Onde foi que te perdi?
Foi entre os homens que encontrei?
Foi entre os passos inseguros que dei?
Foi entre os lugares que passei?
Onde estás? De face virada para mim?
De costas voltadas para não te tocar?
Ou será que chegaste sem avisar?
Estava feliz quando pensei teres voltado
Quando pensei ter encontrado aquele pedaço que perdi
Mas se duvidas do que eu sinto fica sabendo que se te perdi foi porque nunca de encontrei de verdade
Onde estás tu, oh minha alma!
Sinto-me só sem ti
O mar levou-te e deixou-me aqui com outra alma engasgada a espera de mim
E quem se enganou afinal?
Fui eu por permitir a tua ausência
Ou foste tu que te perdeste de mim?
Desencontramo-nos no dia que desconfiamos.
E agora ainda dizes que há vida sem ti!
Mas eu sou apenas uma criança
Não tenho nada a confessar e nada para dizer.
Só temo que tenha chegado infelizmente o nosso fim
Pois se não encontrar-me não sei como fazer
Como vou viver contigo sem mim?
Tuesday, December 22, 2009
Friday, October 02, 2009
Estrelas do céu
Quem dera que aqueles momentos perdurassem
Momentos de paz, de alegria, de partilha, de comunhão natural
Quem dera que aqueles olhares perdurassem
Olhares de espíritos, de transcendência, de amizade
Quem dera eu fosse sempre alegre e feliz como sou
Ao aceitar que faço parte da Mãe
Sou viajante, viajante só
Troco o amor de um sítio só
Por uma nova descoberta de um lugar em que nunca se pensou estar
E as vezes correm lágrimas sem eu as poder parar
Por momentos de felicidade que vivi
Não sei bem onde nem com quem
São da lembrança que senti
Não sou de ninguém nem de lugar algum
Não sou esta insegurança que me afunda
Nem essa tristeza que me trai
Sou de mim
E só ao ver nascer o Sol
Renasço na esperança de poder escolher
um pedaço de momento em que possa ser
um pouco mais do que eu.
Mãe, não permitas que por me apegar a ti
Afaste-me de outros
Por que também alguns afastam-se de mim
Por não verem que estás aqui
Num olhar de criança
Nos pássaros
Nas árvores da rua
Ou numa brisa que arrepia
As estrelas do céu sei que são a minha família
Porque quando me sinto só olho-as e penso que numa dessas estrelas
está alguém como eu
E sem perder-me em etiquetas
Sem seguir espectros que consomem o vazio
Prefiro ver a beleza em tudo como vejo
Ao não confundir quem sou com o que tenho
Por ti, nunca deixarei de ser quem sou
Nem nesses momentos em que olho para as estrelas e deixo as lágrimas caírem
Por ti, nunca esquecerei quem o meu coração seguiu
Nem quando em cada passo me sentir desamparada
Enquanto as vozes do mar contam-me as histórias do seu nome
Eu pergunto as montanhas se o meu nome combina com o seu
Estás aqui, meu amor
Momentos de paz, de alegria, de partilha, de comunhão natural
Quem dera que aqueles olhares perdurassem
Olhares de espíritos, de transcendência, de amizade
Quem dera eu fosse sempre alegre e feliz como sou
Ao aceitar que faço parte da Mãe
Sou viajante, viajante só
Troco o amor de um sítio só
Por uma nova descoberta de um lugar em que nunca se pensou estar
E as vezes correm lágrimas sem eu as poder parar
Por momentos de felicidade que vivi
Não sei bem onde nem com quem
São da lembrança que senti
Não sou de ninguém nem de lugar algum
Não sou esta insegurança que me afunda
Nem essa tristeza que me trai
Sou de mim
E só ao ver nascer o Sol
Renasço na esperança de poder escolher
um pedaço de momento em que possa ser
um pouco mais do que eu.
Mãe, não permitas que por me apegar a ti
Afaste-me de outros
Por que também alguns afastam-se de mim
Por não verem que estás aqui
Num olhar de criança
Nos pássaros
Nas árvores da rua
Ou numa brisa que arrepia
As estrelas do céu sei que são a minha família
Porque quando me sinto só olho-as e penso que numa dessas estrelas
está alguém como eu
E sem perder-me em etiquetas
Sem seguir espectros que consomem o vazio
Prefiro ver a beleza em tudo como vejo
Ao não confundir quem sou com o que tenho
Por ti, nunca deixarei de ser quem sou
Nem nesses momentos em que olho para as estrelas e deixo as lágrimas caírem
Por ti, nunca esquecerei quem o meu coração seguiu
Nem quando em cada passo me sentir desamparada
Enquanto as vozes do mar contam-me as histórias do seu nome
Eu pergunto as montanhas se o meu nome combina com o seu
Estás aqui, meu amor
Monday, September 14, 2009
Todos mais uma
Thursday, September 10, 2009
Um dia
Um dia pensei em... comprar
Um dia pensei em... ter
Um dia pensei em... sobreviver
Um dia pensei em... crescer
E foi então que... adormeci
Isso é tudo muito chato!
Decidi que
Vou criar
Vou sonhar
Vou fazer
Vou SER
E o resto logo se vê!
Um dia pensei em... ter
Um dia pensei em... sobreviver
Um dia pensei em... crescer
E foi então que... adormeci
Isso é tudo muito chato!
Decidi que
Vou criar
Vou sonhar
Vou fazer
Vou SER
E o resto logo se vê!
Tuesday, September 08, 2009
Ecologia Humanista

Por Janos Biro
http://antizero.rg3.net/
Um dia os criminosos se reuniram numa conferência global e colocaram o seguinte em pauta: Estamos destruindo nosso mundo. A preocupação principal era que os criminosos estavam agindo de forma muito bruta, muito violenta, muito predatória. Sua fonte de renda estava simplesmente sendo destruída, literalmente entrando em extinção. Algo certamente precisava ser feito, urgentemente, ou então os criminosos não teriam mais a quem roubar, matar, estuprar, chantagear, extorquir e explorar de uma forma ou de outra. Isto quer dizer que não poderiam mais manter seu estilo de vida.
Então vieram com esta óptima idéia: “Vamos preservar! Não matemos alguém que não precisa ser morto, assim, por pura maldade. Não tiremos absolutamente tudo que a pessoa tem. Sejamos racionais e eficientes, poupemos nossos recursos”. Chamaram essa idéia de crime sustentável, por todo o mundo se falava em “assalto consciente”, por exemplo. Analistas chegaram à conclusão que se roubassem não mais do que uma pequena percentagem de alguém, essa pessoa poderia se recuperar mais rápido, e então ser assaltada mais vezes ao ano. Este tipo de discussão animou os criminosos mais intelectuais, que se empolgaram e escreveram muitos artigos sobre as excitantes novas perspectivas, novos paradigmas e novos rumos para o crime. Diziam coisas como: “Um crime mais humano é possível” e “Devemos ter respeito pelo que exploramos”.
Esta parábola, que pode parecer exagerada, é apenas uma amostra do erro que estamos cometendo em relação à ecologia. Enquanto animais morrem no zoológico de Goiânia, continuamos gastando milhões com os animais do zoológico de Brasília. Parece que suas exibições já se tornaram espetáculo. Há tanta mentira na política brasileira quanto no ambientalismo que promove o “desenvolvimento sustentável”, com um agravante: em questão de política, pelo menos temos a intuição de que há uma rede intricada de falsidades. Quanto ao ambientalismo, parece que ainda não percebemos quão enormemente ilusória é a história que estão nos contando.
As pessoas comuns tendem a achar que existe uma “crise de consciência”atingindo os “poluidores e destruidores do mundo”, e que agora, realmente, percebemos o mal que estamos fazendo e estamos nos encaminhando para uma mudança de modo de vida, que irá nos ajudar a deixar um mundo melhor para as gerações futuras.
O primeiro erro é achar que há alguma coisa de novo nessa preocupação. A idéia de que a preocupação ecológica é recente parece ter a intenção de encobrir o facto e a memória de que as medidas do passado, que visavam restabelecer o “equilíbrio entre o homem e a natureza”, falharam miseravelmente, e que estamos repetindo os mesmos erros há séculos. Não é preciso ser um especialista para ver que a longa história da relação entre o homem civilizado e a natureza está cheia de fracassos colossais em termos de alcançar uma “convivência harmoniosa”. Já na antiguidade havia pensadores preocupados com o desmatamento e com as barragens. Nada disto é novo, e é patente que as coisas pioraram, apesar de toda a preocupação. Tendemos a achar que somos mais “conscientes” hoje porque temos mais acesso à informação.
Nós hoje culpamos o petróleo e falamos de aquecimento global, mas houve um momento no passado em que o petróleo era a promessa de energia mais limpa e eficaz. O petróleo já foi o que hoje é o biodiesel: uma alternativa ecológica, só não tinha esse nome. A falha obviamente está em achar que basta que consigamos fontes de energia alternativa para mover nossa tecnologia actual. Dizer que vamos conseguir mover nossos carros sem poluir seria como, há 200 anos, dizer que conseguiríamos mover nossas carroças sem cavalos. Sim, é verdade, e daí? A ingenuidade está em ignorar que se nós continuarmos com a mesma mentalidade que substituiu as carroças por carros, então iremos inventar algo muito pior que os carros. É claro que, este julgamento valorativo será impossível até que o problema seja “irreversível”. Até quando vamos seguir este “padrão”? Quantos efeitos retroactivos nós poderemos acumular num mesmo sistema?
O segundo erro é localizar os “culpados” erroneamente. O ambientalismo actualmente está focado no consumo. Mas ele não critica a relação entre produção e consumo na modernidade, ele não tem legitimidade para criticar isso. O ambientalismo tenta falar de “responsabilidade dos indivíduos” porque é exactamente este o discurso que a sociedade do consumo quer ouvir. Como bons modernos, qualquer coisa que não esteja centralizada no indivíduo não nos parece muito agradável. Eles dizem que o foco é o ser humano, mas querem dizer que o foco são os consumidores.
Tentamos fazer uma ponte entre o ambiental, o social e o político. Isso avança muito lentamente, mas a questão não é simplesmente acelerar o processo, é compreender que simplesmente intercomunicar essas “áreas de actuação humana” pode nem sequer se aproximar de algo significativo. O problema pode estar em algo mais básico do que aquilo que apenas permeia estas áreas. Pode estar na nossa visão de mundo, nos pressupostos de nossa cultura. Pode estar além do alcance de qualquer questão “transdisciplinar”.
Tem havido algum debate sobre o fim do ambientalismo, e sobre a mudança dos “verdes” para os “azuis”. Segundo o propositor do movimento azul, Adam Werbach, nós devemos deixar de ser ambientalistas para nos tornarmos “progressistas”. Ele poderia ter sido mais directo, poderia ter dito logo “humanistas”. Sim, para a sociedade do consumo, a derrocada do ambientalismo parece ter se dado porque ela não foi humanista o suficiente. Adam diz que “O verde coloca o planeta no centro do diálogo. O azul coloca as pessoas no centro”.
A questão agora é como a preservação do meio pode ser boa para a economia, pois não há diálogo em outros termos. Agora há um nome oficial para a estratégia de “focar acções individuais” como se isto fosse realmente ecológico, é Projecto Pessoal de Sustentabilidade(PPS). Uma pequena amostra do grau de loucura a que chegamos. Com o ambientalismo se afastando velozmente da crítica à civilização, ficamos cada vez mais sozinhos.
Link para uma notícia sobre o movimento azul:
http://www.pagina22.com.br/index.cfm?fuseaction=artigoEnsaio&id=408
http://antizero.rg3.net/
Um dia os criminosos se reuniram numa conferência global e colocaram o seguinte em pauta: Estamos destruindo nosso mundo. A preocupação principal era que os criminosos estavam agindo de forma muito bruta, muito violenta, muito predatória. Sua fonte de renda estava simplesmente sendo destruída, literalmente entrando em extinção. Algo certamente precisava ser feito, urgentemente, ou então os criminosos não teriam mais a quem roubar, matar, estuprar, chantagear, extorquir e explorar de uma forma ou de outra. Isto quer dizer que não poderiam mais manter seu estilo de vida.
Então vieram com esta óptima idéia: “Vamos preservar! Não matemos alguém que não precisa ser morto, assim, por pura maldade. Não tiremos absolutamente tudo que a pessoa tem. Sejamos racionais e eficientes, poupemos nossos recursos”. Chamaram essa idéia de crime sustentável, por todo o mundo se falava em “assalto consciente”, por exemplo. Analistas chegaram à conclusão que se roubassem não mais do que uma pequena percentagem de alguém, essa pessoa poderia se recuperar mais rápido, e então ser assaltada mais vezes ao ano. Este tipo de discussão animou os criminosos mais intelectuais, que se empolgaram e escreveram muitos artigos sobre as excitantes novas perspectivas, novos paradigmas e novos rumos para o crime. Diziam coisas como: “Um crime mais humano é possível” e “Devemos ter respeito pelo que exploramos”.
Esta parábola, que pode parecer exagerada, é apenas uma amostra do erro que estamos cometendo em relação à ecologia. Enquanto animais morrem no zoológico de Goiânia, continuamos gastando milhões com os animais do zoológico de Brasília. Parece que suas exibições já se tornaram espetáculo. Há tanta mentira na política brasileira quanto no ambientalismo que promove o “desenvolvimento sustentável”, com um agravante: em questão de política, pelo menos temos a intuição de que há uma rede intricada de falsidades. Quanto ao ambientalismo, parece que ainda não percebemos quão enormemente ilusória é a história que estão nos contando.
As pessoas comuns tendem a achar que existe uma “crise de consciência”atingindo os “poluidores e destruidores do mundo”, e que agora, realmente, percebemos o mal que estamos fazendo e estamos nos encaminhando para uma mudança de modo de vida, que irá nos ajudar a deixar um mundo melhor para as gerações futuras.
O primeiro erro é achar que há alguma coisa de novo nessa preocupação. A idéia de que a preocupação ecológica é recente parece ter a intenção de encobrir o facto e a memória de que as medidas do passado, que visavam restabelecer o “equilíbrio entre o homem e a natureza”, falharam miseravelmente, e que estamos repetindo os mesmos erros há séculos. Não é preciso ser um especialista para ver que a longa história da relação entre o homem civilizado e a natureza está cheia de fracassos colossais em termos de alcançar uma “convivência harmoniosa”. Já na antiguidade havia pensadores preocupados com o desmatamento e com as barragens. Nada disto é novo, e é patente que as coisas pioraram, apesar de toda a preocupação. Tendemos a achar que somos mais “conscientes” hoje porque temos mais acesso à informação.
Nós hoje culpamos o petróleo e falamos de aquecimento global, mas houve um momento no passado em que o petróleo era a promessa de energia mais limpa e eficaz. O petróleo já foi o que hoje é o biodiesel: uma alternativa ecológica, só não tinha esse nome. A falha obviamente está em achar que basta que consigamos fontes de energia alternativa para mover nossa tecnologia actual. Dizer que vamos conseguir mover nossos carros sem poluir seria como, há 200 anos, dizer que conseguiríamos mover nossas carroças sem cavalos. Sim, é verdade, e daí? A ingenuidade está em ignorar que se nós continuarmos com a mesma mentalidade que substituiu as carroças por carros, então iremos inventar algo muito pior que os carros. É claro que, este julgamento valorativo será impossível até que o problema seja “irreversível”. Até quando vamos seguir este “padrão”? Quantos efeitos retroactivos nós poderemos acumular num mesmo sistema?
O segundo erro é localizar os “culpados” erroneamente. O ambientalismo actualmente está focado no consumo. Mas ele não critica a relação entre produção e consumo na modernidade, ele não tem legitimidade para criticar isso. O ambientalismo tenta falar de “responsabilidade dos indivíduos” porque é exactamente este o discurso que a sociedade do consumo quer ouvir. Como bons modernos, qualquer coisa que não esteja centralizada no indivíduo não nos parece muito agradável. Eles dizem que o foco é o ser humano, mas querem dizer que o foco são os consumidores.
Tentamos fazer uma ponte entre o ambiental, o social e o político. Isso avança muito lentamente, mas a questão não é simplesmente acelerar o processo, é compreender que simplesmente intercomunicar essas “áreas de actuação humana” pode nem sequer se aproximar de algo significativo. O problema pode estar em algo mais básico do que aquilo que apenas permeia estas áreas. Pode estar na nossa visão de mundo, nos pressupostos de nossa cultura. Pode estar além do alcance de qualquer questão “transdisciplinar”.
Tem havido algum debate sobre o fim do ambientalismo, e sobre a mudança dos “verdes” para os “azuis”. Segundo o propositor do movimento azul, Adam Werbach, nós devemos deixar de ser ambientalistas para nos tornarmos “progressistas”. Ele poderia ter sido mais directo, poderia ter dito logo “humanistas”. Sim, para a sociedade do consumo, a derrocada do ambientalismo parece ter se dado porque ela não foi humanista o suficiente. Adam diz que “O verde coloca o planeta no centro do diálogo. O azul coloca as pessoas no centro”.
A questão agora é como a preservação do meio pode ser boa para a economia, pois não há diálogo em outros termos. Agora há um nome oficial para a estratégia de “focar acções individuais” como se isto fosse realmente ecológico, é Projecto Pessoal de Sustentabilidade(PPS). Uma pequena amostra do grau de loucura a que chegamos. Com o ambientalismo se afastando velozmente da crítica à civilização, ficamos cada vez mais sozinhos.
Link para uma notícia sobre o movimento azul:
http://www.pagina22.com.br/index.cfm?fuseaction=artigoEnsaio&id=408
Saturday, September 05, 2009
Carta

Musicando as estrelas
Como quem utiliza pautas
Como quem utiliza pautas
Eu vejo esferas no céu
E eu, pensando em ti,
Começo a acreditar em contos de fadas
E sinto-me fada da tua esperança
Sinto-me fada da tua persistência em vencer
Amor, a nossa distância transmutar-se-á em magia
Amor, a nossa distância transmutar-se-á em magia
No dia em que os meus olhos reconhecerem os teus outra vez
Na sintonia com tudo
Perco a direcção de uma vida só
Porque a ligação que existe em nós
Faz-me ver que não somos os únicos
As asas da imaginação mergulham-me num turbilhão de emoções
que nada pode reprimir
Amor, a tua ausência me constrói e desconstrói ao saber
que mesmo assim sou parte de ti
Sinto-me razão de um sonho não concretizado
Emoção de uma lágrima escondida
Asas de um voo sem fim
em direcção a um fim que não se quer atingir
Hoje, chorei ao dar-me conta que
o mundo pára perante um sorriso de criança
Hoje, chorei ao dar-me conta que
sinto-me frágil por estar longe de ti
Vivendo na simplicidade juvenil
Vejo a crueldade do mundo que nos rodeia
E descubro que mais porquês ficarão por responder
Mas como só o amor responde tudo
Ignorante da sociedade
Preservo alguma identidade
Ignorante do espaço
Sinto a minha liberdade
Faço-me ignorante do tempo
E sinto-te aqui bem perto
Em lembranças intemporais de amor
Tão lindo, doce, natural, selvagem
Amor, quando voltares
Espero que seja ainda bem cedo
Porque o nosso amor é luz
Luz que guia de noite e de dia
Atracção que une por meio de dádivas na eternidade
Amo-te Â*****
És o meu anjo de luz
Thursday, September 03, 2009
Amor
Rui:Por amor
Dou-me todo
Sofro,
Choro
Peço Perdão,
Perdoo,
E esqueço todo o mal.
(Em resposta ao Rui...)
Eu:
Amar é dar vida na vida que dá e ser vida sem tirar mas na troca de sonhar e transmutar a realidade em sonho.
Amar é deixar crescer a harmonia que se faz da partilha do ser que não perdeu em ceder.
Amar é acreditar que sonho é realidade e que o tempo pode parar ou passar despercebido.
Amar é realizar a vida como um Deus que realizou a criação porque precisou imaginar que a beleza exitia.
**********
Se és chama acende-te
Se és luz ilumina-te
Se és vida dá-te
Se és querer faz acontecer
Se és viver faz nascer
Se és amigo cria laços
Se és poeta emociona-te
Se és pintor colore-te
Se és amor partilha-te
Se és tu faz-te único
Sente a unidade que jaz na relação entre tudo
Respira a beleza que jaz escondida entre um nevoeiro de multidão
Deixa-te crescer e renascer entre toda essa fumaça que tenta poluir toda fonte de paz
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