Friday, November 30, 2018

Enemy

One day I looked at myself in the mirror and I saw the face of my greatest enemy, while the tears were falling down on my face because I new I could never forget someone, so similar to me.

Everytime I would look in the mirror I would remember him.
How could the man who had attacked my life be so physically like me?

The man that I once tried to love, the same man who persecuted me, and my greatest enemy,

He shares traces in common with my face, in our relationship of friendship without balance, we had no doubt similar parts of the body, 

 I watched myself in the mirror, and terror seized my face, the terror of knowing that my greatest enemy could be myself, the terror of knowing that I could end my own life, or persecute someone, be the enemy of me, or worse, I could one day, like him, be the greatest enemy of someone who loves me. 

 I watched, my face and the shame ran out of my soul, the shame of knowing that I shared the same traces with a monster, both humans, it's hard for me to accept my human condition since I met you, a monster that still haunts my memories, how can a human being want to destroy, do to so much harm to someone else. 

We shared moments together, you saw my pain as your own, you recognized me and you tried to love me, you swore and you made promises, we had so much in common one day, I ask myself, how could you? How could you try to steal the flower of life out of my chest? 

How could you try to take the color off from my face, to take out my own life? How could you forget that we were so alike in the moment you tried to possess me by force? How could you stop seeing me physically, so similar to you?

inimigo

Eu olhava me ao espelho e via o rosto do meu maior inimigo, as lagrimas caiam sobre o meu rosto porque eu nao poderia nunca esquecer
Como o homem que tinha atentado contra a minha vida, podia ser tao fisicamente parecido comigo?

O homem que um dia tentei amar, o mesmo homem que me perseguiu, e quiz o meu maior mal,
partilhava tracos em comum com o meu rosto, numa relacao de amizade sem equilibrio, tinhamos sem duvida partes do corpo semelhantes,

eu observava-me no espelho, e o terror apoderava-se do meu rosto, o terror de saber que o meu maior inimigo podia ser eu mesma, o terror de saber que eu mesma podia dar cabo de mim, perseguir alguem, ser inimiga de mim, ou pior, eu podia um dia, como ele, ser a a maior  inimiga de alquem que me ama.

Eu observava, o meu rosto e a vergonha opoderava-se da minha alma, a vergonha de saber que partilho coisas em comum com um monstro,
ambos humanos, custa me aceitar a minha condicao humana desde que te conheci, monstro que ainda assombra as minhas lembrancas, como pode um ser humano querer destruir, fazer tanto mal a alguem

partilhamos momentos juntos, viste a minha dor como tua, reconheceste-me e tentaste me amar, juraste e fizeste promessas, tinhamos tanto em comum,
eu pergunto me, como pudeste? Como pudeste tentar arrancar a flor do meu peito?
Como pudeste tentar tirar a cor do meu rosto, a minha propria vida?

Como pudeste esquecer que eramos tao parecidos no momento que me tentaste possuir?
Como pudeste deixar de me ver fisicamente, tao igual a ti?




Wednesday, November 07, 2018

madrugada

A Vida e dupla. E eu sou suja. Sigo Cansada, Amada, amando e ocupada. Sempre que A Vida camufla-se em ausencia persegue me e nao me deixa em Paz.

Eu fiz o que pude para esquecer-te, pintor inconstante, amigo inseguro, irmao do meu corpo e do meu destino, em todas as ruas do nosso bairro nos encontramos solitarios,
da mesma forma que todas as veias do meu corpo se estendem em direcao ao teu corpo, desfazendo-se o meu sangue na mesma coisa que o teu.


, porque Tu afirmas nao me quereres Como mulher mas Tu nao me deixas em paz, nao aceitas a minha independencia, mas nao me das sossego, persegues me em sonho e em tentacao.

E tudo o que faco e tentar sobreviver do nosso amor ausente e desconhecido de si mesmo. Por que tu dizes nao me quereres mas nao deixas de me querer.

E por isso mesmo Eu faco me tua, por me deixares tao so,
talvez por negacao a mim mesma, deixo me ir contigo por rebeldia a minha propria vida, sigo contigo para a morte da minha vontade de mim.

E andamos a noite juntos famintos como vampiros, sobrevivemos inseguros a humidade e sujidade das madrugadas,

 andamos juntos nas madrugadas que sao os momentos que ninguem quer,
bebemos, e amamo-nos como desconhecidos, como se fosse a primeira vez todas as vezes que estamos juntos.

E em segredo tentas fazer me crer que nao me amas,
E em segredo nao me consegues deixar talvez, porque temos a solidao como lugar comum.

E a tua ausencia todas as manhas, traz me a realidade do vazio que a vida pode ser,
E a tua presenca em noites especiais, traz me a crua e amarga beleza da vida
Trazes me de volta a natureza cruel do que a vida pode ser, a crueza de nao saber o que vai ser do amanha,

, largas me e deixas me desprotegida de frente com as feras da vida de todos os dias, deixas-me seguir sozinha, solta e largada em direcao ao vento.