http://almamater.uc.pt/wrapper.asp?t=Colloquies+on+the+simples+%26+drugs+of+India&d=http%3A%2F%2Fbibdigital.bot.uc.pt%2Fobras%2FUCFCTBt-B-84-1-3%2FglobalItems.html
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Saturday, August 02, 2014
Ser
Segue a vida que passa, segue a vida a questionar-se a si própria
Se é pó, se é maresia, poderá algum dia ser alguém?
Segue a vida que é caminho, que não volta atrás e não perdoa
Segue a vida que é Sol, que é Lua, que é Mercúrio, poderá algum dia não ser de ninguém?
Segue a vida, porque vibra, porque dorme, porque ama e porque sente
E quando haverá mais espaço? quando haverá uma sinfonia que não prenda?
Quando haverá um sítio que não segure e que seja como praia, como um jardim
Onde haverá um sítio, um espaço para quem a vida seja sempre sem direção?
Que vida é constancia? que vida é fascinio?
Que vida pode trazer respostas, quando só a pergunta trás verdades?
Qual a natureza da vida num suspiro?
Que vida haverá num eco que retorna, que prende.
que vida haverá num lugar em que se retorna vezes sem conta a cada acordar?
Que dia foi igual ao outro?
Que lua foi igual a de outro dia?
Que resposta fez alguem deixar de perguntar?
Haverá vida sem Sol, sem Lua e sem estrelas?
Haverá vida na constancia de uma só consciencia?
Será possível parar?
Será possível criar um espaço que não nos prenda num lugar?
Um espaço de vida não física e não temporal... haverá tempo sem espaço e
espaço sem início e sem fim?
E se o mar permanece, ele nunca é igual.
Se é pó, se é maresia, poderá algum dia ser alguém?
Segue a vida que é caminho, que não volta atrás e não perdoa
Segue a vida que é Sol, que é Lua, que é Mercúrio, poderá algum dia não ser de ninguém?
Segue a vida, porque vibra, porque dorme, porque ama e porque sente
E quando haverá mais espaço? quando haverá uma sinfonia que não prenda?
Quando haverá um sítio que não segure e que seja como praia, como um jardim
Onde haverá um sítio, um espaço para quem a vida seja sempre sem direção?
Que vida é constancia? que vida é fascinio?
Que vida pode trazer respostas, quando só a pergunta trás verdades?
Qual a natureza da vida num suspiro?
Que vida haverá num eco que retorna, que prende.
que vida haverá num lugar em que se retorna vezes sem conta a cada acordar?
Que dia foi igual ao outro?
Que lua foi igual a de outro dia?
Que resposta fez alguem deixar de perguntar?
Haverá vida sem Sol, sem Lua e sem estrelas?
Haverá vida na constancia de uma só consciencia?
Será possível parar?
Será possível criar um espaço que não nos prenda num lugar?
Um espaço de vida não física e não temporal... haverá tempo sem espaço e
espaço sem início e sem fim?
E se o mar permanece, ele nunca é igual.
Wednesday, July 30, 2014
Amigo do coraçao
Eu
confio em ti, és minha amiga por alguma razão e acredito que é porque
tal como eu tu observas o mundo e és sensível em relação ao que percebes
e consegues ver que todos nós estamos ligados de alguma forma.
Que sejas feliz e a vida te traga oportunidades para que possas brilhar mais.
Deixo-te um pequeno texto do poeta e mestre Zen budista japonês Ryokan:
Before listening to the way, do not fail to wash
your ears.
Otherwise it will be impossible to listen clearly.
What is washing your ears?
Do not hold onto your view.
If you cling to it even a little bit,
you will lose your way.
What is similar to you but wrong, you regard
as right.
What is different from you but right, you regard
as wrong.
You begin with ideas of right and wrong.
But the way is not so.
Seeking answers with closed ears is
like trying to touch the ocean bottom with a pole.
your ears.
Otherwise it will be impossible to listen clearly.
What is washing your ears?
Do not hold onto your view.
If you cling to it even a little bit,
you will lose your way.
What is similar to you but wrong, you regard
as right.
What is different from you but right, you regard
as wrong.
You begin with ideas of right and wrong.
But the way is not so.
Seeking answers with closed ears is
like trying to touch the ocean bottom with a pole.
Abraços e saudades
| ||||
Que lindo meu querido...!
Esse texto expressa bem o que tenho sentido ultimamente... com a passagem de plutao pela minha casa IX entre outras influencias, tenho sentido de facto como andei confusa.
Vejo como a realidade é bem mais complexa do que eu inicialmente pensava e como eu tenho necessidade de transcendê-la.Esse texto expressa bem o que tenho sentido ultimamente... com a passagem de plutao pela minha casa IX entre outras influencias, tenho sentido de facto como andei confusa.
Mesmo assim é impossível transcender algo que não se conhece e que não se escuta.
| ||||
Como
eu agora ando um bocado cinófila... deixo-te por agora com um filme que
marcou a minha infancia. Um filme brasileiro, um bocado hippie dos anos
70.
:Phttp://www.youtube.com/watch?
Thanks Luna!
O meu youtube anda com problemas mas vou ver o filme logo que possa. Talvez hoje.
Muito fixe teres curtido do texto. Os poemas de Ryokan são mesmo bastante sinceros e profundos.
Como dizia o Krishnamurti, quando a gente tem consciência da prisão já se pode considerar que estamos fora dela :D
Muitos beijos e 1grande abraço minha alma gémeniana ;)
Darsy
Palhaços
Tenho a vida repleta de distrações
Distraçoes que encerram a chegada e a partida,
que evitam que eu expresse o que eu quero dizer
Criei um mundo de fantoches em prol de um sonho
Sonho que só dentro de mim existe, estrutural a todo esse conteúdo tão seco
Tenho a vida vazia, a vida por dentro está recheada de palhaços
Palhaços na rua, nas estradas, nos vidros das lojas, palhaços ricos e palhaços pobres.
Palhaços que andam sempre disfaçados.
Criei um mundo, a partir do mundo que já estava criado antes de eu nascer.
Mundo de espelhos, que refletem fardas, almas desamparadas em bares, almas acessas em manifestações que manifestam fisicamente, nada.
Vivi no mundo que vivo, manifestação de leis escritas, escritos que definem as realidades das pessoas, grandes cartazes que dizem o que deves fazer.
Casas cheias de ninguem, e ruas cheias de gente faminta de fazer alguma coisa com os seus corações.
Eu não vivo num mundo, eu sobrevivo num mundo.
Porque a única luta que tras frutos neste mundo é sobreviver.
E quando luto por viver, podem me mandar calar a boca ou podem me chamar de utópica.
Se posso cantar em alguns segundos, se posso dançar por algum tempo, poderei pedir menos comparação?
Vivo a vida como todos os outros, e procuro essa mesma vida como todos os outros,
uns procuram na carteira, outros procuram no trabalho, eu agora procuro na imaginação.
Distraçoes que encerram a chegada e a partida,
que evitam que eu expresse o que eu quero dizer
Criei um mundo de fantoches em prol de um sonho
Sonho que só dentro de mim existe, estrutural a todo esse conteúdo tão seco
Tenho a vida vazia, a vida por dentro está recheada de palhaços
Palhaços na rua, nas estradas, nos vidros das lojas, palhaços ricos e palhaços pobres.
Palhaços que andam sempre disfaçados.
Criei um mundo, a partir do mundo que já estava criado antes de eu nascer.
Mundo de espelhos, que refletem fardas, almas desamparadas em bares, almas acessas em manifestações que manifestam fisicamente, nada.
Vivi no mundo que vivo, manifestação de leis escritas, escritos que definem as realidades das pessoas, grandes cartazes que dizem o que deves fazer.
Casas cheias de ninguem, e ruas cheias de gente faminta de fazer alguma coisa com os seus corações.
Eu não vivo num mundo, eu sobrevivo num mundo.
Porque a única luta que tras frutos neste mundo é sobreviver.
E quando luto por viver, podem me mandar calar a boca ou podem me chamar de utópica.
Se posso cantar em alguns segundos, se posso dançar por algum tempo, poderei pedir menos comparação?
Vivo a vida como todos os outros, e procuro essa mesma vida como todos os outros,
uns procuram na carteira, outros procuram no trabalho, eu agora procuro na imaginação.
Passado
Se eu não soubesse do que sempre soube
De ouvir o bater o coração quando se aperta a mão da nossa mãe em criança
Se eu não seguisse o caminho que eu própria defini
Como quando se esquece do medo e de seguir o que os outros dizem
Se eu não tivesse registado o que sonhava em criança
Escrever, cantar, pular, saltar e cair
A vida é por nós definida de dentro
A vida é tingida sempre no mesmo timbre como o timbre da voz
Mudam as paisagens, mudam algumas vontades, mudam algumas pessoas
Mas de dentro existe um abrigo, uma âncora que segura, como raíz de árvore
uma essencia serena.
Se eu não soubesse que o mundo seria frio e que os invernos viriam
Se eu não soubesse que a infancia sempre seria doce e o tempo entre vidas desafiante
Como mudam as estações, como mudam os namorados, as vidas são inconstantes, mas a verdade incorruptivel
Tempos de numeros, tão falíveis com os jogos de loteria
Tempos em que se diz ter tudo, quando não sentimos nada
A vida é anestesiada, a vida é camuflada, a vida fica do que já passou, a infância!
Como agora sonho com os tempos em que era completa dentro de mim, completa de humana, completa de paixão por ver com olhos sensíveis a minha própria vida de criança.
Agora, sou vestigio desse passado, como um ser que ainda hoje amo. Esse é e será o meu novo e eterno amor.
Esse passado que desespera esse futuro que sem modos, nunca tem medo de ver.
De ouvir o bater o coração quando se aperta a mão da nossa mãe em criança
Se eu não seguisse o caminho que eu própria defini
Como quando se esquece do medo e de seguir o que os outros dizem
Se eu não tivesse registado o que sonhava em criança
Escrever, cantar, pular, saltar e cair
A vida é por nós definida de dentro
A vida é tingida sempre no mesmo timbre como o timbre da voz
Mudam as paisagens, mudam algumas vontades, mudam algumas pessoas
Mas de dentro existe um abrigo, uma âncora que segura, como raíz de árvore
uma essencia serena.
Se eu não soubesse que o mundo seria frio e que os invernos viriam
Se eu não soubesse que a infancia sempre seria doce e o tempo entre vidas desafiante
Como mudam as estações, como mudam os namorados, as vidas são inconstantes, mas a verdade incorruptivel
Tempos de numeros, tão falíveis com os jogos de loteria
Tempos em que se diz ter tudo, quando não sentimos nada
A vida é anestesiada, a vida é camuflada, a vida fica do que já passou, a infância!
Como agora sonho com os tempos em que era completa dentro de mim, completa de humana, completa de paixão por ver com olhos sensíveis a minha própria vida de criança.
Agora, sou vestigio desse passado, como um ser que ainda hoje amo. Esse é e será o meu novo e eterno amor.
Esse passado que desespera esse futuro que sem modos, nunca tem medo de ver.
Thursday, July 24, 2014
Monday, July 21, 2014
Wednesday, May 21, 2014
Saturday, May 17, 2014
Thursday, May 15, 2014
Vão
Não há sentimento que cure
Não há lágrima que em mim se deixe afogar
Nem pranto que se deixe navegar neste mar,
à beira-mar
Não há o que saborear neste vento tão seco
do momento
Nem brisa que pare, para que eu a possa observar
Não há mais luzes que possam alegrar pupilas de olhos ingénuos
Nem canto para saciar a fome e a vontade de chorar
Nada há do tempo que espere, que faça um coração voltar a bater
Nem restos que sobrem dum deserto,
de momentos que ficaram por viver
Ouço muito do pouco que vejo
E esqueço pouco do muito que me permitiria viver
Neste além que são pouco mais do que lamentos
Ganho das asas, o voo.
A espera de abrir asas e desfazer-me em paisagens
para nada ser mais do que chão
Poderei, ainda, ser da natureza dos sonhos para não sentir nada em vão?
Não há lágrima que em mim se deixe afogar
Nem pranto que se deixe navegar neste mar,
à beira-mar
Não há o que saborear neste vento tão seco
do momento
Nem brisa que pare, para que eu a possa observar
Não há mais luzes que possam alegrar pupilas de olhos ingénuos
Nem canto para saciar a fome e a vontade de chorar
Nada há do tempo que espere, que faça um coração voltar a bater
Nem restos que sobrem dum deserto,
de momentos que ficaram por viver
Ouço muito do pouco que vejo
E esqueço pouco do muito que me permitiria viver
Neste além que são pouco mais do que lamentos
Ganho das asas, o voo.
A espera de abrir asas e desfazer-me em paisagens
para nada ser mais do que chão
Poderei, ainda, ser da natureza dos sonhos para não sentir nada em vão?
Saturday, May 10, 2014
Como viver no silêncio?
no ventre da claustrofobia?
No eco do intransigente?
No beco da cobardia?
Para quê não ter direcção?
Para quê ter vida e morada?
Quando passarás, para segundo plano?
meus sonhos, minha vida e minhas palavras?
Para quê sonhar se posso comprar
Tuas coisas, tuas roupas e tuas pisadas
Porquê esquecer de contar?
o tempo, o pão, a luz e a água
E se quizer ser fumo, ser lareira e ser terra do chão?
Onde vou esconder minha farda?
Como cantar uma canção, se vivo desencantada?
no ventre da claustrofobia?
No eco do intransigente?
No beco da cobardia?
Para quê não ter direcção?
Para quê ter vida e morada?
Quando passarás, para segundo plano?
meus sonhos, minha vida e minhas palavras?
Para quê sonhar se posso comprar
Tuas coisas, tuas roupas e tuas pisadas
Porquê esquecer de contar?
o tempo, o pão, a luz e a água
E se quizer ser fumo, ser lareira e ser terra do chão?
Onde vou esconder minha farda?
Como cantar uma canção, se vivo desencantada?
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