Sunday, March 01, 2015
"You do not need to leave your room. Remain sitting at your table and listen. Do not even listen, simply wait. Do not even wait, be quite still and solitary. The world will freely offer itself to you to be unmasked. It has no choice. It will roll in ecstasy at your feet."
- Franz Kafka, "Reflections on Sin, Pain, Hope and the True Way"
Thursday, February 26, 2015
Viver
Existem consequências de apenas existirmos, embora existir dê.
Existem as dores, que são as do nascimento quando se tem raízes.
Viver, não são as dores do que custa viver, embora caminhar possa custar
Mas o preço é apenas um pequeno espaço comparado com o ocupado pelo próprio acto de sonhar.
O preço não vale o nascimento, não vale a espera, não valoriza a idade.
O preço existe conforme o tamanho do sonho, por que quanto maior é o sonho
maior o tempo do caminho necessário ao caminhar, e maior a esperança necessária a uma troca triunfal
Existir, só se dá a quem de si mesmo
retira, a quem abdica, porque existir retira de nós para o mundo.
Só pode viver o autêntico, porque
realmente o acto de viver só existe quando existe na sua propria
presença, que é por nós mesmos criada.Viver só vive quem se cumpre a cada dia.
Mas qual é o sonho? Qual é o próximo
barco? Qual o tempo necessário de recolhimento?
As consequencias duras, são apenas o
sinal, de que a vida é do próprio e não dos outros, porque, no fim
de um dia de trabalho, no fim das aulas, afinal o peito existe e não
cala.
Não há o que compreender na
existencia da solidao, na existencia da dor, se a vida também tem
dor, se a vida tambem tem discussão.
Se isso é o sinal de que a vida não
cala, de que a vida tem sangue nas veias e tem paixão.
Mas qual o próximo caminho a seguir?
Qual a direção? Qual o próximo companheiro do peito?
Aprender a receber, há de ser não
esquecer, que nunca se será o que não se é no momento,que o futuro não é mais do que o presente vivido no momento, que nunca somos mais do que o que nascemos já sidos.
Todos nascemos cumpridos, resta aceitar a condição de apenas humano. Resta aceitar que se é folha, que se é rasto, que a direçao faz o próprio caminho, quando o sonho já foi desde o inicio cumprido, que mais importante é o tamanho do sonho desde o inicio, e o tamanho do coraçao, que seja grande, para manter-se em estado de recepção, ter cuidado para que a vontade se mantenha firme e não se desvie com os pequenos truques da vida, que ousam desvirtuar toda a nossa humanidade.
Porque esses truques não se calam de
existir, ousam sempre existir mais do que quem ousa dar.
Wednesday, February 25, 2015
Monday, February 23, 2015
Saturday, February 21, 2015
flor
Como flor que abrisse fora da estação, procuro eu estar fora.
Fora para que possa ver-nos, num momento, enfim, completos.
Encontrei-me a trilhar o caminho que eu própria escolhi repleto de plantas, árvores e poucas, insípidas pessoas.
E encontrei-te no mesmo caminho que fizeste do passado, de palavras ao vento, de ventos à multidões, tão cheio de todas as razões.
Em minha mente, das lembraças que guardei, faço-te tão político, como amoroso, tão sensível às letras ao vento quanto tão forte aos teus próprios sentimentos. Como se toda a oposta existência apenas pudesse existir numa pessoa só.
Em minha visão, vejo-te num caminho muito próprio enquanto a mim, deixas que te olhe como se eu fosse flor, paisagem crua à semelhança de outras flores que encontras no teu caminho.
Em mim mesma, podia sentir raiva, tristeza, desconsolo, mas na infinitude da dor tudo o que eu sinto de mim é esse ser intocável, ausente de si, que vive como flor, ao teu olhar apenas expandida da beleza que do teu mundo tu a mim trouxeste.
Aprecio essa brisa tua, de observador, de tático, tão calculado em tudo o que eu nunca poderia ser do que sou. Aceito-te abertamente e incondicionalmente, como se agora tu tivesses porta aberta e pudesses ser conhecedor de todo o vazio que viveu dentro de mim desde que tu chegaste.
Uma vez que, dentro de mim podes encontrar tudo o que tu mesmo já viste, todo o teu passado, sendo que fui dele eu mesma tingida.
Mas eu nada mais poderia ser do que essa flor, essa estampa que se colore, esse quadro que se deixa branco. Embebeste-me com algum saber tão oposto ao que eu propria fora e foste embora, friamente, como que para eu saber que da vida, o que tenho realmente é morte e do absoluto é só a migalha que mereço ter.
E tão absolutas como no fundo eu queria, ficam apenas essas antigas memórias, que como terra desfazem-se em pó e surgem-me em camadas desfeitas de antigas dimensões, em vidas desfeitas para serem nada e serem tudo o que puderem ser outra vez. Entre todas elas eu ainda espero, como antes de te ter encontrado em flor, espero ainda apenas nelas poder fazer-me habitar.
Fora para que possa ver-nos, num momento, enfim, completos.
Encontrei-me a trilhar o caminho que eu própria escolhi repleto de plantas, árvores e poucas, insípidas pessoas.
E encontrei-te no mesmo caminho que fizeste do passado, de palavras ao vento, de ventos à multidões, tão cheio de todas as razões.
Em minha mente, das lembraças que guardei, faço-te tão político, como amoroso, tão sensível às letras ao vento quanto tão forte aos teus próprios sentimentos. Como se toda a oposta existência apenas pudesse existir numa pessoa só.
Em minha visão, vejo-te num caminho muito próprio enquanto a mim, deixas que te olhe como se eu fosse flor, paisagem crua à semelhança de outras flores que encontras no teu caminho.
Em mim mesma, podia sentir raiva, tristeza, desconsolo, mas na infinitude da dor tudo o que eu sinto de mim é esse ser intocável, ausente de si, que vive como flor, ao teu olhar apenas expandida da beleza que do teu mundo tu a mim trouxeste.
Aprecio essa brisa tua, de observador, de tático, tão calculado em tudo o que eu nunca poderia ser do que sou. Aceito-te abertamente e incondicionalmente, como se agora tu tivesses porta aberta e pudesses ser conhecedor de todo o vazio que viveu dentro de mim desde que tu chegaste.
Uma vez que, dentro de mim podes encontrar tudo o que tu mesmo já viste, todo o teu passado, sendo que fui dele eu mesma tingida.
Mas eu nada mais poderia ser do que essa flor, essa estampa que se colore, esse quadro que se deixa branco. Embebeste-me com algum saber tão oposto ao que eu propria fora e foste embora, friamente, como que para eu saber que da vida, o que tenho realmente é morte e do absoluto é só a migalha que mereço ter.
E tão absolutas como no fundo eu queria, ficam apenas essas antigas memórias, que como terra desfazem-se em pó e surgem-me em camadas desfeitas de antigas dimensões, em vidas desfeitas para serem nada e serem tudo o que puderem ser outra vez. Entre todas elas eu ainda espero, como antes de te ter encontrado em flor, espero ainda apenas nelas poder fazer-me habitar.
Tuesday, February 17, 2015
Monday, February 16, 2015
Thursday, February 12, 2015
Sunday, February 08, 2015
Friday, February 06, 2015
Tuesday, February 03, 2015
Sunday, February 01, 2015
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