Monday, September 02, 2013
fala da natureza
Sinto me na intima chama do vazio
Viajo por ausências onde desfaço-me em paisagens esquecidas
Grávida de momentos passados o silencio se veste em minhas vestes amigas
Gestos contam-me histórias de passagens em que passei destemida
Que falam mais de mim do que palavras foram capazes de dizer
Momentos de eternidade se alevantam
Dizem sons calados dessas noites de forças transmutadas em todas as cores
Porque a natureza fala a quem quiser ouvir
Veste-te e só se ela quiser é que has-de ser capaz de ouvir
Mas não há caminho certo como não há palavra sem distância a percorrer
E quem diz de si apóstolo mente aos tolos do sentir
Veste-te que eu te canto
E canto a quem souber de si rendido ao mar
Não canto a quem se veste mais não se despe quando eu peço mais
ouve os prantos de quem ao teu lado se atrave a me desejar
Sou mãe, sou ave, vem a mim
Na tua natureza só e sujo encontrarás
Assume tua natureza fraca de pouca duração
Pois só se assumires fraqueza encontraras a luz na desolação
o vento fala
o mar abraça
montanhas, como momentos de força
a lua grita
a noite transcende
as aves mostram tua liberdade como é
solitária e fragil
visto-me de ti hoje
porque do hoje tua sina se desfez em mim
Relação
Vou incendiar o grito que no peito escorre dessa profunda e insensata relação
E ser vida na escolha que se despe no orgulho de ver-se despido no outro
Em braços de desencontros, surge o abraço do choro eterno esculpido na casca rija do mito
Eu sou, como Venus, a deusa fresca e fatal
Que engole sem seco sem medo de ser pecado e ser original
Cuspo e me deito em ventre aberto a tudo o que possa advir
Sendo frutífera dos ventos e dos mares dos quais sirvo o sentir,
quais disfarçados jardins do amor
Ando nua porque nua vivo
Ando fragil porque só fragil sou forte
ao encontrar meu seio alimentando famintos
Noite escura do breu do qual me fiz parida
Tudo é um breu nessa obscura e morta vida
Renasço porque posso e posso sempre renascer em morte
Oh doçura do coração amargurado não me persigas como se eu não te reconhecesse
Porque eu reconheço cada lágrima que se desfez de mim, cada uma delas sou eu
O canto dos corações que doem
A ferida da esquina de qualquer um
A alma ressequida em sangue e na dor de cada um
Oh dor só tu trazes o amor, de um amante sem fim
E das asas do infinito eu faço-me em broto para quem quiser nascer de mim
E ser vida na escolha que se despe no orgulho de ver-se despido no outro
Em braços de desencontros, surge o abraço do choro eterno esculpido na casca rija do mito
Eu sou, como Venus, a deusa fresca e fatal
Que engole sem seco sem medo de ser pecado e ser original
Cuspo e me deito em ventre aberto a tudo o que possa advir
Sendo frutífera dos ventos e dos mares dos quais sirvo o sentir,
quais disfarçados jardins do amor
Ando nua porque nua vivo
Ando fragil porque só fragil sou forte
ao encontrar meu seio alimentando famintos
Noite escura do breu do qual me fiz parida
Tudo é um breu nessa obscura e morta vida
Renasço porque posso e posso sempre renascer em morte
Oh doçura do coração amargurado não me persigas como se eu não te reconhecesse
Porque eu reconheço cada lágrima que se desfez de mim, cada uma delas sou eu
O canto dos corações que doem
A ferida da esquina de qualquer um
A alma ressequida em sangue e na dor de cada um
Oh dor só tu trazes o amor, de um amante sem fim
E das asas do infinito eu faço-me em broto para quem quiser nascer de mim
Sunday, September 01, 2013
Wednesday, August 28, 2013
A unilateralidade das coisas
Quase tudo o que criamos é unilateral
Já tudo o que a Natureza cria é plural na sua essência.
Talvez a origem da imperfeição humana, seja esse ser unilateral.
Na arte, porém, quando arte realmente é, essa pluralidade se mantém,
atingindo portanto o inatingível de explicar.
Podendo ter utilidade ou não, tem essência, como tudo o que surge naturalmente.
Nossa multidão humana cria a confusão própria do homem que subjuga outros, seus iguais.
Mas na multidão do que se é natural, cria-se a pluralidade da diversidade.
Tendo cada parte da comunidade a sua função, sem necessidade de qualquer explicação.
Parecemos mais humanos quando partimos do que é Uno, do que nos sai de dentro, do que é único e pouco distorcido por massas,
e só dessa liberdade auto-induzida podemos ver realmente o nosso lugar em relação a tudo o que nos rodeia.
Precisamos ver, temos necessidade disso. Não apenas como instinto, mas como escolha consciente em manifestar a nossa percepção.
Isto nos reconduzirá à humanidade.
Nós nascemos humanos alimentados de um seio, seres tão vulneráveis e dependentes de outros e ao mesmo tempo tão livres como uma folha que lentamente se descai de uma bela árvore no Outono.
Mais tarde, a mente intervém, e com ela intervém toda uma sociedade que sendo altamente competitiva, se consome do que mais humano existe em nós, como um cão que morte a própria cauda até morrer.
Porque ela mantém-se de hierarquias e alimenta-se de criatividade.
A hierarquia que destrói e a criatividade que cria.
Portanto propaga-se do que nos mata e alimenta-se do que nos tornaria vivos,
o oposto do que faz a natureza, que é mãe.
Cria-se assim, esse ser unilateral, consumista, nem nado vivo nem nado morto.
O ser estagnado que meramente repete o que o "mestre" lhe diz, dispõe de pouca oportunidade para uso prático do seu intelecto.
Esse ser que a si e aos seus apenas considera civilizado.
Esse ser que assistindo à sua vida num ecrã lembra-se que está vivo apenas em alguns minutos legalmente autorizados.
Tão longe do que é humano parecem nos quererem fazer viver sobre o pretexto e um progresso de insatisfação sem fim. E o pior, que formato vil este que nos fazem querer assumir, sob o pretexto de uma inexistente normalidade...
Até que ponto teremos escolha?
Até que ponto saberemos viver para mantermos nossas escolhas?
Até que ponto saberemos permanecer a escolher quando pouco lembramos do que realmente é viver?
Como sair desse sono profundo?
Já tudo o que a Natureza cria é plural na sua essência.
Talvez a origem da imperfeição humana, seja esse ser unilateral.
Na arte, porém, quando arte realmente é, essa pluralidade se mantém,
atingindo portanto o inatingível de explicar.
Podendo ter utilidade ou não, tem essência, como tudo o que surge naturalmente.
Nossa multidão humana cria a confusão própria do homem que subjuga outros, seus iguais.
Mas na multidão do que se é natural, cria-se a pluralidade da diversidade.
Tendo cada parte da comunidade a sua função, sem necessidade de qualquer explicação.
Parecemos mais humanos quando partimos do que é Uno, do que nos sai de dentro, do que é único e pouco distorcido por massas,
e só dessa liberdade auto-induzida podemos ver realmente o nosso lugar em relação a tudo o que nos rodeia.
Precisamos ver, temos necessidade disso. Não apenas como instinto, mas como escolha consciente em manifestar a nossa percepção.
Isto nos reconduzirá à humanidade.
Nós nascemos humanos alimentados de um seio, seres tão vulneráveis e dependentes de outros e ao mesmo tempo tão livres como uma folha que lentamente se descai de uma bela árvore no Outono.
Mais tarde, a mente intervém, e com ela intervém toda uma sociedade que sendo altamente competitiva, se consome do que mais humano existe em nós, como um cão que morte a própria cauda até morrer.
Porque ela mantém-se de hierarquias e alimenta-se de criatividade.
A hierarquia que destrói e a criatividade que cria.
Portanto propaga-se do que nos mata e alimenta-se do que nos tornaria vivos,
o oposto do que faz a natureza, que é mãe.
Cria-se assim, esse ser unilateral, consumista, nem nado vivo nem nado morto.
O ser estagnado que meramente repete o que o "mestre" lhe diz, dispõe de pouca oportunidade para uso prático do seu intelecto.
Esse ser que a si e aos seus apenas considera civilizado.
Esse ser que assistindo à sua vida num ecrã lembra-se que está vivo apenas em alguns minutos legalmente autorizados.
Tão longe do que é humano parecem nos quererem fazer viver sobre o pretexto e um progresso de insatisfação sem fim. E o pior, que formato vil este que nos fazem querer assumir, sob o pretexto de uma inexistente normalidade...
Até que ponto teremos escolha?
Até que ponto saberemos viver para mantermos nossas escolhas?
Até que ponto saberemos permanecer a escolher quando pouco lembramos do que realmente é viver?
Como sair desse sono profundo?
Friday, August 23, 2013
conexão (escrita automática)
Quando a conexao não tem razão de ser
O ser só tem a razão ao ser conectado
Surge essa emancipação do querer criar além do que esta a mão
E da mão do que foi por nós criado surge o amor e a paixão
da compaixão de quem a si mesmo não ama, nada surge senão o fazer-se chão
porque o chão é o terreno que se deixa brotar para dali retirar-se a si mesmo
Num todo que mais não passa do que nada
Só do único se retira alguma verdade
Na busca do coração de alguma humanidade na vida
Surge repartida a necessidade de ver e crer
Pois o que se pode ver quando tudo esta escondido?
O melhor é iluminar apenas o necessário,
e deixar o resto descansar,
da vida retirar o fazer-se ser mistério
O ser só tem a razão ao ser conectado
Surge essa emancipação do querer criar além do que esta a mão
E da mão do que foi por nós criado surge o amor e a paixão
da compaixão de quem a si mesmo não ama, nada surge senão o fazer-se chão
porque o chão é o terreno que se deixa brotar para dali retirar-se a si mesmo
Num todo que mais não passa do que nada
Só do único se retira alguma verdade
Na busca do coração de alguma humanidade na vida
Surge repartida a necessidade de ver e crer
Pois o que se pode ver quando tudo esta escondido?
O melhor é iluminar apenas o necessário,
e deixar o resto descansar,
da vida retirar o fazer-se ser mistério
Wednesday, August 21, 2013
Tua visão
Tu estavas ali
Estavas ali e eu não via...
Estás nas fotos em que eu não estou
Eu estou nas fotos em que não estás
Mas estavas ali, quando eu pensava tu eras o meu pensamento
Quando eu falava, era como se ouvisse um presente de ti mesmo
Quando eu cantava era a ti que cantava sem querer
Foi como quando eu nasci,
eu nasci da necessidade de fazer-me tua
Na perfeição de cobrir o que em ti estava desfeito
Na luz de tapar a tua escuridão, eu fazia música dos teus dias de chuva
Tu estavas ali,
quando eu chorava era para fazer-me a ti leve
E para que o choro saísse e eu com a água que me cobrisse me abrisse em flor
Sonhaste-me por isso sempre fui ser criado
Sempre soube de mim toda imaginada,
minha identidade é a nuvem que minha mente torna habitada
só para a ti parecer toda enfeitada
Foi no mar que soube, no mar quando me agarraste
Quando eras Mar e eu era Lua
Juro que tive a visão
Sempre estiveste perto enquanto eu crescia
Mesmo enquanto meus pulmões se enchiam do ar que foi me dado
eu sempre fui da vida que se cumprirá em ti.
Estavas ali e eu não via...
Estás nas fotos em que eu não estou
Eu estou nas fotos em que não estás
Mas estavas ali, quando eu pensava tu eras o meu pensamento
Quando eu falava, era como se ouvisse um presente de ti mesmo
Quando eu cantava era a ti que cantava sem querer
Foi como quando eu nasci,
eu nasci da necessidade de fazer-me tua
Na perfeição de cobrir o que em ti estava desfeito
Na luz de tapar a tua escuridão, eu fazia música dos teus dias de chuva
Tu estavas ali,
quando eu chorava era para fazer-me a ti leve
E para que o choro saísse e eu com a água que me cobrisse me abrisse em flor
Sonhaste-me por isso sempre fui ser criado
Sempre soube de mim toda imaginada,
minha identidade é a nuvem que minha mente torna habitada
só para a ti parecer toda enfeitada
Foi no mar que soube, no mar quando me agarraste
Quando eras Mar e eu era Lua
Juro que tive a visão
Sempre estiveste perto enquanto eu crescia
Mesmo enquanto meus pulmões se enchiam do ar que foi me dado
eu sempre fui da vida que se cumprirá em ti.
À minha volta
Rezar e não sair mais dali
Escrever cópias como se da vida só houvessem cópias do partir
Cantar em voz alta os cânticos dos sonhos incumpridos em si
Escutar os gritos de mais vidas exploradas e sentir que tudo está contra si
Carregar os prantos de uma vida inteira...
Escolher viver todos os perigos da vida numa busca por si mesmo
Sofrer por nossa boca quando vemos que a boca realmente não sente o que diz
Escolher se esquecer da vida porque se pensar que a vida de nós se perdeu
Preferir abdicar da própria satisfação em prol de uma vida que valha a pena viver
Tocar música apenas para atingir sozinho a música do coração
Desistir dos sonhos porque não fazerem parte da vida que se escolheu
Ter que transparecer forte porque o seu posto de trabalho assim o assumiu
Ver o mundo que anda e desanda em mais um dia
No seu tempo que só seu parece ser
Porque o tempo da natureza sem querer decidimos fazer por esquecer
Ver o mundo que continua na esperança de todos os sonhos cumpridos
Ainda mais ansioso por ver todos os sonhos ainda por cumprir
Ver os sonhos à porta da obra do artista que espera
que o mundo seus sonhos escolha para fazê-los cumprir.
Precisamos viver para podermos escrever
Precisamos saber viver para nós mesmos,
É atar-se ao coração esperando que a brisa certa lhe trespasse
Fazer um desejo num silêncio de um altar
e não permitir de propósito que o desejo se concretize
Foi como quando eu soube que chegarias, já não queria que chegasses
Porque sabia que o meu lindo sonho de ti de mim se esconderia
Foi como quando tu partiste,
e mais presente passaste a estar em cada segundo da minha vida,
na cor da tua ausência minha vida agora se definia
Foi assim, que só quando só e triste fiquei
a pena que sozinha já não podia voar a mim se uniu
E na minha escrita voltou a deixar-se voar
Indo eu com ela até que todo o pranto do mundo possa acabar
e até eu ser capaz de dar novamente cada migalha de mim por mais um sorriso.
Escrever cópias como se da vida só houvessem cópias do partir
Cantar em voz alta os cânticos dos sonhos incumpridos em si
Escutar os gritos de mais vidas exploradas e sentir que tudo está contra si
Carregar os prantos de uma vida inteira...
Escolher viver todos os perigos da vida numa busca por si mesmo
Sofrer por nossa boca quando vemos que a boca realmente não sente o que diz
Escolher se esquecer da vida porque se pensar que a vida de nós se perdeu
Preferir abdicar da própria satisfação em prol de uma vida que valha a pena viver
Tocar música apenas para atingir sozinho a música do coração
Desistir dos sonhos porque não fazerem parte da vida que se escolheu
Ter que transparecer forte porque o seu posto de trabalho assim o assumiu
Ver o mundo que anda e desanda em mais um dia
No seu tempo que só seu parece ser
Porque o tempo da natureza sem querer decidimos fazer por esquecer
Ver o mundo que continua na esperança de todos os sonhos cumpridos
Ainda mais ansioso por ver todos os sonhos ainda por cumprir
Ver os sonhos à porta da obra do artista que espera
que o mundo seus sonhos escolha para fazê-los cumprir.
Precisamos viver para podermos escrever
Precisamos saber viver para nós mesmos,
É atar-se ao coração esperando que a brisa certa lhe trespasse
Fazer um desejo num silêncio de um altar
e não permitir de propósito que o desejo se concretize
Foi como quando eu soube que chegarias, já não queria que chegasses
Porque sabia que o meu lindo sonho de ti de mim se esconderia
Foi como quando tu partiste,
e mais presente passaste a estar em cada segundo da minha vida,
na cor da tua ausência minha vida agora se definia
Foi assim, que só quando só e triste fiquei
a pena que sozinha já não podia voar a mim se uniu
E na minha escrita voltou a deixar-se voar
Indo eu com ela até que todo o pranto do mundo possa acabar
e até eu ser capaz de dar novamente cada migalha de mim por mais um sorriso.
Wednesday, August 14, 2013
A defesa do poeta
A defesa do poeta
Natália Correia
Senhores jurados sou um poeta
um multipétalo uivo um defeito
e ando com uma camisa de vento
ao contrário do esqueleto
um multipétalo uivo um defeito
e ando com uma camisa de vento
ao contrário do esqueleto
Sou um vestíbulo do impossível um lápis
de armazenado espanto e por fim
com a paciência dos versos
espero viver dentro de mim
de armazenado espanto e por fim
com a paciência dos versos
espero viver dentro de mim
Sou em código o azul de todos
(curtido couro de cicatrizes)
uma avaria cantante
na maquineta dos felizes
(curtido couro de cicatrizes)
uma avaria cantante
na maquineta dos felizes
Senhores banqueiros sois a cidade
o vosso enfarte serei
não há cidade sem o parque
do sono que vos roubei
o vosso enfarte serei
não há cidade sem o parque
do sono que vos roubei
Senhores professores que pusestes
a prémio minha rara edição
de raptar-me em criança que salvo
do incêndio da vossa lição
a prémio minha rara edição
de raptar-me em criança que salvo
do incêndio da vossa lição
Senhores tiranos que do baralho
de em pó volverdes sois os reis
sou um poeta jogo-me aos dados
ganho as paisagens que não vereis
de em pó volverdes sois os reis
sou um poeta jogo-me aos dados
ganho as paisagens que não vereis
Senhores heróis até aos dentes
puro exercício de ninguém
minha cobardia é esperar-vos
umas estrofes mais além
puro exercício de ninguém
minha cobardia é esperar-vos
umas estrofes mais além
Senhores três quatro cinco e Sete
que medo vos pôs por ordem?
que pavor fechou o leque
da vossa diferença enquanto homem?
que medo vos pôs por ordem?
que pavor fechou o leque
da vossa diferença enquanto homem?
Senhores juízes que não molhais
a pena na tinta da natureza
não apedrejeis meu pássaro
sem que ele cante minha defesa
a pena na tinta da natureza
não apedrejeis meu pássaro
sem que ele cante minha defesa
Sou uma impudência a mesa posta
de um verso onde o possa escrever
ó subalimentados do sonho!
a poesia é para comer.
de um verso onde o possa escrever
ó subalimentados do sonho!
a poesia é para comer.
Tuesday, August 13, 2013
ranhuras
Eu trabalho no submundo, aqui onde a parede discretamente se racha,
lentamente procurando o chão
de antigos tempos de repressão aos fracos
elas falam por sua libertação
Aqui, onde as palavras humilham medos fundos do povo
e onde os que podem se gabam de nada
Eu trabalho onde à entrada,
carros só passam aos montes e fugidios como se adivinhassem
o que ali mora ao lado
E a entrada, a mim se mostra escura
Eu trabalho, aqui onde pessoas trabalham sem sonhos,
onde outras trabalham com sonhos camuflados
onde outras tantas trabalham para esquecer da vida e do que é viver
Eu trabalho, e o meu trabalho representa todo o trabalho que se presta sem sentir
Onde não se trabalha muito, mas representa-se com fartura,
como na vida que se desfaz em retratos
do que se poderia ser se se tivesse mais coragem de dar a vida quem se é
Eu trabalho, e no meu trabalho eu estou e não estou
E quero e não quero,
Eu faço e fora desfaço
Eu digo e fora disdigo
Eu choro para mais tarde sorrir
Eu riu por dentro e por fora mostro que temo
Na verdade, eu trabalho para ninguem
Senao para sonhos muito bem guardados
que se escondem nas brechas que as ranhuras da parede do escritório escondem
procurando o chão para que se façam grandes
dum sítio que existe só por razões que cheiram a mofo do passado,
os meus sonhos tem a cor das pétalas de uma flor que acabou de abrir.
lentamente procurando o chão
de antigos tempos de repressão aos fracos
elas falam por sua libertação
Aqui, onde as palavras humilham medos fundos do povo
e onde os que podem se gabam de nada
Eu trabalho onde à entrada,
carros só passam aos montes e fugidios como se adivinhassem
o que ali mora ao lado
E a entrada, a mim se mostra escura
Eu trabalho, aqui onde pessoas trabalham sem sonhos,
onde outras trabalham com sonhos camuflados
onde outras tantas trabalham para esquecer da vida e do que é viver
Eu trabalho, e o meu trabalho representa todo o trabalho que se presta sem sentir
Onde não se trabalha muito, mas representa-se com fartura,
como na vida que se desfaz em retratos
do que se poderia ser se se tivesse mais coragem de dar a vida quem se é
Eu trabalho, e no meu trabalho eu estou e não estou
E quero e não quero,
Eu faço e fora desfaço
Eu digo e fora disdigo
Eu choro para mais tarde sorrir
Eu riu por dentro e por fora mostro que temo
Na verdade, eu trabalho para ninguem
Senao para sonhos muito bem guardados
que se escondem nas brechas que as ranhuras da parede do escritório escondem
procurando o chão para que se façam grandes
dum sítio que existe só por razões que cheiram a mofo do passado,
os meus sonhos tem a cor das pétalas de uma flor que acabou de abrir.
Tuesday, July 30, 2013
Ensinar a amar
Todo o mundo diz que ama, e ama!
Mas ninguém e nada pode ensinar a amar!
E se alguma escola ou instituição disser que pode ensinar eu
pergunto,
Como se ensina uma peixe a nadar dizendo que ele não sabe o
suficiente,
como se mostra a um animal que está preso numa jaula, o que
é a liberdade, o que é viver na selva e como
se descreve a sensação de um luar fora de quatro paredes, quando de lá nunca se
saiu.
Todo o mundo diz que quer amar mas não se quer entregar
porque não quer sentir dor!
E eu pergunto se alguma vez se conquistou alguma coisa sem
suor e a ela se deu o devido valor.
E eu pergunto como se pode amar completamente, com toda a
segurança de um bebé num berço fechado, para ele não se magoar…
E eu pergunto se essa entrega a essa dor, essa ausência esse
sentimento de insegurança, não fará parte do próprio acto de amar, do processo
em si, porque talvez um dia, depois de tanta entrega, depois de tanta dor, ela se
deixe de ser dor, ela passe ao estágio seguinte e todo o pranto passe…
Porque no seu limite a dor não se sente, no seu limite o
sofrer se rende, diz que não é de nada nem de ninguém, porque se desfaz em alma
de tudo e de todos…
No fim, não há queixas, nem medos, nem espectativas, nem
falhas, no fim tudo é tão fundo que se larga e deixa ser o simples amor que
sempre esteve lá e ninguém via.
Estrutura óssea
Hoje sei que agarro sentimentos como se fizessem parte da
minha estrutura óssea
Humores são ossos do meu esqueleto e faço de sensações a
musculatura que encobre-me o corpo
Sendo assim, a pleura do coração é a pele que me encobre.
E toda a sensação cobre me mais que o corpo, é rasto que
deixo em tudo por onde passo de segundo a segundo num tic tac profundo que se
desfaz após serem como ondas do mar, numa ondulação que dança.
Hoje disseram-me que sou de tudo e de todos,
que dos outros construo paisagens que se tornam parte de mim
e por serem minhas são de mim. Quando tenho que as soltar, custa-me porque largo
pedaços de mim.
Hoje descobri que quando me calo é porque torno cada palavra
dádiva de se entregar
Tão dádiva que minha alegria sacrifico em prol de sentir
algo maior, em prol de preferir ser essa entrega ao infinito do que cobre tudo,
e por isso choro de solidão
Mas foi de ti que tudo soube,
Porque foi hoje que me telefonaste, e depois de meses de
intensa presença ausente nos reencontramos, finalmente prontos para nos
ouvirmos, finalmente prontos para não fingirmos.
Porque antes tu fingias que te conhecias, e que eras teu
segurança pessoal e eu fingia o mesmo de mim.
Hoje, depois das lutas de ventos e vendavais que travamos,
finalmente estávamos cansados, suados e decepcionados connosco o suficiente,
para sermos capazes de nos ouvir um ao outro.
E de caminhos opostos de onde vimos, hoje descobri por tuas
palavras como agarro brisas de sentimentos como se fossem chão e como tu as
soltas na esperança de te encontrares em algum lugar longe de tudo.
Friday, July 26, 2013
tulipas
Um ser que nasceu dum confuso seio familiar, confuso tenderá a ser
Este ser meu ser não quer mais conceber
Quer um leque mais infinito de possibilidades
Quer um sonhar indo além de sonhos velhos não vividos
puros e manchados de frustrações passadas
Um ser que nasceu do breu não reconhece facilmente a luz
Mas existe mesmo do escuro uma pequena luz que mal se vê
Ela que de si se cria, que de si nasce e renasce
Sempre procurando o inalcançável do que se possa alcançar
E o universo se cria, o criador procura sempre mais de si se dar, que descanso haverá?
Que riqueza trará em tudo de si entregar…
Sem saber do retorno da dádiva, tudo que sair de si deverá ser autodomínio,
viver numa entrega profunda em vez de numa autoritária rigidez, melhor viver haverá?
Quem de fora possa ver será que poderá entender, será que poderá ver?
Será que se pode ver de fora o que nos come por dentro?
O que nos digere e nos deita fora, que pensamentos traem e
ficam quais dele irão embora, quais deles morrem, quais deles destroem
Negar ou aceitar a tradição, negar ou aceitar a sua origem, negar ou aceitar a ilusão?
Amar o essencial do que é tradicional, por amar o mistério da origem
Deixar a magia permanecer colorindo folhas soltas que descaem sua restante beleza,
E as flores primaveris, continuarem a semear os sonhos nos apaixonados,
Tendo que engolir letras confusas de cartazes representantes duma verdade semi-dita, semi-estudada, semi-maldita, semi-verdadeira, semi-mentira, semi-antiga, semi-recente, semi-esquecida, semi-ausente, semi-realista? Muito conveniente, eu prefiro tulipas.
Monday, July 22, 2013
Fumo de lareira
Sou fumo de lareira.
A sociedade está doente.
E eu, não sei se estou.
E o não saber se estou faz-me ter alguma sanidade.
A tristeza vem a passos lentos e profundos, mas com ela eu
não vou.
Não me rendo a auto-compaixão, toda a gente tem o seus
momentos deprimidos.
Rendo-me a Arte, esta sim sabe ser extrema e flexível, sabe
ir mas além e de uma vez só voltar para trás. E só o artista é, este sim,
realmente, é um ser vulnerável, eu não.
Se serei louca, quem não será?
Se o mundo para mim, não se pode fazer num jogo de xadrez…
Se o mundo para mim não tem
encaixe perfeito…
Depois de longas discussões, vou fazer as pazes comigo e
aceitar a louca que sou.
Porque quem viu sua origem nascer da confusão, não conhece
mais do que esse ser confuso.
Nunca pode voltar
para atrás e da ingenuidade retirar o viver feliz na ilusão.
Sou nascida do fumo de lareira.
E cedo a vida me tornou gasta demais, para alguma vez
parecer realmente sã.
A vida não me quis ovelha de nenhum clã e dos clãs da cidade
retiro o seu amargo sorriso, que no meu caso, escolhe estar solitário e
escondido.
E por isso, é melhor aceitar meu simples figurino natural de
personagem desencaixado.
E minha altivez, perante apenas, fantasmas tristes do
passado.
De onde brota, por vezes, alguma paixão, de feridas mal
saradas do que eu já soube e já não sei.
E eu nunca sei para onde vou,
E nunca sei se devo ir ou ficar,
Porque o meu tempo de acreditar já passou.
Porque nenhum lugar, nunca completa a profundidade do meu
coração.
Coração de quem não tem fundo, nem forma, nem direcção.
Vou sendo é essa contemplação dum choro bruscamente
engolido…
18/07/13
Autoritarismo
O autoritarismo é uma forma de maltratar psicologicamente o
outro livremente.
Destrói a autoconfiança do outro, destrói sonhos, torna-nos
ovelhas de rebanho.
Porque quem é autêntico não precisa de capa para se
encobrir, nem precisa de altar para estar em posição superior a quem está a sua
frente.
Sentir-se superior é escolher estar cego de si próprio e do
outro, viver de títulos e de bens, aceitar autoridade é negar tomar acção sobre
a sua própria vida. É deixar-se a mercê do outro.
Tenho amigos que são como rebeldes, não aceitam qualquer
tipo de autoridade externa por este mesmo motivo. Vejo este instinto como um
sentido de rebelião pessoal mas penso que no fim não trás qualquer vantagem.
Opor-se a autoridade externa pode ser uma forma de reforçar
essa própria autoridade, bem como, reforçar um sentimento de auto compaixão que
não trás qualquer benefício.
Melhor seria, ignorar esse tipo de pessoas, e sem deixar
afectar-se por isso cumprir o papel que é necessário ser cumprido para o melhor
dos nossos projectos pessoais.
Apesar de tudo isso, as piores autoridades são as internas,
seja autoridade religiosa, psicológica, emocional. Pomos nossa vida à
disposição de uma série de fantasmas alegóricos que nos aparecem com os anos de
vida.
Qual será então a melhor posição em relação a estes? Estes
penso eu, não se devem ignorar. Melhor seria, então, deixá-los morrer de fome.
Não encontrei uma solução definitiva para esta questão.
A nível intelectual, o que me tem ajudado é a eterna
filosofia de um constante por em causa, mas isto também trás uma certa
inquietação, e um constante reconstruir.
A nível emocional, bem, este é o que trás a minha conversa
com a poesia e traz-me noites mal dormidas sendo o motivo aparente, nenhum.
Tuesday, July 16, 2013
O ser imaginado
Não há poeta que se exprima como esta mágoa que me existe no peito
Nem há filósofo que se faça de minha mente a querer esquecer
Porque estou presa, presa em minha própria gaiola que criei
Por minha espera de ti.
Porque não há nada que me liberte do ideal,
Do ideal humano de criar um ideal de beleza
Nem da tolice de pensar que alguém tem que ser como a imaginamos.
Foi numa tarde fatal que tua forma colori numa página da minha vida.
Foi quando nos entreolhamos por motivos misteriosos mas nem por isso iguais.
E agora, não há razão fatal o suficiente para fazer meu peito deixar-se calar
Mesmo sabendo que na verdade quem tu és nada tem haver
com tudo o que sonhei de ti ao longo de anos.
Agora, faz mais sentido toda a poesia imaginada,
faz mais sentido todo o canto melancólico com palavras tristemente proferidas.
Porque tu só fazes sentido no meu profundo ideal de ser docemente imaginado!
E tudo o que farei, será pela imagem romanesca que criei de ti,
Oh doce ser inexistente.
E tu mostras-me e voltas-me a mostrar,
que a imagem que pintei em meu corpo tua nunca e jamais existiu
E eu volto, e volto a acreditar. Como tola.
Como tola mulher que sou e que não quer ver
Sendo tão mulher e tão cheia de peito a doer por dor.
Nem há filósofo que se faça de minha mente a querer esquecer
Porque estou presa, presa em minha própria gaiola que criei
Por minha espera de ti.
Porque não há nada que me liberte do ideal,
Do ideal humano de criar um ideal de beleza
Nem da tolice de pensar que alguém tem que ser como a imaginamos.
Foi numa tarde fatal que tua forma colori numa página da minha vida.
Foi quando nos entreolhamos por motivos misteriosos mas nem por isso iguais.
E agora, não há razão fatal o suficiente para fazer meu peito deixar-se calar
Mesmo sabendo que na verdade quem tu és nada tem haver
com tudo o que sonhei de ti ao longo de anos.
Agora, faz mais sentido toda a poesia imaginada,
faz mais sentido todo o canto melancólico com palavras tristemente proferidas.
Porque tu só fazes sentido no meu profundo ideal de ser docemente imaginado!
E tudo o que farei, será pela imagem romanesca que criei de ti,
Oh doce ser inexistente.
E tu mostras-me e voltas-me a mostrar,
que a imagem que pintei em meu corpo tua nunca e jamais existiu
E eu volto, e volto a acreditar. Como tola.
Como tola mulher que sou e que não quer ver
Sendo tão mulher e tão cheia de peito a doer por dor.
Sunday, July 07, 2013
Música antiga
Musica antiga, contigo mergulhei nos mares do passado,
só tu com tua bruma trazes essa capacidade de revelar um mundo mais interessante porque não tem tempo
e um mundo mais livre porque não tem espaço e se deixa perder a minha volta.
E ao ouvir aquela suave musica orquestral revelaste em mim o que do passado vive e respira
e a parte de mim que existe e vive nos velhos sonhos de infancia por acabar.
Como minha substancia, és o que de mim é realmente real, fora de toda essa vida que se auto construiu,
sem deixar que eu sequer me apercebesse quem era em meio a tanta confusão.
Porque tu és como um total desconstrução que concebe unicamente essencia original.
E contigo tenho todos os sonhos, todas as imagens coloridas que o som pode conceber
Em minha mente apresentam-se como fadas que surgem para recolorirem o meu mundo.
Tornas tudo possível, trazes minha esperança perdida,
lembras-me brincadeiras de crianças quase esquecidas quando bebo desses doces nectares de notas largadas ao vento.
E tudo passa a ser normal para mim, fazes mais facil aturar toda e qualquer brusca emoção.
Fazes revelar todo e qualquer parte dum íntimo escondido em desencorporado turbilhão.
E a ti entrego assim minha vida, passando a ter leveza de quem entrega um fardo pesado e
e passando a ter a esperança de quem se rende cegamente a uma paixão.
só tu com tua bruma trazes essa capacidade de revelar um mundo mais interessante porque não tem tempo
e um mundo mais livre porque não tem espaço e se deixa perder a minha volta.
E ao ouvir aquela suave musica orquestral revelaste em mim o que do passado vive e respira
e a parte de mim que existe e vive nos velhos sonhos de infancia por acabar.
Como minha substancia, és o que de mim é realmente real, fora de toda essa vida que se auto construiu,
sem deixar que eu sequer me apercebesse quem era em meio a tanta confusão.
Porque tu és como um total desconstrução que concebe unicamente essencia original.
E contigo tenho todos os sonhos, todas as imagens coloridas que o som pode conceber
Em minha mente apresentam-se como fadas que surgem para recolorirem o meu mundo.
Tornas tudo possível, trazes minha esperança perdida,
lembras-me brincadeiras de crianças quase esquecidas quando bebo desses doces nectares de notas largadas ao vento.
E tudo passa a ser normal para mim, fazes mais facil aturar toda e qualquer brusca emoção.
Fazes revelar todo e qualquer parte dum íntimo escondido em desencorporado turbilhão.
E a ti entrego assim minha vida, passando a ter leveza de quem entrega um fardo pesado e
e passando a ter a esperança de quem se rende cegamente a uma paixão.
Sunday, June 30, 2013
Espera
Só na ausência és realmente meu
Tua desilusão em mim é o que me torna
real e nessa realidade tu estás.Numa vida até ao milímetro calculada,
só o meu sofrer por tua distância faz-me saber alguma verdade.
Porque minha mente é desumana e cruel, todo o seu toque é fatal.
Sempre tediosa quando está satisfeita,
e nervosa quando insatisfeita está.
Por isso mesmo, felicidade deve ser uma transversalidade que nunca é transversal.
Está entre aquilo que não é na ilusão de que o é,
como estar acordado num vazio cheio de nada.
Só vou sentir-me satisfeita ao encontrar-me toda desfeita numa cama de íntimos eus.
Não encontro descanso para a vida nem a dormir e nem acordada, apenas numa chávena de café ao ser apreciada, quando sabe deixar sua amargura no fim.
Este é o retrato onde quero mostrar-me porque é o retrato mais real que faço de mim.
A insatisfação sempre é uma cura para a loucura do hedonismo.
E a satisfação sempre é uma cura para loucura de querer esquecer de uma vez por todas de mim.
lado nenhum
Só sei escrever de sentimentos, não
sei escrever sobre coisas.
Porque não tenho ainda a substancia
que as coisas tem.Sou só vapor de ideias, rasto sem direcção
Faço coisas ao mesmo tempo assim como tudo em mim funciona em turbilhão.
Só sei escrever palavras soltas, porque só sei viver sendo solta
Não sei ser feliz no amor, quando estou bem, descolo-me
Quando não estou com ninguém leio o romance nos outros.
Porque tudo em mim é liberdade e prisão, tudo em mim é inconstância.
E se algum dia chegar o momento de eu
concretizar quem sou
que a inconstancia não me traia, que a
ansiedade não me faça fugir daliQue o desquerer não me faça perder a esperança, que a decepção não me possa impedir
que finalmente possa ser mais que fumo de
lareira, ser mais que tinta de papel
finalmente possao parar só para olhar
algum sitio
e sentir que finalmente posso deixar fazer-me parte de algum lugar que não seja lado nenhum.
Tuesday, May 14, 2013
O lugar do perdedor
Só no além que tudo habita o real a ti se mostra
No agora do inocente que se entrega por sua pressa
O indefeso escolhe ignorante da sua culpa, escapar
Só hoje sonhei de meu baú interno buscar antigos fantoches
para de mim rir em algazarra, por minha prospera fronte
Quando vi que tu, só teus beijos, são vagalumes nesse íntimo breu
Só porque conseguiste com teu amor fazer renascer o meu
Mesmo assim as mascaras continuam translúcidas e ainda vivem
em risos sarcasticos de outros, em aplausos dados em horas erradas
E tu chegas com tuas mãos infantis rendidas
e salvas com teu sorriso por momentos meu ser
a todas essas traças da conspiração.
Porque no além do real tudo é possível aprisionar
até alma, até desejo, até corpo e todo o querer de se envaidecer
Porque no sonho colorido que desvanece com o toque do vento
sempre podem surgir desde tempos remotos
banhos acesos nos mares quentes do amor
Quando o que era pecado, torna-se a tão procurada salvação
O pecador torna-se santo
E o santo, de mártir passa a insano ditador
Porque de actor todos temos um pouco
É melhor a humildade de preservar a autenticidade
do que ser devorado por feras que incorporam mascaras de absolutas certezas.
O melhor é tapar a boca e os ouvidos a tudo o que não faça o coração bater de amor
O melhor é se deixar render sabendo ocupar com dignidade o lugar do perdedor
Porque é melhor perder por amor do que ganhar perdendo a alma.
No agora do inocente que se entrega por sua pressa
O indefeso escolhe ignorante da sua culpa, escapar
Só hoje sonhei de meu baú interno buscar antigos fantoches
para de mim rir em algazarra, por minha prospera fronte
Quando vi que tu, só teus beijos, são vagalumes nesse íntimo breu
Só porque conseguiste com teu amor fazer renascer o meu
Mesmo assim as mascaras continuam translúcidas e ainda vivem
em risos sarcasticos de outros, em aplausos dados em horas erradas
E tu chegas com tuas mãos infantis rendidas
e salvas com teu sorriso por momentos meu ser
a todas essas traças da conspiração.
Porque no além do real tudo é possível aprisionar
até alma, até desejo, até corpo e todo o querer de se envaidecer
Porque no sonho colorido que desvanece com o toque do vento
sempre podem surgir desde tempos remotos
banhos acesos nos mares quentes do amor
Quando o que era pecado, torna-se a tão procurada salvação
O pecador torna-se santo
E o santo, de mártir passa a insano ditador
Porque de actor todos temos um pouco
É melhor a humildade de preservar a autenticidade
do que ser devorado por feras que incorporam mascaras de absolutas certezas.
O melhor é tapar a boca e os ouvidos a tudo o que não faça o coração bater de amor
O melhor é se deixar render sabendo ocupar com dignidade o lugar do perdedor
Porque é melhor perder por amor do que ganhar perdendo a alma.
O ser criador
Precisei ir trabalhar para perceber,
a vida vã do trabalhador comparada com a vida completa do artista
que nada tem.
Dele, não esperam nada, só a natureza espera em segredo que dele prospere
como flor a verdade do que habita de natural em nós.
Que esse tempo que passou não tenha matado esse ser natural que comigo nasceu.
O ser criador.
E assim como o dinheiro alimenta a desconfiança,
a arte alimenta a liberdade por ser dela nu amante.
Como um pássaro é arte que voa livre no céu,
não há animal que não se exalte perante a visão da vivarte que voa.
Tudo em mim, tudo em todos os lugares,
quer regressar a esse intimo uterino
que tudo tinha porque nada sabia e porque nada tinha feito
senão ser quem é para tudo conseguir.
a vida vã do trabalhador comparada com a vida completa do artista
que nada tem.
Dele, não esperam nada, só a natureza espera em segredo que dele prospere
como flor a verdade do que habita de natural em nós.
Que esse tempo que passou não tenha matado esse ser natural que comigo nasceu.
O ser criador.
E assim como o dinheiro alimenta a desconfiança,
a arte alimenta a liberdade por ser dela nu amante.
Como um pássaro é arte que voa livre no céu,
não há animal que não se exalte perante a visão da vivarte que voa.
Tudo em mim, tudo em todos os lugares,
quer regressar a esse intimo uterino
que tudo tinha porque nada sabia e porque nada tinha feito
senão ser quem é para tudo conseguir.
Esbanjar da vida
Existe um mal e existe um bem que em mim tocam
O mal chama-se consumo,
O bem chama-se criatividade
São nomes dados ao bem e ao mal esbanjados ao vivos de hoje
Aparencias diversas cujas motivações são uma só,
o resultado um só, e um só tempo que mostra o que irá surgir daquilo
que se escolheu cultivar
Do consumismo o medo do que se pode perder,
Do criativo a liberdade que só provem daquele que sua alma ressuscitou
o antigo saber construir.
Existe um mal e existe um bem em mim
E o mal facilmente continua a repetir-se habituado,
e o bem continua em sua caminhada esperançoso,
que eu possa esquecer o medo, abrir asas e voar.
Pois existem donos do nada que carregam fantasmas em meu nome,
e existem notas musicais que carregam minha alma em seus ventres...
caminhando livres ao ar.
Talvez exista um mal e um bem em todos nós,
E do mal existe o medo de cair, que nos esconde da verdade do ser que é livre.
Do bem, existe a consciencia que sempre sabe o que está errado,
é essa força de vida subentendida em toda a forma de arte,
vida que com batimentos de coração acelerado, vive calada no mais profundo ser de nós.
É por isso que vida é aquela que é vivida de forma escancarada e que sinceramente se entrega ao mundo.
O mal chama-se consumo,
O bem chama-se criatividade
São nomes dados ao bem e ao mal esbanjados ao vivos de hoje
Aparencias diversas cujas motivações são uma só,
o resultado um só, e um só tempo que mostra o que irá surgir daquilo
que se escolheu cultivar
Do consumismo o medo do que se pode perder,
Do criativo a liberdade que só provem daquele que sua alma ressuscitou
o antigo saber construir.
Existe um mal e existe um bem em mim
E o mal facilmente continua a repetir-se habituado,
e o bem continua em sua caminhada esperançoso,
que eu possa esquecer o medo, abrir asas e voar.
Pois existem donos do nada que carregam fantasmas em meu nome,
e existem notas musicais que carregam minha alma em seus ventres...
caminhando livres ao ar.
Talvez exista um mal e um bem em todos nós,
E do mal existe o medo de cair, que nos esconde da verdade do ser que é livre.
Do bem, existe a consciencia que sempre sabe o que está errado,
é essa força de vida subentendida em toda a forma de arte,
vida que com batimentos de coração acelerado, vive calada no mais profundo ser de nós.
É por isso que vida é aquela que é vivida de forma escancarada e que sinceramente se entrega ao mundo.
Águas fundas
Existe um conflito em mim
Um conflito entre um interior vulcanico que com efervecencia ainda procura brilhantes
E um exterior desertico, entupido de pseudoautoridades, que se rendem a pressoes
Existem conflitos em mim que mais parecem possessões
Do que sou eu mas não sou, do que eu poderia ser se me encontrasse
Do que poderiam querer que eu fosse, do que querem que eu seja agora
mas não sou...
E é por isso que eu vivo as vezes numa lastimosa duvida entre ser naturalmente deslocada
Ou recolocar-me para estar em paz com o mundo declarando guerra a esse meu ser
que se quer controverso e lunático
E como meu ser não se deixa a si próprio ver-se
Assim as pessoas a mim são apenas meras ilusões, fantasmas que de mim fazem juízos
tão distantes do que sou como as estrelas do céu são de quem as observou
Como um remante num rio que flutua sobre águas fundas,
assim vou levando a vida porque tem de ser levada a remos, com esforço
E assim levo uma vida de boas paisagens mas de esforços para continuar a conseguir ver
Porque a vida pede cada vez mais adaptação, pede luta diária por sobrevivencia quando tudo o que eu queria era manter-me num sono bom.
E quando o arco-íris de relance aparece, esqueço as horas e lembro,
que tudo o que era preciso para ser feliz era apreciar,
E aprecio apenas em poucos momentos, numa mente que não para
porque insiste que quer andar de frente para trás
A vida em mim quer constantemente trocar roupas pensando que assim pode melhor de si conhecer
Em auto-testes desafia-se até sangrar,
numa necessidade de cavar sempre mais fundo e mais a escuridão do que seria realmente necessário.
E cá de fora, ninguém entende, poucas almas humanas poderão reconhecer,
essa vontade de renascer, esse desejo de se deixar morrer por apenas querer viver.
Um conflito entre um interior vulcanico que com efervecencia ainda procura brilhantes
E um exterior desertico, entupido de pseudoautoridades, que se rendem a pressoes
Existem conflitos em mim que mais parecem possessões
Do que sou eu mas não sou, do que eu poderia ser se me encontrasse
Do que poderiam querer que eu fosse, do que querem que eu seja agora
mas não sou...
E é por isso que eu vivo as vezes numa lastimosa duvida entre ser naturalmente deslocada
Ou recolocar-me para estar em paz com o mundo declarando guerra a esse meu ser
que se quer controverso e lunático
E como meu ser não se deixa a si próprio ver-se
Assim as pessoas a mim são apenas meras ilusões, fantasmas que de mim fazem juízos
tão distantes do que sou como as estrelas do céu são de quem as observou
Como um remante num rio que flutua sobre águas fundas,
assim vou levando a vida porque tem de ser levada a remos, com esforço
E assim levo uma vida de boas paisagens mas de esforços para continuar a conseguir ver
Porque a vida pede cada vez mais adaptação, pede luta diária por sobrevivencia quando tudo o que eu queria era manter-me num sono bom.
E quando o arco-íris de relance aparece, esqueço as horas e lembro,
que tudo o que era preciso para ser feliz era apreciar,
E aprecio apenas em poucos momentos, numa mente que não para
porque insiste que quer andar de frente para trás
A vida em mim quer constantemente trocar roupas pensando que assim pode melhor de si conhecer
Em auto-testes desafia-se até sangrar,
numa necessidade de cavar sempre mais fundo e mais a escuridão do que seria realmente necessário.
E cá de fora, ninguém entende, poucas almas humanas poderão reconhecer,
essa vontade de renascer, esse desejo de se deixar morrer por apenas querer viver.
Monday, April 22, 2013
Dislexia textual
Ganhei dislexia as letras,
para mim um Pedro as vezes é quase o mesmo que um João,
e um Pereira é quase o mesmo que um Teixeira,
se for o nome de alguem desconhecido de alma e só conhecido de cara
Tenho dislexia as letras,
para mim os D´s são as melhores letras para começarmos uma frase
e não gosto tanto dos X´s ou dos Z´s se não quiserem dizer
coisas misteriosas que lia nos contos de fadas
Dessa dislexia,
Certas palavras para mim são mais que palavras, são mundos que anseio descobrir
e por elas viajo num labirinto curioso, nas novas histórias que me são contadas ou quando essas histórias surgem pintadas num lugar especial dum livro.
Ganhei dislexia as letras,
e as vezes quando palavras surgem aos montes ou saem gritadas,
deixam de ter significado separadas,
significando para mim apenas um turbilhão de emoções disfaçadas em letras sem imaginação.
Sou agora, disléxica por opção,
e por opção certas letras são como minha religião,
a religião das letras que apresentam o poder de salvação
da alma que não se quer exilada, manter-se só e calada.
para mim um Pedro as vezes é quase o mesmo que um João,
e um Pereira é quase o mesmo que um Teixeira,
se for o nome de alguem desconhecido de alma e só conhecido de cara
Tenho dislexia as letras,
para mim os D´s são as melhores letras para começarmos uma frase
e não gosto tanto dos X´s ou dos Z´s se não quiserem dizer
coisas misteriosas que lia nos contos de fadas
Dessa dislexia,
Certas palavras para mim são mais que palavras, são mundos que anseio descobrir
e por elas viajo num labirinto curioso, nas novas histórias que me são contadas ou quando essas histórias surgem pintadas num lugar especial dum livro.
Ganhei dislexia as letras,
e as vezes quando palavras surgem aos montes ou saem gritadas,
deixam de ter significado separadas,
significando para mim apenas um turbilhão de emoções disfaçadas em letras sem imaginação.
Sou agora, disléxica por opção,
e por opção certas letras são como minha religião,
a religião das letras que apresentam o poder de salvação
da alma que não se quer exilada, manter-se só e calada.
Cumplicidade
Desse coração cheio,
eu registo, depois da despedida final, tudo o que ficou de ti em mim
Desses sentimentos raros, retiro a importancia de quem és largada ser em mim
Porque só das pessoas que partem, o sentimento delas em nós se torna cumprido
Porque os que estão ainda perto, não nos permitem fazermos deles retrato,
por nos levarem já toda a nossa atenção, são só o momento da presença em si.
E agora quando ouço tuas musicas preferidas, elas escutam meus lamentos e procuram refúgio em mim.
Elas abrem-me portas a uma dimensão intemporal onde existíamos nós ainda pouco cumpridos.
Sou eterna na nossa partilha, de onde eras o único compreensivo de todos
Dos meus fantasmas, sonhos desfeitos e inacabados.
E nessa distância fatal, cumpriste tudo o que foi por nós dito.
Tudo o que nossa ansiosa liberdade junta trilhou para nós a seguir seguirmos.
Que a verdadeira cumplicidade ja guardou morada em nosso peito e dela levaremos agora nosso sustento.
Possa esse ser o alívio de nossos ansiosos tormentos,
e assim é o fim da nossa inquietude jovem, que anseia todos os momentos fugazes possíveis da vida,
que a tua passagem em minha vida ja permitiu que em algum sítio haja um envelhecer feliz.
eu registo, depois da despedida final, tudo o que ficou de ti em mim
Desses sentimentos raros, retiro a importancia de quem és largada ser em mim
Porque só das pessoas que partem, o sentimento delas em nós se torna cumprido
Porque os que estão ainda perto, não nos permitem fazermos deles retrato,
por nos levarem já toda a nossa atenção, são só o momento da presença em si.
E agora quando ouço tuas musicas preferidas, elas escutam meus lamentos e procuram refúgio em mim.
Elas abrem-me portas a uma dimensão intemporal onde existíamos nós ainda pouco cumpridos.
Sou eterna na nossa partilha, de onde eras o único compreensivo de todos
Dos meus fantasmas, sonhos desfeitos e inacabados.
E nessa distância fatal, cumpriste tudo o que foi por nós dito.
Tudo o que nossa ansiosa liberdade junta trilhou para nós a seguir seguirmos.
Que a verdadeira cumplicidade ja guardou morada em nosso peito e dela levaremos agora nosso sustento.
Possa esse ser o alívio de nossos ansiosos tormentos,
e assim é o fim da nossa inquietude jovem, que anseia todos os momentos fugazes possíveis da vida,
que a tua passagem em minha vida ja permitiu que em algum sítio haja um envelhecer feliz.
Thursday, April 18, 2013
Chá das letras
Como mãe, leio e releio tudo o que escrevi
Só para lembrar o que sinto de quem sou em meio a tantas reviravoltasAcaricio levemente essas lembranças de sentimentos, que ainda tanto trazem alegrias como trazem dor
Cada texto escrito foi escrito com a terna dor do nascimento
Cada texto foi registo de quem eu fui mas não me lembro Registo de quem eu não sabia que existia naquele dia em que escrevi
Toda a entrega real que faço tem uma dor envolvida que pode ser revivida
E revivo pelo prazer que tenho da dor em reconhecer quem sou
Sem precisar lembrar deixo o que lembro passar por mim
E deixo esse vulto externo contar sua história e sua razão mesmo que esteja já adormecida e deliciada em mimSem saber onde estou deixo-me possuir por velhos sentimentos tão distantes da vida que é viver.
Mas se a vida não são as histórias que se contam e recontam em nós mesmos
É bom que sobre muito tempo para receber esses velhos vultos de sentimentos É bom, quando sobra tempo para ouvir secretamente essas suas queixas mesmo quando calmamente sentada, ou bebendo um chá.
É bom, quando sobra tempo para deixar escorrerem-se suavemente pelos dedos,
E deixar escritas aparecerem sozinhas num qualquer papel, que já surge tingido.
Wednesday, April 17, 2013
Longe do céu
Enquanto andas perdido entre
espelhos
Ando eu as voltas num íntimo
mar de mimOs mesmos anos que em mim ficaram bem guardados pela tua ausência
Porque aquele dia em que nos
vimos foi o passado levantado de sua campa.
Foi algo de antes de nossa
vida que por nós se reviveuE tu negaste como alguém cobarde de reconhecer quem é onde não conhece
E eu afirmei como ingénua moça cuja força de sua própria voz desconhece
Mas se em meu peito ainda morar
restos de ingénua intuição
Juro que se quiseres te
levarei a esse passado quase apagado pelo tempoPois foi com teu olhar que dele me lembraste naquele simples dia
E foi do meu ventre que
naquele momento ele quis voltar a nascer
E fizeste-me com dor, mulher,
Fizeste-me lua quando
reconheci de onde vinha minha própria escuridão.
Coraste-me com meu próprio
amor que te dei,
Mostrando com lágrimas minhas
que nunca de mim própria poderias salvar
Neste amor de tantas vidas,
em cada lembrança do olhar teu, revisito todos os mares navegados do passado
Nesta nostálgica dor da ausência,
revisito em meu ser o que sou do que ficouPois ele só fica bem quando calado quiser cantar o seu pranto
Como as histórias de amor
antigo não cabem neste mundo de espelhos e
sonhos vividos quase sempre tão
longes do céu.
Saturday, April 06, 2013
Animal humano
«A sina humana que de tanto proveito nada sabe,
e de tanto saber nada vive.
Porque nada pode ser realmente compreendido,
nada pode ser realmente incorporado,
sem que isso se torne, para o ser humano que compreendeu,
uma prisão.
E por isso, é preferível não se ter a certeza de nada.
Nada pode ser prazeroso e dar suficiente satisfação,
porque nada é suficiente para saciar o querer.
... O ser humano não se pode agarrar a nada se realmente quizer
felicidade duradoura.
Então, subitamente a vida torna-se num esquecer profundo e
constante de si próprio, numa constante reencontro com a felicidade.
E servir-se a si mesmo passa a ser não alimentar por opção os seus desejos, porque ao alimentá-los se tornaria refem deles e assim toda a sua liberdade e felicidade acabavam.
E dou por mim a observar pessoas numa busca ignorante,
e dou por mim a observar-me numa procura infeliz,
como se o mundo girasse sempre a espera de premios inexistentes.
E afinal ser animal é ser assim,
ser animal é não conhecer-se a si mesmo,
é procurar a ilusão da felicidade exterior,
é não aceitar a satisfação de simplesmente existir,
e de cada vez que surgem infelizes disputas,
é sentir-se satisfeito por ver nessas disputas a sua miseravel manifestação.
O quão longe estamos de viver em alguma pura consciencia, o quão perto estamos do modo como vivem todos os outros animais.
O quão pequenos são os meus anseios mentais comparados com as fundas verdades universais.
O ser humano apenas ao se perder de seus desejos pode realmente se encontrar.» Luna
e de tanto saber nada vive.
Porque nada pode ser realmente compreendido,
nada pode ser realmente incorporado,
sem que isso se torne, para o ser humano que compreendeu,
uma prisão.
E por isso, é preferível não se ter a certeza de nada.
Nada pode ser prazeroso e dar suficiente satisfação,
porque nada é suficiente para saciar o querer.
... O ser humano não se pode agarrar a nada se realmente quizer
felicidade duradoura.
Então, subitamente a vida torna-se num esquecer profundo e
constante de si próprio, numa constante reencontro com a felicidade.
E servir-se a si mesmo passa a ser não alimentar por opção os seus desejos, porque ao alimentá-los se tornaria refem deles e assim toda a sua liberdade e felicidade acabavam.
E dou por mim a observar pessoas numa busca ignorante,
e dou por mim a observar-me numa procura infeliz,
como se o mundo girasse sempre a espera de premios inexistentes.
E afinal ser animal é ser assim,
ser animal é não conhecer-se a si mesmo,
é procurar a ilusão da felicidade exterior,
é não aceitar a satisfação de simplesmente existir,
e de cada vez que surgem infelizes disputas,
é sentir-se satisfeito por ver nessas disputas a sua miseravel manifestação.
O quão longe estamos de viver em alguma pura consciencia, o quão perto estamos do modo como vivem todos os outros animais.
O quão pequenos são os meus anseios mentais comparados com as fundas verdades universais.
O ser humano apenas ao se perder de seus desejos pode realmente se encontrar.» Luna
Sunday, March 31, 2013
Flores no caminho
Acho que quero demais
Procuro demais
E só peço a algo divino que me livre de tanto querer
Acho que minha mente está a tornar-me incapaz
Torna-me cega ao apreciar
Torna-me cega a alegria natural de viver
Pois vi que não somos feitos para querer
Como qualquer animal, só fomos feitos para ser
Quero livrar-me de todo o julgar
Procuro estar satisfeita ao estar disfeita de todos os credos da civilização
Sinto que somos mais reais ao vivermos vidas desiguais
Mesmo assim, é preciso saber escutar o bater do coração em tudo o que
a natureza dá.
É preciso parar de procurar, deixar-se levar, entregar,
saber não levar a sério, e simplesmente deixar-se em paz
Porque a mente não reconhece essa paz, e essa é a origem do meu dilema.
Minha mente aponta-me o caminho,
mas não deixa-me sentir o cheiro das flores que encontro ao caminhar.
E por minha própria experiência, vejo qual o dilema do ser humano,
que de tanto procurar nada encontra
e que de tanto apreciar nada sabe
Se a mente ao menos soubesse encontrar seu lugar!
Se a alma ao menos soubesse que tem espaço para deixar-se viver!
Como tudo podia ser diferente...
Bem haja a simplicidade de ser mar, ser estrelas e ser luar!
Só quero voltar a sentir casa pedra com todo o meu corpo, com toda a minha atenção,
Parar de procurar defeitos em tudo, ver os detalhes e deixar de querer ser esperta
Estar ligada ao ser ao mesmo tempo igual a tudo.
Porque a beleza da água a correr já encerra a verdade de tudo
Porque cada folha de árvore é igual a mim e foi de onde eu vim
Porque nunca haverá nada na Terra desconhecida as veias que me cobrem o corpo.
Procuro demais
E só peço a algo divino que me livre de tanto querer
Acho que minha mente está a tornar-me incapaz
Torna-me cega ao apreciar
Torna-me cega a alegria natural de viver
Pois vi que não somos feitos para querer
Como qualquer animal, só fomos feitos para ser
Quero livrar-me de todo o julgar
Procuro estar satisfeita ao estar disfeita de todos os credos da civilização
Sinto que somos mais reais ao vivermos vidas desiguais
Mesmo assim, é preciso saber escutar o bater do coração em tudo o que
a natureza dá.
É preciso parar de procurar, deixar-se levar, entregar,
saber não levar a sério, e simplesmente deixar-se em paz
Porque a mente não reconhece essa paz, e essa é a origem do meu dilema.
Minha mente aponta-me o caminho,
mas não deixa-me sentir o cheiro das flores que encontro ao caminhar.
E por minha própria experiência, vejo qual o dilema do ser humano,
que de tanto procurar nada encontra
e que de tanto apreciar nada sabe
Se a mente ao menos soubesse encontrar seu lugar!
Se a alma ao menos soubesse que tem espaço para deixar-se viver!
Como tudo podia ser diferente...
Bem haja a simplicidade de ser mar, ser estrelas e ser luar!
Só quero voltar a sentir casa pedra com todo o meu corpo, com toda a minha atenção,
Parar de procurar defeitos em tudo, ver os detalhes e deixar de querer ser esperta
Estar ligada ao ser ao mesmo tempo igual a tudo.
Porque a beleza da água a correr já encerra a verdade de tudo
Porque cada folha de árvore é igual a mim e foi de onde eu vim
Porque nunca haverá nada na Terra desconhecida as veias que me cobrem o corpo.
Monday, March 25, 2013
Existência de árvore
Ser como uma árvore na existência
que não voou não caiu,
e enquanto os sonhos puxam para cima
o esforço puxa para baixo
A árvore permanece erguida não por si
mas pela lei do amor que liga tudo
Sendo que o amor é a eterna interacção
Sendo que a existência é a directa atenção
E a árvore permanece erguida enquanto sonha
voar como um pássaro, mas quer fazer tudo,
ser veloz, estando segura de si, parada
E ela é sensível ao vento que passa
como é sensível aos anos que passam
e no fim permanece sensível às influências externas
Ela não seria árvore sem o meio que a circunda
No entanto, o seu meio não define totalmente o que ela realmente é
E essa árvore é como um jovem que é ansioso de viver,
que não resiste a sua própria natureza, que só segue as leis naturais
e não as suas.
Mas afinal, ser jovem é ter ilusões que nos fazem seguir rumo além do que
nós somos capazes.
Juventude é não saber até onde se pode ir, é deixar-se levar bem além do que
se poderia considerar seguro.
Pois o que há de realmente seguro em viver? Talvez o Sol que nasce?
Os pássaros que cantam?
O transbordar repentino de sentimentos que não resistem em passar?
Só penso em largar todo o orgulho ao mar,
não quero mais ser mais nem menos do que uma árvore qualquer
Porque quem pensa ser mais um dia se desilude e cai
E quem pensa ser menos, nunca ousará saber quem realmente é.
Friday, March 22, 2013
Largada
Hoje foi o dia de voar,
cortar as amarras e seguir rumo ao mar
Hoje foi o dia de soltar
Parar de lutar, seguir sem olhar para trás
Hoje foi dia de transformar,
De continuar o caminho escolhido e sem pensar, seguir
Hoje o Sol amanheceu com todos os doces tons de coragem
Hoje o Sol trouxe brisas cantoras de canções que abençoam a liberdade
E foi hoje que a minha vida voltou a ter notas musicais em cada respiração
E foi hoje que deixei num instante de escolher o cansaço e minha peregrinação
E com força puxei as velas e segui, rumo a um natural desconhecido,
numa viagem de volta recriação, seguindo um por do Sol, que foi por mim,
recolorido
Quero saltar num salto que me faça esquecer quem sou
Quero refazer tudo o que eu faço para voltar a sentir a alegria própria das coisas novas
Largar os velhos sonhos não concretizados, largar minhas velhas cinzas no mar
Peço ao mar que me permita desaguar cegamente nele,
Vou render-me ao infinito num som uníssono e profundo capaz de calar de vez
todas as velhas cinzas das inquietações.
**********
Oh vida sempre apareces louca,
pois quando dedico-te fora de mim não vales nada
E só dentro de mim te deixas crescer como flor cheirosa
Oh vida, viver é conhecer-se a si mesmo
Não só dos antigos como de mim mesma,
descobri essa verdade, pois ao caminhar
Caminho sempre sozinha e no fim
o mais dificil da vida é sempre lidar comigo mesma
e com minha própria voz.
Há alguma harmonia na vida que me faz ressoar,
e faço dessa descoberta a minha busca mais funda,
e do mundo lá fora escolho manter-me escondida
procurando caminhar, passar despercebida
e ainda assim, permitir o recriar da vida que por mim puder passar
Deixar meu caule absorver a magia que houver para absorver do ar
Deixar minhas folhas se abrirem no seu espanto de confronto a luz
permitir-me lentamente secar, deixar-me molhar quando tiver de ser
e abrigar-me lentamente durante o escurecer
No teu colo tudo faz sentido
e não há mais o que fazer apenas o que guardar
Só nos teus braços cristalizo o sentir-me abençoada
Enquanto num beijo cristalizo a gratidão por viver
E só na partilha existe o sentimento do que é existir
E do amor retira-se a razão que a vida tem
E ser amor e ser flor não permite que haja tempo para criticar
para por em causa um sonho que em si se concretizou
Vou escrever, escrever até cansar
Descrever o sentimento mais fundo que houver e souber cantar
por mim o seu pranto,
Fechar-me a este mundo inconstante de si, ver o que de dentro está ainda presente
e o que precisa sair do que cá dentro está a mais
E estou cansada de quem sabe de tudo e não sabe de si porque não sabe nada
E estou cansada e ver e esquecer o que faz sentido e que realmente é preciso
E estou cansada deestar cansada e gastar energia onde não precisava,
num lamento que não e viver
Sonho ser como flor, ser como mar, permanecer
no sonho humano de morrer para si mesmo
Não deixar o sonho matar-se a si mesmo por não saber
calar a sua boca.
Por não deixar o silencio da ausência penetrar nas células vivas
da esperança
E parecer louca faz-me sentir tão profundamente certa que não me interessa a razão.
cortar as amarras e seguir rumo ao mar
Hoje foi o dia de soltar
Parar de lutar, seguir sem olhar para trás
Hoje foi dia de transformar,
De continuar o caminho escolhido e sem pensar, seguir
Hoje o Sol amanheceu com todos os doces tons de coragem
Hoje o Sol trouxe brisas cantoras de canções que abençoam a liberdade
E foi hoje que a minha vida voltou a ter notas musicais em cada respiração
E foi hoje que deixei num instante de escolher o cansaço e minha peregrinação
E com força puxei as velas e segui, rumo a um natural desconhecido,
numa viagem de volta recriação, seguindo um por do Sol, que foi por mim,
recolorido
Quero saltar num salto que me faça esquecer quem sou
Quero refazer tudo o que eu faço para voltar a sentir a alegria própria das coisas novas
Largar os velhos sonhos não concretizados, largar minhas velhas cinzas no mar
Peço ao mar que me permita desaguar cegamente nele,
Vou render-me ao infinito num som uníssono e profundo capaz de calar de vez
todas as velhas cinzas das inquietações.
**********
Oh vida sempre apareces louca,
pois quando dedico-te fora de mim não vales nada
E só dentro de mim te deixas crescer como flor cheirosa
Oh vida, viver é conhecer-se a si mesmo
Não só dos antigos como de mim mesma,
descobri essa verdade, pois ao caminhar
Caminho sempre sozinha e no fim
o mais dificil da vida é sempre lidar comigo mesma
e com minha própria voz.
Há alguma harmonia na vida que me faz ressoar,
e faço dessa descoberta a minha busca mais funda,
e do mundo lá fora escolho manter-me escondida
procurando caminhar, passar despercebida
e ainda assim, permitir o recriar da vida que por mim puder passar
Deixar meu caule absorver a magia que houver para absorver do ar
Deixar minhas folhas se abrirem no seu espanto de confronto a luz
permitir-me lentamente secar, deixar-me molhar quando tiver de ser
e abrigar-me lentamente durante o escurecer
No teu colo tudo faz sentido
e não há mais o que fazer apenas o que guardar
Só nos teus braços cristalizo o sentir-me abençoada
Enquanto num beijo cristalizo a gratidão por viver
E só na partilha existe o sentimento do que é existir
E do amor retira-se a razão que a vida tem
E ser amor e ser flor não permite que haja tempo para criticar
para por em causa um sonho que em si se concretizou
Vou escrever, escrever até cansar
Descrever o sentimento mais fundo que houver e souber cantar
por mim o seu pranto,
Fechar-me a este mundo inconstante de si, ver o que de dentro está ainda presente
e o que precisa sair do que cá dentro está a mais
E estou cansada de quem sabe de tudo e não sabe de si porque não sabe nada
E estou cansada e ver e esquecer o que faz sentido e que realmente é preciso
E estou cansada deestar cansada e gastar energia onde não precisava,
num lamento que não e viver
Sonho ser como flor, ser como mar, permanecer
no sonho humano de morrer para si mesmo
Não deixar o sonho matar-se a si mesmo por não saber
calar a sua boca.
Por não deixar o silencio da ausência penetrar nas células vivas
da esperança
E parecer louca faz-me sentir tão profundamente certa que não me interessa a razão.
Saturday, January 26, 2013
Investigar a íntima razão
Fui investigadora de minha razão,
Porque em todo o lado procurei uma razão para estar viva e nenhuma razão, lá fora, encontrei.
E em todo o lado procurei,
Procurei nas ondas do mar que ecoam um som que toca na alma e retorna
Procurei nas montras intermitentes de lojas que piscam o seu reflexo sem parar
Procurei entre as pessoas mais perdidas de si que assumem-se desencontradas do mundo
Procurei entre pessoas conhecedoras de todas as morais do viver.
Até procurei ao longo de dias, em livros que se afirmavam e se desmentiam e que no fim contavam que não precisavam mais de sequer existir.
E no fim fiquei pior que no início…
Fiquei cansada, cheia, confusa, repleta de excedentes do que não era eu mas poderia ser
Repleta de coisas em minha cabeça, que eram apenas pontas soltas a espera de que eu as desmanchasse de uma vez.
Voltei a querer ser pequena, a sussurrar aos anjos e a pedi-los que pudesse ver novamente cores na vida para poder observar novamente de longe o céu, vendo a magia de não saber o que ele realmente é.
Voltei a querer diminuir e esquecer dos nomes que fazem multiplicar as dúvidas em minha cabeça ao torná-las maiores do que as estrelas que já existem, as mesmas estrelas que eu tanto queria poder alcançar.
Retornei a um pequeno abrigo, procurei apenas um simples aconchego,
procurei deixar as lágrimas simplesmente caírem e nunca mais olhar para trás.
Quis poder deixar a angústia de querer alguma coisa e desejar poder um dia novamente conformar-me em nada saber e nada ter com o que me preocupar, mas sem poder deixar o coração para traz, levei-o a mesma comigo.
Porque não existe moral mais funda que a própria vida, que é mais certa e incerta que qualquer lei que se possa criar… e só isso faz dela também, a mais importante.
E no fim descobri, que durante todo esse tempo que passei a procurar, podia simplesmente ter apreciado.
Que tudo o que passei, nunca fará de mim nem mais nem menos do que sempre houvera sido.
Foi assim, que consegui acordar e saber o que de mim estava até agora adormecido.
Porque em todo o lado procurei uma razão para estar viva e nenhuma razão, lá fora, encontrei.
E em todo o lado procurei,
Procurei nas ondas do mar que ecoam um som que toca na alma e retorna
Procurei nas montras intermitentes de lojas que piscam o seu reflexo sem parar
Procurei entre as pessoas mais perdidas de si que assumem-se desencontradas do mundo
Procurei entre pessoas conhecedoras de todas as morais do viver.
Até procurei ao longo de dias, em livros que se afirmavam e se desmentiam e que no fim contavam que não precisavam mais de sequer existir.
E no fim fiquei pior que no início…
Fiquei cansada, cheia, confusa, repleta de excedentes do que não era eu mas poderia ser
Repleta de coisas em minha cabeça, que eram apenas pontas soltas a espera de que eu as desmanchasse de uma vez.
Voltei a querer ser pequena, a sussurrar aos anjos e a pedi-los que pudesse ver novamente cores na vida para poder observar novamente de longe o céu, vendo a magia de não saber o que ele realmente é.
Voltei a querer diminuir e esquecer dos nomes que fazem multiplicar as dúvidas em minha cabeça ao torná-las maiores do que as estrelas que já existem, as mesmas estrelas que eu tanto queria poder alcançar.
Retornei a um pequeno abrigo, procurei apenas um simples aconchego,
procurei deixar as lágrimas simplesmente caírem e nunca mais olhar para trás.
Quis poder deixar a angústia de querer alguma coisa e desejar poder um dia novamente conformar-me em nada saber e nada ter com o que me preocupar, mas sem poder deixar o coração para traz, levei-o a mesma comigo.
Porque não existe moral mais funda que a própria vida, que é mais certa e incerta que qualquer lei que se possa criar… e só isso faz dela também, a mais importante.
E no fim descobri, que durante todo esse tempo que passei a procurar, podia simplesmente ter apreciado.
Que tudo o que passei, nunca fará de mim nem mais nem menos do que sempre houvera sido.
Foi assim, que consegui acordar e saber o que de mim estava até agora adormecido.
Dança da vida
De volta a escrita...
Vida, tu és uma dança,
És uma dança de vultos, dança de corpos
E como dançam os corpos a beleza e feiura do mundo!
Vida, és como uma sombra que passa, e pode reconhecer seu nome ou não
E as sombras quando pensam que se reconhecem é porque não sabem quem são
Pois só quando não sabem de si, podem saber que estão realmente a viver
E por isso, só sabem de si a dançar
E ainda assim,
As vezes, dá-se uma chance apenas ao que está a venda
Dá-se uma chance ao que há do passado de amargurado e que não se pode esquecer
Dá-se uma chance ao simples passar do tempo
Dá-se uma chance a tudo o que possa camuflar, e aprende-se a fingir que não existe nada que realmente possa alterar alguma coisa.
Porque tanto temos a proteger, porque o pouco que tínhamos foi vendido em saldos.
E no fim, muito pouco possuímos de nós.
Quando não se dá uma chance aos velhos sonhos de criança
Quando não se dá uma chance ao que trazemos de nós mesmos,
não se dá chance a quem errou em seguir o seu instinto e agora se sente incapaz
Não se dá chance a outros que tentam e embora o façam pareçam tão iguais aos demais.
Porque dar essa chance seria abdicar da certeza, dá fé em nunca haver nada de novo que possa alterar alguma coisa.
Seria abdicar da certeza de que somos diferentes dos outros, não erramos, porque se errarmos confirmamos que nada de nós temos sido.
E a conveniência da rotina, é tão fácil de seguir…
E a ilusão continua tão barata, tão fácil de se engolir
E como é fácil entrar nesse jogo, e só assim, passar despercebido
Porque aparentemente justificar minhas escolhas, seria estragar a minha maquilhagem de vítima.
Mas como dançam esses loucos das ruas
São desgraçados, tem roupas estranhas, será que não percebem isso?
Quando não se dá uma chance a ausência,
Quando não se dá uma chance ao ouvir do porque do coração bater
Não se pára, porque isso nos tornaria atrasados em relação as restantes pessoas que se comparavam a si mesmas.
Não se dá uma chance a mudança de cores do céu, e ainda assim os humores tentam estragar a grande imagem de mim que tento manter
Não se dá uma chance a um sonho porque não traria beneficio nenhum, e o caminho que sigo já está mais bem trilhado, permitindo manter os demónios em seus respectivos lugares marcados.
E não há mais tempo para danças!
Vida, tu és uma dança,
És uma dança de vultos, dança de corpos
E como dançam os corpos a beleza e feiura do mundo!
Vida, és como uma sombra que passa, e pode reconhecer seu nome ou não
E as sombras quando pensam que se reconhecem é porque não sabem quem são
Pois só quando não sabem de si, podem saber que estão realmente a viver
E por isso, só sabem de si a dançar
E ainda assim,
As vezes, dá-se uma chance apenas ao que está a venda
Dá-se uma chance ao que há do passado de amargurado e que não se pode esquecer
Dá-se uma chance ao simples passar do tempo
Dá-se uma chance a tudo o que possa camuflar, e aprende-se a fingir que não existe nada que realmente possa alterar alguma coisa.
Porque tanto temos a proteger, porque o pouco que tínhamos foi vendido em saldos.
E no fim, muito pouco possuímos de nós.
Quando não se dá uma chance aos velhos sonhos de criança
Quando não se dá uma chance ao que trazemos de nós mesmos,
não se dá chance a quem errou em seguir o seu instinto e agora se sente incapaz
Não se dá chance a outros que tentam e embora o façam pareçam tão iguais aos demais.
Porque dar essa chance seria abdicar da certeza, dá fé em nunca haver nada de novo que possa alterar alguma coisa.
Seria abdicar da certeza de que somos diferentes dos outros, não erramos, porque se errarmos confirmamos que nada de nós temos sido.
E a conveniência da rotina, é tão fácil de seguir…
E a ilusão continua tão barata, tão fácil de se engolir
E como é fácil entrar nesse jogo, e só assim, passar despercebido
Porque aparentemente justificar minhas escolhas, seria estragar a minha maquilhagem de vítima.
Mas como dançam esses loucos das ruas
São desgraçados, tem roupas estranhas, será que não percebem isso?
Quando não se dá uma chance a ausência,
Quando não se dá uma chance ao ouvir do porque do coração bater
Não se pára, porque isso nos tornaria atrasados em relação as restantes pessoas que se comparavam a si mesmas.
Não se dá uma chance a mudança de cores do céu, e ainda assim os humores tentam estragar a grande imagem de mim que tento manter
Não se dá uma chance a um sonho porque não traria beneficio nenhum, e o caminho que sigo já está mais bem trilhado, permitindo manter os demónios em seus respectivos lugares marcados.
E não há mais tempo para danças!
Saturday, December 15, 2012
Sentir em segredo
Navengando nos mares da ausência
Procuro um caminho obscuro
Algo escuro onde me possa abrigar
Onde isolada possa realmente escutar
Seguindo o ventre da origem
Busco um germe muito mais fundo
Algo onde possa estar feliz com meus medos
Onde isolada possa realmente olhar o céu
Navegando nessas profundezas
Sinto o conforto da escuridão
E quando a luz me atinge, fujo
Negando o conforto de fingir,
preferindo viver na solidão
Porque só em minhas profundezas,
Posso sem razão te encontrar
Posso sem ver realmente saber o que é sentir
E não tendo a quem, de ti, falar
Não tenho quem possa estragar o nosso segredo
Quando não se quer explicar
Tudo o que se faz é calar
Quando não se tem o que perder
Tudo o que se sente pode ser o bastante
E quando mais um amanhecer, aos gritos, me acordar
Não me assustará os olhares incompreendidos de quem não sabe sentir
E nunca, há de me assustar ver quem como eu precisou escolher a escuridão
.
Procuro um caminho obscuro
Algo escuro onde me possa abrigar
Onde isolada possa realmente escutar
Seguindo o ventre da origem
Busco um germe muito mais fundo
Algo onde possa estar feliz com meus medos
Onde isolada possa realmente olhar o céu
Navegando nessas profundezas
Sinto o conforto da escuridão
E quando a luz me atinge, fujo
Negando o conforto de fingir,
preferindo viver na solidão
Porque só em minhas profundezas,
Posso sem razão te encontrar
Posso sem ver realmente saber o que é sentir
E não tendo a quem, de ti, falar
Não tenho quem possa estragar o nosso segredo
Quando não se quer explicar
Tudo o que se faz é calar
Quando não se tem o que perder
Tudo o que se sente pode ser o bastante
E quando mais um amanhecer, aos gritos, me acordar
Não me assustará os olhares incompreendidos de quem não sabe sentir
E nunca, há de me assustar ver quem como eu precisou escolher a escuridão
.
Tuesday, December 11, 2012
Reflexões no submundo
Hoje estou no submundo,
visito o submundo da consciência com um fulgor de ingênua e infantil esperança
Meus olhos abrem por compaixão a esse mundo dentre tantos esquecido
Meus olhos feridos resistem à sua inquietação procurando por dentro respostas a tanto sofrimento
E ganho fé num novo mundo porque por conviver com tal submundo,
Tenho visão suficiente para contemplar o actual mundo
Com suas nuances de loucura, inquietação, preguiça
Por seus milagres de gratidão, amor, compaixão e fé
Mas neste momento, o meu coração chora,
Chora enquanto a consciência teima em ficar e meu caminho iluminar.
E vejo e me revejo na revolta do mundo e na vontade de o reformular deste o seu mais profundo anseio.
Vejo-me na vontade de reconstruir base nova que dê novos frutos sem essa amagura de viver para pagar a vida e morrer.
Vontade de clarear e tornar novos os velhos olhos desesperados e perdidos da virtude de simplesmente viver.
Vontade de semear, plantar e colher novos amanheceres de paz, sem permitir que essa profunda tristeza faça meu coração parar para sofrer na solidão.
O submundo não está pacato, está ardente na sua inquietação
Procura no calor de um segundo sugar mais algum motivo que haja para destruir a verdade da restante razão.
Procura com palavras ridículas sugar quem procura no amor seu caminho frutífero
Porque quer enganar, quer tirar a energia, fazer parecer que caminhar no caminho se faz impossível num mundo que seduz com destruição.
Mas essa impossibilidade só existe quando não existe paz.
E por isso, ele inquieta, aprisiona, torna a mente incapaz,
Sendo ineficaz com o tempo que destapa o seu infrutífero futuro.
É por isso que prefiro parecer ridícula, entre tantos, a abdicar de uma inocencia infantil, única que permite a abertura de um caminho conduzente a uma ansiada paz.
visito o submundo da consciência com um fulgor de ingênua e infantil esperança
Meus olhos abrem por compaixão a esse mundo dentre tantos esquecido
Meus olhos feridos resistem à sua inquietação procurando por dentro respostas a tanto sofrimento
E ganho fé num novo mundo porque por conviver com tal submundo,
Tenho visão suficiente para contemplar o actual mundo
Com suas nuances de loucura, inquietação, preguiça
Por seus milagres de gratidão, amor, compaixão e fé
Mas neste momento, o meu coração chora,
Chora enquanto a consciência teima em ficar e meu caminho iluminar.
E vejo e me revejo na revolta do mundo e na vontade de o reformular deste o seu mais profundo anseio.
Vejo-me na vontade de reconstruir base nova que dê novos frutos sem essa amagura de viver para pagar a vida e morrer.
Vontade de clarear e tornar novos os velhos olhos desesperados e perdidos da virtude de simplesmente viver.
Vontade de semear, plantar e colher novos amanheceres de paz, sem permitir que essa profunda tristeza faça meu coração parar para sofrer na solidão.
O submundo não está pacato, está ardente na sua inquietação
Procura no calor de um segundo sugar mais algum motivo que haja para destruir a verdade da restante razão.
Procura com palavras ridículas sugar quem procura no amor seu caminho frutífero
Porque quer enganar, quer tirar a energia, fazer parecer que caminhar no caminho se faz impossível num mundo que seduz com destruição.
Mas essa impossibilidade só existe quando não existe paz.
E por isso, ele inquieta, aprisiona, torna a mente incapaz,
Sendo ineficaz com o tempo que destapa o seu infrutífero futuro.
É por isso que prefiro parecer ridícula, entre tantos, a abdicar de uma inocencia infantil, única que permite a abertura de um caminho conduzente a uma ansiada paz.
Wednesday, December 05, 2012
Ser como árvore
Quando o mundo virar-se ao contrário
Vou estar firma e hirta como uma árvoreCom meus braços abertos ao amor
E com minhas pernas fixas a uma verdade superior
E em silencio dissiparei o que trago no peito
Retirando da ausência a mais profunda paz interior
Sendo que de fora meros ecos ficarão
De apenas pura e verdadeira emoção
De onde sempre brotou a verdade do mundo.
Voar sob horizontes além
Quero ler, ler, ler até cansar
Ser poesia, vento e mar
Quero ser todas as iniciações, ser os elementos do mundo
Quero ser todas as sensações e saborear os sabores de todos os segundos
E ser vida de borboleta ao tranformar-me e deixar-me voar
Vou preparar o próximo salto rumo ao horizonte
Vou preparar as velas para navegar no breu de tudo o que não sei
E de tudo o que sinto, navegarei no que já vi mas já não me lembro
Quero ler, ler tudo para depois poder cantar
E saber como dizer aos outros o que sinto
Navegando suavemente sob os sonhos do mundo
Voando sobre outros horizontes além,
Saboreando amor das palavras que da alma do mundo possam sair
E assim, continuarei, vivendo e dançando
no mais profundo de mim através do mais profundo de ti
Sempre almejando a próxima canção,
como quem almeja um próximo livro
Serei como o voo da ave,
estarei navegando num imenso oceano
sendo sempre fiel a projecção de um sonho profundo.
Ser poesia, vento e mar
Quero ser todas as iniciações, ser os elementos do mundo
Quero ser todas as sensações e saborear os sabores de todos os segundos
E ser vida de borboleta ao tranformar-me e deixar-me voar
Vou preparar o próximo salto rumo ao horizonte
Vou preparar as velas para navegar no breu de tudo o que não sei
E de tudo o que sinto, navegarei no que já vi mas já não me lembro
Quero ler, ler tudo para depois poder cantar
E saber como dizer aos outros o que sinto
Navegando suavemente sob os sonhos do mundo
Voando sobre outros horizontes além,
Saboreando amor das palavras que da alma do mundo possam sair
E assim, continuarei, vivendo e dançando
no mais profundo de mim através do mais profundo de ti
Sempre almejando a próxima canção,
como quem almeja um próximo livro
Serei como o voo da ave,
estarei navegando num imenso oceano
sendo sempre fiel a projecção de um sonho profundo.
Wednesday, November 28, 2012
Para trilhar esferas mais fundas
Experimenta perguntar a um raio de Sol o que ele sente!
Mas não acredites no que alguém te disse sem pensar!Pergunta as nuvens do céu o que elas hoje sentem
Mas nunca escutes cegamente os comentários que alguém te disse sem sentir
Amor, lembra que o meu coração continua a bater na tua ausência
Mas não acredites no que a minha boca te diz quando ele se encontra magoado
Procura que o silêncio seja a tua melhor companhia de hoje
Para que quando tenhas algo a dizer não te saia do receio que ele apareça e saia sim pelo resultado da sua presença.
Evita lugares e pessoas que não se conhecem e que por isso te confundem
Não por falta de amor por elas mas porque ao estares confuso não sabes ver quem realmente elas são.De receios que assumiram o lugar de todos os nossos verdadeiros anseios.
E o amor nos aparecerá sem necessidade de aprovação maior do que a aprovação que brota do nosso próprio coração.
O que os espíritos dizem
Estou cansada das pessoas
Não das pessoas como pessoas mas daquilo que as pessoas
pensam serEstou cansada das pessoas mas não daquilo que as pessoas sentem
Estou cansada daquilo que as pessoas pensam que não são
Cansada de todas essas limitações auto impostas
Farta dessas amarras que a nós nos colocamos sem razão de ser
Quero deixar esse medos infundados que nos prendem a falsa normalidade e responsabilidade de viver
Estou cansada de pagar com os meus sonhos o acto de respirar
Quero estar longe das máscaras que as pessoas usam para
afastar seus receios e ideias infantisProcuro um desformatar para deixar de ser apenas o resultado do ambiente sofrido, que coloniza uma alma comum de um lugar
E manter-me num rumo profundo que eu possa definir enquanto estou a rezar
Estou cansada do mundo, por amar o íntimo da essência do que ele realmente é
Cansada desta vida porque pergunto em cada segundo pela pergunta do mundo e a resposta está em tudo o que possa permanecer
Mas quando olho a volta tudo o que eu vejo são prisioneiros
de uma superfície que nem sequer é real.
E com isso já deixei de sofrer, porque a vida afinal sempre
foi bênção, sempre foi amor, mas o ser humano escolhe não ver para se adaptar
ao sofrimento de uma maioria que finge ser o que não é e por isso não vê.Até quando serei mero reflexo?
Até quando meu ser se aguentará em meu corpo assim?
Ser reflexo traz-me a melancolia de um passado entre vidas que não lembro mas sinto
E quando escrevo tudo se torna claro, como água translúcida.
Agora percebo que Avalon é o verdadeiro mundo
E que o mundo manifesto é que é ilusão.
Porque percebo os outros pelos sentimentos que sentem
E ss sentimentos são o caminho para os seus espíritos
Não as suas aparências…
Porque percebo o mundo pela sua beleza, pela arte, pela
música
Se me reger pelo que o mundo me diz me consumo pelo enganoPorque, na maior parte dos casos, as palavras não dizem o que os espíritos realmente querem dizer.
Sunday, November 18, 2012
Sensações
«Sinto os outros em mim
Em minhas fobias, medos, constatações,
sinto o que os torna receosos
...
Em minhas fobias, medos, constatações,
sinto o que os torna receosos
...
Os outros guardam o seu lugar em mim
E os seus postos, seus gestos, suas sensações
Sou de sua morada, guardando em mim todos os seus sentimentos
Sabendo de mim o que pouco sei,
Sabendo que sou apenas o registo de alguém
De mim mesma apenas fico aquém
Sendo eco personalizado do exterior
Lástima de um interior pouco compreendido
Sou mais de outros que de mim
Sou parte ínfima de algo muito complexo de ser entendido
Percorrendo em mim profundos paradoxos entre o que de mim se mexe e isso que não é de mim sendo mais de mim que o que eu pensava que seria.
Ao mesmo tempo existe uma ânsia que respira em meu peito
Algo que não se ve, vem por mim ser sentimentos e compreensões além
Eu compreendo o que está além e só nesse além sinto realmente quem sou
Pois de fora tudo é demasiado superficial
E de dentro tudo parece demasiado pouco importante para ter alguma importância
Pois não escrevo sobre ideais.
Existe algo além de mim que por mim se move
E reflexos do que isso seja percorrem agora meu ser enquanto escrevo
E assim enquanto peso… a consciência viaja
Tudo parece tão pouco importante
Que nem sei onde realmente deverei estar nisso tudo
Apenas os outros parecem realmente valer apena
Apenas as preocupações dos outros
Não o que repetem sem sentir
Escutar o bater de corações
Sentir a complexidade da vida
Só isso é realmente viver»
E os seus postos, seus gestos, suas sensações
Sou de sua morada, guardando em mim todos os seus sentimentos
Sabendo de mim o que pouco sei,
Sabendo que sou apenas o registo de alguém
De mim mesma apenas fico aquém
Sendo eco personalizado do exterior
Lástima de um interior pouco compreendido
Sou mais de outros que de mim
Sou parte ínfima de algo muito complexo de ser entendido
Percorrendo em mim profundos paradoxos entre o que de mim se mexe e isso que não é de mim sendo mais de mim que o que eu pensava que seria.
Ao mesmo tempo existe uma ânsia que respira em meu peito
Algo que não se ve, vem por mim ser sentimentos e compreensões além
Eu compreendo o que está além e só nesse além sinto realmente quem sou
Pois de fora tudo é demasiado superficial
E de dentro tudo parece demasiado pouco importante para ter alguma importância
Pois não escrevo sobre ideais.
Existe algo além de mim que por mim se move
E reflexos do que isso seja percorrem agora meu ser enquanto escrevo
E assim enquanto peso… a consciência viaja
Tudo parece tão pouco importante
Que nem sei onde realmente deverei estar nisso tudo
Apenas os outros parecem realmente valer apena
Apenas as preocupações dos outros
Não o que repetem sem sentir
Escutar o bater de corações
Sentir a complexidade da vida
Só isso é realmente viver»
Monday, October 22, 2012
Lágrimas de crocodilo
Quero escrever até cansar
Ser como atriz, sendo alegria e dor
E saber fazer magia com o passar do tempo
Escolhi ser poeta, ser criança
Para poder inventar uma dança que refaça o amanhecer
Para ver onde errei e poder rir com as quedas que dei
Ver o que fazer com todas essas palavras soltas
que nem a idade adulta pode aprender a segurar
E ver onde me deixo soltar
Vou ver até onde posso perseguir o teu olhar
E refazer-me numa história qualquer que hoje ousou me imaginar
E vou descrever estrelas com minhas lágrimas até serem lágrimas de crocodilo
Vou fazer do meu peito laboratório de sabores descritos
Sendo cada sabor mais do que imaginação, sendo parte de um espírito vivo.
E quando alguém me ousar desafiar para um duelo
Quando alguém puser em causa minha pequena condição
Terei suficiente alma para enfrentar todos os monstros que habitarem a mente e que tentarem fugir do coração.
E poderei ter orgulho em ser grão de areia
E saber me render até ter o coração na mão
Mas sendo sempre rainha e refém da minha momentânea imaginação.
Ser como atriz, sendo alegria e dor
E saber fazer magia com o passar do tempo
Escolhi ser poeta, ser criança
Para poder inventar uma dança que refaça o amanhecer
Para ver onde errei e poder rir com as quedas que dei
Ver o que fazer com todas essas palavras soltas
que nem a idade adulta pode aprender a segurar
E ver onde me deixo soltar
Vou ver até onde posso perseguir o teu olhar
E refazer-me numa história qualquer que hoje ousou me imaginar
E vou descrever estrelas com minhas lágrimas até serem lágrimas de crocodilo
Vou fazer do meu peito laboratório de sabores descritos
Sendo cada sabor mais do que imaginação, sendo parte de um espírito vivo.
E quando alguém me ousar desafiar para um duelo
Quando alguém puser em causa minha pequena condição
Terei suficiente alma para enfrentar todos os monstros que habitarem a mente e que tentarem fugir do coração.
E poderei ter orgulho em ser grão de areia
E saber me render até ter o coração na mão
Mas sendo sempre rainha e refém da minha momentânea imaginação.
O amor
Hoje no trabalho pediram-me para fazer uma composição sobre o amor... xD
***
Amor,
É saber perdoar quando se tem o peito a sangrar
É ver a simplicidade onde antes só confusão havia
É ser a singularidade e a magia
E jurar com o que não se sabe se se pode cumprir
Amar
É compreender na solidão
É sentir a essência e a beleza ao mesmo tempo
É esperar que passe a brisa e o trovão
É ser criança para sempre
E quando não há mais o que entregar
Entrega-se o peito porque o desejo é dar
E esquecendo de como se receber, o segredo é confiar
E ao mundo cruel lá fora, é ser-se indiferente
O amor,
Não é refúgio mas pode ser protecção
Não é apenas arte, é magia, é criação
Não é para se explicar,
é para aprender a ter-se prazer ao se ser vencido
E assim, poder render e entregar o mais puro do que se traz no peito.
***
Amor,
É saber perdoar quando se tem o peito a sangrar
É ver a simplicidade onde antes só confusão havia
É ser a singularidade e a magia
E jurar com o que não se sabe se se pode cumprir
Amar
É compreender na solidão
É sentir a essência e a beleza ao mesmo tempo
É esperar que passe a brisa e o trovão
É ser criança para sempre
E quando não há mais o que entregar
Entrega-se o peito porque o desejo é dar
E esquecendo de como se receber, o segredo é confiar
E ao mundo cruel lá fora, é ser-se indiferente
O amor,
Não é refúgio mas pode ser protecção
Não é apenas arte, é magia, é criação
Não é para se explicar,
é para aprender a ter-se prazer ao se ser vencido
E assim, poder render e entregar o mais puro do que se traz no peito.
Coisas mais que coisas
Há coisas, que nos tocam fundo
Que procuram refúgio em nós
Que vêem de outro mundo
Há coisas, que não se sabe bem de onde vêem
Se da imaginação, se da emoção
Ou se da alma comum que abriga tudo
Há coisas, que não consigo explicar
E quanto mais tento menos compreendo
Porque não explica o que tudo transcende
Há coisas, que dão esperança quando nada parece restar
Que mudam ou que ficam e perduram por mais que o tempo possa passar
E que só aparecem bem descritas em lado nenhum
Há coisas,
Que são tão minhas que acabam sendo de muitas outras pessoas
Que num momento nos escapam e que ao deixarem-se fugir
Nos tornam humanos ou qualquer coisas mais ou menos do que isso
Porque somos muito comuns ao sermos incomuns
E somos mais fortes quando nos deixamos ser fracos
Porque explicamos tudo melhor com gestos que não se permitem parar
Porque as vezes nos deixamos sonhar com o que está longe, esquecendo o que está perto
Porque muitas vezes esquecemos o essencial para nos segurarmos no que apenas sabia encobrir tudo
Porque ao estarmos errados parecemos sempre certos para o mundo.
Que procuram refúgio em nós
Que vêem de outro mundo
Há coisas, que não se sabe bem de onde vêem
Se da imaginação, se da emoção
Ou se da alma comum que abriga tudo
Há coisas, que não consigo explicar
E quanto mais tento menos compreendo
Porque não explica o que tudo transcende
Há coisas, que dão esperança quando nada parece restar
Que mudam ou que ficam e perduram por mais que o tempo possa passar
E que só aparecem bem descritas em lado nenhum
Há coisas,
Que são tão minhas que acabam sendo de muitas outras pessoas
Que num momento nos escapam e que ao deixarem-se fugir
Nos tornam humanos ou qualquer coisas mais ou menos do que isso
Porque somos muito comuns ao sermos incomuns
E somos mais fortes quando nos deixamos ser fracos
Porque explicamos tudo melhor com gestos que não se permitem parar
Porque as vezes nos deixamos sonhar com o que está longe, esquecendo o que está perto
Porque muitas vezes esquecemos o essencial para nos segurarmos no que apenas sabia encobrir tudo
Porque ao estarmos errados parecemos sempre certos para o mundo.
Saturday, October 06, 2012
A Natureza é que cura!
Vivemos numa sociedade movida ao lucro e que portanto, não procura principalmente a liberdade do indivíduo, nem procura melhorar a educação, nem melhorar a protecção das pessoas, animais e ambiente, procurando melhorar as relações entre estados e pessoas.
Vivemos numa sociedade que procura sim, fundamentalmente, um lucro desenfreado que alimente uma cultura e economias sem ética, que baseando-se em números infinitos representam recursos finitos.
Porque a prioridade é o dinheiro.
É por isso que, segundo a minha perspectiva, neste momento, temos principalmente 2 opções:
Podemos escolher viver iludidos com todas essas ofertas que nos são oferecidades pelos meios de (des)comunicação, tendo plena consciência de todas as coisas que possuímos e que não utilizamos, mas cegamente, seguindo o rebanho por ser mais fácil.
Cumprindo nosso trabalho seguro das 9h às 18h (quando o temos), podemos viver reclamando aos outros os nossos problemas pessoais procurando nunca assumir que podemos sempre seguir outro caminho por nossa própria iniciativa.
Ou, podemos procurar caminhos alternativos a esse consumismo desenfreado, a essa política de crescimento à base do decrescimento da consciência global, a esse desrespeito às escolhas mais acertadas em prol de uma mente colectiva doentia mas bem aceite por dar lucro.
O livre-arbítrio, esse pelo menos, ainda é nosso!
É por isso que o meu interesse por estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis começou cedo, e para comemorar que semana que vem começo um curso em Naturopatia, aqui reuno grandes artigos que demonstram claras evidências das vantagens de confiarmos na Natureza, e também, nos mostram como podemos assumir ter uma maior consciência face à nossa saúde e a saúde do planeta.
« Thomas Edison disse:
"Enquanto os cientistas não souberem fabricar uma plantinha viva, é melhor confiar na natureza do que na ciência".
a) Rumos complexos b) Rumos simples
O grande mestre da biologia molecular,
Erwin Chargaff, disse:
"Como limite moral da ciência exijo, como mínimo, que não
deturpe a natureza; que não torne o homem desumano.
Receio, porém, que da maneira que hoje é praticada,
a ciência esteja a ponto de obter justamente
esses dois resultados"
Aspartame, um veneno!
Diversas bebidas "light" são adoçadas com aspartame, que a partir de 33°C se torna metanol (álcool metílico), que é muito tóxico e se degrada em formaldeído (formol), que é mais tóxico ainda! No organismo humano, à temperatura de 37°C, o aspartame produz estragos graves, diabete e principalmente câncer do cérebro. Foi inventado pela Monsanto, no âmbito de pesquisas para a guerra química. Numerosos cientistas e médicos estão exigindo a sua interdição, mas esse neurotóxico ainda é amplamente consumido em mais de 90 países - principalmente pelos jovens que procuram emagrecer!
Quando vamos abolir a loucura das indústrias alimentícias, que não têm nenhum respeito à saúde dos povos?
(Santé Nouvelles, outubro 2004)
Alimentos industrializados causam deformidades ósseas
Em suas pesquisas entre os povos nativos, o famoso dentista Weston Price mostrou que os alimentos refinados modernos deformam o maxilar inferior e produzem deformidades no esqueleto inteiro. Ele notou que os ombros largos dos homens estavam se tornando mais estreitos e que a pelve da mulher - com o espaço necessário para carregar o bebê e dar à luz - também estava se estreitando. Além disso, apareciam deformidades nos pés quando os pais mudavam de sua alimentação tradicional para alimentos refinados / industrializados. Os bebês - nascidos quando os pais ainda se alimentavam com os alimentos naturais locais - estavam com saúde perfeita.
(What Doctors Don't Tell You, janeiro 2005)
Efeito do açúcar
Emanuel Cheraskin mostrou, em suas pesquisas, que a ingestão de apenas uma colher de chá de açúcar imediatamente reduz em 50% a destruição dos germes pelos glóbulos brancos. A sua capacidade normal de destruir os germes volta somente após cinco horas. Milhões de pessoas consomem, em média, duas ou três colheres de chá de acúcares de todos os tipos, a cada hora e cada dia - mantendo a sua defesa imunológica constantemente em baixa.
(Wright JV. Nutrition & Healing 2004, vol. 11, nº2, p 5)
Evitando aditivos
Os alimentos industrializados causam muitos problemas à saúde, principalmente devido aos aditivos (acidulantes, adoçantes, antioxidantes, antiumectantes, aromatizantes, conservantes, corantes, espessantes, estabilizantes) extremamente nocivos.
Para não prejudicar a nossa saúde, Robert Hatherill, o autor do famoso livro The Brain Gate, sugere a seguinte norma prática: "Leia o conteúdo na embalagem e, se um produto contiver mais do que cinco aditivos, não coma."
(Earth Save News, outono 2003, p 8).
Fraturas
Um estudo publicado no ano 2000 emArchives of Pediatrics & Adolescent Medicinemostrou que as adolescentes que praticam esportes sofriam três vezes mais fraturas quando bebiam muitos refrigerantes, do que as meninas da mesma idade, que bebiam principalmente água e leite.
"Sabores e cores artificiais são associados com problemas respiratórios alérgicos, urticária, lesões na língua e em mucosas (como na boca), problemas digestivos, dores de cabeça, bem como distúrbios comportamentais, incluindo a hiperatividade na infância". »
http://www.taps.org.br/alimentacao/breves-alim-ind
Permacultura
http://permaculturaportugal.ning.com/
Ecovilas
Medicina Ayurvedica
http://www.imt.pt
Medicina Tradicional Chinesa
http://www.ipnaturologia.com/
Terapias Não convencionais
Educação Waldorf
Yoga, Chi Kung...
Tantra
http://www.academiadeyoga.pt/
Protecção dos animais, vegetarianismo
http://beawarebechange.blogspot.pt/
Trocas
http://www.believeinportugal.info/
Campanha de protecção das sementes
http://www.seed-sovereignty.org/PT/
Arte
http://chilloutarthouse.blogspot.com/
Os maiores problemas não surgem das dificuldades que nos aparecem na vida, os maiores problemas surgem em não assumirmos que podemos fazer melhores opções, ultrapassar essas mesmas dificuldades, e assim, garantir um futuro melhor!
Vivemos numa sociedade que procura sim, fundamentalmente, um lucro desenfreado que alimente uma cultura e economias sem ética, que baseando-se em números infinitos representam recursos finitos.
Porque a prioridade é o dinheiro.
É por isso que, segundo a minha perspectiva, neste momento, temos principalmente 2 opções:
Podemos escolher viver iludidos com todas essas ofertas que nos são oferecidades pelos meios de (des)comunicação, tendo plena consciência de todas as coisas que possuímos e que não utilizamos, mas cegamente, seguindo o rebanho por ser mais fácil.
Cumprindo nosso trabalho seguro das 9h às 18h (quando o temos), podemos viver reclamando aos outros os nossos problemas pessoais procurando nunca assumir que podemos sempre seguir outro caminho por nossa própria iniciativa.
Ou, podemos procurar caminhos alternativos a esse consumismo desenfreado, a essa política de crescimento à base do decrescimento da consciência global, a esse desrespeito às escolhas mais acertadas em prol de uma mente colectiva doentia mas bem aceite por dar lucro.
O livre-arbítrio, esse pelo menos, ainda é nosso!
É por isso que o meu interesse por estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis começou cedo, e para comemorar que semana que vem começo um curso em Naturopatia, aqui reuno grandes artigos que demonstram claras evidências das vantagens de confiarmos na Natureza, e também, nos mostram como podemos assumir ter uma maior consciência face à nossa saúde e a saúde do planeta.
Saúde sim, mas com ética e amor!
Porque é a natureza que nos cura!
« Thomas Edison disse:
"Enquanto os cientistas não souberem fabricar uma plantinha viva, é melhor confiar na natureza do que na ciência".
a) Rumos complexos b) Rumos simples
a)Roupa especial para cirurgias complexas
b) Curada de leucemia pela planta pervinca rosea L.
Foto: Nina Barnett Foto: Frans Lanting
Foto: Nina Barnett Foto: Frans Lanting
O grande mestre da biologia molecular,
Erwin Chargaff, disse:
"Como limite moral da ciência exijo, como mínimo, que não
deturpe a natureza; que não torne o homem desumano.
Receio, porém, que da maneira que hoje é praticada,
a ciência esteja a ponto de obter justamente
esses dois resultados"
«Sobre os alimentos industrializados
Aspartame, um veneno!
Diversas bebidas "light" são adoçadas com aspartame, que a partir de 33°C se torna metanol (álcool metílico), que é muito tóxico e se degrada em formaldeído (formol), que é mais tóxico ainda! No organismo humano, à temperatura de 37°C, o aspartame produz estragos graves, diabete e principalmente câncer do cérebro. Foi inventado pela Monsanto, no âmbito de pesquisas para a guerra química. Numerosos cientistas e médicos estão exigindo a sua interdição, mas esse neurotóxico ainda é amplamente consumido em mais de 90 países - principalmente pelos jovens que procuram emagrecer!
Quando vamos abolir a loucura das indústrias alimentícias, que não têm nenhum respeito à saúde dos povos?
(Santé Nouvelles, outubro 2004)
Alimentos industrializados causam deformidades ósseas
Em suas pesquisas entre os povos nativos, o famoso dentista Weston Price mostrou que os alimentos refinados modernos deformam o maxilar inferior e produzem deformidades no esqueleto inteiro. Ele notou que os ombros largos dos homens estavam se tornando mais estreitos e que a pelve da mulher - com o espaço necessário para carregar o bebê e dar à luz - também estava se estreitando. Além disso, apareciam deformidades nos pés quando os pais mudavam de sua alimentação tradicional para alimentos refinados / industrializados. Os bebês - nascidos quando os pais ainda se alimentavam com os alimentos naturais locais - estavam com saúde perfeita.
(What Doctors Don't Tell You, janeiro 2005)
Efeito do açúcar
Emanuel Cheraskin mostrou, em suas pesquisas, que a ingestão de apenas uma colher de chá de açúcar imediatamente reduz em 50% a destruição dos germes pelos glóbulos brancos. A sua capacidade normal de destruir os germes volta somente após cinco horas. Milhões de pessoas consomem, em média, duas ou três colheres de chá de acúcares de todos os tipos, a cada hora e cada dia - mantendo a sua defesa imunológica constantemente em baixa.
(Wright JV. Nutrition & Healing 2004, vol. 11, nº2, p 5)
Evitando aditivos
Os alimentos industrializados causam muitos problemas à saúde, principalmente devido aos aditivos (acidulantes, adoçantes, antioxidantes, antiumectantes, aromatizantes, conservantes, corantes, espessantes, estabilizantes) extremamente nocivos.
Para não prejudicar a nossa saúde, Robert Hatherill, o autor do famoso livro The Brain Gate, sugere a seguinte norma prática: "Leia o conteúdo na embalagem e, se um produto contiver mais do que cinco aditivos, não coma."
(Earth Save News, outono 2003, p 8).
Fraturas
Um estudo publicado no ano 2000 emArchives of Pediatrics & Adolescent Medicinemostrou que as adolescentes que praticam esportes sofriam três vezes mais fraturas quando bebiam muitos refrigerantes, do que as meninas da mesma idade, que bebiam principalmente água e leite.
"Sabores e cores artificiais são associados com problemas respiratórios alérgicos, urticária, lesões na língua e em mucosas (como na boca), problemas digestivos, dores de cabeça, bem como distúrbios comportamentais, incluindo a hiperatividade na infância". »
http://www.taps.org.br/alimentacao/breves-alim-ind
Temas interessantes para um conscientizar social:
Permaculturahttp://permaculturaportugal.ning.com/
Ecovilas
Medicina Ayurvedica
http://www.imt.pt
Medicina Tradicional Chinesa
http://www.ipnaturologia.com/
Terapias Não convencionais
Educação Waldorf
Yoga, Chi Kung...
Tantra
http://www.academiadeyoga.pt/
Protecção dos animais, vegetarianismo
http://beawarebechange.blogspot.pt/
Trocas
http://www.believeinportugal.info/
Campanha de protecção das sementes
http://www.seed-sovereignty.org/PT/
Arte
http://chilloutarthouse.blogspot.com/
Os maiores problemas não surgem das dificuldades que nos aparecem na vida, os maiores problemas surgem em não assumirmos que podemos fazer melhores opções, ultrapassar essas mesmas dificuldades, e assim, garantir um futuro melhor!
Wednesday, September 26, 2012
Colorir as flores
Hoje vou escrever uma canção para por toda a gente a sonhar com amor
Vou escrever sobre cada uma das estrelas que vejo
E pelos amores que soltei, acabarei como estrela no fim
Hoje vou lembrar à vida que ainda existe razão para viver
Vou fazer acontecer os sonhos que propus a mim mesma nunca esquecer
E pintar meus receios às cores, para colorirem as flores
Hoje vou encerrar um capítulo para começar um novo
Escreverei um título bem bonito para deixar surgir um sorriso de criança
Reentregando-me as emoções novas que me procurarem
Hoje procurarei e verei onde anda a minha consciência
Para criar novas sementes de esperança
Ajudando no que se refaz de novo porque não pode ser deixado para amanhã
Hoje vou pintar o mundo a aquarela
Irei musicar as estrelas revisitando o amor de um aconchego
Tudo para conhecer uma felicidade interior que sabe estar tão presente numa canção
Hoje vou fazer-me borboleta e deixar-me livre experienciar
Vou fingir saber viver sabendo que nunca houve o que perder
E buscar razões para me entregar sem poder olhar para trás
Vou viver o futuro com olhar de criança
Olhar o passado com o desapego de flor
Viver no presente como quem nada tem a perder
Vou soltar tudo sendo mar
E sem saber quando regressar, vou voar
Hoje vou viver cantando, sonhar escrevendo, fazer para criar
E enquanto mergulho num interior de tudo, vou revisitando o estampado que colore o mundo.
************
Vou escrever sobre cada uma das estrelas que vejo
E pelos amores que soltei, acabarei como estrela no fim
Hoje vou lembrar à vida que ainda existe razão para viver
Vou fazer acontecer os sonhos que propus a mim mesma nunca esquecer
E pintar meus receios às cores, para colorirem as flores
Hoje vou encerrar um capítulo para começar um novo
Escreverei um título bem bonito para deixar surgir um sorriso de criança
Reentregando-me as emoções novas que me procurarem
Hoje procurarei e verei onde anda a minha consciência
Para criar novas sementes de esperança
Ajudando no que se refaz de novo porque não pode ser deixado para amanhã
Hoje vou pintar o mundo a aquarela
Irei musicar as estrelas revisitando o amor de um aconchego
Tudo para conhecer uma felicidade interior que sabe estar tão presente numa canção
Hoje vou fazer-me borboleta e deixar-me livre experienciar
Vou fingir saber viver sabendo que nunca houve o que perder
E buscar razões para me entregar sem poder olhar para trás
Vou viver o futuro com olhar de criança
Olhar o passado com o desapego de flor
Viver no presente como quem nada tem a perder
Vou soltar tudo sendo mar
E sem saber quando regressar, vou voar
Hoje vou viver cantando, sonhar escrevendo, fazer para criar
E enquanto mergulho num interior de tudo, vou revisitando o estampado que colore o mundo.
************
«Vou buscar inspiração as estrelas
Buscar aconchego em minha eterna gratidão
Vou beber sabedoria nas asas que me levarão ao infinito
E iniciarei com ternura a minha peregrinação
Ei de reconhecer do passado a força que criarei em meu coração
Vendo no presente toda a oportunidade para um futuro brillhante
Vou cavar fundo em meu interior fazendo revelar novos mundos que lá fora farão meu ser explora...
Buscar aconchego em minha eterna gratidão
Vou beber sabedoria nas asas que me levarão ao infinito
E iniciarei com ternura a minha peregrinação
Ei de reconhecer do passado a força que criarei em meu coração
Vendo no presente toda a oportunidade para um futuro brillhante
Vou cavar fundo em meu interior fazendo revelar novos mundos que lá fora farão meu ser explora...
r
Vou usar minhas asas para voar rumo ao imensurável do mundo
indo mais além em tudo
Juro por amar reconhecer o divino que há na luz imensurável que cobre o mundo
Reconhecendo nisso tudo quando é preciso ponderar
Pois é preciso saber continuar no caminho rumo ao centro de tudo sempre reconhecendo a beleza em toda a quietude do interior.
Ei de continuar a caminhar rumo a toda completa beleza,
sempre partilhando com outros a melhor pureza
sempre ciente de ser protegida pelo amor,
e das asas do divino
serei saciada pela arte de viver no verdadeiro ser.»
Vou usar minhas asas para voar rumo ao imensurável do mundo
indo mais além em tudo
Juro por amar reconhecer o divino que há na luz imensurável que cobre o mundo
Reconhecendo nisso tudo quando é preciso ponderar
Pois é preciso saber continuar no caminho rumo ao centro de tudo sempre reconhecendo a beleza em toda a quietude do interior.
Ei de continuar a caminhar rumo a toda completa beleza,
sempre partilhando com outros a melhor pureza
sempre ciente de ser protegida pelo amor,
e das asas do divino
serei saciada pela arte de viver no verdadeiro ser.»
Friday, September 21, 2012
Namorar as letras
Namorar as letras
Secar-me em folhas de papel
Recitar sentimentos
Curar-me internamente de um mal entendido escrito
Ler melhor o que está escrito do que foi dito
Deixar registo escrito do que já nos mora dentro
Ser como as personagens que brilham em contos e romances
Habitar num momento numerado numa página de livro
Relembrar a história que alguem deixou escrita num registo
Desapegar-me à força de momentos, que mesmo referentes a séculos atrás,
fizeram intensamente parte de mim horas à fio.
Sacudir o pó aos sentimentos relidos e descobrir que não estavam ainda totalmente esquecidos.
Isto pela saudade que sinto de ter tempo para ler um livro
Isto pelos momentos de prazer que possuo ao escrever doces fragmentos de alguns anseios profundos.
Quero conseguir escrever a cor do teu cabelo
Desfazer-me em letras de algum bem querer
Quero deixar-me escorrer em grandes letras com o teu nome
E contar-te em versos os nossos segredos mais íntimos
Vou colocar pontos finais em todas as nossas discussões
E pôr pelo menos 3 pontos em todos os nossos momentos de paixão
E finalmente...
terei de desenhar para nós asas, para fugirmos enquanto voamos em nossa imaginação.
Isto pela presença das letras incluindo uma total ausência tua.
Secar-me em folhas de papel
Recitar sentimentos
Curar-me internamente de um mal entendido escrito
Ler melhor o que está escrito do que foi dito
Deixar registo escrito do que já nos mora dentro
Ser como as personagens que brilham em contos e romances
Habitar num momento numerado numa página de livro
Relembrar a história que alguem deixou escrita num registo
Desapegar-me à força de momentos, que mesmo referentes a séculos atrás,
fizeram intensamente parte de mim horas à fio.
Sacudir o pó aos sentimentos relidos e descobrir que não estavam ainda totalmente esquecidos.
Isto pela saudade que sinto de ter tempo para ler um livro
Isto pelos momentos de prazer que possuo ao escrever doces fragmentos de alguns anseios profundos.
Quero conseguir escrever a cor do teu cabelo
Desfazer-me em letras de algum bem querer
Quero deixar-me escorrer em grandes letras com o teu nome
E contar-te em versos os nossos segredos mais íntimos
Vou colocar pontos finais em todas as nossas discussões
E pôr pelo menos 3 pontos em todos os nossos momentos de paixão
E finalmente...
terei de desenhar para nós asas, para fugirmos enquanto voamos em nossa imaginação.
Isto pela presença das letras incluindo uma total ausência tua.
2 Mundos
Vivo habitada em 2 mundos
e 2 mundos habitam em mim
Encontro-me de mim desabitada
E por sonhar, acabo desalmada no fim
Tenho morada feita em 2 sítios
E 2 sítios opostos moram agora em mim
Mas, na verdade, eu sou de sítio nenhum
Pois não há sítio suficientemente adequado para mim
Cumpro regras num sítio para depois as desfazer noutro
Cumpro rezas num sítio para noutro sítio as poder cumprir
E como uma atriz uso o meu corpo, cumprindo papéis do que poderia ser eu mas não sou
Vivendo a vida de quem não é, vivo a vida sem saber bem o que ao certo é viver
Sigo assim, cansada de julgar como as coisas deveriam ser
Fazendo sempre algo de novo, dando cada vez mais importância ao fazer
Realço desses sítios tão distintos, a loucura, o que há de comum no ser humano
Vendo de perto tantos certos e errados do que é inexistente,
Ouço também os podres contados sobre quem quando eu estive, não está
E é engraçada assim a vida de quem não toma partidos
Ver que tanto há para discutir em tudo o que não tem significado nenhum
Ver que tão pouco se diz do que realmente era preciso
Ver que tão pouco no mundo realmente faz sentido
Mas enquanto eu não souber bem fazer-me folha branca de papel
Para guardar meus sonhos, tentarei com meu silêncio, pelo menos,
parecer que partilho algo de comum
Viverei conformada com minha sina de viver assim mascarada
Pois poderei viver compreendendo melhor da própria vida
evitando ter de andar perdida tentando explicar à vida quem sou.
e 2 mundos habitam em mim
Encontro-me de mim desabitada
E por sonhar, acabo desalmada no fim
Tenho morada feita em 2 sítios
E 2 sítios opostos moram agora em mim
Mas, na verdade, eu sou de sítio nenhum
Pois não há sítio suficientemente adequado para mim
Cumpro regras num sítio para depois as desfazer noutro
Cumpro rezas num sítio para noutro sítio as poder cumprir
E como uma atriz uso o meu corpo, cumprindo papéis do que poderia ser eu mas não sou
Vivendo a vida de quem não é, vivo a vida sem saber bem o que ao certo é viver
Sigo assim, cansada de julgar como as coisas deveriam ser
Fazendo sempre algo de novo, dando cada vez mais importância ao fazer
Realço desses sítios tão distintos, a loucura, o que há de comum no ser humano
Vendo de perto tantos certos e errados do que é inexistente,
Ouço também os podres contados sobre quem quando eu estive, não está
E é engraçada assim a vida de quem não toma partidos
Ver que tanto há para discutir em tudo o que não tem significado nenhum
Ver que tão pouco se diz do que realmente era preciso
Ver que tão pouco no mundo realmente faz sentido
Mas enquanto eu não souber bem fazer-me folha branca de papel
Para guardar meus sonhos, tentarei com meu silêncio, pelo menos,
parecer que partilho algo de comum
Viverei conformada com minha sina de viver assim mascarada
Pois poderei viver compreendendo melhor da própria vida
evitando ter de andar perdida tentando explicar à vida quem sou.
Wednesday, September 12, 2012
Registo de um suspiro
Sou eterna estudante de situações, de desejos, de padrões
E trabalho...
No meu trabalho, há um muro que nos separa
um muro de hierarquias, um muro de tempos sem momentos
Um muro que se deve manter para bem do desalmado trabalho que
a vida nos traz
Demasiado frontal, objectivo sem o seu coração, ausente
E como o meu, quantos mais trabalhos haverão
Trabalhos que com sobrecapas se pode proibir o mínimo olhar para dentro
E algumas maneiras haverão de fingir-se calar o que remexe por dentro
E não se fala na importância de se cultivar a individualidade
Esse assunto é tabu
A individualidade independente de empregos, de estudos, de amigos, de qualquer coisa exterior.
A individualidade que se tem a amar, do que se sente, do que se traz no peito, de se refletir e de saber pensar.
Hoje vim defender o registar de impressões emotivas, o registar de percepções sensitivas
e por isso escrevo.
Defendo qualquer gesto integral para quem quer saber como ser.
Quando tudo o mais empurra-nos para um especializar, um especificar
Eu quero uma escola que ensine sabedoria de se ser global em vida.
Pois tudo parece já estar registado, catalogado, nomeado, hierarquizado
Vim chamar pelo que se distingue disso tudo
Estou cansada de conhecimento parcial, cansada de visão com banda estreita
Procuro a ligação de tudo, mesmo o que une e o que não separa.
Procuro uma visão mais clara.
Pois a vida hoje pede muito mais do que reconhecimento exterior
E pede mais do que as ofertas que nos são oferecidas, pede entrega
A vida pede que retornemos inteiros
Não nos pede que sejamos apenas uma parte de nós ou um reflexo de um projecto.
Quero inteiramente soltar a vida que me passa no peito
Deixando surgir o desejo ardente de ver o quem eu possa ser
tão independente de falsa e moral compreenção.
E trabalho...
No meu trabalho, há um muro que nos separa
um muro de hierarquias, um muro de tempos sem momentos
Um muro que se deve manter para bem do desalmado trabalho que
a vida nos traz
Demasiado frontal, objectivo sem o seu coração, ausente
E como o meu, quantos mais trabalhos haverão
Trabalhos que com sobrecapas se pode proibir o mínimo olhar para dentro
E algumas maneiras haverão de fingir-se calar o que remexe por dentro
E não se fala na importância de se cultivar a individualidade
Esse assunto é tabu
A individualidade independente de empregos, de estudos, de amigos, de qualquer coisa exterior.
A individualidade que se tem a amar, do que se sente, do que se traz no peito, de se refletir e de saber pensar.
Hoje vim defender o registar de impressões emotivas, o registar de percepções sensitivas
e por isso escrevo.
Defendo qualquer gesto integral para quem quer saber como ser.
Quando tudo o mais empurra-nos para um especializar, um especificar
Eu quero uma escola que ensine sabedoria de se ser global em vida.
Pois tudo parece já estar registado, catalogado, nomeado, hierarquizado
Vim chamar pelo que se distingue disso tudo
Estou cansada de conhecimento parcial, cansada de visão com banda estreita
Procuro a ligação de tudo, mesmo o que une e o que não separa.
Procuro uma visão mais clara.
Pois a vida hoje pede muito mais do que reconhecimento exterior
E pede mais do que as ofertas que nos são oferecidas, pede entrega
A vida pede que retornemos inteiros
Não nos pede que sejamos apenas uma parte de nós ou um reflexo de um projecto.
Quero inteiramente soltar a vida que me passa no peito
Deixando surgir o desejo ardente de ver o quem eu possa ser
tão independente de falsa e moral compreenção.
Sunday, September 09, 2012
A vida em sonho
Esta noite eu tive um sonho contigo,
Tu estás com teu olhar vago tão preso ao interior
Teus longos cabelos permanecem sobre os ombros soltos por natural descontração
Louco, procuras a magia no que existe de fascinante, no que teimosamente, minha mente diz ser apenas imaginação.
E eu reconheço-me assim em ti,
num tempo que por mim já passou,
num tempo que prossegue seu percurso passando agora por ti.
E vejo que o tempo nunca passa afinal, muda apenas a sua morada
Juntos ou distantes somos ressoados por sensações do que já existe, nada de nosso existindo afinal
Tenho a vista para o tempo que guarda agora seu abrigo em ti.
E enquanto vivo contigo, sou como aquela que veio julgar-te pelo teu dever, que veio exigir-te que vivas, fingindo não compreender a tua situação.
Custando-me assumir a verdade do que vejo,
Vejo que permaneces parado com teu olhar enfeitiçado
Procurando o deslumbre de ver a magia que há no infinito de tudo
Enquanto eu prossigo agindo mesmo quando sei que nada mais há a fazer.
Pois
Sei da tua falta de viver, sei dos teus receios, sei das tuas falhas, sei da tua inocência
Mas ainda assim, parece-me cedo demais para morrer e tarde demais para repensar o mundo.
E o nosso infinito é partilhado
E eu sinto a tua luta interior enquanto tu presentes minha luta exterior.
E dentro procuras o que eu encontro cá fora e eu cá fora procuro o que encontras dentro.
Porque procuras encontrar dentro de ti a magia que eu já sinto e que vejo cá fora na vida.
E eu procuro fora um caminho em que possa estar concentrada com a mesma fidelidade que mantens a tua essência cristalina.
E tu estás sentado com teus olhos desesperançados enquanto eu mantenho-me numa procura vigilante. Enquanto tu estas satisfeito por seres dono de nada, eu quero ser dona de tudo.
E ao estarmos juntos tu deixas-me guerrear comigo mesma enquanto permaneces tentando encontrar um acordo contigo.
E é por isso que tu pedes-me para contar-te dos sonhos vívidos que tenho tido enquanto eu espero um dia ter a paciência que tens de deixares-te viver a simplesmente sonhar.
Tu estás com teu olhar vago tão preso ao interior
Teus longos cabelos permanecem sobre os ombros soltos por natural descontração
Louco, procuras a magia no que existe de fascinante, no que teimosamente, minha mente diz ser apenas imaginação.
E eu reconheço-me assim em ti,
num tempo que por mim já passou,
num tempo que prossegue seu percurso passando agora por ti.
E vejo que o tempo nunca passa afinal, muda apenas a sua morada
Juntos ou distantes somos ressoados por sensações do que já existe, nada de nosso existindo afinal
Tenho a vista para o tempo que guarda agora seu abrigo em ti.
E enquanto vivo contigo, sou como aquela que veio julgar-te pelo teu dever, que veio exigir-te que vivas, fingindo não compreender a tua situação.
Custando-me assumir a verdade do que vejo,
Vejo que permaneces parado com teu olhar enfeitiçado
Procurando o deslumbre de ver a magia que há no infinito de tudo
Enquanto eu prossigo agindo mesmo quando sei que nada mais há a fazer.
Pois
Sei da tua falta de viver, sei dos teus receios, sei das tuas falhas, sei da tua inocência
Mas ainda assim, parece-me cedo demais para morrer e tarde demais para repensar o mundo.
E o nosso infinito é partilhado
E eu sinto a tua luta interior enquanto tu presentes minha luta exterior.
E dentro procuras o que eu encontro cá fora e eu cá fora procuro o que encontras dentro.
Porque procuras encontrar dentro de ti a magia que eu já sinto e que vejo cá fora na vida.
E eu procuro fora um caminho em que possa estar concentrada com a mesma fidelidade que mantens a tua essência cristalina.
E tu estás sentado com teus olhos desesperançados enquanto eu mantenho-me numa procura vigilante. Enquanto tu estas satisfeito por seres dono de nada, eu quero ser dona de tudo.
E ao estarmos juntos tu deixas-me guerrear comigo mesma enquanto permaneces tentando encontrar um acordo contigo.
E é por isso que tu pedes-me para contar-te dos sonhos vívidos que tenho tido enquanto eu espero um dia ter a paciência que tens de deixares-te viver a simplesmente sonhar.
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