Saturday, April 07, 2012
Canções de amor ao luar
Por minhas lágrimas de doce e angelical amor
Não as repetirei mais nem ressentirei mais
por nosso passado,
por nossas histórias de príncipe e princesa
E nossas canções cantadas e abençoadas no luar
Não te repetirei mais
Como me importas,
como fica-me o peito vazio por não dormir e a teu lado estar
Por te rever constantemente nessas lembranças de primeiro beijo
que esperava ser colhido no paraíso dos amantes que ficam juntos para sempre
Somos crianças, amor
Crianças nessa vida que tão ingrata tem de dádiva
Que tão gasta tem de colorida por instantânea novidade insaciada
E mesmo assim mal sabemos nós o quanto temos a aprender
A cada instante te revejo ainda após todos esses meses
Meses, anos, mais nada são do que o primeiro dia que te vi
E ainda me dás arrepios
e ainda fico nervosa só de pensar em voltar a te ver
Ainda nervosa de em ti poder aprender o que é viver e o que é sentir de verdade
Mas não, eu sei, não haverá retorno mais...
Pois como pode o Sol voltar a nascer no mesmo dia?
Como pode o mesmo suave calor retornar e em mim tocar apenas para meu peito aquecer?
Como pode o pássaro voltar a cantar a mesma canção de amor para eu voltar a cantá-la para ti?
Como pode a lua repetir o teu nome em meu ouvido para eu em ti voltar a acreditar?
Como pode o vento refazer nosso gesto de adeus para, em nosso ninho, Deus voltar a nos unir?
Cada momento nosso vive em gotas límpidas de céu que desaguaram e marcaram ondas de um mar que por nós deixou ser-se fim.
E eu fiquei no porto.
Tão jovem, tão frágil. Ao ver-te lentamente num longínguo horizonte sumir
Vi a mais fina esperança desfeita por meu interior de criança magoada... chorosa
Ainda resistindo, lutanto por acreditar que voltarias, que não seria o fim, o despedir
Mas após dias e mais dias seguidos que incessantemente se repetiam
Fiquei com a certeza ingrata e cruel de que tal feito não se repetiria
Tal intenso amor, sei, não voltará em minha vida
Com tal romance de contos de fadas e tal príncipe bem feitor
Descobri que afinal num romance não existe esse fim tão falado,
pois fica um lugar no peito dedicado a essa história, a esse mesmo facto consumado
e memória cravada no peito, cantando que sempre se repetirá, que voltará!
E agora, ao rever mais esta Primavera, ao ver mais um Verão desabrochar,
sei que muitos mais Verões passarão e eu ainda na melancolia da tua ausência viverei,
na mesma jovem lembrança
vivendo como se fosse eu única, mas não sendo mais do que uma mais, passarei.
Pois como pode o amor brotar da mesma forma mais do que uma vez?
Como pode o mar desfazer-se de igual forma sobre nós,
da forma que abençoou nossos corpos nus?
Como podem nossos sonhos se unirem para produzirem algo mais além que nosso próprio sono?
Como pode alguém reescrever no bater de nossos corações,
mais uma vida dedicada a detalhes do mais puro e intenso romance a ser vivido?
Como podem os mesmos sítios serem repetidos com a perfeição do mesmo aroma adocicado e com a mesma nota sustenida?
Como podemos ter aquela mesma curiosidade por diferenças que de tão iguais nos fariam um só?
Como poderíamos voltar a passear de mãos dadas cantando naquele tom baixinho,
que nos permitia fazer da vida francesas canções de eterna e calorosa paixão?
Saturday, March 31, 2012
Sobre liberdade
Hoje ao jantar com colegas no meu local de trabalho, fui mais uma vez confrontada com questões relativamente a minha opção alimentar de ser vegetariana.E durante o discurso da pessoa que me questionava percebi, como de costume, que por mais respostas que eu desse, e por mais convincentes que elas fossem aquela pessoa não levaria a sério nenhuma das minhas respostas.
Mas não é um discurso prol vegetarianismo que eu pretendo agora. Sinceramente nem sequer sinto-me minimamente interessada nisso.
Hoje foi a negação que me levou a escrever.
Não me considero superior a ninguém e muito menos considero as minhas opções alimentares superiores. Mas prezo acima de tudo a liberdade de pensar, agir, sonhar e mais que tudo de questionar de forma fundamentada nossa realidade. São as pessoas que mais se questionam que eu admiro.
Frequentemente, quando se fala em questões controversas as pessoas fogem do assunto dizendo que não tem tempo para isso ou negam a ideia sem sequer pensarem sobre o assunto. Mas será que no meio da tão grande agitação citadina em que vivemos terão as pessoas perdido o tempo de serem livres?
Thursday, March 29, 2012
Entardecer
Num suspiro, sobreviviE foi assim que, em ti, compreendi
Que já se faz tarde para sonhar apenas sem sequer colorir
Saturday, March 24, 2012
Amor de mulher
Naquela flor que me deste, no teu suor de cansaço, de nossa insegurança, jaz a flor da temperança.
Naquela noite estrelada, no musicar das ondas do mar, que se refletem em cada grão de areia, fizeste-me acreditar que existe força necessária rumo a uma vitória sem perdedor.
No silêncio que naquela noite contemplamos, está o espectáculo de magia aos que param para o escutar, vive a realidade, esperando por nossas almas acalmar.
No pássaro que voa livremente no céu, vive o caminho, a busca que escolhemos traçar em nós antes mesmo de nascer.
No brilho suave de cada estrela , reflexo que encontro no brilho intenso do teu olhar, vive a certeza da existência de nosso laço cósmico celestial
Olhaste-me como criança amor, no teu olhar vi tua centelha divina.
E absorvi e me dissolvi em teu ser naquele momento.
Foi assim que, nesse olhar, não vi mais tempo algum, nem mais esse mesmo momento
Vi-me mãe apenas, vi-me mãe do teu inteiro gesto, toda piedosa e bondosa em esplendoroso ser.
Senti-me mãe de nosso intenso querer e desquerer, prova viva de nossa inevitável juventude
E foi assim que eu te amei.
Amei o pai dedicado, aquele que acolhe os seus, mesmo quando apenas acolhendo todos os que são seus iguais
Amei o matématico incrédulo que sem eu querer entrou em minha vida sendo meu fazedor de ilusões e ideais.
Amei o incompreendido, o deslocado que escolhe o mundo como sua casa, aquele que não se despede jamais.
Amei o muleque da revolução, e até mesmo o que procura por confusão sem ter razão no que faz
Amei o sábio das artes do amor, assim como aquele que espera agindo por sua iluminação, crente no seu Deus interior
Amei o ingénuo escritor, como amei o platónico pintor, aquele que secretamente pinta os seus sonhos recusando ser apenas sonhador
São todos homens mais que homens
Reflexos da mais pura paixão divina que se despe em cada ser
E eu, se puder, serei também mulher mais que mulher,
serei rainha, eternamente musa involuntária de minha visão.
Foi nos teus olhos que eu contemplei o mundo,
Foi onde eu vi a razão para eu querer tanto nascer antes de ter nascido
Foi onde eu vi a razão para eu tanto querer crescer antes de ter crescido
Foi onde eu vi a cegueira em quem não quer ver o tempo passar por não se ter ainda resolvido
Nos teus olhos vi-me a lutar por mais justiça
E num momento a luta já não não era a minha, sendo mais que a minha,
a força juntou um mar, uma enchente de gente
Tal era incessante nosso fogo de paixão
Nos teus olhos vi ilusão, e a seguir vi minhas fantasias se espalharem pelo chão
E senti vergonha em constatar que me despias com apenas relances do teu olhar
Quando tudo o que eu tinha era o que eu te dava e parecia nunca chegar
Nos teus olhos vi a direcção que seguiria sozinha
Vi a direcção viva que uma Deusa pedia em mim para poder passar
Vi que tinha de ser muito minha se quizesse ser realmente tua
E enquanto isso senti que pouco a pouco, menos de mim ali estaria, temi
Um dia vi, que já não era eu que ali se encontrava, que eu já havia morrido por meus sonhos não concretizados há já algum tempo atrás
Agora era algo mais do que eu que ali se erguia, era algo além de mim que em mim lutava por respirar
E assim, a partir de mais outra visão ainda retornei a ver-me dessa vez no chão caída, apenas como a mais frágil menina que um homem desesperadamente clama a Deus por salvar.
Friday, March 23, 2012
Divulgação de vídeos anti-alienação

Caros amigos,
A seguir podem encontrar vídeos que reuni para partilhar a verdade pura e dura do mundo que vivemos hoje.
O meu único objectivo nessa partilha é fomentar uma maior consciência do ser e o maior conhecimento do nosso papel enquanto seres humanos.
Tudo o que desejo é que desenvolvamos o nosso senso crítico relativamente a pobre informação que nos oferecem hoje em dia como se valesse muito, mais que é tão oca de valor como uma migalha de pão seco.
Os meios que partilho são para desenvolvermos o nosso raciocínio, pensando livremente sem rótulos e etiquetas.
Meios que eu própria utilizo para enriquecer-me diariamente.
Espero urgentemente viver o agora, cada segundo de vida como se fosse um último segundo de consciência que resiste em não passar.
Neste momento, ouço ventos fortes clamarem por uma mudança social urgente, mudança essa que provirá de nossa própria mudança pessoal, esta sim, o nosso primeiro grande passo. São tempos de contestação, de procura por alternativas que nada tem de novas ou populares mas que apenas são vestígios de um passado que tanto nos tentaram fazer esquecer mas não conseguiram!
O que mais peço e anseio ver no mundo que nos cerca é um verdadeiro amor; que possamos amar loucamente e perdidamente sem por fronteiras, sem empacotar ou carimbar o que nem sequer devíamos procurar entender.
Vivendo assim, tenho a certeza que deixaríamos mais espaço ao que realmente devemos procurar entender e ao que realmente deve ser entendido e tanta gente esquece ou evita ver: a nossa própria verdade, o nosso fim.
Em minha busca encontrei-me por momentos exausta de procurar instruir apenas a mim mesma, tão exausta que hoje vejo o quão incompleta estaria se não pudesse partilhar a informação que posso convosco. Com mais alguém.
Espero que aproveitem, caros amigos, estes vídeos e estas palavras para absorverem um pouco mais de realidade e magia em vossas vidas.
Vamos olhar para o que existe de realmente importante na vida.
O que é, eu não pretendo dizer, pois não sinto que caiba a mim nem a ninguém guiar nossas consciências rumo a verdade, senão nossa própria consciência interior.
O meu pedido:
Que acabe a ganância pelo conhecimento.
Que se dissolva nossa indolência face a realidade.
Que nossa maior luta nessa vida seja por adquirir um profundo desejo de assumir responsabilidade sobre nossas vidas e sobre nossa felicidade.
Com carinho,
Luna
http://youtu.be/pqryjyNc6eU
http://www.youtube.com/watch?v=MipldiYbwRw
http://youtu.be/BAk_Ws8d68c
http://youtu.be/ZzJaoQMdkD4
http://youtu.be/26BpgXZvFsU
http://www.youtube.com/watch?v=499Ty_JU2bo&list=FLEJk2sLpBvAgCmWNdjEp20A&index=3&feature=plpp_video
http://www.youtube.com/watch?v=12VkA0Ynuf8&list=FLEJk2sLpBvAgCmWNdjEp20A&index=64&feature=plpp_video
http://www.youtube.com/watch?v=ZndYVCzZAwA&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=gOOO73YFfVU
http://youtu.be/abCeDKCLDC4
http://www.youtube.com/watch?v=RxNalBAKzTw
http://www.youtube.com/watch?v=Qlvb7J0XF7A&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=9lYNqlfULe8&feature=related
Monday, March 19, 2012
Suspiros de borboleta
De tudo o que leio perco nomes, perco frases de narrações, apenas as ideias ficam como fundações de instantânea filosofia.
De sentimentos surgem pensamentos que vagueiam e passam, ficando as ideias comparadas do que passou ou poderá passar
E lentamente, quando este fino véu se desvanece...
Ideias lúcidas são sucessivamente desconstruídas em minha mente, tal processo digestivo de letras e pontos de acentuação.
Gradualmente parto numa viagem,de querer esse senso bem mais abrangente, subtilmente mais crítico, místico ou elevado.
É que torna-se incrível ver e absorver vários ângulos de pura vida.
Ler um livro, ver a metafísica subjacente. Relê-lo, centrando agora em detalhes finais.
Viver, num musicar do fraseado de uma eterna história que ficou por contar ou ser dita em silenciosos pequenos e rituais.
Vou agora rever tudo o que li, desfazer tudo o que pensei, meticular a mente.
Vou refinar o que já sonhei e até o que já tinha esquecido.
Só para ver, ver a mais, ver mais intensamente....
Ver o detalhe de tudo o que há de minúsculo, do que ligeiramente vai passando e ninguém vê.
Observarei suspiros através de microscópios.
Verei e deixar-me-ei inspirar por restos de arco-íris, rastos delicados que uma borboleta deixou enquanto passava.
Diariamente, cheirarei a mais doce folha de uma árvore que secretamente nos escuta entre tantas outras árvores triviais.
Vou ouvir cada compasso de sinfonia inteiramente apaixonada,
Ser como quem lê cada frase de romance revivendo amorosas sensações enquanto anseia desesperadamente por tais momentos fatais.
Wednesday, March 14, 2012
Camaleões do amor
Monstros de dor passada que insistentemente deseja ser revivida
Monstros de alegria que querem sugar insistentemente qualquer vestígio de alegre nostalgia
São monstros que não esperam
Que dizem em nosso ouvido como devemos ser, ou como devíamos ter sido
Monstros que insistem em nos querer controlar e nos tornam apenas camaleões do momento.
A minha mente diz que eu quero-te aqui, agora!
Mas não! Não te quero fisicamente em meu peito, quero sim, a sensação permanecida e segura em mim de que estarás sempre aqui a meu lado.
Quero algo que não me podes dizer senão apenas eu em meus devaneios interiores posso encontrar e transmutar em verdadeiro amor, mais puro amor para te dar
E te darei!
Come a maça do lindo jardim, meu bem amado, te oferecerei desse nosso amor, e te levarei dessa vez de volta ao paraíso.
Fecha os olhos, e ouve com atenção: vou te contar um segredo.
Somos almas ansiosas da verdade, como crianças intuímos que essa verdade é a essência pura do que nos vão contando ao ouvido.
E por isso, como um beija-flor, retiramos a pureza que é cada preciosa gota de essência que alguém nos contou.
Pacientemente, vamos colecionando peças que nos permitem construir algo dessa verdadeira versão do mundo.
Amor, transmutarei toda posse em amor por ti, e nessa espera te darei todo o tempo.
Eu sei que a pouco e pouco saberemos, como camaleões, camuflarmo-nos entre nações e assim, sem julgamentos, ver a beleza que existe em tudo, que se reflecte sobre toda a dor também.
És forte, és sincero, com firmeza, és herói, foi num dia de sol que eu vi um deus em ti.
E em nosso íntimo somos iguais, estamos cansados de não vermos concretizados os sonhos que há tanto tempo nos tem contado.
Mas juntos com tão grande força do amor, não desistiremos pois somos o propósito do mundo, crianças assustadas e tocadas por angelicais asas de sabedoria ancestral.
Arrepio-me ao ver como me completas, e como cada dia estamos mais próximos de nossa redenção.
Nesse dia entregaremos armas, nossas vestes, nosso pão, nossas convicções, nossa dor, nossa fé, até vermos algo de verdadeiramente real.
Partindo rumo a uma viagem longe desse mundo imaginário onde um dia suspeitamos nascer.
Aqui fomos desaguar apenas, e quando cansados sentimo-nos por vezes morrer aqui, mas não creias nisso querido, não é essa a verdade, nunca estaremos no lugar errado, foi aqui e agora que te conheci!
São cidades. Nos querem fazer crer que não existe solução, que não existe luz que faça frente a tanta escuridão.
Eu vim para te dizer que se aqui estamos é porque somos nós a esperança, parte dessa subtil chama que intensamente clareia esse mundo.
Eu vi amor, eu tenho a visão, pois a semente do amor brota em meu coração.
Brotou no dia que eu te vi, e permaneci assim desde então.
Thursday, March 01, 2012
Sensação
Eu contrario tudo o que eu queria
Sem querer não faço o que devia para poder ter-te só a ti.
Porque obriga-me a vida a amar ao todo e todos igualmente?
Em que caminho me perdi?
E em que sonho te encontrei?
E porque que agora se mantém esta dissintonia?
Com períodos que vem e períodos que vão
A vida pede-me que entregue mais de mim
que desapegue mais e mais do ter, iluminando o ser
Porque sou eu quem não pode ousar amar apenas um alguém?
É a dor do conhecimento ao permitir que portas se abram sendo que nunca mais fechadas estarão
Mesmo quando tudo o que se deseja é simples satisfação
Como se já nada bastasse, na dúvida: preenchemos, na procura: contemplamos,
mas já nada chega, já nada que temos, nada menos do que pura e autêntica perfeição.
Quando se levanta o véu de onde antes se via escuridão,
doidas ficam as almas, agora permanentemente insaciadas ao ver o dia como apenas mais um dia seguido de outro só.
Eu percebi amor, não quero mais viver da espectativa de ti, mas apenas do divino que em ti se reflecte.
E ainda assim, sou apenas aprendiz ao viver nessa natureza semi-divina que ora quer apenas a ti, ora espera o momento de poder desintegrar-se em ondas de amor sem fim.
Nosso desejo aumenta mais com a crescente compreenção de que na essência de tal desejo apaixonado figura o mais puro desejo de comunhão com o TODO, com mais além do que o nosso íntimo alguém.
Tal é a percepção da maravilha que é a vida ao transpirar em ti, que fico assim nessa constante paixão, nesse sonho espiritual de inigualável nitidez.
E choro grata a vida por ter tal benção de através de ti poder ver.
Em ti, está a vontade de sacrificar minha vida num altar,
de grande que é esse querer, vem a vontade de não mais estar assim uma só parte perdida nessas brumas de ilusões, nessas ridículas realidades que tão pouco tem de reais.
Tu és essa vontade que eu tenho de merecer cheirar tal divino ser que em ti se despe.
Quero dissolver-me em teu corpo, e finalmente estar eternamente completa em puro amor.
Sunday, February 26, 2012
Assombraste-me, lindo escritor
Com esse teu dom da oratória
Intrigaste-me, agusaste minha curiosidade
Eu estava apenas tranquila em minha própria vida
Em minha busca interior, já de si cheia de ruas, becos e nuances de emoções que ora cessam ora retornam em turbilhão
Por momentos, minha curiosidade estava apenas em ti,
É que, sabes, jovem sábio, és delicado,
e ao mesmo tempo jovem homem educado
E como um mensageiro de tal amor platónico trouxeste-me poesia, apenas isso
Sedenta de mais poemas, não tive escolha senão ir ao teu encontro
Ao fim de um longa viagem lá te encontrei,não em aparência apenas
mas em pura essência e simplicidade instrinsecamente juvenil
Meio que desajeitados com a fluidez de tal encontro inesperado
Brincamos com nossas descobertas, com pequenos e profundos medos ultrapassados,
Testemunhando ao findar daquela tarde a mais pura energia do por do sol.
Foi naquele instante que senti que sozinha não estaria, nunca mais.
Pois foi com outra alma poeta que o por do sol naquele dia me presenteou
Querido, se algo te pudesse dizer agora, era que essa tua doçura me cativa e nessa tua pureza me contemplo.
Jovem poeta assumido, digo-te, nunca se chega atrasado na vida,
sei que ainda estamos a tempo de com pétalas cobrir as feridas desse mundo que insiste em ser cruel
Brincando juntos de palavras e sonhos não concretizados, juntos, mostraremos ao mundo, que trancado em jovens momentos está a essência de momentos antigos que por mais que o tempo passe se recusam a ficar calados.
Daremos nome ao gesto; nós, guardiões de transcendentes e puros sentimentos do passado.
Sunday, February 19, 2012
Comer cru está a revolucionar a minha vida!
100% low fat raw vegan diet
Provavelmente a melhor dieta(life style) de sempre, que nutre-nos fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. Tenho estado a obter resultados fascinantes, sinto que ainda é cedo para falar neles mas brevemente relatarei a minha própria experiência. :)
Saiba mais por SI MESMO!
Friday, January 13, 2012
Renascido por arte
O criar momentos, sons, memorias, sentimentos, sensações, emoções
É no criar que respiramos
E em cada momento de silencio nos replicamos
É nesses momentos de silencio que entrego meu ser a criação
Pondo-me nua diante da mais pura libertação
Uma tal necessidade de morte que a vida me presenteia
Alívio das dores, como doce e kármica redenção
Háverá tempo para tanto que me falta criar?
Para tanto que quero dar? Para redoar mais desse ser?
Amo-te, mas recuso-me, não quero mais sonhar-te outra vez
Quero contentar-me com o bom que já tenho e com a magia do que existe de natural.
Liberta-me deixa me ser eu só mais dessa vez
Vai te oh pensamento ingrato de tortura sentimental, isola-te e transmuta-te
E não esperes nenhum sinal de uma vida que morreu a nascença e que não volta mais
Como um sonho de romance adolescente que a magoa destruiu, farei dessa mágoa mais que dor
Escrever-te-ei ate refazer-te em minha vida, mesmo que mil esboços não bastem
Te darei mais vida em cada esboço com a minha arte
E o mar, saberá dar a voz que falta a minha humilde criação
E ouvirei, se precisar, os céus para saber dar-te os retoques finais
Se arte é vida então serás vida ao estares assim recriado ao meu lado
Desta vez sem qualquer rompimento e sem um amargo fim
Por mais que o tempo passe desta vez estarás aqui comigo
E um dia, hás-de ser arte eterna escrita, dita e a percorrer a vida em mim
Como presente e graça que o universo dá, a quem sofre de amor como eu sofri
Lágrimas
Nem suja de sentir,
Nem suja do medo de corromper
Nem suja de cheiros e aromas estranhos
Nem suja de rancor
Nem suja de desejos perdidos em fugas e devaneios
E nem suja de sentimentos dum passado que não volta mais
Rezo, peço, tento, lutamos para preservar alguma pureza de dentro
E não deixarmos vontades exteriores corromperem o nosso ser
Nem mesmo a dúvida pode permitir que o medo de voltar a falhar me invada,
nem o medo de perder o que nunca de facto esteve lá
Transpiramos arte, vida, amor
Por vezes inspiramos dor e docemente sentimos as lágrimas que nos vão escorrendo pelo rosto
Vemos lá fora miséria, tragédia, desespero e desilusões destiladas em doentio prazer
Jamais se esquece, nada me fará esquecer o que importa, a partilha, o conhecimento, a persistência no que se faz por amor.
Ainda assim sinto carinho na tua essência, e uma grande falta na tua ausência.
Vejo brilho em nossos olhos tão ansiosos por ver maravilhas, somos vívidas almas alimentadas por jovem esperança, como flores espelhadas ao céu.
Vivemos do futuro, do sonho com um futuro bom. Permanece-nos essa centelha que queima ao criar, que jaz em mistério existencial.
Hoje sei, vi no teu olhar, no teu lamentar que não nascemos para descobrir o amor, nascemos sim para partilhar o amor que possuímos com o mundo.
Como crianças ao questionar tudo, agora percebemos que a pureza nos levou a essa nossa profunda relação com tudo.
Anseio agora partir a caminho de realizar um melhor futuro, que seja em homenagem a criança que em nós pede passagem ou pelas que já estão a caminho de chegar.
Ansiosos, sabemos que o mundo lembrará um dia do último dia que sonhou, do dia que nasceu em amor
E saberá, finalmente, que sendo apenas um com tudo, pode limpar de uma vez por todas as lágrimas humanas e não humanas de dor.
Saturday, December 31, 2011
dúvidas
Verdadeiramente amar?
E não ter mais de esperar, de procurar…
É que na verdade não sei bem o que procuro
Nem quando ao certo comecei essa incessante busca
Estarei em busca do criar? Do sentir?
A dúvida que me persegue: seremos ainda capazes de criar verdadeiramente?
Nesse turbilhão de um tudo que podemos comprar, de um tudo onde permitimos fingir acreditar viver e de tanto tudo tão desnecessário ainda por cima
Serei alguma vez capaz de amar ou terei amado realmente?
Se tudo o que permanece da minha mais forte lembrança de amor, é o querer possuí-lo num fogo sem fim.
Se tudo quero, tudo o que a minha sede desperta, estando constantemente sedenta de curioso saber.
Uma ânsia de conhecer que consome o meu ser, uma culpa por não saber tudo o que ainda não conheço.
Gastamos tanto tempo a dormir, gastamos tanto de nós com o mais vil prazer
Quando podíamos estar a saciar essa sede, do saber não sei bem o que, vindo apenas do que do momento ou de lembrança e sabores a passado perdido.
O lugar que escrevo vai sempre dar ao mesmo, estou entre pessoas que passam sem saber onde ir primeiro, ou tão certas de onde vão que se tornam indiferentes a vida que delas se despede.
Pessoas que se repugnam entre si, que se repugnam a si mesmas, pessoas que só de pessoas um enigma são de si.
A brisa do costume é tão calma, mas pouco calma é essa minha familiar sensação de angústia, de culpar.
Culpo negar, culpo não estar noutro lugar,
Sinto que escorre cada minuto onde perco pelo meu corpo, cada minuto onde podia estar a viver outra vida noutro lado qualquer, melhor ou pior sem importar muito tudo aceitando apenas o aprendizado acrescentado.
Viver apenas, poder ser mil vidas ao mesmo tempo, mil vidas de uma vez, ser tanto ao mesmo tempo e quem sabe poder gerar de mim, muito ou pouco de algum puro valor, tão raro por aqui.
Espero e procuro alguma esperança de acreditar que a pura criação ainda existe, mesmo onde somos confrontados com tanta mentira que se quer fazer verdade, com tanta distorção, escolhendo estar tão longes de alguma verdade puramente nossa.
No que desejamos todos somos iguais, quer-se paz, quer-se saciar o desconhecido interior, porém é no que sonhamos que admitimos a nós mesmos o que daria mais puro sentido a nossas vidas. Mas surge o medo se por ventura resolvemos contar isso a alguém.
Por cada saciedade encontro-me em censura e sem querer encerro-me em mais uma procura, encontrando mais um passo que dá encontro com ainda mais breu no caminho.
A vida obriga-nos ao despegar da dor e ao despegar do amor, um amor a que já nascemos apegados e mesmo quando percebemos tão ilusória que é toda a forma, acordamos como reles mortais obrigados a aceitar que existe o inevitável fim.
Mas até isso interrogo, existirá mesmo fim?
Monday, November 28, 2011
Se pudesse
Se pudesse não rever o passado, vivia apenas a felicidade de um futuro promissor e apenas o presente da verdadeira essência de cada pessoa espalhada no infinito.
Se pudesse esconderia apenas num pequeno baú a imensidão de toda a essência e todo o carinho e amor que vivi durante cada passo de criança traquina que dei.
Mas surge e ressurge uma certa e dolorosa nostalgia.
Uma ânsia de recriar o que jamais foi de facto materializado.
Há sempre algo que fica por dizer, por sentir, por dar, algo que se vive sem poder ser contado.
E fica a inexistência de como transmitir esse sentimento engasgado no peito.
Surge o passado como um inimigo que luta contra o viver do nosso promissor futuro.
E assim,
O caminho vai se fazendo mais duro com o arrastar dessas lembranças de sentimentos, duras correntes do que se fica por sentir e de palavras que ficam por dizer.
Até quando carregaremos o mundo nas costas? E quando poderemos finalmente nos libertar?
É nessa esperança de transmutação que nasce uma flor de entre cinzas, cinzas que contam e recontam histórias de pura e vaidosa melancolia.
E é nessa flor que vive o nosso sorriso de criança, uma pureza que nunca cessa por mais carrasca que seja a vida ao dizer adeus a belos sonhos desacreditados.
Tuesday, September 20, 2011
Minha literatura

que me segura face às flutuações dessa minha adolescência já tardia
Curiosidade,
que afoga e transcende minha noção de capacidade intelectual
Aventura,
que me surpreende face a um trilho que nunca antes sequer vislumbrei ou pensei visitar
Antídoto,
para uma receosa preocupação que conduz a uma passiva e dolorosa depressão
Muito vejo e sinto de um mundo que me custa a aceitar, talvez sendo isso o que me leve numa viagem rumo a uma persistente tristeza
Decepção com um mundo de pessoas que acabo por sem querer ter de observar
Acima de tudo, sinto-me solitária.
Solitária, mas não reprimida
Reprimida sim, sinto muita da minha geração entre outras tantas, maioriatiamente, assim
Tão cegas a toda essa boa literatura e cultura que nos presenteia sempre com tanto para dar
Como queria que amigos sentissem o que eu sinto por vezes ao ler um saboroso livro ou a ouvir uma multicolor canção jazz
Como queria simplemente não me importar de estar sempre sozinha na mais pura e mágica imaginação, perdida em todas essas imensas tonalidades de diferentes criações
No entanto, solitária sinto-me ao exprimir todos esses meus momentâneos e instantâneos contentamentos
Quase que sinto dificuldade em comunicar com outros jovens, não por falta do que dizer e sim por saber que pouco interesse teriam em me ouvir
Felizmente, raras excepções vou encontrando, e essas descobertas de pura magia sensorial acabam por propagar-se pouco a pouco ou sem querer
E assim, a mim própria, vejo.
Por outros, completo-me como se de mim fizesse um puzzle e o completasse peça a peça
Se pouco de mim posso dar, dou-me à escrita assim, periodicamente.
E da literatura,sempre que posso, faço refúgio,
um passo a passo que me leva rumo a mais pura libertação
um esquecimento de todo esse desamparo mal resolvido.
Tuesday, August 23, 2011
Melodia

Música, é a beleza de todo o vazio que existe em todas as coisas celestiais ou apenas existente no mais profundo do ser
Fonte inesgotável de alma
Se alma existe que se possa ouvir
Pinto e desenho formas geométricas em aquarelas de notas musicais
A música, ao todo, somos tu e eu
É provar que o invisível existe
É dar asas a imaginação
À criação, à esperança do que ocorrerá de bom ou à esperança da repetição do maravilhoso que outrora foi criado.
Posso claramente vivenciar o místico e fantasmagórico ser que é a minha centelha de natureza.
E cada pequeno choque da minha existência com o exterior acaba por consistir, as vezes, num sinal que pode causar uma pequena mas vital mudança de rumo no futuro.
Até uma contigente frase de um livro ou a mais comum passagem de um eléctrico que desloca toda a memória de uma boa lembrança no passado podem influenciar um próximo passo a seguir.
De facto, então, o que nos move?
Serão escolhas que fazemos ou apenas coincidentes encontros que nos levarão rumo a um futuro diferente de outro qualquer?
Até que ponto seremos influenciados por um pequeno detalhe que nos indignou?
Wednesday, August 17, 2011
Ao encontro do fascínio
E ver-te em todo o lado
Em cada passo te reconheço numa aparência familiar
Em cada rua te vejo passear com o mesmo olhar aéreo, intenso e profundo
Da mesma forma que me olhavas antes
Como um fascínio por um passado ancestral já escrito em antigos monumentos lisboetas
Poesia visual prazerosa e sensual
Tal está a tua presença tatuada e cravada em mim que nem o milagre dos séculos apagarão o amor que um dia se desabrochou
Profunda fraqueza que com força escondo
Disfaçada num ilusório véu, de fragilidade infantil
És o meu desejo secreto de morrer para ser tudo o que nunca fui mergulhando numa eterna entrega rumo ao desconhecido
A nossa criação não teve manifesto porque recusou-se a ser
Pois dolorasamente renegaste todo um destino que já traçado estava
Sem dares a conhecer nem um motivo de tal final precipitado
Marcaste com pura ausência, cada lágrima numa eterna espera
Tuesday, August 17, 2010
Justiceira do Sol

Segui minha direcção.
Escolhi ser justa, fiel a condição de justiceira da sociedade
Persegui os trilhos naturais, escolhi amantes matinais e durante a noite era celestial.
Os meus ídolos foram revolucionários, filósofos, religiosos e místicos
mas por fim descobri todos mortos por não estarem completos em mim.
Senti o chão cair dos meus pés.
Senti o céu agarrar-se aos meus ombros.
E por fim pensei por minha insegurança.
Era incompreendida e incompreendida ainda sou.
Agora pela minha nova orientação.
Por agora seguir o Sol para encontrar segurança
Sinto me contrariada e julgada por estar a aprender a utilizar armas.
Jurei pela pátria mas sinto ter injuriado o meu juramento mundial.
Não importa o juramento primeiramente sou do universo, do céu, da lua, do mundo.
E mais tarde acordarei a minha justiça adormecida
e serei, desse dia em diante mais forte, e ainda, justiceira pela paz do mundo.
Tuesday, December 22, 2009
Desencontro
Foi entre os homens que encontrei?
Foi entre os passos inseguros que dei?
Foi entre os lugares que passei?
Onde estás? De face virada para mim?
De costas voltadas para não te tocar?
Ou será que chegaste sem avisar?
Estava feliz quando pensei teres voltado
Quando pensei ter encontrado aquele pedaço que perdi
Mas se duvidas do que eu sinto fica sabendo que se te perdi foi porque nunca de encontrei de verdade
Onde estás tu, oh minha alma!
Sinto-me só sem ti
O mar levou-te e deixou-me aqui com outra alma engasgada a espera de mim
E quem se enganou afinal?
Fui eu por permitir a tua ausência
Ou foste tu que te perdeste de mim?
Desencontramo-nos no dia que desconfiamos.
E agora ainda dizes que há vida sem ti!
Mas eu sou apenas uma criança
Não tenho nada a confessar e nada para dizer.
Só temo que tenha chegado infelizmente o nosso fim
Pois se não encontrar-me não sei como fazer
Como vou viver contigo sem mim?
Friday, October 02, 2009
Estrelas do céu
Momentos de paz, de alegria, de partilha, de comunhão natural
Quem dera que aqueles olhares perdurassem
Olhares de espíritos, de transcendência, de amizade
Quem dera eu fosse sempre alegre e feliz como sou
Ao aceitar que faço parte da Mãe
Sou viajante, viajante só
Troco o amor de um sítio só
Por uma nova descoberta de um lugar em que nunca se pensou estar
E as vezes correm lágrimas sem eu as poder parar
Por momentos de felicidade que vivi
Não sei bem onde nem com quem
São da lembrança que senti
Não sou de ninguém nem de lugar algum
Não sou esta insegurança que me afunda
Nem essa tristeza que me trai
Sou de mim
E só ao ver nascer o Sol
Renasço na esperança de poder escolher
um pedaço de momento em que possa ser
um pouco mais do que eu.
Mãe, não permitas que por me apegar a ti
Afaste-me de outros
Por que também alguns afastam-se de mim
Por não verem que estás aqui
Num olhar de criança
Nos pássaros
Nas árvores da rua
Ou numa brisa que arrepia
As estrelas do céu sei que são a minha família
Porque quando me sinto só olho-as e penso que numa dessas estrelas
está alguém como eu
E sem perder-me em etiquetas
Sem seguir espectros que consomem o vazio
Prefiro ver a beleza em tudo como vejo
Ao não confundir quem sou com o que tenho
Por ti, nunca deixarei de ser quem sou
Nem nesses momentos em que olho para as estrelas e deixo as lágrimas caírem
Por ti, nunca esquecerei quem o meu coração seguiu
Nem quando em cada passo me sentir desamparada
Enquanto as vozes do mar contam-me as histórias do seu nome
Eu pergunto as montanhas se o meu nome combina com o seu
Estás aqui, meu amor
Monday, September 14, 2009
Todos mais uma
Thursday, September 10, 2009
Um dia
Um dia pensei em... ter
Um dia pensei em... sobreviver
Um dia pensei em... crescer
E foi então que... adormeci
Isso é tudo muito chato!
Decidi que
Vou criar
Vou sonhar
Vou fazer
Vou SER
E o resto logo se vê!
Tuesday, September 08, 2009
Ecologia Humanista

http://antizero.rg3.net/
Um dia os criminosos se reuniram numa conferência global e colocaram o seguinte em pauta: Estamos destruindo nosso mundo. A preocupação principal era que os criminosos estavam agindo de forma muito bruta, muito violenta, muito predatória. Sua fonte de renda estava simplesmente sendo destruída, literalmente entrando em extinção. Algo certamente precisava ser feito, urgentemente, ou então os criminosos não teriam mais a quem roubar, matar, estuprar, chantagear, extorquir e explorar de uma forma ou de outra. Isto quer dizer que não poderiam mais manter seu estilo de vida.
Então vieram com esta óptima idéia: “Vamos preservar! Não matemos alguém que não precisa ser morto, assim, por pura maldade. Não tiremos absolutamente tudo que a pessoa tem. Sejamos racionais e eficientes, poupemos nossos recursos”. Chamaram essa idéia de crime sustentável, por todo o mundo se falava em “assalto consciente”, por exemplo. Analistas chegaram à conclusão que se roubassem não mais do que uma pequena percentagem de alguém, essa pessoa poderia se recuperar mais rápido, e então ser assaltada mais vezes ao ano. Este tipo de discussão animou os criminosos mais intelectuais, que se empolgaram e escreveram muitos artigos sobre as excitantes novas perspectivas, novos paradigmas e novos rumos para o crime. Diziam coisas como: “Um crime mais humano é possível” e “Devemos ter respeito pelo que exploramos”.
Esta parábola, que pode parecer exagerada, é apenas uma amostra do erro que estamos cometendo em relação à ecologia. Enquanto animais morrem no zoológico de Goiânia, continuamos gastando milhões com os animais do zoológico de Brasília. Parece que suas exibições já se tornaram espetáculo. Há tanta mentira na política brasileira quanto no ambientalismo que promove o “desenvolvimento sustentável”, com um agravante: em questão de política, pelo menos temos a intuição de que há uma rede intricada de falsidades. Quanto ao ambientalismo, parece que ainda não percebemos quão enormemente ilusória é a história que estão nos contando.
As pessoas comuns tendem a achar que existe uma “crise de consciência”atingindo os “poluidores e destruidores do mundo”, e que agora, realmente, percebemos o mal que estamos fazendo e estamos nos encaminhando para uma mudança de modo de vida, que irá nos ajudar a deixar um mundo melhor para as gerações futuras.
O primeiro erro é achar que há alguma coisa de novo nessa preocupação. A idéia de que a preocupação ecológica é recente parece ter a intenção de encobrir o facto e a memória de que as medidas do passado, que visavam restabelecer o “equilíbrio entre o homem e a natureza”, falharam miseravelmente, e que estamos repetindo os mesmos erros há séculos. Não é preciso ser um especialista para ver que a longa história da relação entre o homem civilizado e a natureza está cheia de fracassos colossais em termos de alcançar uma “convivência harmoniosa”. Já na antiguidade havia pensadores preocupados com o desmatamento e com as barragens. Nada disto é novo, e é patente que as coisas pioraram, apesar de toda a preocupação. Tendemos a achar que somos mais “conscientes” hoje porque temos mais acesso à informação.
Nós hoje culpamos o petróleo e falamos de aquecimento global, mas houve um momento no passado em que o petróleo era a promessa de energia mais limpa e eficaz. O petróleo já foi o que hoje é o biodiesel: uma alternativa ecológica, só não tinha esse nome. A falha obviamente está em achar que basta que consigamos fontes de energia alternativa para mover nossa tecnologia actual. Dizer que vamos conseguir mover nossos carros sem poluir seria como, há 200 anos, dizer que conseguiríamos mover nossas carroças sem cavalos. Sim, é verdade, e daí? A ingenuidade está em ignorar que se nós continuarmos com a mesma mentalidade que substituiu as carroças por carros, então iremos inventar algo muito pior que os carros. É claro que, este julgamento valorativo será impossível até que o problema seja “irreversível”. Até quando vamos seguir este “padrão”? Quantos efeitos retroactivos nós poderemos acumular num mesmo sistema?
O segundo erro é localizar os “culpados” erroneamente. O ambientalismo actualmente está focado no consumo. Mas ele não critica a relação entre produção e consumo na modernidade, ele não tem legitimidade para criticar isso. O ambientalismo tenta falar de “responsabilidade dos indivíduos” porque é exactamente este o discurso que a sociedade do consumo quer ouvir. Como bons modernos, qualquer coisa que não esteja centralizada no indivíduo não nos parece muito agradável. Eles dizem que o foco é o ser humano, mas querem dizer que o foco são os consumidores.
Tentamos fazer uma ponte entre o ambiental, o social e o político. Isso avança muito lentamente, mas a questão não é simplesmente acelerar o processo, é compreender que simplesmente intercomunicar essas “áreas de actuação humana” pode nem sequer se aproximar de algo significativo. O problema pode estar em algo mais básico do que aquilo que apenas permeia estas áreas. Pode estar na nossa visão de mundo, nos pressupostos de nossa cultura. Pode estar além do alcance de qualquer questão “transdisciplinar”.
Tem havido algum debate sobre o fim do ambientalismo, e sobre a mudança dos “verdes” para os “azuis”. Segundo o propositor do movimento azul, Adam Werbach, nós devemos deixar de ser ambientalistas para nos tornarmos “progressistas”. Ele poderia ter sido mais directo, poderia ter dito logo “humanistas”. Sim, para a sociedade do consumo, a derrocada do ambientalismo parece ter se dado porque ela não foi humanista o suficiente. Adam diz que “O verde coloca o planeta no centro do diálogo. O azul coloca as pessoas no centro”.
A questão agora é como a preservação do meio pode ser boa para a economia, pois não há diálogo em outros termos. Agora há um nome oficial para a estratégia de “focar acções individuais” como se isto fosse realmente ecológico, é Projecto Pessoal de Sustentabilidade(PPS). Uma pequena amostra do grau de loucura a que chegamos. Com o ambientalismo se afastando velozmente da crítica à civilização, ficamos cada vez mais sozinhos.
Link para uma notícia sobre o movimento azul:
http://www.pagina22.com.br/index.cfm?fuseaction=artigoEnsaio&id=408
Saturday, September 05, 2009
Carta

Como quem utiliza pautas
Amor, a nossa distância transmutar-se-á em magia
Thursday, September 03, 2009
Amor
Rui:Por amor
Dou-me todo
Sofro,
Choro
Peço Perdão,
Perdoo,
E esqueço todo o mal.
(Em resposta ao Rui...)
Eu:
Amar é dar vida na vida que dá e ser vida sem tirar mas na troca de sonhar e transmutar a realidade em sonho.
Amar é deixar crescer a harmonia que se faz da partilha do ser que não perdeu em ceder.
Amar é acreditar que sonho é realidade e que o tempo pode parar ou passar despercebido.
Amar é realizar a vida como um Deus que realizou a criação porque precisou imaginar que a beleza exitia.
**********
Se és chama acende-te
Se és luz ilumina-te
Se és vida dá-te
Se és querer faz acontecer
Se és viver faz nascer
Se és amigo cria laços
Se és poeta emociona-te
Se és pintor colore-te
Se és amor partilha-te
Se és tu faz-te único
Sente a unidade que jaz na relação entre tudo
Respira a beleza que jaz escondida entre um nevoeiro de multidão
Deixa-te crescer e renascer entre toda essa fumaça que tenta poluir toda fonte de paz
Wednesday, September 02, 2009
Tuesday, August 04, 2009
Oceano

Como quem escuta as vozes do mar
Como quem sente os seus tons profundos
Como quem observa as estrelas do céu
Como quem descobre a melodia numa concha
Chamaste-me, ó mar,
e eu escutei a tua voz
O meu sorriso infantil
Escondia o meu medo febril
Mas enfrentei-te ó mar
Como enfrento a minha pequena vida
Ouviste-me, ó mar,
Será que puseste-me no lugar certo?
Sentiste-me, ó mar,
Será que percebeste o meu desasossego?
Dá-me a tua melodia, ó mar,
Ensina-me os teus tons enquanto os espalhas pelo mundo
Segura-me forte, ó mar,
Segura-me a mão e não me deixes cair
Falaste-me e mostraste-me como é fácil perder a direcção
Mas perdoa-me se eu esquecer a nossa visão
Sou tua, toda tua
A ti entreguei o coração
Que ele seja eterno
Caminhando nas tuas ondas
Que seja vida,
Renascendo na eterna vida de uma bela canção
Saturday, May 30, 2009
Haja- Cultura de paz

A expressão ganhou impacto a partir disso, mas a essência da idéia é bem mais antiga. Ativistas pela paz trabalham por um mundo melhor desde os tempos mais remotos.
- No pleno respeito aos princípios de soberania, integridade territorial e independência política dos Estados e de não ingerência nos assuntos que são, essencialmente, de jurisdição interna dos Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional;
- No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais;
- No compromisso com a solução pacífica dos conflitos;
- Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio-ambiente para as gerações presente e futuras;
- No respeito e promoção do direito ao desenvolvimento;
- No respeito e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de mulheres e homens;
- No respeito e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão, opinião e informação;
- Na adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações.
Há tempos, vivemos em meio a uma cultura da violência e muitos não se apercebem disso. A violência é tratada na sociedade como entretenimento e espetáculo. As crianças crescem assistindo a desenhos animados onde a violência é o foco. A venda de material violento (filmes, videogames, armas de brinquedo) é sempre bem-sucedida. O noticiário vende a violência como espetáculo. A história que estudamos na escola é baseada nos heróis de guerra e não nos heróis da paz. A paz, dessa forma, é o lado oculto da história. Os heróis fictícios que as crianças e jovens aprendem a admirar combatem a violência com a violência. As canções infantis mais populares possuem letras terroristas. Nas artes, em geral, predominam formas e conteúdos violentos. O esporte, via de regra, é utilizado como veículo para degladiação. Fazemos guerras de competição desde as brincadeiras da infância, onde participantes vão sendo eliminados até que haja vencedores e vencidos. No campo religioso, muitos pregam o amor, mas poucos o praticam, utilizando suas idéias religiosas para ferir, condenar e promover guerras “santas”.
Precisamos, independentemente de nossas profissões ou crenças, atuar como ativistas sociais, ambientalistas e construtores da paz. E, certamente, conseguiremos transformar este planeta num mundo melhor.
Saturday, May 23, 2009
Sino

Saturday, May 16, 2009
Ritmo --- Virtualidade

Mas por alguma razão ela existe. Por que será?
Já reflecti sobre esse assunto algumas vezes.
A lei do 0101010100000111
O sistema binário através do qual é baseado a tecnologia parece-me um bocado absurdo.
Um sistema binário é um sistema incompleto, uma linguagem, não uma realidade. Apenas como outra língua qualquer, nada mais do que isso. Embora muito boa gente o assuma como realidade de forma inconsciente.
Mas e se a tecnologia se baseasse no 010?
Um bocado como uma molécula de água (H2O), seria totalmente diferente. Então a linguagem tecnológica passaria a uma realidade virtual. Talvez já exista… não sei.
Ou talvez tudo o que existe se baseie nisso, mas talvez isso também seria simplificar demais as coisas.
Imaginando,
No caso do sistema 010
O zero é um número completo
O 1 um número simples
O 1 ficaria no meio e o 0 seria repelido, se imaginarmos esse sistema muitas vezes formaria uma cadeia quase como milhões de átomos que definem a matéria.
Os 1 ficariam agarrados aos 0 que são completos e os 0 iriam querer se afastar dos 1 por já serem completos.
No caso do sistema 01 que vemos,
O 0111100001100 forma uma espécie de parede imaginada, nunca chega a formar mais do que isso.
Uma conversa estranha.
Mas de facto, o metal tem inúmeros efeitos estranhíssimos.
Entre os quais, a sua extrema leveza sutil.
Por qualquer motivo o som das gotas de chuva no metal produz um som sinistro. Que me chama atenção para o meu lado mais celestial.
Engraçado visto que o metal de facto tem pouca densidade.
Talvez no fundo a tecnologia nos ajude a nos elevarmos de alguma forma.
Em quantidades razoáveis claro.
Acho que uma pequena dose de tecnologia, de vez em quando, não faz mal a ninguém… J
Viva o número 3.
,
Monday, May 11, 2009
Astrologia e Chuva

Thursday, May 07, 2009
Transgénicos- Moda ou farsa?

Os alimentos transgénicos são alimentos alterados geneticamente de forma a favorecer a sua produção.
Genes de dois organimos ou mais diferentes é misturado. Como por exemplo, o gene de uma espiga de milho e de uma bactéria.
Existem diversas opiniões relativamente a este assunto. Muito se tem discutido, embora na minha opinião este assunto tenha sido mais encoberto do que livremente abordado.
Não acredito que não hajam provas contra os transgénicos e a favor dos consumidores.
Acredito sim que essas mesmas provas não sejam economicamente viáveis de serem divulgadas.
Mas não me refiro a nenhuma conspiração nem nada do género. Apenas não vejo a necessidade dos transgénicos.
Podem falar-me em fome mundial, em alteração da camada de ozono, ou do que quer que seja, para mim nada justifica a utilização de transgénicos.
Assim como nada justificava a introdução de químicos utilizados nas armas da segunda guerra mundial na alimentação das pessoas.
A Monsanto renasceu com os transgénicos. Quanto a pobreza não sei.
Só sei que enquanto as pessoas esperarem que alguem faça algo por elas em vez de fazerem algo por si próprias nada se alterará.
O poder está na mão dos Europeus porque eles tem o poder de comprar o que lhes faz bem.
O poder está na mão das pessoas dos países mais pobres porque eles tem o poder de preservar a sua cultura.
O poder está nas mãos dos norte americanos porque eles tem o poder de dar o exemplo, vejam os estados unidos hoje e respondam: é este o caminho que a europa deve seguir?
Ninguém deve ser excluído.
Em vez de esperarem que as pessoas dos países pobres seguissem a cultura “made in usa” que não serve nem para eles, deviam valorizar a cultura da região para que assim as pessoas se alimentassem com a sua própria terra e do seu próprio trabalho!
O problema não está na falta de comida.
Mas no sistema inviável que a economia se tornou.
Todos temos um papel relativamente aos transgénicos e a muitos outros assuntos.
Não só o vizinho do lado.
Luna Hora
12º A
nº17
Nós
Entre o certo e o errado
Entre o belo e o feio
Entre o certo e o incerto
Entre meio e o não meio
Lá nos encontraremos
Entre o medo e a coragem
Entre o uno e o disperso
Entre a força e a fragilidade
Encontraremos a paz
E seguiremos juntos
Não no espaço
Não no tempo
Não no pensamento
Mas unidos por uma corrente de infinitez crescente
Que cohabita
Que coinduz.
Entre a verdade e a mentira
Entre a cara e a coroa
Entre o toque e o som
Algo nasce
E crescerá de ideias
De inspiração
De instantaneamento
Do que é original e se repete
Do que renasceu e se fez novidade
Do que nós quizermos
Algo se fez
E Nós, unidos por algo maior do que nós próprios
Unimos tu e eu.
Saturday, May 02, 2009
A Crise Transicional de Indigo para Cristal

Arcanjo Miguel me pediu para escrever este artigo de modo a ajudar as muitas pessoas que passam por a experiência de uma mudança rápida para uma consciência multi-dimensional, ou uma mudança do estado de Consciência Indigo para o estado de Consciência Cristal.
Existem pessoas que fazem a transição de uma maneira relativamente gentil, mas há muitas que entram em crise quando isto acontece. Estas são as pessoas que geralmente se abrem às dimensões superiores. Esta escolha não é feita logicamente pela mente racional, mas é antes uma escolha feita pela alma em resposta às energias transicionais que estão disponíveis pela própria Terra. Por isso, ás vezes uma pessoa é impulsionada para mudanças psicológicas, emocionais e físicas para as quais não encontra explicação. Isto pode causar uma crise. A minha experiência diz-me que doutores e psicólogos ortodoxos não podem ajudar muito pois não percebem o que a pessoa está a passar. Quando os testes vêm de volta e os resultados são negativos, a pessoa é frequentemente considerada histérica, não embasada ou até esquizofrênica.
Esta transição frequentemente acontece a pessoas que têm estado em caminhos espirituais, e que estão melhor equipadas para lidar com estas mudanças. Mas, na minha experiência, as crianças Indigos também, não importa o seu estado de consciência, são particularmente vulneráveis à experiência espontânea de transição para a consciência das dimensões superiores. Também tenho de acrescentar que o uso de qualquer tipo de drogas, que é bastante comum nos adolescentes Indigos, muito frequentemente precipita esta crise transicional antes que a pessoa esteja realmente preparada para enfrentar as consequências.
Em baixo, está uma lista de sintomas sentidos neste processo de crise ou revelação:
Sensibilidade extrema repentina às pessoas e ambientes. Uma pessoa que antes era sociável e ativa, de repente vê-se a não poder estar em centros comerciais ou em ambientes de multidão tal como restaurantes.
Um aumento de habilidade psiquica e de consciência. Isto frequentemente manisfesta-se em uma habilidade para "ouvir" os pensamentos e sentimentos interiores de outros. Isto pode ser um pouco desconcertante se a pessoa imaginar que as outras pessoas todas também lhe podem ouvir os pensamentos e sentimentos. Também uma sensibilidade extrema para energia negativa em certos ambientes ou pessoas, incluindo uma incapacidade de tolerar certas pessoas que antes lhe eram próximas.
Esta sensibilidade aumentada pode levar a ataques de pânico e de ansiedade. Estes podem acontecer a qualquer altura, até quando a pessoa acorda à noite. Frequentemente não há razão válida para o ataque, embora a pessoa procure com frequência encontrar uma razão.
A pessoa também pode sentir-se com a cabeça no ar por longos periodos, apenas querendo se sentar e estar quieta. Isto pode ser irritante para alguém que antes era bastante energético e ativo. Isto é apenas um ajuste da consciência para passar mais tempo nas dimensões superiores e menos tempo na terceira e quarta dimensões. Relacionado a isto há a necessidade de descansar e dormir por muito mais tempo do que o custume, e de uma desacelaração geral.
Ansiedades obssessivas de humanos serem destruidos (por poluição, falta de recursos, extra-terrestres, tecnologia, etc). Isto acontece porque uma consciência multi-dimensional pode aceder a todos os niveis da mente de grupo, incluindo aquela parte que se agarra aos medos e às ansiedades sobre o modo de sobrevivência da espécie humana. Como a pessoa frequentemente se preocupa com a sua própria sobrevivência, elas tendem a estar em sintonia com esta parte da mente de grupo ou campo morfogenético.
Uma necessidade obssessiva de perceber o que está acontecendo, levando a mente a ficar hiper-ativa e a pessoa a ficar com medo que está a ficar maluca ou a sofrer de desgaste. Também um medo de ficar maluca e de ser incapaz de lidar com a vida mundana no futuro. De novo, psicólogos e doutores parecem oferecer muita pouca ajuda.
Depressão sem qualquer razão, ou relacionado com o estado de crise. Isto é frequentemente apenas a consciência a tirar camadas velhas de energia que precisam de ser liberadas. Não é necessário "processar" ou reviver a experiência, apenas permita ao seu corpo liberar essa energia. Tem paciência com o processo e entende que vai passar.
Padrões de sono interrompidos, geralmente acordando três vezes à noite, ou mais ou menos às três da manhã. De novo, isto é apenas a consciência a adaptar-se a novos ciclos de actividade. A consciência superior está geralmente mais ativa à noite porque as dimensões inferiores estão mais paradas nesta altura.
Sentir estranha energia elétrica pelo corpo. O corpo cristal é extremamente sensivel, e sente ondas solares, lunares, cósmicas, e energias do centro galáctico. Frequentemente estas energias estão a assistir no processo de "renovação eléctrica" do corpo para poder carregar com estas energias superiores. Pela minha experiência, eu sei que isto pode ser desconfortável. Mas o corpo eventualmente aclimatiza-se a lidar com estas ondas de energia. Provavelmente encontrará estas energias mais intensas por volta da Lua Cheia. A melhor maneira que eu achei de lidar com este fenómeno é ir lá para fora e pôr-se descalço na terra e imaginar a energia correndo pelo teu corpo e para dentro da terra.
Uma gama inteira de sensações e experiências físicas, geralmente associadas com desintoxicação. O corpo Cristal não contem tóxicos, mas permite que tudo passe por ele. Na verdade, o truque eventual de ser um Cristal é de apenas deixar que tudo passe e não se agarrar a nada. O estado definitivo de liberdade de espirito. Mas neste estágio o corpo precisa libertar anos de lixo tóxico, quer seja físico, emocional ou mental. A libertação é sempre pelo corpo físico, que apresenta sintomas, tais como fadiga intensa, dores de músculos e de articulações especialmente nas ancas e joelhos, dores de cabeça, especialmente na base do crânio, e dores de pescoço e ombros.
Tonturas ou ficar "aéreo". Isto é porque está em estados de consciência superiores. Tem que se habituar a estar nestes novos niveis e a se manter "ancorada". Estas sensações tendem também a aumentar durante fulgores solares e Luas Cheias.
Aumento de apetite e engordar. Isto é porque o corpo precisa de quantias enormes de energia para propulsar este processo.
A habilidade para ver alem dos véus. Isto quer dizer, de ficar consciente de espiritos, devas, E.Ts e anjos como uma realidade, e comunicar com eles. Isto pode ser bastante assustador se uma pessoa não está habituada a este tipo de consciência dimensional.
Estratégias para Enfrentar as Necessidades Diárias da Transição
O melhor conselho que posso dar é para aceitarem o processo e não resistirem. A minha própria transição já continua à quase 18 meses. Eu descobri que a chave é aceitação. Eu continuei a esperar que um dia iria acordar e sentir-me "normal" de novo. Foi só quando eu aceitei que nunca mais eu me sentiria "normal", como eu sabia, que eu fui melhor capaz de sentir-me mais confortável no meu espaço e de enfrentar melhor a transição. Depois pode começar a explorar a aventura ou o lado positivo deste estado.
Aqui estão algumas dicas para lidar com esta crise transicional:
Fica em paz com o que está a acontecer com o teu ser. Você está a se tornar um Ser Cristal. Outro termo é um "Ser Cristico" que se refere a um ser multi-dimensional com acesso total a 9 dimensões, e talvez 13. A minha experiência até agora é que algumas pessoas só se abrem para a 5D, outras vão para a 6D. Se conseguir atingir a 6D, então conseguirá provavelmente alcançar ainda nesta vida a consciência total da 9D, talvez até num futuro próximo. Que privilégio e benção!!
Seja bondoso consigo mesmo e cuide-se. Lembre-se que como um ser Cristal, você carrega uma harmonia igual da energia "mãe" e da energia "pai". A mãe diz, cuide-se como se fosse um bebé recêm-nascido, porque de fato é isso que você é. Precisará de tempo para desenvolver força e aprender as novas competências do seu novo ambiente.
Confiança é muito importante aqui. Eu fiz a transição como uma individual ganhando a minha vida com o meu próprio negócio e muito poucos recursos. Estava apavorada que a minha condição fisica não me deixasse ganhar o suficiente para sobreviver. Mas fui "contida" apesar do processo, e ainda tenho a minha casa e tive sempre o suficiente embora tenha havido algumas situações apertadas.
Não tome drogas de qualquer espécie se puder. Obviamente se está tomando medicação para a sua saúde, então você precisa continuar. Mas não tome drogas recreativas de qualquer espécie, porque elas vão agravar o processo e você pode se perder "além" nas dimensões superiores. Tenta também enfrentar a vida sem tomar anti-depressivos ou tranquilizantes, embora se está a tomá-los, vai precisar de conselho médico e não deve parar de repente. O melhor caminho a tomar é medicina homeopática e naturopática, e eu tenho achado que Essências Florais ajudam bastante também.
Evite multidões e lugares cheios de gente. Eu aperfeiçoei a arte de fazer compras semanais em uma hora relâmpago de modo a cuidar das minhas necessidades mas sem passar muito tempo em ambientes tóxicos e cansativos. A chave aqui, é segurar a sua própria paz e harmonia tão vigorosamente de modo que em vez de ser afetada pelo ambiente, é você que afeta o ambiente de maneira positiva. A pessoa Cristal segura e carrega sempre energia positiva, mas aprenderá a usá-la de maneiras incrivelmente poderosas uma vez que tenha atingido o seu equilibrio e que seja capaz uma vez mais de se mover entre as pessoas com facilidade.
Permaneça ancorada e centrada. Isto pode ser um desafio grande para aqueles que se estão a aclimatizar à consciência dimensional superior. Vai se sentir frequentemente tonta e "aérea". Mas tenta tomar atenção total aos aspectos de vida fisicos e de ancoro. A chave aqui é passar tempo fazendo exercício, andar ou atividades culinárias ou artisticas. Não passe horas em frente da TV ou perdido em jogos de computadores. Estes apenas servem para não se sentir ancorada.
Passe quanto tempo puder na Natureza. Vai achar que passar tempo ao ar livre e ao sol vai ajudar e reforçar os seus corpos. As Devas também estão aqui para suportar os seus processos.
Come simples e come tanta fruta e vegetais frescos quanto for possivel. Deram-me orientação que arroz castanho e vegetais são o melhor tipo de comida para este corpo novo. No entanto sacia os teus desejos - os meus têm variado entre lulas e bolo de chocolate. Não é altura agora para fazer dieta. O teu corpo precisa de quantidades enormes de nutrição para sustentar os processos que estás a passar. Pode até engordar, mas vais ter de aceitar que isto faz parte da transição.
Finalmente - Celebre a sua transição. Esta se tornando um humano Galáctico, o próximo passo na evolução humana! Está entrando no seu direito de primogenitura.
BENVINDO A CASA, ANJO HUMANO.
http://www.starchildascension.org/portuguesa/