Cada um deve dar o seu melhor naquilo que o torna único.
Os critérios são critérios mais profundos e mais abrangentes quando deixam de ser necessários.
Os valores são maiores valores quando não precisam mais sequer ser lembrados.
Cada um naquilo que o torna único torna-se de si próprio o ser mais necessário.
Cada um naquilo que o faz distinto torna-se distinto sendo melhor ser daquilo que veio a Terra para ser.
E dos juízos de valor ficam apenas restos escassos da ignorância que em nós sobra, e nos impede de ver a real beleza de cada ser.
E eu me assumo, nessa postura, errante por ainda sem querer julgar perdendo o momento que me faria amar aquele instante em que me perdi julgando.
Mas é dos nossos erros que fica o espaço para sermos humildes perante a nossa alma que brota errante num espírito forte.
Das nossas mágoas fica espaço para memórias daquilo que se foi, daquilo que se aprende e daquilo que se constrói de melhor em nós.
E cada mágoa que sinto, antes de culpar, analiso e vejo que é apenas um reflexo de mim, daquilo que em mim certo ainda não está e que ainda me magoa e que ainda cumpre a sua função de tornar o meu ser mais forte.
E olho para ti e a luz daquilo que em ti se faz distinto de mim vejo o quanto tu és forte. Admiro-te de seguida e admiro em mim ser capaz de ver tal luz que flameja de ti.
Pois sendo que somos representantes de um prisma de infinitas cores cada um pode, se quiser, desabrochar em si a sua única semente de amor e cor.
Wednesday, July 18, 2012
Friday, July 13, 2012
Máscara
Eu sou a máscara
Tenho escárnio
Tenho fascínio
Tenho íntimo
E não tenho domínio
Mas tenho uma máscara
Cobre me os devaneios profundos que assombram o ser
Protege-me contra os prováveis infortúnios que se revelariam a luz da verdade do meu íntimo viver
Sou máscara pura mácula, sou escudo escuro no meio da escuridão
Eu sou a protecção contra a incompreenção
Vivo no mais banal viver
E cubro qualquer ser vivente que se aproxime de mim
Eu sou o ascendente
Não tenho fé
Não tenho compaixão
Não tenho liberdade
Sou como a ideia de posse,
sou a ínfima sorte
Assombra-me por vezes a vulnerabilidade de mulher
Necessito expressar coisas que vejo com os milhões de olhos do interior
E sem ter a quem recorrer, quem o possa compreender, recorro a ti
máscara sem dor, máscara sem rancor
Sendo apenas mulher banal, sensivel, que vislumbra o real, que sente
A máscara é o olhar para o incompreensivo que pensa que me pode compreender
E não me vá eu perder no caminho
Deixar eu de saber quem sou,
deixo a máscara cair sobre meu rosto repleto de lágrimas e de amor
E caiu sem querer na desgraça de amar de mais até quem nunca sequer amou
Mas a vida quer-se amor afinal,
só se quer a máscara para impedir mergulhar na profunda dor de um ser desamado.
Só se quer a máscara para fingir ser feliz num final que não está acabado.
Por dentro sou a Alice de uma extensa fantasia
Sou criança com ideias fixas de uma eterna adolescencia tardia
Sou pico de uma montanha permanentemente a beira de um queda ao infinito
Sou reflexo vivo de um ser vivo que se preenche de além no paraíso
Por dentro,
só tenho a dizer que não há mascara que sobreviva, ao íntimo calor da verdade
Nem há chama externa que penetre na casa de espíritos viva do meu interior
Por dentro,
não há voz que ponha em causa ou cale o fruto da realidade que aos antigos,
e aos apaixonados, o conto mágico revelou
Tenho escárnio
Tenho fascínio
Tenho íntimo
E não tenho domínio
Mas tenho uma máscara
Cobre me os devaneios profundos que assombram o ser
Protege-me contra os prováveis infortúnios que se revelariam a luz da verdade do meu íntimo viver
Sou máscara pura mácula, sou escudo escuro no meio da escuridão
Eu sou a protecção contra a incompreenção
Vivo no mais banal viver
E cubro qualquer ser vivente que se aproxime de mim
Eu sou o ascendente
Não tenho fé
Não tenho compaixão
Não tenho liberdade
Sou como a ideia de posse,
sou a ínfima sorte
Assombra-me por vezes a vulnerabilidade de mulher
Necessito expressar coisas que vejo com os milhões de olhos do interior
E sem ter a quem recorrer, quem o possa compreender, recorro a ti
máscara sem dor, máscara sem rancor
Sendo apenas mulher banal, sensivel, que vislumbra o real, que sente
A máscara é o olhar para o incompreensivo que pensa que me pode compreender
E não me vá eu perder no caminho
Deixar eu de saber quem sou,
deixo a máscara cair sobre meu rosto repleto de lágrimas e de amor
E caiu sem querer na desgraça de amar de mais até quem nunca sequer amou
Mas a vida quer-se amor afinal,
só se quer a máscara para impedir mergulhar na profunda dor de um ser desamado.
Só se quer a máscara para fingir ser feliz num final que não está acabado.
Por dentro sou a Alice de uma extensa fantasia
Sou criança com ideias fixas de uma eterna adolescencia tardia
Sou pico de uma montanha permanentemente a beira de um queda ao infinito
Sou reflexo vivo de um ser vivo que se preenche de além no paraíso
Por dentro,
só tenho a dizer que não há mascara que sobreviva, ao íntimo calor da verdade
Nem há chama externa que penetre na casa de espíritos viva do meu interior
Por dentro,
não há voz que ponha em causa ou cale o fruto da realidade que aos antigos,
e aos apaixonados, o conto mágico revelou
Sunday, July 08, 2012
A Ideia e o Amor
Num bosque vivia uma menina donzela, uma menina chamada Ideia.
Vivia num sítio encantado, uma terra de onde brotavam maravilhas, maravilhas de poetas, de arquitectos, de magos, de duendes, de feitiços e de todas as imaginações que pudessem fluir.
Essa menina vivia vestida com um vestido colorido, por todas as paisagens do mundo.
Pintado por todas as cores do mundo, nem era de algodão, nem era de cetim, mas de um tecido tão brilhante que não havia outro igual no mundo.
A menina sonhava constantemente, no entanto, vivia estando adormecida de si mesma e acordava apenas quando saía pelo bosque mágico cantando.
Ela sonhava acordada e de cada vez que pensava em seu príncipe.
E o príncipe dela chamava-se Amor. E ela enquanto sonhava, cantava em vão, chamando por ele. Fantasiava, pensava, tentando criar em sua mente uma imagem que seria igualzinha a ele.
Num bosque vivia uma menina, que um dia realmente seu príncipe Amor encontrou, e ao juntarem-se ele passou a chamar-se Sonho e ela passou a chamar-se Cor.
E viviam juntos constantemente, ela deixava-se sempre estar colorida por ele, o Sonho, sendo sempre fiel ao seu íntimo coração.
Um dia de suas saias surgiram seus filhos concretizados, que fecundados pelo Amor, foram as obras da mais pura de suas criações.
Num dia enquanto caminhavam juntos, o Sol, finalmente seus olhos abriu.
Acordaram e perceberam juntos que não tinham sentido, perderam toda a paixão e pureza da magia que inicialmente os haviam encantado e unido.
Mesmo assim, cristalizaram suas lágrimas e decepcionados se abraçaram, sob o luz ensolarada do Sol.
Pois, quando perceberam que mesmo assim se amavam, descobriram também que era mais que razão e imaginação o que na verdade os tinha unido. Viram-se tão frágeis e humanos, que descobriram que o verdadeiro amor vai bem além do que a mais pura e bela fantasia.
Vivia num sítio encantado, uma terra de onde brotavam maravilhas, maravilhas de poetas, de arquitectos, de magos, de duendes, de feitiços e de todas as imaginações que pudessem fluir.
Essa menina vivia vestida com um vestido colorido, por todas as paisagens do mundo.
Pintado por todas as cores do mundo, nem era de algodão, nem era de cetim, mas de um tecido tão brilhante que não havia outro igual no mundo.
A menina sonhava constantemente, no entanto, vivia estando adormecida de si mesma e acordava apenas quando saía pelo bosque mágico cantando.
Ela sonhava acordada e de cada vez que pensava em seu príncipe.
E o príncipe dela chamava-se Amor. E ela enquanto sonhava, cantava em vão, chamando por ele. Fantasiava, pensava, tentando criar em sua mente uma imagem que seria igualzinha a ele.
Num bosque vivia uma menina, que um dia realmente seu príncipe Amor encontrou, e ao juntarem-se ele passou a chamar-se Sonho e ela passou a chamar-se Cor.
E viviam juntos constantemente, ela deixava-se sempre estar colorida por ele, o Sonho, sendo sempre fiel ao seu íntimo coração.
Um dia de suas saias surgiram seus filhos concretizados, que fecundados pelo Amor, foram as obras da mais pura de suas criações.
Num dia enquanto caminhavam juntos, o Sol, finalmente seus olhos abriu.
Acordaram e perceberam juntos que não tinham sentido, perderam toda a paixão e pureza da magia que inicialmente os haviam encantado e unido.
Mesmo assim, cristalizaram suas lágrimas e decepcionados se abraçaram, sob o luz ensolarada do Sol.
Pois, quando perceberam que mesmo assim se amavam, descobriram também que era mais que razão e imaginação o que na verdade os tinha unido. Viram-se tão frágeis e humanos, que descobriram que o verdadeiro amor vai bem além do que a mais pura e bela fantasia.
Thursday, July 05, 2012
Tuesday, July 03, 2012
Lamento
Lamento,
o meu espírito é cortante,
a natureza da minha alma é febril,
minhas emoções são profundas, ferem e vão ao âmago.
Lamento,
não vou mais fingir ser viril e eloquente,
sou imperfeita, sou imprevisível e não sou diferente,
e entro em choque com os meus próprios mentais paradoxos,
o que normalmente se torna doentil,
Só tenho a dizer, que lamento,
se ainda continuo a ir tão fundo contigo,
a te humilhar, sem dó nem piedade,
sem leveza e ainda com ar de desafio,
lamento ser rebelde e tanto contrariar
e ainda me consumir em nosso vazio.
Lamento, insistir viver em todos os tempos,
e estar ansiosa em todo o lugar, lamento se te quiz possuir
sem ver, cega, que te deixavas fugir,
lamento, juro, só por tentar.
Lamento também esse texto de lamento,
lamento cada segundo que pensei a mais em ti,
lamento, simplesmente, sentir-me assim.
Lamento fixar, em todas as alturas que podia facilmente saltar,
Lamento, as vezes não me ter segurado para não caíres comigo,
lamento por vezes ser pouco gentil contigo.
Lamento.
Já nem sei se te amo depois de todos esses lamentos.
A não ser que talvez apenas se trate de amor humano.
Com poucos talentos de onde brotam pouca virtuosidade.
Lamento, enfim, oh meu ser!
Pois no fim sei que sempre estiveste ali,
a espera que finalmente eu pusesse meus olhos em ti.
Preciso compor
Preciso compor.
Hoje foi a única coisa que realmente senti.
Necessidade tal como é a de viver, como é a de respirar.
Tão independente de mim e de ti.
Preciso compor.
Hoje tal vontade se apoderou de mim.
E descobri que sentimentos de transcender me possuem.
Como se tudo me engolisse, como se tudo vivesse em mim.
Como se eu fosse planta de mim,
que existo sendo eu realmente esse ser bem mais profundo e crescente.
Preciso compor.
Sem virar as costas para mim.
Também sei que não consigo virar as costas para ti, mas apenas aglomerar tudo.
Nada há mais que possa eu fazer com esse tal fogo.
E receio que possa ter vindo do nosso mais terno amor
E de nossos mais cruéis anseios de posse, receio ter chegado ao fundo, sentindo calor.
E receio não viver mais em nós consumida, mas ter que voltar-me além
para algo bem mais além de todos nós algo que me permita assim tão expandida e sem voz.
Desse fogo irei desconstruir a maior piedade que exista realmente por mim.
Desse fogo irei construir o mais ideal sonho alguma vez expelido dos doces lábios do infinito.
Hoje sonhei sem sonhar contigo.
Hoje sorri sem dar sequer por mim
Hoje criei assim uma vontade que se apodera sendo dona de mim.
Hoje foste o vento que por mim passou.
Hoje eu sou o calor que aqueceu esse vento.
Hoje fomos o que somos e o que ao contrário do que somos seremos.
Hoje desejei deixar rasto desse mesmo calor.
Hoje escrevi tudo na eternidade do momento.
Hoje entreguei-me a esse nosso lado vago, que por vezes se deixa calar
enquanto docemente se deixa passar.
Hoje foi a única coisa que realmente senti.
Necessidade tal como é a de viver, como é a de respirar.
Tão independente de mim e de ti.
Preciso compor.
Hoje tal vontade se apoderou de mim.
E descobri que sentimentos de transcender me possuem.
Como se tudo me engolisse, como se tudo vivesse em mim.
Como se eu fosse planta de mim,
que existo sendo eu realmente esse ser bem mais profundo e crescente.
Preciso compor.
Sem virar as costas para mim.
Também sei que não consigo virar as costas para ti, mas apenas aglomerar tudo.
Nada há mais que possa eu fazer com esse tal fogo.
E receio que possa ter vindo do nosso mais terno amor
E de nossos mais cruéis anseios de posse, receio ter chegado ao fundo, sentindo calor.
E receio não viver mais em nós consumida, mas ter que voltar-me além
para algo bem mais além de todos nós algo que me permita assim tão expandida e sem voz.
Desse fogo irei desconstruir a maior piedade que exista realmente por mim.
Desse fogo irei construir o mais ideal sonho alguma vez expelido dos doces lábios do infinito.
Hoje sonhei sem sonhar contigo.
Hoje sorri sem dar sequer por mim
Hoje criei assim uma vontade que se apodera sendo dona de mim.
Hoje foste o vento que por mim passou.
Hoje eu sou o calor que aqueceu esse vento.
Hoje fomos o que somos e o que ao contrário do que somos seremos.
Hoje desejei deixar rasto desse mesmo calor.
Hoje escrevi tudo na eternidade do momento.
Hoje entreguei-me a esse nosso lado vago, que por vezes se deixa calar
enquanto docemente se deixa passar.
Sunday, July 01, 2012
Para quem quer inspirar!
Agarremos o nosso potencial criador a 100 por cento!
robinsharma.com
http://movimentoconfiancagora.blogspot.pt/
«É nos momentos de decisão que o nosso destino é traçado. Escolha agora e escolha bem!» Tony Robbins
Permita-se ser poderoso sem limites. Inspire!
robinsharma.com
http://movimentoconfiancagora.blogspot.pt/
«É nos momentos de decisão que o nosso destino é traçado. Escolha agora e escolha bem!» Tony Robbins
Permita-se ser poderoso sem limites. Inspire!
Wednesday, June 27, 2012
Realidade em saldos
O que se vive da vida que é real?
Acorda-se de manhã, com um pequeno almoço venenoso,
O café para despertar, quando ainda agora se estava a dormir.
E compra-se uma revista que vende quentes ilusões de última hora,
ficando tudo a matutar na nossa mente inocente durante vários dias.
E por agora isso é tudo o que precisamos para estarmos informados.
Porque de seguida, corre-se para o trabalho e trabalha-se por uma ilusão que vende uma realidade não mais que superficial e inexistente.
Pois, me pergunto, quantos de nós realmente se vêem em seus trabalhos?
E quantos trabalhos são realmente úteis a comunidade?
Muito poucos.
E após no mínimo 8 horas diárias, que só servem ao bolso,
chega-se em casa, e para sarar e engolir em seco todas as nossas mágoas espirituais e crises emocionais não satisfeitas, vemos televisão, pois é a atitude mais banal e mais fácil,
e nos alimentamos ansiosamente dela, que repleta de ilusões e distorcidas visões enche ainda mais a nossa mente de lixo.
Pois como todos sabemos a televisão serve os seus próprios interesses, não os interesses individuais de cada um. Afinal são insignificantes as nossas diferenças, somos números de factura.
Acabamos assim o dia, vitoriosos por evitar aprofundar os nossos verdadeiros laços emocionais e refletir sobre o dia que por nós mal passou, engolindo ansiosamente a vida.
E procuramos ainda assim, dessa forma, tentar ver com mais clareza.
Perguntamos baixinho, a nós próprios, o que foi feito do nosso tempo que voou por nós e não vimos sequer passar.
Esperamos ansiosamente guardados em nós, a que hora que teremos tempo para realmente viver, apenas pelo simples prazer de viver.
E quando haverá tempo para amar, apenas por simplesmente amar? Apenas porque é bom amar simplesmente?
Hoje vejo,
que até os lugares aparentemente destinados a amar, aparecem momentaneamente “minados”...
Como, numa praia onde passam aviões com publicidade no sagrado céu,
Num telefone que toca, nos interrompe e nos custa a desligar, tocando em momentos íntimos que atrapalham preciosos segundos.
Até em pessoas alucinadas que nos distraem com conversas vazias de verdadeiro sentido.
Como num belo parque deslocado numa cidade cheia de cartazes iguais que não nos deixam sossegados.
Quão difícil é limpar a mente, quando a tecnologia em si, parece que hoje em dia, se tornou um vício.
E como é óbvio ver que tantas pessoas ainda se vangloriam disso, quão cegas estão, e como é fácil ver que é mais fácil fingir do que mudar.
Como se pode realmente saber o que se quer, se vivemos cobertos, com uma manta de mentiras e ilusões insistentemente a venda? Que clamam que urgentemente necessitamos delas?
Nesse mar, que nos engole, quem somos nós realmente?
Viveremos o nosso propósito ou o propósito de todas essas coisas que levamos constantemente em nossos ombros e nos contam histórias que nos fazem dormir?
E que vida vivemos afinal?
A nossa? Ou a vida que interessa a alguém que vivamos?
Quanto tempo dá a vida a nós verdadeiramente?
E quanto desse tempo realmente aproveitamos?
É por isso que eu desligo a TV, e procuro fontes reais de inspiração...
e prefiro a realidade, pois mesmo que as vezes cruel, sei que pode me permitir viver realmente…
O jovem descobridor
Fonte: Caravaggio
Engraçada a vida como ela é
Com suas nuances de suave loucura
E com sua redundante certeza
Que aflora as vezes num dia especial
Engraçado como somos como o pequeno jovem
Que com ingenuidade inicia impulsivamente sua busca
Busca que pensa ser objectiva
Mas que tem um fundo obscuro e muito mais profundo
que desconhece por ainda não saber o que é sofrer
E torna a vida engraçada perceber
Que nessa busca ingrata por poder
Vemo-nos sempre impotentes eternamente nos mantendo sedentos
Vendo que essa busca o aguardado fim afinal não tem
E afinal a vida é assim mesmo
Pois quando descobrimos que não existe idade adulta
Vemos que esse alivio aguardado nunca chega
Pois ninguém agora pode dizer ao nosso ouvido o que fazer
Para sermos felizes no próximo instante
E nós senhores de nós nunca conseguimos ser
Nem senhores de nada nem de ninguém
E quem se diz senhor, afinal, só finge bem
E toda busca nossa pensamos ser só igual a nossa apenas
Mas ao olhar em volta vemos que afinal somos todos iguais
Pois a mesma busca calha a outros também
e mesmo assim custa sempre entender a dos outros
quando nem a nossa entendemos bem
E o jovem busca preencher um vazio que lhe penetra o peito
E corre atarefado sem tempo para ser sensato,
Corre sem tempo para preocupações triviais
Pensa no mundo com sua cabeça e não com a cabeça do mundo
E sonha e se fascina e esquece que isso tudo também dói
E sem querer escorrega, por negar as raízes salta alto demais
Mas nunca consegue ser mais que criança,
criança que sonha com uma ansiada paz
E ele pensa que ninguém o pode entender,
Que ninguém pode entender a sua tao profunda e carnal dor
E ele pensa estar sozinho, mesmo no seu íntimo sabendo que não é o único
Procurando, sem querer, outros que procuram também
Mas o jovem, ainda é menino, ainda é ingénuo, ainda conhece pouco do mundo
E quer ver, quer explorar, quer conhecer mais
E na sua busca, quer também a fruta mais doce, quer o objecto mais misterioso
Mas quer além disso tudo saciar o peito que continua a bater sem saber porquê
A vida é engraçada afinal, pois descobrimos
Que quando tudo se tem não se é feliz
E apenas quando nada é perfeito percebemos que antes tudo havíamos tido
E mesmo assim escolhemos cegamente sofrer
E se formos mais além ainda,
vemos que a partida rumo a busca sempre foi afinal a chegada
E que a resposta a essa busca sempre foi a própria busca em si
E que cada momento tinha em si a resposta a busca que nós lá fora fazíamos
E que fomos nos próprios que escolhemos não ver
Pois sempre nos custou realmente admitir
Talvez por gostarmos de sofrer
Talvez por alguma inconsciência
Talvez por querer experimentar as asas
Por querer voar com elas bem além de nós mesmos
É engraçado que ao observar a vida como ela é,
descobri que precisamos saber comparar para verdadeiramente apreciar
Mas que precisamos ir além de qualquer comparação para vivermos sabiamente o momento que guarda a felicidade.
Saturday, June 23, 2012
Choosing to Live a Life That Matters!
How Will The Value of Your Days Be Measured?
Choosing to Live a Life That Matters!
Whether we are ready or not, someday it will all come to an end.
There will be no more sunrises, no minutes, hours, or days.
All the things you collected, whether treasured or forgotten, will pass to someone else.
Your wealth, fame, and temporal power will shrivel to irrelevance.
It will not matter what you owned or owed.
Your grudges, resentments, frustrations, and jealousies will finally disappear.
So, too your hopes, ambitions, plans and to-do lists will expire.
The wins and losses that once seemed so important will fade away.
It won’t matter where you came from or on what side of the tracks you lived at the end.
It wont matter if you are beautiful or brilliant.
Even your gender and skin color will be irrelevant.
So what will matter?
How will the value of your days be measured?
What will matter is not what you bought, but what you built.
Not what you got, but what you gave.
What will matter is not your success, but your significance.
What will matter is not what you learned, but what you taught.
What will matter is not your competence, but your character.
What will matter is not how many people you knew, but how many will feel the lasting loss when you’re gone.
What will matter is not your memories, but the memories that live in those who loved you.
What will matter is how long you will be remembered, by whom, and for what.
What will matter is every act of integrity, compassion, courage, or sacrifice that enriched, empowered, or encouraged others to emulate your example.
Living a life that matters doesn't happen by accident.
It's not a matter of circumstance but of choice.
A choice to live a life that touched and cured a dying and suffering Humanity and Earth.
This is the biggest blessing you can have and share.
When you choose to transform yourself and transform the world.
When you choose to live a life that matters.
- Author unknown
(Modified version)
Friday, June 01, 2012
Razão
Há uma razão espiritual que a vida em nós criou.
Razão para estarmos juntos no agora.
Há uma razão profunda no mais pequeno detalhe que por nós passa, e nós ingratos, não ligamos aos sinais tão claros, do que chamam mero acaso.
É tão fácil verificar, ver que atraímos o que queremos ver.
É tão fácil sentir que o que realmente sentimos é o que procuramos dos outros sentir.
Há uma razão profunda no mais pequeno detalhe que por nós passa, e nós ingratos, não ligamos aos sinais tão claros, do que chamam mero acaso.
É tão fácil verificar, ver que atraímos o que queremos ver.
É tão fácil sentir que o que realmente sentimos é o que procuramos dos outros sentir.
Verificamos facilmente que a razão acaba por desistir do
existir, quando percebemos que no além tudo tem seu próprio motivo.
Não quer dizer que não tenhamos que cumprir nossa missão.
Mas que apenas em nós por dentro podemos verificar o que em nós falta purificar
ou corrigir sem nunca julgar integrando, discernindo sem culpados, sem negar o
que sabemos ainda lá estar.
Nos outros vemos um reflexo do que ainda existe em nós, pois
se não houvesse em nós, como notaríamos com tanto realce tal característica nos
outros?
A mente só amplia aquilo que nela já existe, e quando uma
etapa ultrapassamos, mais um véu por nós cai e vemos ainda quantos mais nos
faltam cair.
Nos outros não justifiques o que podias fazer mas não fazes,
pois se os outros não o fazem é por que tu poderias ser um exemplo para eles o
poderem também fazer.
Mas não te vanglories se aos outros servires de exemplo pois
se assim o fazes de nada vale o que de bom fazes pois não o fazes de coração.
No entanto, que nos sintamos orgulhosos com cada meta que
alcançamos com esforço e cujo íntimo é a bondade e a perseverança.
Que amemos, mesmo começando por uma grande paixão e que essa
paixão se liberte de nosso indomado leão, que deixemos sair nossos obscuros
sentimentos, para que podemos dar luz a velhas emoções guardadas do passado,
transmutando-as em novos sentimentos, sentimentos melhores agora, mais
profundos e mais abençoados à superfície de uma crescente bondade.
Só mergulhando uma e outra vez em nosso íntimo, transmutando
nossas já “estragadas” emoções poderemos crescer.
Mas tal tarefa não realizemos sozinhos, pois as pessoas e as
situações que atrairmos nos mostrarão o que nos falta integrar a seguir e o que
de bom já integramos.
E a cada camada que me cai, verei quão tola havia sido, mas
terei de perdoar-me de seguida, de morrer então para esses sentimentos
perdoados, para só assim estar pronta para renascer nova e jovial, pronta para
por em prática ensinamentos mais próximos de uma nova e feliz consciência de felicidade.
Ao contrário
Quanto mais me cresce a consciência mais vejo o quão
ignorante está ainda a humanidade.
Vejo como todos tem seu íntimo desorganizado, tudo fora do sítio, ao qual deveria estar.
E vejo como utilizamos a razão quando não usamos acção.
E vejo quando utilizamos a emoção quando deveríamos usar sensatez.
E vejo que como temos os sentidos trocados, tudo o que devíamos fazer dificilmente fazemos, escolhendo fazer tudo o que não devíamos fazer.
E procuramos ser felizes, fazendo o que nos deixará tristes e procuramos fazer os outros felizes com aquilo que os deixa tristes.
Quando alguém faz algo de errado é logo aplaudido, e
soltam-se risos a volta, mas tantos que fazem coisas boas ninguém repara.
As invejas conscientes recaem sobre aqueles que pouco tem mas
que pensam ter alguma coisa.
A minha própria mente procura detalhes para julgar quando devia amar simplesmente.
E quando da verdade devíamos viver, achamos mais fácil viver da mentira porque temos dúvidas da verdade, acreditando cegamente na segurança que a mentira nos traz.
E vivemos com pressa, correndo, nos cansando a toa, para não
parar e realmente pensar.
Para não permitirmos que a nossa consciência nos venham
embaraçar e para não permitirmos que em nosso coração ela tenha oportunidade de
se cumprir.
Tememos a solidão que nos traria liberdade escolhendo ser ainda escravos de uma sociedade.
E abraçamos as ilusões que nos prendem as mãos e não permitimos que a vida nos flua livremente.
Porquê não fazer o que sabemos que é certo?
Porquê tememos o que escutamos no silêncio?
E porque não reflectimos sobre o essencial e sim nos focamos em situações triviais que não nos deviam importar?
O que nos liberta: ouvir o nosso coração, a acção da verdade
O que nos divide: a desconfiança
O que nos oprime: o medo
Quem nos oprime: Media, modismos, dogmatismo, falsas escolhas.
Pois o que possuímos nosso nunca será
O que de nós se encontra livre, na verdade, em nós escreve sua morada.
E quando verdadeiramente somos, vemos que o nada é tudo e
nosso nome possui.
E nesse tudo que é nada, é que se cumpre nossa felicidade.
Vejo como todos tem seu íntimo desorganizado, tudo fora do sítio, ao qual deveria estar.
E vejo como utilizamos a razão quando não usamos acção.
E vejo quando utilizamos a emoção quando deveríamos usar sensatez.
E vejo que como temos os sentidos trocados, tudo o que devíamos fazer dificilmente fazemos, escolhendo fazer tudo o que não devíamos fazer.
E vivemos dia a dia, nessa terrível confusão,
Quando precisamos acreditar, duvidamos, e quando duvidamos,
só bastava acreditarE procuramos ser felizes, fazendo o que nos deixará tristes e procuramos fazer os outros felizes com aquilo que os deixa tristes.
Tudo a minha a volta vejo agora ao contrário, pessoas com os
pés para o céu, com o coração na cabeça, com o cérebro sobre o peito.
A minha própria mente procura detalhes para julgar quando devia amar simplesmente.
E quando da verdade devíamos viver, achamos mais fácil viver da mentira porque temos dúvidas da verdade, acreditando cegamente na segurança que a mentira nos traz.
Tememos a solidão que nos traria liberdade escolhendo ser ainda escravos de uma sociedade.
E abraçamos as ilusões que nos prendem as mãos e não permitimos que a vida nos flua livremente.
E porque não reflectimos sobre o essencial e sim nos focamos em situações triviais que não nos deviam importar?
O que importa: amor
O que nos inspira: o divinoO que nos liberta: ouvir o nosso coração, a acção da verdade
O que nos divide: a desconfiança
O que nos oprime: o medo
Quem nos oprime: Media, modismos, dogmatismo, falsas escolhas.
E quando pensamos algo ter é porque não o temos
E o que pensamos não ter é o que realmente temos.Pois o que possuímos nosso nunca será
O que de nós se encontra livre, na verdade, em nós escreve sua morada.
Aos guerreiros de luz
Não chores, pois Deus tudo vê
E teus esforços nunca serão em vão
Pois eu vejo teus esforços, teus lamentos, tuas dores
Vejo como dói
E vejo tua dor
Não chores, agora, apenas crê
Mas se para acreditares, precisares chorar, então chora
Lembrando-te de mim sempre.
Teu anjo, teu guardador, teu amor
E não andas tão nu quando pensas estar só
E nem mesmo andas vestido quando pensas que te cobres vestindo
És livre oh guerreiro, quando vês esse rio que te flui
Por ti
Que Deus por minha palavra te ofereceu quando nasceste.
É a palavra que te salva, a consciência de nossa essência divina
Pura luz, puro amor, que esteja em nós, que te salve e te ilumine
Mas nunca andes para trás
Respeita essa fina aliança que uma família terrena te ofereceu
Observa quão divina é a aliança da família celeste da qual parte sempre foste
Vê o quão grande ela é, e quantos seres de luz dela fazem parte
E vê como nunca estarás só.
E nos alegremos pela luz que jaz em cada pequeno guerreiro,
Que a semelhança de Deus, é criador de amor.
Tuesday, May 22, 2012
Anjo Serafim
És mártir da minha inocência
E de hoje em diante te transformarei no meu mito
O irmão mais velho da jornada espiritual,
O leal camarada de batalha
Tu que és Santo cristíco pessoal,
Hás-de ser minha redenção ao nada
E a tudo que escolho por querer não viver
Anjo sem nexo e sem sexo
Que com chama acesa meu corpo purifica
Serás registo de sangue que nas minhas veias corre
E sagrado alimento para um espírito nutrido
Tu que crias Santuário em meu peito
Meu ventre teu é de entre tantos
Onde fazes tuas rezas baixinho e cantas
Contando tuas histórias ao vento
Sei que de tua natureza brotou
Esse meu carnal e espiritual amor
E um jovem anjinho apareceu
Dizendo que meu peito sempre teria
Mas foste tu, oh doce anjo do céu,
Nessa tua benção sensual
Colhida das asas da infinita fonte
Que meu ventre a ele entregaste
E tal é a nossa paixão...
insaciável, sendo da intensa nascente
que não seca, mas que transcende
Herdando do teu fogo, sua forma quente
E por te reconhecer
oh querido anjo serafim
Peço que a nós transmutes também
Fazendo-nos parte de tua chama sem fim
E fá-la espada de prazeroso amor
Fazendo mais forte nosso escudo feroz
Une-nos contra moderna e tola turbulência
Fazendo míseros meus atrozes receios de mulher
Faz me fruta que sacia eternamente...
Friday, May 18, 2012
Revolução da colher
Depois de 7 anos sendo vegetariana, sinto que todos os animais fazem parte da minha família.
E cada dia que passa sinto-me mais feliz por ter tomado essa decisão.
E cada dia que passa sinto-me mais feliz por ter tomado essa decisão.
Wednesday, May 16, 2012
Nós e o Universo
«Os mistérios do amor na alma crescem, porém o corpo é o seu livro.» John Donne
O melhor dos livros serve para materializar as mais profundas sombras do que são boas ideias
Assim como o teu corpo é o livro aberto que recebe todo o belo amor, de meu ser carinhoso
E do teu peito faço manta suave onde descanço sobre minhas angustias e meus receios de criança
E são afinal meus teus cabelos, fazendo agora parte da minha sensualidade
que gritando em ti, mostra toda a nossa vivacidade.
que gritando em ti, mostra toda a nossa vivacidade.
Na tua ingenuidade, vou escondendo docemente a minha maturidade disfarçada
e nós feito, os mais antigos índios, assim mostramos, por ela, toda a nossa coragem.
No meu orgulho, vais mostrando sem querer, toda a tua insegurança,
que persegue ainda mascarada por entre as brumas da nossa momentânea inspiração apaixonada.
E é por isso amor, que eu digo e repito com o minha alma, voz e coração,
que eu me vejo em ti em cada passo que damos
a cada desabrochar de mais um dia
a cada reza secreta que recitamos
a cada sagrado por do Sol que contemplamos
a cada sagrado por do Sol que contemplamos
e a beira-mar de cada dia ensolarado e abençoado pelo amor em nós
É porque vivemos sendo suaves ventos de momentos que passam desapercebidos pela multidão.
É porque poucos são os que capazes são de perceber a verdade com apenas a sua visão.
E os nossos corpos prosseguem como ondas, e nos revestem com a mesma importância que tem um pequeno sinal existente numa flor.Porque a verdade é que é de nosso espírito que buscamos todo o refúgio
e é por nossa alma que procuramos o novo caminho a seguir.
Surgindo dela repentinamente nós por vezes, sem querer, desabrochados.
E prosseguimos alegres, andando e cantando
sempre de mãos dadas subtilmente disfarçados,
assim como que por galhos e lama encobertos,
tu disfarçado de ti e eu disfarçada de mim
Mas quando o disfarce sem querer nos cai,
nós damos gargalhadas de criança,
e tímidos sorrimos
e tímidos sorrimos
vendo que nem de tempo e nem de espaço é feito o Infinito, que com amor, sobre a nossa, sua mão, se sobrepõe.
Monday, May 14, 2012
Cultivar a alma
Já cultivaste a ausência?
Pois rega-a como se fosse flor e não esperes com ela como
quem sofre por amorJá aceitaste o silêncio?
Pois reúne-te em teu interior mas nunca repreendas teu espírito por ter suas asas dobradas
Por onde andará a tua pobre alma se andas alucinado com o
que vês lá fora a gritar?
E quem viverá por ti se não tens alma que sobreviva em ti?Se não dás de ti para que tua alma cresça?
Por isso reflecte por cada passo que dês sem perder a fluidez desse momento que feroz quer-te agora responder.
E vive cada segundo do teu fundo, do mais íntimo que possa existir, sem nunca excluir mas incluindo em tua vida os enigmas das peças que se juntam uma a uma em sua relação amorosa.
Mas comunica com os pés, com as mãos, com a mente, com o
coração, com os olhos, e com todas as intuições que tiveres. Sendo fera, e sendo
herói, sendo gentil e sendo feroz.
É por isso é que a vida deve ser de dentro para fora, para
que o de dentro possa ser o que deve ser e manifestar sua missão, o que nasceu
para ser sem qualquer obrigação.
Thursday, May 10, 2012
MAN AND WOMAN
by VITOR HUGO
«Man is the most elevated of creatures,
Woman the most sublime ideals.
God made for man a throne; for woman an altar
The throne exalts, the altar sanct
Man is the brain,
Woman, the heart.
The brain creates light, the heart, love.
Light engenders, love resurrects.
Because of reason Man is strong.
Because of tears Woman is invincible.
Reason is convincing, tears moving.
Man is capable of all heroism.
Woman of all martyrdom.
Heroism ennobles, martyrdom sublimates.
Man has supremacy,
Woman, preference.
Supremacy is strenth, preference is the right.
Man is a genius,
Woman, an angel.
Genius is immeasurable, the angel indefinable.
The aspiration of man is supreme glory,
The aspiration of woman is extreme virtue.
Glory creates all that is great; virtue, all that is divine.
Man is a code,
Woman a gospel.
A code corrects; the gospel perfects.
Man thinks, Woman dreams.
To think is to have a worm in the brain, to dream is to have a halo on the brow.
Man is ocean, Woman a lake.
The ocean has the adorning pearl, the lake, dazzling poetry.
Man is the flying eagle, Woman, the singing nightingale.
To fly is to conguer space. To sing is to conquer the soul.
Man is a temple, Woman a shrine.
Before the temple we discover ourselves, before the shrine we kneel.
In short, man is found where earth finishes, woman where heaven begins.»
«Man is the most elevated of creatures,
Woman the most sublime ideals.
God made for man a throne; for woman an altar
The throne exalts, the altar sanct
Man is the brain,
Woman, the heart.
The brain creates light, the heart, love.
Light engenders, love resurrects.
Because of reason Man is strong.
Because of tears Woman is invincible.
Reason is convincing, tears moving.
Man is capable of all heroism.
Woman of all martyrdom.
Heroism ennobles, martyrdom sublimates.
Man has supremacy,
Woman, preference.
Supremacy is strenth, preference is the right.
Man is a genius,
Woman, an angel.
Genius is immeasurable, the angel indefinable.
The aspiration of man is supreme glory,
The aspiration of woman is extreme virtue.
Glory creates all that is great; virtue, all that is divine.
Man is a code,
Woman a gospel.
A code corrects; the gospel perfects.
Man thinks, Woman dreams.
To think is to have a worm in the brain, to dream is to have a halo on the brow.
Man is ocean, Woman a lake.
The ocean has the adorning pearl, the lake, dazzling poetry.
Man is the flying eagle, Woman, the singing nightingale.
To fly is to conguer space. To sing is to conquer the soul.
Man is a temple, Woman a shrine.
Before the temple we discover ourselves, before the shrine we kneel.
In short, man is found where earth finishes, woman where heaven begins.»
Monday, May 07, 2012
Sereia do mar
Quero viver abraçada de ti e de braços abertos ao mar
Viver contagiada, abraçada, amada
Quero sentir teu corpo no mais íntimo de mim
Viver anestesiada, apaixonada, contagiada
Quero viver acordada, sonhar a viver e viver todos os sonhos
Viver mais além, viver aqui, viver no mais profundo interior de nós
Porque assimilei o aroma da tua essência e ela em si fundiu na minha
E vi que quero contigo render-me de braços abertos ao maravilhoso infinitoNuma tal vontade que não se sacia e que vive em cada pequeno espaço de momento
Como fogo que consome até a parte mais ínfima da alma que não se deixa calar
Quero viver de aleluias, de canções e de rezas divinas
E viver abençoada, desposada, acariciada
Quero viver independente, sem posses, sem apegos
Viver livre, viver como flor mas viver inteiramente de amor
Despertou meu instinto de ser esse puro destino
Despertou em meu peito anseios por paixões que não acabam mais
E hoje chove,
e como chove
é a chuva que trouxe água para eu ser mar e poder estar em todo lugarE eu estou abraçada de ti e de braços abertos ao mar
E vejo-nos no brilho do horizonte que não nos ousa limitar
E ouço-te no suave vento que passa e que não nos ousa chamar
E a Terra nos abraça e nos beija, docemente, sem nos deixar acordar
E conta-nos ao ouvido nossa origem, sem nosso sonho negar que pode realizar
E prossegue o mar suavemente para nossas vidas vir abençoar
E sentimos na brisa, respostas ardentes aos nossos mais profundos anseios apaixonados.
E eternamente eu canto e conto a Lua ao mar e as estrelas fazendo canções das nossas mais belas histórias,
desejando e criando razões para poder pedir que sejas sempre de mim,
Peço que enquanto eu puder ser sereia
possa viver sempre iluminada por água e banhada de ti.
E peço que ambos possamos viver a beber a água misteriosa do infinito
E peço que eu seja a tua sereia
mesmo quando tivermos de voltar, ao berço do nosso primeiro olhar.
Friday, May 04, 2012
Deixar teu corpo
Teu corpo é instrumento musical que toco suavemente como a um alaúde
Meu ventre teu templo sagrado onde te fazes refúgio e consagras teu peito nu
Teu rosto, tua pele clara, tem olhos que fazem-se os de um anjo divino
E meu toque te toca e te cega como se minha mão de apenas luz se tratasse
Da tua fúria, surge a paixão mais destemida e mais ingénua
Existente no peito da bela criança que ainda agora nasceu e que já seduz
E deixo suavemente teu corpo,
Deixo-o com a neblina de um amor puro, que em segredo,
no amanhecer, de mim saiu
E saio de ti ainda com tua parte não minha em mim,
Saio, mas levo tua serenidade, tua fúria e tua vontade
Deixando em ti meus anseios, devaneios e minha sensualidade
Saio de ti toda reunida, descomposta e esperançosa,
Toda extasiada de nosso amor que recusa ver-se cumprido em dor
Saio adorada e por em ti adorar, saio ainda ansiando voltar
Nesse mundo tão pequeno, dos que não olham nos olhos como nós
O nosso mundo grande se desfez em nós
Pois tu olhaste-me feito fera feroz sem deixar meu velho eu olhar para trás
Sem medo do que descobririas, não deste escolha sequer
fizeste-te todo imerso e escondido em meu olhar
E fizeste de mim Dona do nada, assumir o vazio que habitava em mim
Porque em meu interior foste poesia e magia
e até vi em ti o sangue quente da terra a fluir
E quando nossos verdadeiros olhos abrirmos
Nos ergueremos e veremo-nos ainda sendo Um em Primavera,
Veremos que seremos Um mesmo quando já ressoados e suados
andarmos nus e separados sobre a Terra
E ainda frutíferos do futuro, seremos as vezes lembrados pelo passado
E seremos, vezes sem conta, ainda do Sol e da Lua que por nós se flui e se influi,
Sem querer deixar-se cumprir, sem levantar o véu que nos cobre do mundo.
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