 2004, vol. 11, nº2, p 5)
Evitando aditivos
Os alimentos industrializados causam muitos problemas à saúde, principalmente devido aos aditivos (acidulantes, adoçantes, antioxidantes, antiumectantes, aromatizantes, conservantes, corantes, espessantes, estabilizantes) extremamente nocivos.
Para não prejudicar a nossa saúde, Robert Hatherill, o autor do famoso livro The Brain Gate, sugere a seguinte norma prática: "Leia o conteúdo na embalagem e, se um produto contiver mais do que cinco aditivos, não coma."
(Earth Save News, outono 2003, p 8).
Fraturas
Um estudo publicado no ano 2000 emArchives of Pediatrics & Adolescent Medicinemostrou que as adolescentes que praticam esportes sofriam três vezes mais fraturas quando bebiam muitos refrigerantes, do que as meninas da mesma idade, que bebiam principalmente água e leite.
"Sabores e cores artificiais são associados com problemas respiratórios alérgicos, urticária, lesões na língua e em mucosas (como na boca), problemas digestivos, dores de cabeça, bem como distúrbios comportamentais, incluindo a hiperatividade na infância". »
http://www.taps.org.br/alimentacao/breves-alim-ind
Permacultura
http://permaculturaportugal.ning.com/
Ecovilas
Medicina Ayurvedica
http://www.imt.pt
Medicina Tradicional Chinesa
http://www.ipnaturologia.com/
Terapias Não convencionais
Educação Waldorf
Yoga, Chi Kung...
Tantra
http://www.academiadeyoga.pt/
Protecção dos animais, vegetarianismo
http://beawarebechange.blogspot.pt/
Trocas
http://www.believeinportugal.info/
Campanha de protecção das sementes
http://www.seed-sovereignty.org/PT/
Arte
http://chilloutarthouse.blogspot.com/
Os maiores problemas não surgem das dificuldades que nos aparecem na vida, os maiores problemas surgem em não assumirmos que podemos fazer melhores opções, ultrapassar essas mesmas dificuldades, e assim, garantir um futuro melhor!
Vivemos numa sociedade que procura sim, fundamentalmente, um lucro desenfreado que alimente uma cultura e economias sem ética, que baseando-se em números infinitos representam recursos finitos.
Porque a prioridade é o dinheiro.
É por isso que, segundo a minha perspectiva, neste momento, temos principalmente 2 opções:
Podemos escolher viver iludidos com todas essas ofertas que nos são oferecidades pelos meios de (des)comunicação, tendo plena consciência de todas as coisas que possuímos e que não utilizamos, mas cegamente, seguindo o rebanho por ser mais fácil.
Cumprindo nosso trabalho seguro das 9h às 18h (quando o temos), podemos viver reclamando aos outros os nossos problemas pessoais procurando nunca assumir que podemos sempre seguir outro caminho por nossa própria iniciativa.
Ou, podemos procurar caminhos alternativos a esse consumismo desenfreado, a essa política de crescimento à base do decrescimento da consciência global, a esse desrespeito às escolhas mais acertadas em prol de uma mente colectiva doentia mas bem aceite por dar lucro.
O livre-arbítrio, esse pelo menos, ainda é nosso!
É por isso que o meu interesse por estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis começou cedo, e para comemorar que semana que vem começo um curso em Naturopatia, aqui reuno grandes artigos que demonstram claras evidências das vantagens de confiarmos na Natureza, e também, nos mostram como podemos assumir ter uma maior consciência face à nossa saúde e a saúde do planeta.
Saúde sim, mas com ética e amor!
Porque é a natureza que nos cura!
« Thomas Edison disse:
"Enquanto os cientistas não souberem fabricar uma plantinha viva, é melhor confiar na natureza do que na ciência".
a) Rumos complexos b) Rumos simples
a)Roupa especial para cirurgias complexas
b) Curada de leucemia pela planta pervinca rosea L.
Foto: Nina Barnett Foto: Frans Lanting
Foto: Nina Barnett Foto: Frans Lanting
O grande mestre da biologia molecular,
Erwin Chargaff, disse:
"Como limite moral da ciência exijo, como mínimo, que não
deturpe a natureza; que não torne o homem desumano.
Receio, porém, que da maneira que hoje é praticada,
a ciência esteja a ponto de obter justamente
esses dois resultados"
«Sobre os alimentos industrializados
Aspartame, um veneno!
Diversas bebidas "light" são adoçadas com aspartame, que a partir de 33°C se torna metanol (álcool metílico), que é muito tóxico e se degrada em formaldeído (formol), que é mais tóxico ainda! No organismo humano, à temperatura de 37°C, o aspartame produz estragos graves, diabete e principalmente câncer do cérebro. Foi inventado pela Monsanto, no âmbito de pesquisas para a guerra química. Numerosos cientistas e médicos estão exigindo a sua interdição, mas esse neurotóxico ainda é amplamente consumido em mais de 90 países - principalmente pelos jovens que procuram emagrecer!
Quando vamos abolir a loucura das indústrias alimentícias, que não têm nenhum respeito à saúde dos povos?
(Santé Nouvelles, outubro 2004)
Alimentos industrializados causam deformidades ósseas
Em suas pesquisas entre os povos nativos, o famoso dentista Weston Price mostrou que os alimentos refinados modernos deformam o maxilar inferior e produzem deformidades no esqueleto inteiro. Ele notou que os ombros largos dos homens estavam se tornando mais estreitos e que a pelve da mulher - com o espaço necessário para carregar o bebê e dar à luz - também estava se estreitando. Além disso, apareciam deformidades nos pés quando os pais mudavam de sua alimentação tradicional para alimentos refinados / industrializados. Os bebês - nascidos quando os pais ainda se alimentavam com os alimentos naturais locais - estavam com saúde perfeita.
(What Doctors Don't Tell You, janeiro 2005)
Efeito do açúcar
Emanuel Cheraskin mostrou, em suas pesquisas, que a ingestão de apenas uma colher de chá de açúcar imediatamente reduz em 50% a destruição dos germes pelos glóbulos brancos. A sua capacidade normal de destruir os germes volta somente após cinco horas. Milhões de pessoas consomem, em média, duas ou três colheres de chá de acúcares de todos os tipos, a cada hora e cada dia - mantendo a sua defesa imunológica constantemente em baixa.
(Wright JV. Nutrition & Healing 2004, vol. 11, nº2, p 5)
Evitando aditivos
Os alimentos industrializados causam muitos problemas à saúde, principalmente devido aos aditivos (acidulantes, adoçantes, antioxidantes, antiumectantes, aromatizantes, conservantes, corantes, espessantes, estabilizantes) extremamente nocivos.
Para não prejudicar a nossa saúde, Robert Hatherill, o autor do famoso livro The Brain Gate, sugere a seguinte norma prática: "Leia o conteúdo na embalagem e, se um produto contiver mais do que cinco aditivos, não coma."
(Earth Save News, outono 2003, p 8).
Fraturas
Um estudo publicado no ano 2000 emArchives of Pediatrics & Adolescent Medicinemostrou que as adolescentes que praticam esportes sofriam três vezes mais fraturas quando bebiam muitos refrigerantes, do que as meninas da mesma idade, que bebiam principalmente água e leite.
"Sabores e cores artificiais são associados com problemas respiratórios alérgicos, urticária, lesões na língua e em mucosas (como na boca), problemas digestivos, dores de cabeça, bem como distúrbios comportamentais, incluindo a hiperatividade na infância". »
http://www.taps.org.br/alimentacao/breves-alim-ind
Temas interessantes para um conscientizar social:
Permaculturahttp://permaculturaportugal.ning.com/
Ecovilas
Medicina Ayurvedica
http://www.imt.pt
Medicina Tradicional Chinesa
http://www.ipnaturologia.com/
Terapias Não convencionais
Educação Waldorf
Yoga, Chi Kung...
Tantra
http://www.academiadeyoga.pt/
Protecção dos animais, vegetarianismo
http://beawarebechange.blogspot.pt/
Trocas
http://www.believeinportugal.info/
Campanha de protecção das sementes
http://www.seed-sovereignty.org/PT/
Arte
http://chilloutarthouse.blogspot.com/
Os maiores problemas não surgem das dificuldades que nos aparecem na vida, os maiores problemas surgem em não assumirmos que podemos fazer melhores opções, ultrapassar essas mesmas dificuldades, e assim, garantir um futuro melhor!
Wednesday, September 26, 2012
Colorir as flores
Hoje vou escrever uma canção para por toda a gente a sonhar com amor
Vou escrever sobre cada uma das estrelas que vejo
E pelos amores que soltei, acabarei como estrela no fim
Hoje vou lembrar à vida que ainda existe razão para viver
Vou fazer acontecer os sonhos que propus a mim mesma nunca esquecer
E pintar meus receios às cores, para colorirem as flores
Hoje vou encerrar um capítulo para começar um novo
Escreverei um título bem bonito para deixar surgir um sorriso de criança
Reentregando-me as emoções novas que me procurarem
Hoje procurarei e verei onde anda a minha consciência
Para criar novas sementes de esperança
Ajudando no que se refaz de novo porque não pode ser deixado para amanhã
Hoje vou pintar o mundo a aquarela
Irei musicar as estrelas revisitando o amor de um aconchego
Tudo para conhecer uma felicidade interior que sabe estar tão presente numa canção
Hoje vou fazer-me borboleta e deixar-me livre experienciar
Vou fingir saber viver sabendo que nunca houve o que perder
E buscar razões para me entregar sem poder olhar para trás
Vou viver o futuro com olhar de criança
Olhar o passado com o desapego de flor
Viver no presente como quem nada tem a perder
Vou soltar tudo sendo mar
E sem saber quando regressar, vou voar
Hoje vou viver cantando, sonhar escrevendo, fazer para criar
E enquanto mergulho num interior de tudo, vou revisitando o estampado que colore o mundo.
************
Vou escrever sobre cada uma das estrelas que vejo
E pelos amores que soltei, acabarei como estrela no fim
Hoje vou lembrar à vida que ainda existe razão para viver
Vou fazer acontecer os sonhos que propus a mim mesma nunca esquecer
E pintar meus receios às cores, para colorirem as flores
Hoje vou encerrar um capítulo para começar um novo
Escreverei um título bem bonito para deixar surgir um sorriso de criança
Reentregando-me as emoções novas que me procurarem
Hoje procurarei e verei onde anda a minha consciência
Para criar novas sementes de esperança
Ajudando no que se refaz de novo porque não pode ser deixado para amanhã
Hoje vou pintar o mundo a aquarela
Irei musicar as estrelas revisitando o amor de um aconchego
Tudo para conhecer uma felicidade interior que sabe estar tão presente numa canção
Hoje vou fazer-me borboleta e deixar-me livre experienciar
Vou fingir saber viver sabendo que nunca houve o que perder
E buscar razões para me entregar sem poder olhar para trás
Vou viver o futuro com olhar de criança
Olhar o passado com o desapego de flor
Viver no presente como quem nada tem a perder
Vou soltar tudo sendo mar
E sem saber quando regressar, vou voar
Hoje vou viver cantando, sonhar escrevendo, fazer para criar
E enquanto mergulho num interior de tudo, vou revisitando o estampado que colore o mundo.
************
«Vou buscar inspiração as estrelas
Buscar aconchego em minha eterna gratidão
Vou beber sabedoria nas asas que me levarão ao infinito
E iniciarei com ternura a minha peregrinação
Ei de reconhecer do passado a força que criarei em meu coração
Vendo no presente toda a oportunidade para um futuro brillhante
Vou cavar fundo em meu interior fazendo revelar novos mundos que lá fora farão meu ser explora...
Buscar aconchego em minha eterna gratidão
Vou beber sabedoria nas asas que me levarão ao infinito
E iniciarei com ternura a minha peregrinação
Ei de reconhecer do passado a força que criarei em meu coração
Vendo no presente toda a oportunidade para um futuro brillhante
Vou cavar fundo em meu interior fazendo revelar novos mundos que lá fora farão meu ser explora...
r
Vou usar minhas asas para voar rumo ao imensurável do mundo
indo mais além em tudo
Juro por amar reconhecer o divino que há na luz imensurável que cobre o mundo
Reconhecendo nisso tudo quando é preciso ponderar
Pois é preciso saber continuar no caminho rumo ao centro de tudo sempre reconhecendo a beleza em toda a quietude do interior.
Ei de continuar a caminhar rumo a toda completa beleza,
sempre partilhando com outros a melhor pureza
sempre ciente de ser protegida pelo amor,
e das asas do divino
serei saciada pela arte de viver no verdadeiro ser.»
Vou usar minhas asas para voar rumo ao imensurável do mundo
indo mais além em tudo
Juro por amar reconhecer o divino que há na luz imensurável que cobre o mundo
Reconhecendo nisso tudo quando é preciso ponderar
Pois é preciso saber continuar no caminho rumo ao centro de tudo sempre reconhecendo a beleza em toda a quietude do interior.
Ei de continuar a caminhar rumo a toda completa beleza,
sempre partilhando com outros a melhor pureza
sempre ciente de ser protegida pelo amor,
e das asas do divino
serei saciada pela arte de viver no verdadeiro ser.»
Friday, September 21, 2012
Namorar as letras
Namorar as letras
Secar-me em folhas de papel
Recitar sentimentos
Curar-me internamente de um mal entendido escrito
Ler melhor o que está escrito do que foi dito
Deixar registo escrito do que já nos mora dentro
Ser como as personagens que brilham em contos e romances
Habitar num momento numerado numa página de livro
Relembrar a história que alguem deixou escrita num registo
Desapegar-me à força de momentos, que mesmo referentes a séculos atrás,
fizeram intensamente parte de mim horas à fio.
Sacudir o pó aos sentimentos relidos e descobrir que não estavam ainda totalmente esquecidos.
Isto pela saudade que sinto de ter tempo para ler um livro
Isto pelos momentos de prazer que possuo ao escrever doces fragmentos de alguns anseios profundos.
Quero conseguir escrever a cor do teu cabelo
Desfazer-me em letras de algum bem querer
Quero deixar-me escorrer em grandes letras com o teu nome
E contar-te em versos os nossos segredos mais íntimos
Vou colocar pontos finais em todas as nossas discussões
E pôr pelo menos 3 pontos em todos os nossos momentos de paixão
E finalmente...
terei de desenhar para nós asas, para fugirmos enquanto voamos em nossa imaginação.
Isto pela presença das letras incluindo uma total ausência tua.
Secar-me em folhas de papel
Recitar sentimentos
Curar-me internamente de um mal entendido escrito
Ler melhor o que está escrito do que foi dito
Deixar registo escrito do que já nos mora dentro
Ser como as personagens que brilham em contos e romances
Habitar num momento numerado numa página de livro
Relembrar a história que alguem deixou escrita num registo
Desapegar-me à força de momentos, que mesmo referentes a séculos atrás,
fizeram intensamente parte de mim horas à fio.
Sacudir o pó aos sentimentos relidos e descobrir que não estavam ainda totalmente esquecidos.
Isto pela saudade que sinto de ter tempo para ler um livro
Isto pelos momentos de prazer que possuo ao escrever doces fragmentos de alguns anseios profundos.
Quero conseguir escrever a cor do teu cabelo
Desfazer-me em letras de algum bem querer
Quero deixar-me escorrer em grandes letras com o teu nome
E contar-te em versos os nossos segredos mais íntimos
Vou colocar pontos finais em todas as nossas discussões
E pôr pelo menos 3 pontos em todos os nossos momentos de paixão
E finalmente...
terei de desenhar para nós asas, para fugirmos enquanto voamos em nossa imaginação.
Isto pela presença das letras incluindo uma total ausência tua.
2 Mundos
Vivo habitada em 2 mundos
e 2 mundos habitam em mim
Encontro-me de mim desabitada
E por sonhar, acabo desalmada no fim
Tenho morada feita em 2 sítios
E 2 sítios opostos moram agora em mim
Mas, na verdade, eu sou de sítio nenhum
Pois não há sítio suficientemente adequado para mim
Cumpro regras num sítio para depois as desfazer noutro
Cumpro rezas num sítio para noutro sítio as poder cumprir
E como uma atriz uso o meu corpo, cumprindo papéis do que poderia ser eu mas não sou
Vivendo a vida de quem não é, vivo a vida sem saber bem o que ao certo é viver
Sigo assim, cansada de julgar como as coisas deveriam ser
Fazendo sempre algo de novo, dando cada vez mais importância ao fazer
Realço desses sítios tão distintos, a loucura, o que há de comum no ser humano
Vendo de perto tantos certos e errados do que é inexistente,
Ouço também os podres contados sobre quem quando eu estive, não está
E é engraçada assim a vida de quem não toma partidos
Ver que tanto há para discutir em tudo o que não tem significado nenhum
Ver que tão pouco se diz do que realmente era preciso
Ver que tão pouco no mundo realmente faz sentido
Mas enquanto eu não souber bem fazer-me folha branca de papel
Para guardar meus sonhos, tentarei com meu silêncio, pelo menos,
parecer que partilho algo de comum
Viverei conformada com minha sina de viver assim mascarada
Pois poderei viver compreendendo melhor da própria vida
evitando ter de andar perdida tentando explicar à vida quem sou.
e 2 mundos habitam em mim
Encontro-me de mim desabitada
E por sonhar, acabo desalmada no fim
Tenho morada feita em 2 sítios
E 2 sítios opostos moram agora em mim
Mas, na verdade, eu sou de sítio nenhum
Pois não há sítio suficientemente adequado para mim
Cumpro regras num sítio para depois as desfazer noutro
Cumpro rezas num sítio para noutro sítio as poder cumprir
E como uma atriz uso o meu corpo, cumprindo papéis do que poderia ser eu mas não sou
Vivendo a vida de quem não é, vivo a vida sem saber bem o que ao certo é viver
Sigo assim, cansada de julgar como as coisas deveriam ser
Fazendo sempre algo de novo, dando cada vez mais importância ao fazer
Realço desses sítios tão distintos, a loucura, o que há de comum no ser humano
Vendo de perto tantos certos e errados do que é inexistente,
Ouço também os podres contados sobre quem quando eu estive, não está
E é engraçada assim a vida de quem não toma partidos
Ver que tanto há para discutir em tudo o que não tem significado nenhum
Ver que tão pouco se diz do que realmente era preciso
Ver que tão pouco no mundo realmente faz sentido
Mas enquanto eu não souber bem fazer-me folha branca de papel
Para guardar meus sonhos, tentarei com meu silêncio, pelo menos,
parecer que partilho algo de comum
Viverei conformada com minha sina de viver assim mascarada
Pois poderei viver compreendendo melhor da própria vida
evitando ter de andar perdida tentando explicar à vida quem sou.
Wednesday, September 12, 2012
Registo de um suspiro
Sou eterna estudante de situações, de desejos, de padrões
E trabalho...
No meu trabalho, há um muro que nos separa
um muro de hierarquias, um muro de tempos sem momentos
Um muro que se deve manter para bem do desalmado trabalho que
a vida nos traz
Demasiado frontal, objectivo sem o seu coração, ausente
E como o meu, quantos mais trabalhos haverão
Trabalhos que com sobrecapas se pode proibir o mínimo olhar para dentro
E algumas maneiras haverão de fingir-se calar o que remexe por dentro
E não se fala na importância de se cultivar a individualidade
Esse assunto é tabu
A individualidade independente de empregos, de estudos, de amigos, de qualquer coisa exterior.
A individualidade que se tem a amar, do que se sente, do que se traz no peito, de se refletir e de saber pensar.
Hoje vim defender o registar de impressões emotivas, o registar de percepções sensitivas
e por isso escrevo.
Defendo qualquer gesto integral para quem quer saber como ser.
Quando tudo o mais empurra-nos para um especializar, um especificar
Eu quero uma escola que ensine sabedoria de se ser global em vida.
Pois tudo parece já estar registado, catalogado, nomeado, hierarquizado
Vim chamar pelo que se distingue disso tudo
Estou cansada de conhecimento parcial, cansada de visão com banda estreita
Procuro a ligação de tudo, mesmo o que une e o que não separa.
Procuro uma visão mais clara.
Pois a vida hoje pede muito mais do que reconhecimento exterior
E pede mais do que as ofertas que nos são oferecidas, pede entrega
A vida pede que retornemos inteiros
Não nos pede que sejamos apenas uma parte de nós ou um reflexo de um projecto.
Quero inteiramente soltar a vida que me passa no peito
Deixando surgir o desejo ardente de ver o quem eu possa ser
tão independente de falsa e moral compreenção.
E trabalho...
No meu trabalho, há um muro que nos separa
um muro de hierarquias, um muro de tempos sem momentos
Um muro que se deve manter para bem do desalmado trabalho que
a vida nos traz
Demasiado frontal, objectivo sem o seu coração, ausente
E como o meu, quantos mais trabalhos haverão
Trabalhos que com sobrecapas se pode proibir o mínimo olhar para dentro
E algumas maneiras haverão de fingir-se calar o que remexe por dentro
E não se fala na importância de se cultivar a individualidade
Esse assunto é tabu
A individualidade independente de empregos, de estudos, de amigos, de qualquer coisa exterior.
A individualidade que se tem a amar, do que se sente, do que se traz no peito, de se refletir e de saber pensar.
Hoje vim defender o registar de impressões emotivas, o registar de percepções sensitivas
e por isso escrevo.
Defendo qualquer gesto integral para quem quer saber como ser.
Quando tudo o mais empurra-nos para um especializar, um especificar
Eu quero uma escola que ensine sabedoria de se ser global em vida.
Pois tudo parece já estar registado, catalogado, nomeado, hierarquizado
Vim chamar pelo que se distingue disso tudo
Estou cansada de conhecimento parcial, cansada de visão com banda estreita
Procuro a ligação de tudo, mesmo o que une e o que não separa.
Procuro uma visão mais clara.
Pois a vida hoje pede muito mais do que reconhecimento exterior
E pede mais do que as ofertas que nos são oferecidas, pede entrega
A vida pede que retornemos inteiros
Não nos pede que sejamos apenas uma parte de nós ou um reflexo de um projecto.
Quero inteiramente soltar a vida que me passa no peito
Deixando surgir o desejo ardente de ver o quem eu possa ser
tão independente de falsa e moral compreenção.
Sunday, September 09, 2012
A vida em sonho
Esta noite eu tive um sonho contigo,
Tu estás com teu olhar vago tão preso ao interior
Teus longos cabelos permanecem sobre os ombros soltos por natural descontração
Louco, procuras a magia no que existe de fascinante, no que teimosamente, minha mente diz ser apenas imaginação.
E eu reconheço-me assim em ti,
num tempo que por mim já passou,
num tempo que prossegue seu percurso passando agora por ti.
E vejo que o tempo nunca passa afinal, muda apenas a sua morada
Juntos ou distantes somos ressoados por sensações do que já existe, nada de nosso existindo afinal
Tenho a vista para o tempo que guarda agora seu abrigo em ti.
E enquanto vivo contigo, sou como aquela que veio julgar-te pelo teu dever, que veio exigir-te que vivas, fingindo não compreender a tua situação.
Custando-me assumir a verdade do que vejo,
Vejo que permaneces parado com teu olhar enfeitiçado
Procurando o deslumbre de ver a magia que há no infinito de tudo
Enquanto eu prossigo agindo mesmo quando sei que nada mais há a fazer.
Pois
Sei da tua falta de viver, sei dos teus receios, sei das tuas falhas, sei da tua inocência
Mas ainda assim, parece-me cedo demais para morrer e tarde demais para repensar o mundo.
E o nosso infinito é partilhado
E eu sinto a tua luta interior enquanto tu presentes minha luta exterior.
E dentro procuras o que eu encontro cá fora e eu cá fora procuro o que encontras dentro.
Porque procuras encontrar dentro de ti a magia que eu já sinto e que vejo cá fora na vida.
E eu procuro fora um caminho em que possa estar concentrada com a mesma fidelidade que mantens a tua essência cristalina.
E tu estás sentado com teus olhos desesperançados enquanto eu mantenho-me numa procura vigilante. Enquanto tu estas satisfeito por seres dono de nada, eu quero ser dona de tudo.
E ao estarmos juntos tu deixas-me guerrear comigo mesma enquanto permaneces tentando encontrar um acordo contigo.
E é por isso que tu pedes-me para contar-te dos sonhos vívidos que tenho tido enquanto eu espero um dia ter a paciência que tens de deixares-te viver a simplesmente sonhar.
Tu estás com teu olhar vago tão preso ao interior
Teus longos cabelos permanecem sobre os ombros soltos por natural descontração
Louco, procuras a magia no que existe de fascinante, no que teimosamente, minha mente diz ser apenas imaginação.
E eu reconheço-me assim em ti,
num tempo que por mim já passou,
num tempo que prossegue seu percurso passando agora por ti.
E vejo que o tempo nunca passa afinal, muda apenas a sua morada
Juntos ou distantes somos ressoados por sensações do que já existe, nada de nosso existindo afinal
Tenho a vista para o tempo que guarda agora seu abrigo em ti.
E enquanto vivo contigo, sou como aquela que veio julgar-te pelo teu dever, que veio exigir-te que vivas, fingindo não compreender a tua situação.
Custando-me assumir a verdade do que vejo,
Vejo que permaneces parado com teu olhar enfeitiçado
Procurando o deslumbre de ver a magia que há no infinito de tudo
Enquanto eu prossigo agindo mesmo quando sei que nada mais há a fazer.
Pois
Sei da tua falta de viver, sei dos teus receios, sei das tuas falhas, sei da tua inocência
Mas ainda assim, parece-me cedo demais para morrer e tarde demais para repensar o mundo.
E o nosso infinito é partilhado
E eu sinto a tua luta interior enquanto tu presentes minha luta exterior.
E dentro procuras o que eu encontro cá fora e eu cá fora procuro o que encontras dentro.
Porque procuras encontrar dentro de ti a magia que eu já sinto e que vejo cá fora na vida.
E eu procuro fora um caminho em que possa estar concentrada com a mesma fidelidade que mantens a tua essência cristalina.
E tu estás sentado com teus olhos desesperançados enquanto eu mantenho-me numa procura vigilante. Enquanto tu estas satisfeito por seres dono de nada, eu quero ser dona de tudo.
E ao estarmos juntos tu deixas-me guerrear comigo mesma enquanto permaneces tentando encontrar um acordo contigo.
E é por isso que tu pedes-me para contar-te dos sonhos vívidos que tenho tido enquanto eu espero um dia ter a paciência que tens de deixares-te viver a simplesmente sonhar.
Friday, August 31, 2012
Sunday, August 12, 2012
Nostalgia interior
Sinto-me arrebatada para o passado
Sinto uma fúria extremamente difícil de transcenderSinto um desalento do que me faz sustento
Sinto um desapego por aquilo que facilmente me quer prender
Sei agora de livros do passado que toda a história foi afinal mal contada
E tolo é quem pensa saber ver a realidade apenas no mundo contemporâneo
Sem rever no passado a verdade que era dita através de frases de arte tão objectivas quanto fatais
Sinto-me enganada por tamanha contemporaneidade superficial
Sei de mim agora não mais perdida em instituições e
logotipos mentaisSinto que passei anos desmembrada em termos intelectuais
E sei como essa parte afecta todas as outras,
Pois dou-me conta do pouco que se pode ver, quando pouco se sente e poucas reflexões do passado se contemplou.
Nem é de apenas crítica a quem já sabe tudo e quer impor o que leu
Mas apenas um apelo a que se soltem as amarras que nos prendem a visão,
essas amarras que limitam tão fatalmente a natureza mágica do passado do mundo
Um apelo para que se perceba a perspectiva de um quadro e não se veja apenas o que restou do retracto.
Um apelo para que se leia o rótulo e não se compre apenas a imagem do produto.
Um apelo para que se viva a vida e não se passe apenas cego para cada detalhe de um segundo.
Um apelo para que se vivam aventuras em vez de apenas reler e comentar as aventuras dos outros.
Um apelo para que além de lermos historinhas oficiais possam as pessoas viver as histórias do passado, através das pessoas do passado nos originais livros de literatura.
A vida é apenas original quando se pondera sobre o passado o momento presente sem considerar que o que vem do passado é inferior.
E quem comtempla a arte do passado sabe que muito menos superficiais eram os tempos anteriores.
E quem ama viver no agora sabe que pode escolher viver com uma perspectiva cada vez maior o futuro, através de sentimentos que com personalidades do passado ousa fazer uma partilha.
Sunday, July 29, 2012
Krishnamurti On Observing Ourselves
The Perfect Plan
By Chuck Danes
Do you sometimes feel that life's unfair, that future hope is bleak?
Do your day to day experiences leave your spirit feeling weak?
Do you ever think the joys in life are reserved for just a few?
That your hopes and dreams you'll never reach no matter what you do.
Perhaps you've thought how hard it is to get ahead these days?
That strain and strife are just part of life and nothing you do pays.
If you do, take heart my friend, so many think this way.
But there is hope a brighter path that you can take today.
It will require a shift in thought, it may challenge your beliefs
But it will guide you to a life of joy, content, relief.
So listen closely and absorb this perfect plan I share
Implement these steps you'll learn and soon you'll be aware
Of a life that's filled with joy beyond your wildest dreams
Regardless what "appears" to be no matter how life seems.
Focus your attention on what you soon will learn
The wisdom in it, if acted on will provide those things you yearn
The answers are available just seek and you will find
That all which you've experienced is a product of your mind
These troubles you encounter now that you feel get in your way
Are due to thoughts, emotions felt that you had yesterday.
For long ago the plan was made which allowed you to be free
From all these limitations that you now perceive to be
You have been given power which you're not yet aware
It's through misuse of this precious gift that's created your despair
For in the plan there came a clause that remains within it still
That each and every soul on earth be entitled to free will
You chose to limit your results by absorbing false belief
The plan designed to bring you joy through your own choice brought you grief
For every thought, emotion felt consists of energy
And those that you allow to grow is what life comes to be
The life that you are living now is due to seeds you've sown
The thoughts, beliefs, emotions felt is precisely what has grown
You must undo the damage done and shatter old beliefs
And do away with those that harm instead of bring relief
You must rethink the choices made that brought you where you are
Rewrite the script of your own life which allows you to go far
There is a law that draws to you those things you'd like to see
Just use your free will consciously and soon you will be free
To experience life's beauty and all it can provide
Just follow closely what is shared and use it as your guide
First you must become aware of all you think and say
Discover and become aware of the powerful role they play
In attracting the experiences you come to see in life
Are they in harmony with joy, or lack and pain and strife?
For it is these that stir within emotions that you feel
Projected out attracting more that you perceive as real
The energy they emanate attracts more of the same
Be conscious of the signal sent and what it is you claim
Now ponder on your core beliefs, what you believe is true
Are those beliefs in harmony with what you want to do?
Examine closely one by one and discern if they are truth
Or were they handed down to you and given you in youth?
Are they based on ease, love, joy and possibility
Or struggle, strain, fear and strife, examine them and see
Determine which will serve you and which you need to shun
Analyze them carefully, each and every one.
Eckhart Tolle TV- As reflexões de um mestre
Parte da Entrevista de Eckart Tolle a Neale Donald Walsch (escritor de «Conversas com Deus») sobre consciência
- Sobre o que devemos comer
- Como dissolver o sofrimento
Thursday, July 26, 2012
A nudez que não se vê
Na iminência de não querer ser louca, tudo o que eu quero é fazer-me
louca
E andar nua para o mundo, andar só porque quero estar
deitadaTudo o que eu quero é revelar e exprimir um interior que se faz despedido do mundo
Quero ignorar a tudo e todos e simplesmente fazer ver finalmente a integridade do todo
Pois sinto-me exausta de tanto calar, e cheia te tanto em
mim a bulir
Sou chaleira com água a ferver, turbilhão de sentimentos
numa panela de pressão que não deixa nada sair.Agarro uma folha, aperto-a sinto suas entranhas a fluírem por mim e tudo o que eu quero é possuir para deixar-me embutir
Não me vejo separada, vejo-me vigiada e despida por cada olhar que sobre mim recai ao sair de mãos abertas para a rua.
Não me vejo cópia rara do exterior, vejo-me partir da origem, vejo-me tinta de terra em tela que se quer toda auto colorir.
E agarro um momento de silêncio em que peço ao vento que
conte suas histórias para mim. Arranjo coragem, peço que me conte tudo, para
que me fale ao ouvido do espírito e para que eu possa esperar o resultado que
recairá sobre o meu corpo enquanto eu estiver ainda a dormir.
Jogos de espelhos
Palavras, acções, não são mais que senão actos.
Situações, pessoas, apenas verdades em suas manifestações.Lugares, papeis, pensamentos mais não são que meros padrões repetidos.
Vejo que somos um só nesse rio maior e as verdadeiras palavras do coração os lábios não as reconhecem.
Pois quando apenas as palavras vãs existem, só se despeja palavras sobre e cujo significado vívido se desconhece.
E são essas experiencias que nos levam a circunstâncias que lamentamos
termos escolhido, mas que na realidade foi um ser de nós mais complexo que o
nosso simples nós quem afinal as havia escolhido, sabiamente.
A realidade afinal, nunca esteve sob nossas rédeas.
E quem tem rédeas afinal perde-as sempre que percebe que as tem.
O que julgamos afinal era tudo o que de errado estava em nós, quando afinal vemos que tudo é o espírito que sustenta, vemos que quando nada que se pensava ter afinal se tem. E a única garantia na vida passa a ser, a garantia de que saber viver é confiar livremente, sacrificando o que se pensava já estar garantido.
E quanta força será necessária para fazer os outros
perceberem…
E é aí que eu vejo, que nada mais foi real em minha vida até
hoje nem eu, nem as situações, nem a minha vida, apenas tu, as sombras, as
almas que ao meu lado estavam e que por mim secretamente passavam.
Vejo apenas que o agora em si agrega tudo. Não vejo
distinção de sonho e realidade. Vejo que a realidade e o sonho são afinal a
mesma coisa, e acontecem no mesmo lugar. Vejo que não existe um pulsar linear,
existe apenas o estar, o ser, o amar.
Nem existe o que controlar, agora vejo que tudo o que
acontece é inevitável, apenas escolhemos o que mais nos custa a escolher, a
forma de ver o que mais nos vai acontecendo, a forma de reagirmos e apenas nisso
se faz o nosso viver.
Wednesday, July 18, 2012
Luz
Cada um deve dar o seu melhor naquilo que o torna único.
Os critérios são critérios mais profundos e mais abrangentes quando deixam de ser necessários.
Os valores são maiores valores quando não precisam mais sequer ser lembrados.
Cada um naquilo que o torna único torna-se de si próprio o ser mais necessário.
Cada um naquilo que o faz distinto torna-se distinto sendo melhor ser daquilo que veio a Terra para ser.
E dos juízos de valor ficam apenas restos escassos da ignorância que em nós sobra, e nos impede de ver a real beleza de cada ser.
E eu me assumo, nessa postura, errante por ainda sem querer julgar perdendo o momento que me faria amar aquele instante em que me perdi julgando.
Mas é dos nossos erros que fica o espaço para sermos humildes perante a nossa alma que brota errante num espírito forte.
Das nossas mágoas fica espaço para memórias daquilo que se foi, daquilo que se aprende e daquilo que se constrói de melhor em nós.
E cada mágoa que sinto, antes de culpar, analiso e vejo que é apenas um reflexo de mim, daquilo que em mim certo ainda não está e que ainda me magoa e que ainda cumpre a sua função de tornar o meu ser mais forte.
E olho para ti e a luz daquilo que em ti se faz distinto de mim vejo o quanto tu és forte. Admiro-te de seguida e admiro em mim ser capaz de ver tal luz que flameja de ti.
Pois sendo que somos representantes de um prisma de infinitas cores cada um pode, se quiser, desabrochar em si a sua única semente de amor e cor.
Os critérios são critérios mais profundos e mais abrangentes quando deixam de ser necessários.
Os valores são maiores valores quando não precisam mais sequer ser lembrados.
Cada um naquilo que o torna único torna-se de si próprio o ser mais necessário.
Cada um naquilo que o faz distinto torna-se distinto sendo melhor ser daquilo que veio a Terra para ser.
E dos juízos de valor ficam apenas restos escassos da ignorância que em nós sobra, e nos impede de ver a real beleza de cada ser.
E eu me assumo, nessa postura, errante por ainda sem querer julgar perdendo o momento que me faria amar aquele instante em que me perdi julgando.
Mas é dos nossos erros que fica o espaço para sermos humildes perante a nossa alma que brota errante num espírito forte.
Das nossas mágoas fica espaço para memórias daquilo que se foi, daquilo que se aprende e daquilo que se constrói de melhor em nós.
E cada mágoa que sinto, antes de culpar, analiso e vejo que é apenas um reflexo de mim, daquilo que em mim certo ainda não está e que ainda me magoa e que ainda cumpre a sua função de tornar o meu ser mais forte.
E olho para ti e a luz daquilo que em ti se faz distinto de mim vejo o quanto tu és forte. Admiro-te de seguida e admiro em mim ser capaz de ver tal luz que flameja de ti.
Pois sendo que somos representantes de um prisma de infinitas cores cada um pode, se quiser, desabrochar em si a sua única semente de amor e cor.
Friday, July 13, 2012
Máscara
Eu sou a máscara
Tenho escárnio
Tenho fascínio
Tenho íntimo
E não tenho domínio
Mas tenho uma máscara
Cobre me os devaneios profundos que assombram o ser
Protege-me contra os prováveis infortúnios que se revelariam a luz da verdade do meu íntimo viver
Sou máscara pura mácula, sou escudo escuro no meio da escuridão
Eu sou a protecção contra a incompreenção
Vivo no mais banal viver
E cubro qualquer ser vivente que se aproxime de mim
Eu sou o ascendente
Não tenho fé
Não tenho compaixão
Não tenho liberdade
Sou como a ideia de posse,
sou a ínfima sorte
Assombra-me por vezes a vulnerabilidade de mulher
Necessito expressar coisas que vejo com os milhões de olhos do interior
E sem ter a quem recorrer, quem o possa compreender, recorro a ti
máscara sem dor, máscara sem rancor
Sendo apenas mulher banal, sensivel, que vislumbra o real, que sente
A máscara é o olhar para o incompreensivo que pensa que me pode compreender
E não me vá eu perder no caminho
Deixar eu de saber quem sou,
deixo a máscara cair sobre meu rosto repleto de lágrimas e de amor
E caiu sem querer na desgraça de amar de mais até quem nunca sequer amou
Mas a vida quer-se amor afinal,
só se quer a máscara para impedir mergulhar na profunda dor de um ser desamado.
Só se quer a máscara para fingir ser feliz num final que não está acabado.
Por dentro sou a Alice de uma extensa fantasia
Sou criança com ideias fixas de uma eterna adolescencia tardia
Sou pico de uma montanha permanentemente a beira de um queda ao infinito
Sou reflexo vivo de um ser vivo que se preenche de além no paraíso
Por dentro,
só tenho a dizer que não há mascara que sobreviva, ao íntimo calor da verdade
Nem há chama externa que penetre na casa de espíritos viva do meu interior
Por dentro,
não há voz que ponha em causa ou cale o fruto da realidade que aos antigos,
e aos apaixonados, o conto mágico revelou
Tenho escárnio
Tenho fascínio
Tenho íntimo
E não tenho domínio
Mas tenho uma máscara
Cobre me os devaneios profundos que assombram o ser
Protege-me contra os prováveis infortúnios que se revelariam a luz da verdade do meu íntimo viver
Sou máscara pura mácula, sou escudo escuro no meio da escuridão
Eu sou a protecção contra a incompreenção
Vivo no mais banal viver
E cubro qualquer ser vivente que se aproxime de mim
Eu sou o ascendente
Não tenho fé
Não tenho compaixão
Não tenho liberdade
Sou como a ideia de posse,
sou a ínfima sorte
Assombra-me por vezes a vulnerabilidade de mulher
Necessito expressar coisas que vejo com os milhões de olhos do interior
E sem ter a quem recorrer, quem o possa compreender, recorro a ti
máscara sem dor, máscara sem rancor
Sendo apenas mulher banal, sensivel, que vislumbra o real, que sente
A máscara é o olhar para o incompreensivo que pensa que me pode compreender
E não me vá eu perder no caminho
Deixar eu de saber quem sou,
deixo a máscara cair sobre meu rosto repleto de lágrimas e de amor
E caiu sem querer na desgraça de amar de mais até quem nunca sequer amou
Mas a vida quer-se amor afinal,
só se quer a máscara para impedir mergulhar na profunda dor de um ser desamado.
Só se quer a máscara para fingir ser feliz num final que não está acabado.
Por dentro sou a Alice de uma extensa fantasia
Sou criança com ideias fixas de uma eterna adolescencia tardia
Sou pico de uma montanha permanentemente a beira de um queda ao infinito
Sou reflexo vivo de um ser vivo que se preenche de além no paraíso
Por dentro,
só tenho a dizer que não há mascara que sobreviva, ao íntimo calor da verdade
Nem há chama externa que penetre na casa de espíritos viva do meu interior
Por dentro,
não há voz que ponha em causa ou cale o fruto da realidade que aos antigos,
e aos apaixonados, o conto mágico revelou
Sunday, July 08, 2012
A Ideia e o Amor
Num bosque vivia uma menina donzela, uma menina chamada Ideia.
Vivia num sítio encantado, uma terra de onde brotavam maravilhas, maravilhas de poetas, de arquitectos, de magos, de duendes, de feitiços e de todas as imaginações que pudessem fluir.
Essa menina vivia vestida com um vestido colorido, por todas as paisagens do mundo.
Pintado por todas as cores do mundo, nem era de algodão, nem era de cetim, mas de um tecido tão brilhante que não havia outro igual no mundo.
A menina sonhava constantemente, no entanto, vivia estando adormecida de si mesma e acordava apenas quando saía pelo bosque mágico cantando.
Ela sonhava acordada e de cada vez que pensava em seu príncipe.
E o príncipe dela chamava-se Amor. E ela enquanto sonhava, cantava em vão, chamando por ele. Fantasiava, pensava, tentando criar em sua mente uma imagem que seria igualzinha a ele.
Num bosque vivia uma menina, que um dia realmente seu príncipe Amor encontrou, e ao juntarem-se ele passou a chamar-se Sonho e ela passou a chamar-se Cor.
E viviam juntos constantemente, ela deixava-se sempre estar colorida por ele, o Sonho, sendo sempre fiel ao seu íntimo coração.
Um dia de suas saias surgiram seus filhos concretizados, que fecundados pelo Amor, foram as obras da mais pura de suas criações.
Num dia enquanto caminhavam juntos, o Sol, finalmente seus olhos abriu.
Acordaram e perceberam juntos que não tinham sentido, perderam toda a paixão e pureza da magia que inicialmente os haviam encantado e unido.
Mesmo assim, cristalizaram suas lágrimas e decepcionados se abraçaram, sob o luz ensolarada do Sol.
Pois, quando perceberam que mesmo assim se amavam, descobriram também que era mais que razão e imaginação o que na verdade os tinha unido. Viram-se tão frágeis e humanos, que descobriram que o verdadeiro amor vai bem além do que a mais pura e bela fantasia.
Vivia num sítio encantado, uma terra de onde brotavam maravilhas, maravilhas de poetas, de arquitectos, de magos, de duendes, de feitiços e de todas as imaginações que pudessem fluir.
Essa menina vivia vestida com um vestido colorido, por todas as paisagens do mundo.
Pintado por todas as cores do mundo, nem era de algodão, nem era de cetim, mas de um tecido tão brilhante que não havia outro igual no mundo.
A menina sonhava constantemente, no entanto, vivia estando adormecida de si mesma e acordava apenas quando saía pelo bosque mágico cantando.
Ela sonhava acordada e de cada vez que pensava em seu príncipe.
E o príncipe dela chamava-se Amor. E ela enquanto sonhava, cantava em vão, chamando por ele. Fantasiava, pensava, tentando criar em sua mente uma imagem que seria igualzinha a ele.
Num bosque vivia uma menina, que um dia realmente seu príncipe Amor encontrou, e ao juntarem-se ele passou a chamar-se Sonho e ela passou a chamar-se Cor.
E viviam juntos constantemente, ela deixava-se sempre estar colorida por ele, o Sonho, sendo sempre fiel ao seu íntimo coração.
Um dia de suas saias surgiram seus filhos concretizados, que fecundados pelo Amor, foram as obras da mais pura de suas criações.
Num dia enquanto caminhavam juntos, o Sol, finalmente seus olhos abriu.
Acordaram e perceberam juntos que não tinham sentido, perderam toda a paixão e pureza da magia que inicialmente os haviam encantado e unido.
Mesmo assim, cristalizaram suas lágrimas e decepcionados se abraçaram, sob o luz ensolarada do Sol.
Pois, quando perceberam que mesmo assim se amavam, descobriram também que era mais que razão e imaginação o que na verdade os tinha unido. Viram-se tão frágeis e humanos, que descobriram que o verdadeiro amor vai bem além do que a mais pura e bela fantasia.
Thursday, July 05, 2012
Tuesday, July 03, 2012
Lamento
Lamento,
o meu espírito é cortante,
a natureza da minha alma é febril,
minhas emoções são profundas, ferem e vão ao âmago.
Lamento,
não vou mais fingir ser viril e eloquente,
sou imperfeita, sou imprevisível e não sou diferente,
e entro em choque com os meus próprios mentais paradoxos,
o que normalmente se torna doentil,
Só tenho a dizer, que lamento,
se ainda continuo a ir tão fundo contigo,
a te humilhar, sem dó nem piedade,
sem leveza e ainda com ar de desafio,
lamento ser rebelde e tanto contrariar
e ainda me consumir em nosso vazio.
Lamento, insistir viver em todos os tempos,
e estar ansiosa em todo o lugar, lamento se te quiz possuir
sem ver, cega, que te deixavas fugir,
lamento, juro, só por tentar.
Lamento também esse texto de lamento,
lamento cada segundo que pensei a mais em ti,
lamento, simplesmente, sentir-me assim.
Lamento fixar, em todas as alturas que podia facilmente saltar,
Lamento, as vezes não me ter segurado para não caíres comigo,
lamento por vezes ser pouco gentil contigo.
Lamento.
Já nem sei se te amo depois de todos esses lamentos.
A não ser que talvez apenas se trate de amor humano.
Com poucos talentos de onde brotam pouca virtuosidade.
Lamento, enfim, oh meu ser!
Pois no fim sei que sempre estiveste ali,
a espera que finalmente eu pusesse meus olhos em ti.
Preciso compor
Preciso compor.
Hoje foi a única coisa que realmente senti.
Necessidade tal como é a de viver, como é a de respirar.
Tão independente de mim e de ti.
Preciso compor.
Hoje tal vontade se apoderou de mim.
E descobri que sentimentos de transcender me possuem.
Como se tudo me engolisse, como se tudo vivesse em mim.
Como se eu fosse planta de mim,
que existo sendo eu realmente esse ser bem mais profundo e crescente.
Preciso compor.
Sem virar as costas para mim.
Também sei que não consigo virar as costas para ti, mas apenas aglomerar tudo.
Nada há mais que possa eu fazer com esse tal fogo.
E receio que possa ter vindo do nosso mais terno amor
E de nossos mais cruéis anseios de posse, receio ter chegado ao fundo, sentindo calor.
E receio não viver mais em nós consumida, mas ter que voltar-me além
para algo bem mais além de todos nós algo que me permita assim tão expandida e sem voz.
Desse fogo irei desconstruir a maior piedade que exista realmente por mim.
Desse fogo irei construir o mais ideal sonho alguma vez expelido dos doces lábios do infinito.
Hoje sonhei sem sonhar contigo.
Hoje sorri sem dar sequer por mim
Hoje criei assim uma vontade que se apodera sendo dona de mim.
Hoje foste o vento que por mim passou.
Hoje eu sou o calor que aqueceu esse vento.
Hoje fomos o que somos e o que ao contrário do que somos seremos.
Hoje desejei deixar rasto desse mesmo calor.
Hoje escrevi tudo na eternidade do momento.
Hoje entreguei-me a esse nosso lado vago, que por vezes se deixa calar
enquanto docemente se deixa passar.
Hoje foi a única coisa que realmente senti.
Necessidade tal como é a de viver, como é a de respirar.
Tão independente de mim e de ti.
Preciso compor.
Hoje tal vontade se apoderou de mim.
E descobri que sentimentos de transcender me possuem.
Como se tudo me engolisse, como se tudo vivesse em mim.
Como se eu fosse planta de mim,
que existo sendo eu realmente esse ser bem mais profundo e crescente.
Preciso compor.
Sem virar as costas para mim.
Também sei que não consigo virar as costas para ti, mas apenas aglomerar tudo.
Nada há mais que possa eu fazer com esse tal fogo.
E receio que possa ter vindo do nosso mais terno amor
E de nossos mais cruéis anseios de posse, receio ter chegado ao fundo, sentindo calor.
E receio não viver mais em nós consumida, mas ter que voltar-me além
para algo bem mais além de todos nós algo que me permita assim tão expandida e sem voz.
Desse fogo irei desconstruir a maior piedade que exista realmente por mim.
Desse fogo irei construir o mais ideal sonho alguma vez expelido dos doces lábios do infinito.
Hoje sonhei sem sonhar contigo.
Hoje sorri sem dar sequer por mim
Hoje criei assim uma vontade que se apodera sendo dona de mim.
Hoje foste o vento que por mim passou.
Hoje eu sou o calor que aqueceu esse vento.
Hoje fomos o que somos e o que ao contrário do que somos seremos.
Hoje desejei deixar rasto desse mesmo calor.
Hoje escrevi tudo na eternidade do momento.
Hoje entreguei-me a esse nosso lado vago, que por vezes se deixa calar
enquanto docemente se deixa passar.
Sunday, July 01, 2012
Para quem quer inspirar!
Agarremos o nosso potencial criador a 100 por cento!
robinsharma.com
http://movimentoconfiancagora.blogspot.pt/
«É nos momentos de decisão que o nosso destino é traçado. Escolha agora e escolha bem!» Tony Robbins
Permita-se ser poderoso sem limites. Inspire!
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«É nos momentos de decisão que o nosso destino é traçado. Escolha agora e escolha bem!» Tony Robbins
Permita-se ser poderoso sem limites. Inspire!
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