Como flor que abrisse fora da estação, procuro eu estar fora.
Fora para que possa ver-nos, num momento, enfim, completos.
Encontrei-me a trilhar o caminho que eu própria escolhi repleto de plantas, árvores e poucas, insípidas pessoas.
E encontrei-te no mesmo caminho que fizeste do passado, de palavras ao vento, de ventos à multidões, tão cheio de todas as razões.
Em minha mente, das lembraças que guardei, faço-te tão político, como amoroso, tão sensível às letras ao vento quanto tão forte aos teus próprios sentimentos. Como se toda a oposta existência apenas pudesse existir numa pessoa só.
Em minha visão, vejo-te num caminho muito próprio enquanto a mim, deixas que te olhe como se eu fosse flor, paisagem crua à semelhança de outras flores que encontras no teu caminho.
Em mim mesma, podia sentir raiva, tristeza, desconsolo, mas na infinitude da dor tudo o que eu sinto de mim é esse ser intocável, ausente de si, que vive como flor, ao teu olhar apenas expandida da beleza que do teu mundo tu a mim trouxeste.
Aprecio essa brisa tua, de observador, de tático, tão calculado em tudo o que eu nunca poderia ser do que sou. Aceito-te abertamente e incondicionalmente, como se agora tu tivesses porta aberta e pudesses ser conhecedor de todo o vazio que viveu dentro de mim desde que tu chegaste.
Uma vez que, dentro de mim podes encontrar tudo o que tu mesmo já viste, todo o teu passado, sendo que fui dele eu mesma tingida.
Mas eu nada mais poderia ser do que essa flor, essa estampa que se colore, esse quadro que se deixa branco. Embebeste-me com algum saber tão oposto ao que eu propria fora e foste embora, friamente, como que para eu saber que da vida, o que tenho realmente é morte e do absoluto é só a migalha que mereço ter.
E tão absolutas como no fundo eu queria, ficam apenas essas antigas memórias, que como terra desfazem-se em pó e surgem-me em camadas desfeitas de antigas dimensões, em vidas desfeitas para serem nada e serem tudo o que puderem ser outra vez. Entre todas elas eu ainda espero, como antes de te ter encontrado em flor, espero ainda apenas nelas poder fazer-me habitar.
Saturday, February 21, 2015
Tuesday, February 17, 2015
Monday, February 16, 2015
Thursday, February 12, 2015
Sunday, February 08, 2015
Friday, February 06, 2015
Tuesday, February 03, 2015
Sunday, February 01, 2015
Friday, January 30, 2015
Wednesday, January 28, 2015
Sunday, January 25, 2015
Tuesday, January 20, 2015
Mar
A tua música era um mar, era o mar das tuas emoções, os musicos, eram cantores em melodias de peixes das tuas aventuras, sendo interpretes casuais dos teus sonhos
Todo aquele mar eram apenas as tuas cançoes, e as mulheres sentadas apreciavam transformadas em musas apenas através da música, enquanto todos os homens que ouviam pareciam inspirados só de te ouvir tocar, todos eles almejavam alcançar aquele mar que a todos envolvia, pelo menos com as palavras.
Dentre elas, eu, a mais perdida, a perdida que querias encontrar, não fosse o tempo confundir.
Esse tempo que ora faz, sol, ora chove, que nos troca a todos numa enganada sinfonia.
Não fosse ser o tempo, esse palco, o tempo era como aquele palco que nos separava,
Sendo eu tão jovem, desfeita em criança assustada e tu, como um jovem preso em corpo velho,
Em alma humilde de quem sabe ser jovem por amor.
Senti-me a navegar, enquanto ouvia, fui ao concerto só para encontrar-me contigo a sós
Queria ver a sós a tua alma.
Sendo mesmo apenas alma que encontrei, foi a tua alma que a mim mesma invadiu desde a primeira vez que te vi. E foi real a promessa que me fizeste de que não há realmente tempo nem espaço,
vi que tudo o que há, é apenas vida num momento apreciado.
Ficou-me o peito a doer, desconsolado, deslumbrado do teu carinho por mim.
Nós em almas tão perdidas entre tempos tão errados.
Posso sim, amar-te em outra dimensão, nessa dimensão real sem tempo nem espaço nem direção.
Por que neste tempo nenhum amor nos restaria mesmo que fosses tão jovem quanto eu.
Posso ainda amar-te como criança que ama por maravilhas, reduzindo-me a melhor tonalidade de mim.
Sendo miragem dum mundo além deste mundo, amo-te muito, mais do que uma mulher poderia amar, sendo a amizade a nossa, uma amizade igual pois sou tão carente quanto tu.
Tu por teres tanto de mar e eu por ter tanto de sonhar.
Todo aquele mar eram apenas as tuas cançoes, e as mulheres sentadas apreciavam transformadas em musas apenas através da música, enquanto todos os homens que ouviam pareciam inspirados só de te ouvir tocar, todos eles almejavam alcançar aquele mar que a todos envolvia, pelo menos com as palavras.
Dentre elas, eu, a mais perdida, a perdida que querias encontrar, não fosse o tempo confundir.
Esse tempo que ora faz, sol, ora chove, que nos troca a todos numa enganada sinfonia.
Não fosse ser o tempo, esse palco, o tempo era como aquele palco que nos separava,
Sendo eu tão jovem, desfeita em criança assustada e tu, como um jovem preso em corpo velho,
Em alma humilde de quem sabe ser jovem por amor.
Senti-me a navegar, enquanto ouvia, fui ao concerto só para encontrar-me contigo a sós
Queria ver a sós a tua alma.
Sendo mesmo apenas alma que encontrei, foi a tua alma que a mim mesma invadiu desde a primeira vez que te vi. E foi real a promessa que me fizeste de que não há realmente tempo nem espaço,
vi que tudo o que há, é apenas vida num momento apreciado.
Ficou-me o peito a doer, desconsolado, deslumbrado do teu carinho por mim.
Nós em almas tão perdidas entre tempos tão errados.
Posso sim, amar-te em outra dimensão, nessa dimensão real sem tempo nem espaço nem direção.
Por que neste tempo nenhum amor nos restaria mesmo que fosses tão jovem quanto eu.
Posso ainda amar-te como criança que ama por maravilhas, reduzindo-me a melhor tonalidade de mim.
Sendo miragem dum mundo além deste mundo, amo-te muito, mais do que uma mulher poderia amar, sendo a amizade a nossa, uma amizade igual pois sou tão carente quanto tu.
Tu por teres tanto de mar e eu por ter tanto de sonhar.
Monday, January 19, 2015
Monday, January 12, 2015
Sunday, January 04, 2015
Saturday, January 03, 2015
Perder-se
Amanheceu, e no ar a ausência
A vida se faz e desfaz-se a cada segundo
Tanto de tão pouco que nos fazemos,
Fazermo-nos parece-me calarmo-nos para o mundo
sempre que ele nada de útil tenha a dizer
Tao pouco de real existe nas palavras ditas correntemente
Que tanto mais valor tem ouvir o que o Sol silencioso tem a dizer
Tanto mais valor tem as palavras soltas de uma criança que mal sabe falar
Tanto mais valor tem só o mar sozinho, só o respirar, de se estar só
Amanheceu, e o corpo ainda está desabitado
Acordado, no seu próprio vazio, manchado de si, longe, de estar conectado
Tanto de mente, necessária na luta do que será sobreviver
Que custa viver, viver que seria o mais fácil e anterior a tudo!
Resta-nos acordar já acordados, ficar atentos, olhar para todo o lado com os mesmos olhos
com que se observa folhas, gafanhotos e se lê letras de canções.
Fugir da ditadura dos números, viver com pouco contar, cantar sim isso é viver!
Cansei, de fugir, de fugir de mim, essa essência flutuante e penetrante
Mas volto, dou voltas, e volto a encontra-la sempre num outro, que a mim me lembra quem sou.
Sina, de ter de tentar ser terra, que não sou... sou tanto de brisa quanto uma folha ao vento.
Sou tanto de tanto que posso querer ser tudo ao mesmo tempo
Amanheceu, e eu ainda sou ígnea, indecisa de para onde vou, sem teto seguro ao que agarrar
sendo ainda mar, para tudo olhar e largar-me ao mundo apenas docemente e carente
Teu sal, despiu-me, fez-me eu parte de tudo
Teu olhar, fez-me mãe, criança, criada da tuas gargalhadas
Teu corpo, é o rosto da ausência, porque foste embora e nunca mais voltarás
Tua voz, minha voz, as mesmas vozes do mar infinito a cantar
Só a mim, o que resta é viver, cada segundo, que todo o mar poderá ser ainda nosso mundo
que tao perdido hás de estar, quanto eu.
Friday, January 02, 2015
Wednesday, December 31, 2014
Sunday, December 28, 2014
Friday, December 26, 2014
Friday, November 28, 2014
Saturday, November 22, 2014
Saturday, November 15, 2014
Friday, November 07, 2014
Monday, November 03, 2014
Friday, October 17, 2014
Monday, October 13, 2014
Wednesday, October 08, 2014
Sunday, September 21, 2014
Saturday, September 20, 2014
terras soltas
Terra de quem vai e não volta
Terra de quem vem e nunca mais volta
Sentir-se a miragem de paisagem
Num caminho sempre de passagem
Terra desconhecida para alguém
Vazio tempestuoso para mim mesma
Pranto desconsolado num breu familiar
Plantas de corpos de vidas vivas em constelações
Os dedos de teclas soltas num mar de canções
E a escrita é o sangue dum átomo de chão
Enquanto isso tudo é tão calmo, mesmo enquanto se ri e se chora
São místicas as fontes onde encontro o teu ser no meu
Escrito despido sujo e puro em criança, nisto tu
Esta coisa antiga, infantil, dona de si de tão perdida na perdição de mim
De nós, nos fazemos já nascidos, antigos do que antes já havia sido
Tão pequenos de tanto que existe no peito
Soltamos o que há, o passado e o futuro num só
Iniciados naquilo que já sabiamos ser passageiro
Amarmo-nos num baloiço de emoções, desfeitas em trocadilhos
Sonhados dos sonhos contados em infantis cançoes
Cada um na sua versão classificada de antigo e novo portugues
Ver que da vida o que há é um troco do que foi pensado
E cairmos para levantarmos o chão e sermos novamente multidão
Mas o passado não cura, e o futuro cai da janela
Leões, tigres e cães são donos dos ossos dos nossos nobres ofícios
E as almas são maiores, são licores, são flores, são crianças que sonham maiores mundos
Ser tua nesta terra, que à ela me faço dedicar
Crescendo de aviões de terras que vão e que ficam,
dor do que passa e se esquece sem parar
Ser de quem nunca soube de onde vem senão por uma canção
Ser que se faz tocar
Terra de quem vem e nunca mais volta
Sentir-se a miragem de paisagem
Num caminho sempre de passagem
Terra desconhecida para alguém
Vazio tempestuoso para mim mesma
Pranto desconsolado num breu familiar
Plantas de corpos de vidas vivas em constelações
Os dedos de teclas soltas num mar de canções
E a escrita é o sangue dum átomo de chão
Enquanto isso tudo é tão calmo, mesmo enquanto se ri e se chora
São místicas as fontes onde encontro o teu ser no meu
Escrito despido sujo e puro em criança, nisto tu
Esta coisa antiga, infantil, dona de si de tão perdida na perdição de mim
De nós, nos fazemos já nascidos, antigos do que antes já havia sido
Tão pequenos de tanto que existe no peito
Soltamos o que há, o passado e o futuro num só
Iniciados naquilo que já sabiamos ser passageiro
Amarmo-nos num baloiço de emoções, desfeitas em trocadilhos
Sonhados dos sonhos contados em infantis cançoes
Cada um na sua versão classificada de antigo e novo portugues
Ver que da vida o que há é um troco do que foi pensado
E cairmos para levantarmos o chão e sermos novamente multidão
Mas o passado não cura, e o futuro cai da janela
Leões, tigres e cães são donos dos ossos dos nossos nobres ofícios
E as almas são maiores, são licores, são flores, são crianças que sonham maiores mundos
Ser tua nesta terra, que à ela me faço dedicar
Crescendo de aviões de terras que vão e que ficam,
dor do que passa e se esquece sem parar
Ser de quem nunca soube de onde vem senão por uma canção
Ser que se faz tocar
Saturday, September 13, 2014
Wednesday, September 10, 2014
Saturday, September 06, 2014
Wednesday, September 03, 2014
Saturday, August 30, 2014
Monday, August 25, 2014
Trilho tempestuoso
O trilho é tempestuoso
Tempestade a partir da tua tempestade interna
Minha tempestade externa de prantos femininos e sangue
Qual deus pensava eu seres tu, Zeus?
Estares nos momentos de sombra e de luz
Para podermos viver, sonhar e pensar juntos
Foi o infinito que sonhei de ti
E tao pequeno foi o meu papel nisto tudo
Que trilho sinistro, escolhi e agora me encontro
a contemplar, de cara a cara com o breu
Não há paixão, só há palavras
Não há futuro, só o passado da tua história,
a história de Portugal
Não há memórias nossas, às quais eu me possa claramente entregar
Tudo o que há é teu, e tudo teu tem pouco de nosso, tudo é tua cultura.
De meu só há vida.
Até meus sentimentos, cada vez mais intelectualizados como tu
onde estarei eu, onde fiquei eu neste caminho?
Algures a questionar a existencia de deus...?!
Abandonaste-me e eu deixei minhas duvidas serem respondidas por ti
e de mim mesma não nada há.
Nuances entre sentimentos e pensamentos,
e filosofias que não sei viver
tudo agora são retalhos e restos de frágeis momentos de tão curta duração
Quem te criou fui eu, tu estavas noutro lado,
algures a fantasiar tuas metas pessoais
Na casa de outra mulher qualquer
amaste-me com ideias, mudaste-te para dentro da minha mente
e dentro dela copulamos
Sou vazo de mentes ausentes de si
Receptáculo ofegante, tenho lágrimas reactivas para sentir
E agora, onde vou encontrar melhor luz
se sei que não voltas mais?
Se encontraste outro livro para ler..
outro livro, outra fábula outra história de mulher...
Tão tenho passado,
Tão emigrante, carente, de mim mesma ausente
sou poço sem fundo, não durmo, não como
Sou mais ausência que presença, sem pai
Depósito de sensações com corpo de mulher
Tempestade a partir da tua tempestade interna
Minha tempestade externa de prantos femininos e sangue
Qual deus pensava eu seres tu, Zeus?
Estares nos momentos de sombra e de luz
Para podermos viver, sonhar e pensar juntos
Foi o infinito que sonhei de ti
E tao pequeno foi o meu papel nisto tudo
Que trilho sinistro, escolhi e agora me encontro
a contemplar, de cara a cara com o breu
Não há paixão, só há palavras
Não há futuro, só o passado da tua história,
a história de Portugal
Não há memórias nossas, às quais eu me possa claramente entregar
Tudo o que há é teu, e tudo teu tem pouco de nosso, tudo é tua cultura.
De meu só há vida.
Até meus sentimentos, cada vez mais intelectualizados como tu
onde estarei eu, onde fiquei eu neste caminho?
Algures a questionar a existencia de deus...?!
Abandonaste-me e eu deixei minhas duvidas serem respondidas por ti
e de mim mesma não nada há.
Nuances entre sentimentos e pensamentos,
e filosofias que não sei viver
tudo agora são retalhos e restos de frágeis momentos de tão curta duração
Quem te criou fui eu, tu estavas noutro lado,
algures a fantasiar tuas metas pessoais
Na casa de outra mulher qualquer
amaste-me com ideias, mudaste-te para dentro da minha mente
e dentro dela copulamos
Sou vazo de mentes ausentes de si
Receptáculo ofegante, tenho lágrimas reactivas para sentir
E agora, onde vou encontrar melhor luz
se sei que não voltas mais?
Se encontraste outro livro para ler..
outro livro, outra fábula outra história de mulher...
Tão tenho passado,
Tão emigrante, carente, de mim mesma ausente
sou poço sem fundo, não durmo, não como
Sou mais ausência que presença, sem pai
Depósito de sensações com corpo de mulher
Correr....
| Deixa, Apolo, o correr tão apressado, Não sigas essa Ninfa tão ufano, Não te leva o Amor, leva-te o engano Com sombras de algum bem a mal dobrado. E quando seja Amor será forçado, E se forçado for, será teu dano: Um parecer não queiras mais que humano, Em um Silvestre adorno ver tornado. Não percas por um vão contentamento A vista que te faz viver contente: Modera em teu favor o pensamento. Porque menos mal é tendo-a presente, Sofrer sua crueza, e teu tormento, Que sentir sua ausência eternamente. |
— Camões, Soneto XXXXIX, centúria III
|
Friday, August 22, 2014
Tuesday, August 19, 2014
Monday, August 18, 2014
revelaçao
A tua revelação
Revelado que nesta imensidão, neste querer tão grande
a beleza do ser existe, na rendição
Tanto querer, de querer entregar, de querer dar
que chego ao exagero de não respirar
Quero não respirar no toque,
quero não respirar feliz de tão próxima do teu peito estar
Se algo mais houver para dar
Se algo maior houver a dar a vida
Quero é dar-me a mim
E nada querer em troca, nada mais,
que nada seria suficiente e o nada é que é tudo
tua distância, o meu encontro comigo,
e as trocas de espelhos, trocas sociais tão vazias
de serem minhas, tão carentes de serem sempre diferentes
Estou tão fria de mim, tudo é tua nostalgia
Tudo é a cor que deste-me a este mundo
Tudo é teu canto, tudo feito da pele da tua canção
Tempo infinito, desconsolado, até não viver faz sentido
E o sentido perdeu-se, o sentido desfez-se em memórias
Quando o sentido nasceu dentro de mim.
Revelado que nesta imensidão, neste querer tão grande
a beleza do ser existe, na rendição
Tanto querer, de querer entregar, de querer dar
que chego ao exagero de não respirar
Quero não respirar no toque,
quero não respirar feliz de tão próxima do teu peito estar
Se algo mais houver para dar
Se algo maior houver a dar a vida
Quero é dar-me a mim
E nada querer em troca, nada mais,
que nada seria suficiente e o nada é que é tudo
tua distância, o meu encontro comigo,
e as trocas de espelhos, trocas sociais tão vazias
de serem minhas, tão carentes de serem sempre diferentes
Estou tão fria de mim, tudo é tua nostalgia
Tudo é a cor que deste-me a este mundo
Tudo é teu canto, tudo feito da pele da tua canção
Tempo infinito, desconsolado, até não viver faz sentido
E o sentido perdeu-se, o sentido desfez-se em memórias
Quando o sentido nasceu dentro de mim.
Saturday, August 16, 2014
Wednesday, August 13, 2014
Águas paradas
Não queria ver-te
Mas ver-te quer a minha pele
tão irresistível a essência de um pássaro a voar
sobre o mar, sobre o mar da ausência, tanto de chama,de fogo, de morte
Não, eu não queria gostar
Se algo houvesse longe de ti
Nem és tu, é a fantasia que te cria, são os fantoches da tecnologia
Tanto passado, tantas árvores, e tu aí parado
Ventos sopram
Ventos tão cheios de nada
E eu tão vazia de mulher, vazia de sonhos
tão feita de chama, tão quieta, tão cansada desse nada que nos fazem
Não, eu não queria ser quem tenho de ser
E tu, tu pareces ter tudo a teus pés
E por isso, eu queria era ter-me a mim
Sendo tu, tão irresistível a minha pobre visão, e eu tão simples
Das coisas que se pisam, das coisas que se desmancham no chão,
O fogo que me queima, o fogo da razão, resto meu, és mar neste mar de tuas sensações
As flores, as paisagens, um gesto, o desfolhar
E eu tão parva, tão ignorante e parva,
que nem precisava mais nada de ti saber
Sim, sentir apenas, sentir tudo ao mesmo tempo
como as estrelas ao longe, como os olhares infantis,
Esquecer das lágrimas passadas, dos desejos coloridos por duras visões
Para os outros, para mim
A vida eras tu
Eu era vazia
Mas ver-te quer a minha pele
tão irresistível a essência de um pássaro a voar
sobre o mar, sobre o mar da ausência, tanto de chama,de fogo, de morte
Não, eu não queria gostar
Se algo houvesse longe de ti
Nem és tu, é a fantasia que te cria, são os fantoches da tecnologia
Tanto passado, tantas árvores, e tu aí parado
Ventos sopram
Ventos tão cheios de nada
E eu tão vazia de mulher, vazia de sonhos
tão feita de chama, tão quieta, tão cansada desse nada que nos fazem
Não, eu não queria ser quem tenho de ser
E tu, tu pareces ter tudo a teus pés
E por isso, eu queria era ter-me a mim
Sendo tu, tão irresistível a minha pobre visão, e eu tão simples
Das coisas que se pisam, das coisas que se desmancham no chão,
O fogo que me queima, o fogo da razão, resto meu, és mar neste mar de tuas sensações
As flores, as paisagens, um gesto, o desfolhar
E eu tão parva, tão ignorante e parva,
que nem precisava mais nada de ti saber
Sim, sentir apenas, sentir tudo ao mesmo tempo
como as estrelas ao longe, como os olhares infantis,
Esquecer das lágrimas passadas, dos desejos coloridos por duras visões
Para os outros, para mim
A vida eras tu
Eu era vazia
Tuesday, August 05, 2014
Só
Só,
a paixão constrói e inventa uma multidão chorosa.
Rostos pálidos e secos de falta de sentir
Só, é a vida quando se nasce, tão só daquilo que lhe criou
a saudade do ventre...
De sentimentos que desolam, e do amor que não corresponde
Foi toda a vida que se criou, pois toda a vida foi criada de uma separaçao
O nado macho e femea juntos nunca poderiam ter criado o mundo
Mesmo assim, ele é feito de mim e codificado em mim,
Tão confiado, por estar escrito na minha pele
O seu nome tão junto ao meu íntimo,
e do que ele pensa
nada
Só,
a mente sempre nos separa
A mente através da qual, o homem criou o mundo
Haja inspiração,
haja inspiração para parir mais um segundo de um gesto teu
Haja fôlego que nos faça voar,
ofegantes
Que o fôlego nos faça fugir dessas lágrimas
Só,
a tua voz fazia calar o meu íntimo nu.
E eu lembro...
a paixão constrói e inventa uma multidão chorosa.
Rostos pálidos e secos de falta de sentir
Só, é a vida quando se nasce, tão só daquilo que lhe criou
a saudade do ventre...
De sentimentos que desolam, e do amor que não corresponde
Foi toda a vida que se criou, pois toda a vida foi criada de uma separaçao
O nado macho e femea juntos nunca poderiam ter criado o mundo
Mesmo assim, ele é feito de mim e codificado em mim,
Tão confiado, por estar escrito na minha pele
O seu nome tão junto ao meu íntimo,
e do que ele pensa
nada
Só,
a mente sempre nos separa
A mente através da qual, o homem criou o mundo
Haja inspiração,
haja inspiração para parir mais um segundo de um gesto teu
Haja fôlego que nos faça voar,
ofegantes
Que o fôlego nos faça fugir dessas lágrimas
Só,
a tua voz fazia calar o meu íntimo nu.
E eu lembro...
Sunday, August 03, 2014
Saturday, August 02, 2014
http://almamater.uc.pt/wrapper.asp?t=Colloquies+on+the+simples+%26+drugs+of+India&d=http%3A%2F%2Fbibdigital.bot.uc.pt%2Fobras%2FUCFCTBt-B-84-1-3%2FglobalItems.html
http://almamater.uc.pt/wrapper.asp?t=Colloquies+on+the+simples+%26+drugs+of+India&d=http%3A%2F%2Fbibdigital.bot.uc.pt%2Fobras%2FUCFCTBt-B-84-1-3%2FglobalItems.html
http://almamater.uc.pt/wrapper.asp?t=Colloquies+on+the+simples+%26+drugs+of+India&d=http%3A%2F%2Fbibdigital.bot.uc.pt%2Fobras%2FUCFCTBt-B-84-1-3%2FglobalItems.html
Ser
Segue a vida que passa, segue a vida a questionar-se a si própria
Se é pó, se é maresia, poderá algum dia ser alguém?
Segue a vida que é caminho, que não volta atrás e não perdoa
Segue a vida que é Sol, que é Lua, que é Mercúrio, poderá algum dia não ser de ninguém?
Segue a vida, porque vibra, porque dorme, porque ama e porque sente
E quando haverá mais espaço? quando haverá uma sinfonia que não prenda?
Quando haverá um sítio que não segure e que seja como praia, como um jardim
Onde haverá um sítio, um espaço para quem a vida seja sempre sem direção?
Que vida é constancia? que vida é fascinio?
Que vida pode trazer respostas, quando só a pergunta trás verdades?
Qual a natureza da vida num suspiro?
Que vida haverá num eco que retorna, que prende.
que vida haverá num lugar em que se retorna vezes sem conta a cada acordar?
Que dia foi igual ao outro?
Que lua foi igual a de outro dia?
Que resposta fez alguem deixar de perguntar?
Haverá vida sem Sol, sem Lua e sem estrelas?
Haverá vida na constancia de uma só consciencia?
Será possível parar?
Será possível criar um espaço que não nos prenda num lugar?
Um espaço de vida não física e não temporal... haverá tempo sem espaço e
espaço sem início e sem fim?
E se o mar permanece, ele nunca é igual.
Se é pó, se é maresia, poderá algum dia ser alguém?
Segue a vida que é caminho, que não volta atrás e não perdoa
Segue a vida que é Sol, que é Lua, que é Mercúrio, poderá algum dia não ser de ninguém?
Segue a vida, porque vibra, porque dorme, porque ama e porque sente
E quando haverá mais espaço? quando haverá uma sinfonia que não prenda?
Quando haverá um sítio que não segure e que seja como praia, como um jardim
Onde haverá um sítio, um espaço para quem a vida seja sempre sem direção?
Que vida é constancia? que vida é fascinio?
Que vida pode trazer respostas, quando só a pergunta trás verdades?
Qual a natureza da vida num suspiro?
Que vida haverá num eco que retorna, que prende.
que vida haverá num lugar em que se retorna vezes sem conta a cada acordar?
Que dia foi igual ao outro?
Que lua foi igual a de outro dia?
Que resposta fez alguem deixar de perguntar?
Haverá vida sem Sol, sem Lua e sem estrelas?
Haverá vida na constancia de uma só consciencia?
Será possível parar?
Será possível criar um espaço que não nos prenda num lugar?
Um espaço de vida não física e não temporal... haverá tempo sem espaço e
espaço sem início e sem fim?
E se o mar permanece, ele nunca é igual.
Wednesday, July 30, 2014
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